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terça-feira, 1 de março de 2011

Lisboa quase escapa às quedas mas banca barra a saída

A bolsa de Lisboa fechou esta terça-feira em queda, mas por pouco: 0,09% para 7.988,22 pontos, um comportamento que acabou por ser o melhor da Europa. E só não foi ainda melhor por causa da banca.

Numa altura em que está ao rubro a especulação sobre o pedido português de ajuda externa e em que os juros da dívida pública continuam acima dos 7,5%, a banca liderou as descidas na sessão.

O BES derrapou 3,05% para 3,18 euros, mas o BCP também deslizou 1,55% para 64 cêntimos e o BPI caiu 1,12% para 1,42 euros.

No vermelho fecharam ainda as acções da EDP, que cedeu 0,18% para 2,74 euros, e da Cimpor. A cimenteira apresentou resultados de 2010 esta manhã, com lucros de 241,8 milhões de euros, mais 2% que em 2009. Mesmo assim, as acções baixaram 0,7% para 4,98 euros.

Galp movida a petróleo

Do lado contrário fecharam as acções da Galp, que liderou os ganhos: 1,13% para 15,25 euros, animada pela escalada do petróleo.

O crude continua muito pressionado e em alta. Ontem a cotação tinha estabilizado, pela primeira vez em quase uