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quarta-feira, 2 de março de 2011

«Gasol»: encontre o mais barato no seu telemóvel

Numa altura em que o preço dos combustíveis atinge valores recorde, surge uma aplicação que o pode ajudar a encontrar o posto mais barato, perto de si.

A Optimus, através da nova aplicação Gasol, ajuda a encontrar o posto de abastecimento mais próximo e económico. A aplicação é gratuita e já está disponível para utilizadores de iPhone, iPod Touch e iPad na loja de aplicações da Apple, avança a empresa em comunicado.

Com o lançamento da aplicação Gasol para smartphones e tablets, a Optimus reforça a sua aposta na disponibilização de aplicações diferenciadoras e funcionais, para que os seus clientes e todos os portugueses possam tirar o máximo partido deste tipo de equipamento.

«Nem sempre o posto mais barato é a melhor solução para quem procura abastecer a um preço mais económico, principalmente se implicar uma deslocação de largos quilómetros. Por esse motivo, a aplicação Gasol tem disponível a função génio que permite calcular, caso a caso, a melhor solução de abastecimento, através da avaliação integrada de factores como o consumo médio, quantidade de combustível a abastecer, consumo ida ou ida e volta, postos abertos no momento da pesquisa e descontos nas marcas», acrescenta.

A aplicação Gasol permite pesquisar o posto mais próximo numa determinada localidade ou através de um mapa. É possível também seleccionar o tipo de combustível, marca ou raio de acção; ordenar a pesquisa por preço, distância ou custo total de abastecimento; e obter informação detalhada sobre os postos, com preços praticados e serviços. A aplicação permite ainda calcular a rota até aos postos e guardar nos favoritos os resultados por preço, distância e «função génio».

A Gasol pode ser descarregada na Appstore, ou enviando um SMS grátis com GASOL para o 1293.
A informação utilizada nesta aplicação é prestada pelos titulares das explorações de postos de abastecimento à Direcção Geral de Energia e Geologia, pelo que deste modo, a aplicação fornece a informação oficial mais actualizada e precisa possível, para que a mesma possa ser útil aos utilizadores no seu dia-a-dia.

Cerveja: aumento de 5% com pouco impacto no consumo

O presidente da Unicer admite um aumento de, pelo menos, 5% no preço da cerveja face a 2010, mas estima que não terá impacto no consumo, apesar das quebras rondarem já 10%.

António Pires de Lima, que falou à Lusa após a apresentação dos resultados da Unicer (os melhores de sempre, segundo a empresa) disse que as perspectivas deste ano para o mercado doméstico «são negativas, porque o consumo está a cair muito», mas acrescentou que seria impossível não reflectir o aumento dos custos no consumidor.

«Estamos a viver uma circunstância muito difícil no mercado português, com o consumo a cair, e o custo das matérias-primas dos combustíveis e da energia a aumentar exponencialmente», declarou, apontando como exemplo o preço do malte, que subiu 80% desde Julho.

O presidente da Unicer afirmou que a empresa aumentou os preços cerca de 3% em Outubro, mas «é previsível» que suba mais dois ou três por cento, «para poder fazer face ao aumento brutal de matérias-primas», pelo que o aumento médio face a 2010 deverá ser de 5%.

Questionado sobre o impacto desta subida sobre o consumo, que caiu três por cento em média no último ano, mas teve quebras de 10% no último trimestre - tendência que se mantém, segundo Pires de Lima - o presidente da Unicer considera que não será significativo.

«É possível que tenha alguns reflexos no consumo, mas o que tem maior impacto é o tempo e o momento económicos que estamos a viver», frisou o mesmo responsável.

«Um aumento de 2 ou 3% numa imperial que custa um euro é relativamente marginal para o bolso de um consumidor», observou.

Seguros: mulheres vão pagar prémios mais altos?

Longe vão os tempos em que os homens podiam dizer com desdém que «as mulheres ao volante são um perigo constante». Nos dias que correm, provam os dados estatísticos, os homens cometem mais asneiras e estão envolvidos em mais acidentes do que as mulheres. De tal forma que as seguradoras cobram, frequentemente, prémios mais baixos às mulheres do que aos homens, na hora de fazer um seguro automóvel.

Mas esta é uma benesse que milhões de mulheres por toda a Europa podem deixar de ter, por causa de uma decisão do Tribunal Europeu de Justiça, desta terça-feira. O Tribunal abole a possibilidade de bancos e seguradoras avaliarem o perfil de risco de um cliente com base no género, e com base nisso decidirem também os prémios de seguros automóveis e de pensões.

A decisão do Tribunal Europeu de Justiça põe fim às práticas de algumas seguradoras em 14 países, incluindo Itália, Espanha, Alemanha e Reino Unido, onde o risco era avaliado com base em estatísticas que mostram uma divergência entre as esperanças médias de vida e os registos de acidentes de viação dos dois sexos.

A decisão não poderia ter causado mais polémica, escreve a CNN. Para uns, é uma vitória dos aceleras (homens), para outros, a reposição da justiça, já que as mulheres estavam a ser beneficiadas, e para outros ainda, isto acaba com a esperança de muita gente, de ter uma velhice confortável.

As seguradoras afirmam que os prémios de seguros automóvel cobrados às mulheres actualmente chegam a ser até 50% inferiores àqueles que são cobrados aos homens, porque elas representam um risco menor. Os condutores do sexo masculino com idades abaixo dos 29, por exemplo, batem seis vezes mais do que as mulheres da mesma faixa etária, mesmo tendo em conta a quantidade de quilómetros feitos.

Euribor recuam nos prazos mais curtos

As taxas Euribor estão esta quarta-feira a recuar nos prazos mais curtos, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.

A taxa a três meses, a mais frequente no crédito às empresas, recua 0,001 pontos para 1,095 por cento, enquanto a taxa a seis meses, o principal indexante do crédito à habitação, perde 0,001 pontos para 1,381 por cento.

Já a Euribor a 12 meses sobe 0,002 pontos para 1,775 por cento.

As taxas Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.

Crise: portugueses cortam nas viagens

As viagens de residentes em Portugal caíram 13,6 por cento nos primeiros nove meses de 2010 face a 2009, avança esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE), que atribui esta diminuição à crise que o país atravessa.

Entre Janeiro e Setembro, os residentes em Portugal realizaram cerca de 11,6 milhões de viagens, uma queda de 13,6% face a 2009. Ao todo, estas viagens suscitaram 55,6 milhões de dormidas.

De acordo com a mesma fonte, «a conjuntura económica justifica em grande medida» a quebra registada.
Portugal foi o destino de 90% dos residentes, enquanto 10% deslocaram-se para o estrangeiro.

As viagens em «lazer, recreio e férias» foram o principal motivo para a deslocação dos residentes, no total de 6,4 milhões de viagens, ou seja, 54,6% do total.

Carro é o meio de transporte preferido

Seguiram-se as visitas a «familiares ou amigos» e deslocações «profissionais e negócios», no total de quatro milhões e 728 mil viagens, respectivamente, e ainda as deslocações «por outro motivo» (480 mil), onde se incluem razões de ordem religiosa ou de saúde.

O carro é o meio de transporte preferido, escreve a Lusa. É usado em 82,7% das viagens, enquanto o avião foi usado em oito por cento.

No entanto, este foi o meio mais utilizado nas deslocações para fora do país (60,4%), sendo apenas usado em 1,9% das deslocações domésticas.

A maioria das viagens (64,2%) foi de curta duração, ou seja, inferior a quatro noites. Nas deslocações dentro de Portugal, são predominantes as deslocações de curta duração, enquanto para o estrangeiro são mais frequentes as de maior duração.

Quanto ao perfil de turista, o escalão etário que mais viajou entre Janeiro e Setembro de 2010 foi o que se situa entre os 45 e os 64 anos.

As mulheres representaram 50,1% dos turistas, ainda que os homens sejam maioritários nas viagens de negócios e profissionais (70,3%).

Apple a horas de revelar novo iPad

A curiosidade e a expectativa são muitas: a Apple deverá revelar esta quarta-feira o novíssimo iPad 2 nos Estados Unidos.

O novo tablet da Apple será apresentado pela primeira vez ao público, ao que tudo aponta, durante o Yerba Buena Center for the Arts, evento tecnológico que decorre em São Francisco e para onde a empresa de Steve Jobs marcou uma conferência para as 10h00 locais (18h00 em Lisboa), escreve a Lusa.

Embora não haja confirmação prévia sobre a comunicação da Apple, os rumores apontam para que seja apresentado o novo iPad, que alegadamente será mais fino e leve que o seu antecessor e incorporará novas opções e um renovado design.

O mercado dos tablets, de que o iPad é líder, tem vindo a crescer e recentemente, no Mobile World Congress, a maior feira de tecnologia que decorreu em Barcelona, foram apresentados mais de dez equipamentos que surgirão em breve no mercado para competir com o produto da Apple.

Samsung, Motorola, Blackberry, LG e HTC são algumas das marcas que em breve colocarão no mercado diversos tablets, dispositivos semelhantes a um pequenos computadores de ecrã táctil que permitem ter uma experiência de leitura de jornais, revistas ou livros próxima da leitura em papel, com a vantagem de se poder aceder a conteúdos multimédia.

Barril de petróleo acima dos 115 dólares

Os preços do petróleo nos mercados internacionais estão em alta esta quarta-feira, influenciados ainda pelos conflitos no Médio Oriente, em particular pela revolta na Líbia.

À medida que o presidente líbio, Muammar Khadafi, vai perdendo o controlo do país, os preços do petróleo vão oscilando entre subidas e descidas ligeiras, depois da escalada verificada no final de Fevereiro.

Para Warren Buffett, presidente do grupo Berkshire Hathaway Inc, os mercados estão a antecipar uma possível escassez dos futuros do petróleo, disse o famoso investidor numa entrevista ao canal de televisão CNBC.

Em Londres, o barril de Brent, que serve de referência para Portugal, sobe 0,11%, para os 115,55 dólares.

Uma tendência seguida também em Nova Iorque, onde os futuros de crude avançam 0,44%, para os 100,07 dólares por barril.

PSI20 encerra a perder 0,18%

Esta foi uma sessão de perdas nas principais praças europeias, tal como em Lisboa. O PSI20 caiu 0,18% para os 7.974,00 pontos, Paris recuou 0,81%, Londres 0,17%, Frankfurt 0,5% e Madrid 1,1%.

Por cá, o pior desempenho foi protagonizado pela PT. As acções da empresa de Zeinal Bava caíram 1,47% para os 8,43 euros. Na banca, o BCP e o BPI terminaram a sessão do lado das perdas, recuando 0,78% para os 63 cêntimos e 0,42% para os 1,41 euros, respectivamente.

O BES ficou de fora deste pessimismo e foi o título que mais subiu em bolsa, avançando 2,01% para os 3,24 euros por acção.

terça-feira, 1 de março de 2011

Entrega do IRS começa hoje. Já tem tudo?

Os contribuintes da primeira fase (aqueles que apenas têm rendimentos das categorias A e/ou H, ou seja, de trabalho por conta de outrem ou pensões) a entrega em papel pode ser feita de 1 a 31 de Março e a entrega pela Internet está disponível entre 1 e 30 de Abril.

Já para os restantes contribuintes, que recaem na segunda fase da entrega, a declaração pode ser submetida em papel entre 1 e 30 de Abril ou pela Internet entre 1 e 31 de Maio.

Recorde-se que, para a entrega das declarações pela Internet é necessária uma senha. Quem ainda não a obteve ou perdeu, convém solicitá-la com antecedência, uma vez que o envio da mesma por parte das Finanças pode demorar vários dias. Pode fazê-lo pela Internet, no site «www.e-financas.gov.pt».

Cuidados nas despesas de saúde e educação

Pode deduzir despesas com educação: material escolar, despesas com formação, incluindo encargos com creches, lactários, jardins-de-infância, formação artística, educação física, educação informática e explicações respeitantes a qualquer grau de ensino.

Na saúde, reúna facturas de farmácia, dos médicos, de material terapêutico e tome especial atenção aos gastos de saúde com IVA a 20 ou 21% (a taxa normal aumentou a meio do ano), porque só podem ser deduzidos se acompanhados de receita médica. O mesmo acontece com as mensalidades do ginásio e com os leites para bebés.

Na habitação (juros e rendas), junte declarações do banco e recibos de renda.

No IRS de 2010, que entregará nos próximos meses, ainda vigoram os tectos antigos. No de 2011, que entregará em 2012, é que há novos limites, mais apertados, para as deduções nos escalões mais elevados de rendimento.

PPR, fraldas, computadores e energias renováveis: o que deduzir?

2010 foi o último ano em que ainda pôde usufruir de um benefício fiscal máximo de 400 euros nos PPR. No IRS de 2011, que vai entregar em 2012, esse benefício cai para 100 euros, no máximo, e apenas para alguns escalões de rendimento.

As fraldas para bebés, assim como as cadeirinhas para usar no automóvel, não são dedutíveis. Também já não é possível a dedução de encargos com aquisição de computadores.

No IRS de 2010, que entrega em breve, também ainda pode deduzir encargos com energias renováveis (painéis solares e fotovoltaicos, bombas de calor para aquecimento de água, salamandras, etc.) e gastos com eficiência energética, incluindo equipamentos e obras que contribuam para a melhoria de comportamento térmico de edifícios (isolamentos térmicos incluindo telhados, paredes e chão), vidros duplos, etc.).

Seguros e donativos também podem entrar

Se fez donativos a instituições de solidariedade social, religiosas ou não, lembre-se que tem direito a deduzir uma parte.

E há também seguros cujos prémios podem ser deduzidos: por exemplo, os seguros de vida e, para quem tem seguro automóvel, a parte que diz respeito ao seguro de ocupantes.

Os sujeitos passivos que aufiram rendimentos da categoria B (trabalho por conta própria), e que estejam sujeitos à determinação dos rendimentos com base na contabilidade, podem deduzir também despesas com viaturas.

Quem tem rendimentos de rendas, ou mais valias resultantes de venda de acções, imóveis, etc., e for declará-las, também deve reunir toda a documentação necessária.

Este ano ainda não é necessário NIF dos bebés

Este ano ainda não é necessário o Número de Identificação Fiscal (NIF) de todos os dependentes, ascendentes e colaterais para os quais sejam invocadas deduções. Ou seja, se tem despesas com bebés, crianças e idosos, este é o último ano em que pode deduzi-las sem indicar o respectivo NIF.

Estagiários passam a descontar para Segurança Social

Aceder a um estágio profissional vai ser mais complexo e compensar menos. A partir desta terça-feira os estagiários vão passar a descontar 11 por cento para a Segurança Social e ficar sujeitos ao pagamento da taxa social única.

A medida abrange as bolsas atribuídas pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) com licenciatura, mestrado ou doutoramento, que serão ainda alvo de uma redução de dois para 1,65 indexantes dos apoios sociais.

Em contrapartida, o estagiário tem direito a subsídio de alimentação e a seguro de acidentes de trabalho, apoiados pelo IEFP.

Contas feitas, um jovem solteiro e sem filhos que ganhava 838,44 euros num estágio remunerado vai passar a receber 581,13 euros, segundo escreve o jornal «i».

As novas regras abrangem todos os aqueles que realizem estágios profissionais até aos 30 anos.

De fora ficam os estágios que tenham como objectivo o cumprimento de requisitos adicionais e específicos para acesso a títulos profissionais, os estágios curriculares de quaisquer cursos e os estágios cujo plano requeira perfil de formação e competências nas áreas da medicina e da enfermagem.

Estas medidas estão incluídas numa portaria publicada na segunda-feira em Diário da República, sobre o Programa de Estágios Profissionais, e que entra esta terça-feira em vigor.

A portaria insere-se no pacote de iniciativas avançadas pelo Executivo socialista e anunciadas por José Sócrates na semana passada, no Parlamento, relativas ao aumento para 50 mil do número de estágios profissionais remunerados.

BP e Repsol seguem Galp e Cepsa e aumentam preços

Depois da Galp e da Cepsa, na segunda feira, foi esta terça-feira a vez da BP e da Repsol aumentarem os preços do gasóleo e da gasolina, com esta a atingir, nalguns postos da Repsol, o valor mais elevado de sempre.

Segundo disse à agência Lusa fonte da Repsol, às 00:00 desta terça-feira os postos da marca passaram a cobrar mais 1,5 cêntimos por cada litro de gasóleo e mais 2,4 cêntimos por cada litro de gasolina.

A gasolina atingiu assim valores «mais altos do que em 2008», altura em que este combustível tinha atingido valores recorde.

No caso da BP - que a Lusa não conseguiu contactar em tempo útil - a actualização de preços terá sido de 2,9 cêntimos na gasolina e de 0,9 cêntimos no gasóleo.

Na noite de domingo para segunda-feira, já a Galp e a Cepsa tinham aumentado o preço dos combustíveis.

Nos postos da petrolífera nacional, a actualização foi de três cêntimos para a gasolina e de um cêntimo para o gasóleo, enquanto na Cepsa a gasolina sem chumbo 95 subiu 2,7 cêntimos (para 1,559 euros o litro) e o gasóleo aumentou 1,3 cêntimos (para 1,407 euros o litro).

Na base desta nova subida de preços está o aumento do petróleo nos mercados internacionais, que superou já a barreira dos 100 dólares por barril, e a subida dos produtos refinados.

Desde o início do ano, o preço do gasóleo já subiu mais de 13 cêntimos, enquanto a gasolina encareceu 8 cêntimos.

Futuro de Portugal traçado até final de Março

É um alvo certeiro dos mercados e o seu futuro está totalmente dependente da decisão que sair da cimeira extraordinária dos líderes europeus, que se realizará em Março. Se esta falhar, o «destino de Portugal deve ficar traçado». A opinião é da «The Economist» que reservou um extenso artigo sobre a economia portuguesa na sua última edição.

Intitulado «O Inverno de viver perigosamente», o artigo da revista britânica é claro: «Se os líderes europeus falharem em apresentar um plano credível para resolver a crise de dívida soberana na cimeira de Março, o destino de Portugal deve ficar traçado».

Isto porque, escreve a publicação, os mercados não têm dado tréguas a Portugal, como o demonstram os juros em máximos da dívida pública, taxas «insustentáveis» para «tudo o que não seja financiamento a curto prazo».

«Depois da Irlanda e Grécia, os mercados alinharam Portugal como sendo a próxima peça do dominó a tombar na crise de dívida soberana europeia», escreve a «The Economist».

Mesmo assim, a revista acredita que Portugal não é igual à Grécia ou à Irlanda, embora seja um país «vulnerável» e com um sistema financeiro «viciado em liquidez do Banco Central Europeu».

Para a «The Economist» Portugal tem dois problemas estruturais: o fraco crescimento económico e o défice. E a solução passa, entre outros, pela flexibilização do mercado laboral, com um corte nos custos e mais produtividade.

12 mil perdem subsídio de desemprego. Mas «é bom»

Cerca de 12 mil portugueses perderam o acesso ao subsídio de desemprego no ano passado, devido às novas regras introduzidas em Agosto. Mas, para o secretário de Estado do Emprego, Valter Lemos, isso só traduz o «bom funcionamento do sistema».

«O subsídio é pago com os dinheiros da segurança social e serve para as pessoas que não têm oportunidade de ter emprego e não para as que não querem trabalhar», vincou o secretário de Estado, citado pela Lusa.

O jornal «Público» escreve esta terça-feira que as anulações de subsídios dispararam com as novas regras, e cerca de 12 mil desempregados perderam o subsídio porque faltaram às convocatórias do centro de emprego, não cumpriram o dever de apresentação quinzenal ou recusaram uma proposta de emprego ou de formação profissional. Isto numa altura em que o desemprego atinge um novo máximo.

Estes números representam um aumento de quase 49% face às anulações e reclamações feitas em 2009 e cerca de 10% dos atingidos (1.200 desempregados) decidiram recorrer da decisão.

Muitos desempregados continuam a recusar ofertas de trabalho

«As pessoas têm o direito a fazer as suas reclamações e a serem atendidas quando têm razão. Uma taxa de 10% significa um bom funcionamento do sistema», disse Valter lemos.

O governante salientou que a administração pública «deve ser rigorosa» na atribuição do subsídio e defendeu que os dados de perda de subsídios «demonstram» que os serviços públicos de emprego «estão a melhorar a análise» das situações em que os subsídios devem ser atribuídos, para que lei seja cumprida com rigor.

«As pessoas perderam o subsídio de desemprego nos termos da lei e não por nenhum ato, sem razão, de um funcionário», disse Valter Lemos, salientando que «muitas pessoas» perderam o subsídio «porque não aceitam empregos nas condições em que a lei estabelece».

As novas regras de atribuição do subsídio determinam a obrigatoriedade, durante os primeiros 12 meses de desemprego, de aceitação de um trabalho que ofereça um salário 10% superior ao subsídio de desemprego mas, a partir do terceiro mês, a lei considera emprego conveniente o correspondente a um salário de valor igual ao subsídio.

«Não consigo perceber que alguém ache que os desempregados, quando lhes é oferecido um emprego, possam recusar», afirmou o governante.

No boletim divulgado esta terça-feira, o Eurostat reviu em alta o desemprego em Portugal desde Setembro. Nos últimos quatro meses do ano, o desemprego situou-se assim nos 11,2%, segundo o gabinete de estatísticas da União Europeia. Na anterior estimativa, o Eurostat apontava para 10,9% de desemprego em Dezembro.

Analistas: é preciso apertar ainda mais o cinto

As garantias dadas pelo Governo sobre o cumprimento do défice este ano terão de ser acompanhadas de novas medidas de austeridade para convencerem os parceiros europeus, consideram os analistas financeiros contactados pela Lusa.

«Em relação a esta reunião de quarta-feira, não me parece que Sócrates tenha sido convidado só para lhe darem boas notícias. Se forem autorizadas condições de alargamento do fundo para que Portugal possa recorrer, isso implicaria a exigência ao Governo de medidas adicionais», disse à Lusa o director de investimentos do Banco Carregosa, João Pereira Leite.

De acordo com o especialista, «quando se diz que esta reunião vai ser para preparar a reunião dos líderes europeus de 11 de Março, mesmo que haja boas notícias no sentido do alargamento do fundo, serão impostas condições adicionais para que Portugal possa recorrer a essa ajuda».

Sócrates reúne-se amanhã com chanceler alemã

Assim se explica que José Sócrates, que na quarta-feira se vai reunir com Angela Merkel, tenha dito, dois dias antes, que Portugal fará «tudo o que for preciso» para cumprir o défice de 4,6% este ano, incluindo novas medidas de austeridade.

No entender de João Pereira Leite, o Governo, ao falar neste tema, está «a dar uma nota ao mercado que as medidas vão mesmo ser reforçadas».

Teixeira dos Santos «não iria neste momento dizê-lo com a visibilidade que o fez se não estivesse convicto que terá mesmo de o fazer», comentou o economista, segundo o qual esta posição do ministro «não é inocente», na medida em que «é já para preparar a opinião pública e os investidores internacionais para novas medidas».

A economista chefe do BPI, Cristina Casalinho, tem a mesma interpretação: «Trata-se de uma mensagem clara às instâncias europeias. É obvio que as autoridades portuguesas, ao reforçarem o seu empenho e o seu compromisso com as metas estabelecidas, estão a dar indicações às autoridades europeias que mantêm o compromisso de envidar todos os esforços para cumprir os compromissos de redução da despesa».

Porta aberta à negociação

Portugal «está a querer mostrar o seu compromisso com o rigor orçamental e quer dar garantias aos parceiros europeus, e à Alemanha em particular, que há empenho e fará o que for necessário», disse, por seu turno, Filipe Garcia, administrador da Informação de Mercados Financeiros (IMF).

Segundo considerou, «Teixeira dos Santos quer mostrar, por um lado, esse compromisso, mas por outro lado, está a transferir o ónus para os países do centro ao dizer que quer um regulamento para impostos e orçamento», conforme o governante defendeu segunda-feira em Lisboa.

Ora, «isto abre uma porta para a negociação. Ao contrário da Irlanda, que nunca abriu as portas a uma harmonização fiscal, Portugal abre essa porta», considerou Filipe Garcia, reportando-se à proposta alemã de mais harmonização fiscal, incluída no pacto de competitividade, que é encarado como uma moeda de troca para permitir a flexibilização dos instrumentos do Fundo.

O recurso ao fundo de garantia europeu, no entanto, não basta por si só, conclui: «As taxas [de juro pelo empréstimo] são muito altas, ajudam mais ao problema do que à solução».

Imobiliário: Lisboa cai cinco lugares no «ranking»

Lisboa caiu cinco posições, para o 23º lugar entre 27 cidades europeias, no ranking europeu de desenvolvimento imobiliário que consta do relatório «Emerging Trends in Real Estate Europe 2011» da Urban Land Institute e da consultora PwC.

Munique, tal como no ano passado, ocupa o primeiro lugar no que respeita às perspectivas de desempenho dos investimentos existentes e Istambul ocupa o segundo lugar relativamente aos investimentos existentes e o primeiro lugar tanto para novas aquisições como para desenvolvimento.

«2011 está longe de ser o ano da recuperação do sector imobiliário», lê-se naquele relatório citado pela Lusa, no qual os especialistas concluem que o sector imobiliário enfrenta como desafios as medidas de austeridade, a regulação mais rígida, a crise da dívida soberana e o mercado de crédito cada vez mais restritivo.

Dublin, Atenas, Lisboa e Budapeste ocupam o fundo da tabela quanto a perspectivas de desempenho dos investimentos imobiliários.

Das 17 cidades incluídas no ranking, Lisboa ocupa o 24º lugar em relação a propriedades em carteira, quando ocupava o 17º lugar em 2010, e o 25º lugar nas novas aquisições, baixando do anterior 21º lugar.

Com base na opinião de 600 especialistas da indústria, o relatório conclui que 2011 não vai ser o ano da recuperação do sector e que vai ficar marcado pela emergência de um mercado a duas velocidades, reflectindo a diferença entre mercados que são oportunidades de investimento e mercados de segunda linha.

Preço do petróleo sobe mais de 1%

Os preços do petróleo estão a subir mais de 1% nos mercados internacionais, com as manifestações no Irão a preocupar os investidores em relação ao fornecimento de crude.

Note-se que o Irão é o segundo maior produtor de petróleo entre os países que fazem parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Neste momento, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência ao mercado português está a subir 1,67 por cento para 113,67 dólares.

Em Nova Iorque, o crude está a ganhar 1,26 por cento, com cada barril a valer 98,19 dólares.

Lisboa quase escapa às quedas mas banca barra a saída

A bolsa de Lisboa fechou esta terça-feira em queda, mas por pouco: 0,09% para 7.988,22 pontos, um comportamento que acabou por ser o melhor da Europa. E só não foi ainda melhor por causa da banca.

Numa altura em que está ao rubro a especulação sobre o pedido português de ajuda externa e em que os juros da dívida pública continuam acima dos 7,5%, a banca liderou as descidas na sessão.

O BES derrapou 3,05% para 3,18 euros, mas o BCP também deslizou 1,55% para 64 cêntimos e o BPI caiu 1,12% para 1,42 euros.

No vermelho fecharam ainda as acções da EDP, que cedeu 0,18% para 2,74 euros, e da Cimpor. A cimenteira apresentou resultados de 2010 esta manhã, com lucros de 241,8 milhões de euros, mais 2% que em 2009. Mesmo assim, as acções baixaram 0,7% para 4,98 euros.

Galp movida a petróleo

Do lado contrário fecharam as acções da Galp, que liderou os ganhos: 1,13% para 15,25 euros, animada pela escalada do petróleo.

O crude continua muito pressionado e em alta. Ontem a cotação tinha estabilizado, pela primeira vez em quase uma semana, graças à Arábia Saudita, que se disponibilizara a aumentar a sua produção para compensar um eventual bloqueio do abastecimento à Europa por causa da situação na Líbia. Mas esta terça-feira começam também a surgir receios de que a própria Arábia Saudita venha a registar tumultos. Existem rumores de que estão agendados protestos para este mês de Março e, para além disso, surgiram também as primeiras notícias de confrontos no Irão. As duas nações são dos maiores exportadores mundiais de petróleo e um alastrar dos tumultos a estes países poderia causar um grande rombo na exportação de petróleo.

O barril de Brent avança 1,6% para 113,57 dólares e, em Nova Iorque, o petróleo custa 98,22 dólares o barril, um aumento de 1,29%.

Ainda no verde, nota para a PT, com um ganho de 0,99% para 8,56 euros.

Medo do Médio Oriente chega à costa americana

Lá por fora, as preocupações com a escalada do petróleo e os seus impactos na inflação, com uma pressão acrescida para que o Banco Central Europeu (BCE) suba as taxas de juro antes do previsto e os efeitos inevitáveis no andamento da retoma económica, ajudaram a deprimir as bolsas, ao que se juntam os receios em torno da crise da dívida pública. A maioria dos mercados encerrou com quedas em torno de 1%.

Nos EUA, os dois principais índices também negoceiam no vermelho: o Dow Jones cai 0,1% e o Nasdaq 0,65%, mesmo depois de se saber que a actividade industrial norte-americana cresceu ao ritmo mais elevado desde 2004.

Petróleo sobe com Irão e Arábia na linha de fogo

O crude continua muito pressionado e em alta, perante a possibilidade de os tumultos do Médio Oriente e Norte de África, que começam a chegar ao Golfo Pérsico atingirem também o Irão e a Arábia Saudita, dois dos maiores exportadores de petróleo do mundo.

Ontem a cotação tinha estabilizado, pela primeira vez em quase uma semana, graças à Arábia Saudita, que se disponibilizara a aumentar a sua produção para compensar um eventual bloqueio do abastecimento à Europa por causa da situação na Líbia. Mas esta terça-feira começam também a surgir receios de que a própria Arábia Saudita venha a registar tumultos. Existem rumores de que estão agendados protestos para este mês de Março e, para além disso, surgiram também as primeiras notícias de confrontos no Irão.

O barril de Brent avança 1,6% para 113,57 dólares e, em Nova Iorque, o petróleo custa 98,22 dólares o barril, um aumento de 1,29%.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Office já escreve com acordo ortográfico

Quem escreve em português está a adaptar-se, a pouco e pouco, ao novo Acordo Ortográfico. Desde os manuais escolares aos jornais, já são vários os convertidos. A Microsoft Portugal junta-se à lista com a integração de novos correctores ortográficos disponíveis para os utilizadores do Office 2010 e Office 2007.

«A Microsoft Portugal lança este novo recurso para responder às necessidades dos muitos utilizadores do Office que, por razões profissionais ou por escolha pessoal, escrevem de acordo com as novas regras ortográficas», explicou esta segunda-feira a empresa num comunicado citado pela Lusa.

A integração dos novos correctores ortográficos resulta do trabalho desenvolvido nos últimos meses por linguistas nacionais do Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC) e membros do MLDC, o Centro de Investigação e Desenvolvimento da Microsoft em Portugal.

Como descarregar as novas versões de correctores ortográficos? As actualizações são gratuitas e estão disponíveis na página da Internet da Microsoft www.microsoft.pt/acordoortografico.

JPMorgan quase a fechar compra de 10% do Twitter

O banco americano JPMorgan está a ultimar a compra de 10 por cento da rede social Twitter por 450 milhões de dólares (cerca de 327 milhões de euros), avança esta segunda-feira o «The Wall Street Journal».

O banco JPMorgan criou recentemente um fundo destinado ao investimento em empresas tecnológicas e que conta com um capital de perto de 1.300 milhões de dólares (945 milhões de euros), cita a Lusa.

De acordo com o «The Wall Street Journal», que não identifica as fontes da informação, a operação de compra de 10% do Twitter confere à rede social um valor total de mercado de 4.500 milhões de dólares (3.273 milhões de euros).

A rede social Twitter nasceu em Março de 2006 nos EUA e consiste numa comunidade online formada em torno da pergunta: «O que estás a fazer neste momento?».

O sistema permite o envio pequenas mensagens até 140 caracteres, funcionando como um «microblog».

As mensagens, enviadas em tempo real, podem ser escritas a partir da Internet ou do telemóvel, sendo que numa fase posterior o utilizador pode escolher seguir diversos utilizadores da plataforma, acompanhando o seu dia-a-dia.

Fisco ameaça penhorar 32 mil salários

O Fisco ameaça penhorar 32 mil ordenados, 27 mil imóveis e 17 mil carros.

A Administração Fiscal pretende, com esta medida, que entrem nos cofres do Estado os valores de dívidas de milhares de contribuintes, segundo noticia esta segunda-feira o «Correio da Manhã».

Já no ano passado, os serviços de Finanças deram ordens semelhantes, facto que levou uma parte substancial dos faltosos a regularizarem as suas obrigações.

No total, foram dadas ordens para penhorar 183.433 salários, o que levou 150 mil contribuintes a recorrerem às repartições das Finanças para pagar os impostos atrasados. Mesmo assi, o Fisco penhorou 32.799 ordenados, escreve o jornal.

Além dos salários, o Fisco deu ainda ordens para penhorar 82.235 automóveis e 93.103 imóveis. Deste universo, foram penhorados, efectivamente, 1.964 carros e 27.577 prédios, de acordo com dados oficiais publicados pelo «CM».

Desde 2006 que o Sistema Informático de Penhoras Automáticas fez mais de 1,5 milhões de penhoras.

Já este ano, 181 autarquias vão devolver IRS aos seus munícipes, no valor máximo de cinco por cento.

Euribor arrancam semana a subir

As taxas Euribor a três, seis e 12 meses estão esta segunda-feira a subir, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.

A taxa a três meses, a mais frequente no crédito às empresas, avança 0,002 pontos para 1,094 por cento.

As taxas a seis meses, o principal indexante do crédito à habitação, e a 12 meses também sobem ambas 0,002 pontos para 1,379 por cento e 1,767 por cento, respectivamente.

Esta semana o Banco Central Europeu (BCE) anuncia a decisão sobre a taxa directora da Zona Euro, «que deverá ficar inalterada nos 1 por cento», segundo adiantou à agência Lusa a analista de acções do Millennium Investment Banking, Telma Santos.

As taxas Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.

As marcas em que os portugueses mais confiam

O cidadão português mantém-se fiel aos produtos nacionais. A conclusão resulta do estudo «Marcas de Confiança 2011», da Selecções do Reader's Digest, realizado em 16 países europeus, que avalia os níveis de confiança dos consumidores nas marcas divididas em 40 categorias. De salientar que nesta edição foram incluídas três novas categorias: Estação de Rádio, Produtos de Higiene Oral e Produtos Lácteos.

As marcas nacionais continuam a liderar muitas das escolhas dos portugueses. É de reter a confiança que os portugueses depositam no óleo Fula (79% na categoria Óleos Alimentares), na Delta (66% nos Cafés), na Sagres (58% nas Cervejas), na Galp (56% nas Gasolineiras), na TMN (49% em Redes de Telemóvel), na Worten (43% em Cadeia/Loja de Distribuição), no Continente (41% em Hiper/Supermercados) e na Caixa Geral de Depósitos (37% na Banca).

Muitas destas marcas, que já se distinguiam no ano passado, subiram ainda mais este ano: Worten sobe 13%, Galp 7%, Fula 3%, Continente 2% e CGD 1%.

Marcas portuguesas de confiança são também a Abreu (65% na categoria Agência de Viagens), a Luso (63% em Águas Engarrafadas), o Sapo (31% em Empresas de Serviço Internet) e a Fidelidade Mundial (21% em Companhias de Seguros).

Os CTT, com 51%, mantêm o lugar de liderança na categoria Empresas de Serviço Público. Na categoria Estação de Rádio, introduzida este ano, a marca mais votada é a RFM (27%).

Nas categorias Cremes Para Barrar e Produtos Lácteos as marcas que merecem maior confiança do povo luso são, respectivamente, a Becel (51%) e a Mimosa (26%). Já a Nestlé, tal como em 2010, volta a ganhar em duas frentes: Cereais de Pequeno-Almoço (37%) e Chocolates (56%). Ao decidirem que alimento elegerem para o seu animal de estimação, os leitores decidem-se pela marca Friskies, que obteve 45% dos votos de confiança, mais 10% do que no ano transacto.

L'Oréal destrona Nívea

No que se refere à higiene e beleza, em primeiro lugar, é de salientar o voto de confiança que os leitores da Reader¿s Digest atribuem à L'Oréal (19% na categoria Cosmética/Cuidados com o Rosto), que destrona, assim, a Nívea, líder de confiança em 2009 e 2010. Apesar deste volte-face, a marca Nivea mantém a confiança no ranking dos Cuidados com a Pele (Corpo), com 32%.

A Colgate garante o primeiro lugar na nova categoria Produtos de Higiene Oral (43%). Halibut continua a ser a marca de Creme para Tratamento de Problemas de Pele com mais confiança e reconhecimento do público (39%), enquanto que, na categoria de Cuidados com o Cabelo, a Pantene continua a liderar as preferências dos consumidores (47%). Quando se trata de escolher um produto para a coloração do cabelo, L¿Óreal surge no topo da confiança, com 41% das referências dos inquiridos.

Na categoria de Grandes Electrodomésticos, a Miele sobe ao pódio da confiança com 42% dos votos.

Ao serem questionados sobre qual o Detergente para a Máquina de Loiça em que mais confiam, os portugueses escolhem Sun (40%). E quando passamos da limpeza da loiça para a do lar, a marca Sonasol, da alemã Henkel, consegue 45% de confiança na categoria Detergentes para a Limpeza do Lar. Skip é a marca preferida na categoria Detergentes para a Roupa, insígnia que em 2011 reforça o seu reconhecimento e a liderança com 69%. Este elevado índice de confiança reflecte e confirma a forte quota de mercado que a marca detém em Portugal. Na categoria Amaciadores de Roupa, foi uma outra marca do universo Unilever - Jerónimo Martins, a Comfort, a ser eleita como a de maior confiança para metade dos portugueses inquiridos (51%).

Carros, telemóveis e PC: quais são de confiança?

Quais são as marcas em que os portugueses mais confiam na hora de comprar um automóvel, um computador ou um telemóvel? As Selecções do Reader's Digest descobriram, no estudo «Marcas de Confiança 2011».

Depois de, no ano passado, ter ultrapassado a confiança depositada na Mercedes-Benz, a Toyota permanece, em 2011, como a marca de maior reconhecimento no que respeita à confiança na categoria Automóveis.

A marca japonesa aumentou mesmo o seu índice de 2010 para 2011: se no ano passado 19% confiavam na Toyota, este ano são 35%. A marca nipónica também é líder de confiança na Finlândia, Rússia e Holanda.

Neste sector, e ao analisarmos os resultados dos restantes países, percebemos que a confiança europeia se dispersa por diversas marcas: Volkswagen (Áustria, Bélgica, Alemanha, Polónia e Suiça), Opel (Croácia e Hungria), Skoda (República Checa), Renault (França e Eslovénia), Dacia (Roménia) e Volvo (Suécia).

Na categoria de Computador Pessoal, a Hewlett Packard merece a confiança de 30% dos cidadãos, sendo que é também líder em mais nove países (Áustria, Croácia, Finlândia, França, Hungria, Holanda, Eslovénia, Suécia e Suíça).

A Canon (38%) é a mais fiável para os leitores da Reader¿s Digest na área das Máquinas Fotográficas. A marca é de confiança também para a maioria dos europeus, com excepção dos croatas, polacos e romenos que preferem a concorrente Sony.

Os telemóveis Nokia perduram como os preferidos dos portugueses (61%) e também do resto da Europa, apesar da França, este ano e na categoria Telefones Móveis/Telemóveis, atribuir o mais alto nível de confiança à Samsung. Graças aos franceses, a Nokia perdeu o lugar privilegiado na confiança dos consumidores europeus, conquistado desde 2000: ser eleita em todos os países.

No que se refere a cartões e seguros, a Visa insiste em ser o cartão com mais crédito junto dos portugueses, tendo obtido voto de confiança de 44% dos leitores da revista. Visa vence também a categoria Cartões de Crédito em mais 14 dos 16 países inquiridos.

Por sua vez, a Medis reconquista a confiança dos portugueses (38%) na categoria Seguros de Saúde, depois de no ano passado ter sido ultrapassada pela Multicare.

Veja também quais são as marcas de confiança dos portugueses e as profissões em que mais confiamos.

Mais cortes? «Um passo em frente» para o abismo

As críticas são generalizadas. O Governo admitiu esta segunda-feira mais cortes para cumprir as metas do défice de 4,6% este ano. A oposição diz que isso é mais «um passo em frente» para o abismo que está já bem perto.

É dessa forma que o Bloco de Esquerda aponta o dedo ao Governo, acusando-o ainda de antecipar o «fracasso» das medidas de austeridade já tomadas. É preocupante, diz o BE, «que nesta fase do campeonato o Governo já ponha em causa o cumprimento dessas metas».

«Quando foi aprovado o Orçamento do Estado para 2011, o primeiro-ministro disse que as medidas de austeridade eram a única solução para tirar o país da situação em que se encontrava, o que constatamos hoje é que essas medidas foram a única solução apenas para quem mais tem e não foi chamado a fazer sacrifícios, permitindo apenas atirar o país para uma nova recessão económica e para níveis recorde de desemprego», afirmou à agência Lusa o deputado José Gusmão.

Para o BE «o Governo, num momento em que a economia se encontra à beira do abismo, tem como única solução dar um passo em frente».

CDS: «Não há espaço para mais medidas recessivas»

Do lado do CDS-PP, a deputada Cecília Meireles avisou que «não há espaço para mais medidas recessivas» e deixou um conselho ao Executivo liderado por José Sócrates: «A economia portuguesa caminha a passos largos para uma recessão e, pura e simplesmente, não há espaço para mais medidas recessivas. O Governo se quer medidas adicionais tem é que se concentrar naquilo que é a contenção da despesa e o emagrecimento do Estado».

Mais: «Se é verdade que as medidas respeitantes aos cortes de salários e aumento de impostos estão a ser aplicadas, também é verdade que todas as medidas que digam respeito à contenção da despesa, ao emagrecimento do Estado, aos cortes nas fundações, não aconteceram, até aumentaram».

Cecília Meireles considerou que falar em medidas adicionais sem concretizar o teor das medidas «só serve para lançar dúvida, incerteza e insegurança sobre a economia portuguesa».

PCP promete «mais firme oposição»

Merecendo «o mais vivo repúdio por parte do PCP», as medidas que o Governo admite vir a tomar atacam «os mesmos de sempre», na óptica deste partido.

O actual Orçamento do Estado «proposto pelo PS e viabilizado pelo PSD» já é «extraordinariamente gravoso para a maioria dos portugueses» e implica «um conjunto de sacrifícios inadmissíveis em nome da obsessão do défice», afirmou à Lusa o deputado do PCP António Filipe.

«Quando apesar deste Orçamento do Estado, o Governo vem ainda admitir que possam ser mais sacrifícios aos mesmos de sempre, isso merece o nosso mais vivo repudio e a contará com a nossa mais firme oposição».

O deputado comunista acusou ainda o executivo de José Sócrates de ter «dois pesos e duas medidas», protegendo os accionistas das grandes empresas, ao mesmo tempo que penaliza os trabalhadores, os funcionários públicos, os reformados e as camadas mais fragilizadas da população.

Mais medidas são sinal de «falhanço»

Para o partido ecologista Os Verdes, a possibilidade de medidas de austeridade adicionais como um «sinal claro de falhanço do Governo» e o reconhecimento da «incompetência».

«Sem sombra de dúvidas», todos os pacotes de austeridade até agora apresentados e aplicados não deram os resultados que o executivo garantiu que dariam, diz o partido, em comunicado.

Considerando que os portugueses têm razões para estar «profundamente fartos desta estratégia ilusória do Governo que só pede sacrifícios e mais sacrifícios àqueles que já estão estrangulados do ponto de vista social e financeiro», Os Verdes lamentam que alguns sectores, como o financeiro, fiquem sempre livres «das mais justas e elementares formas de contribuição».

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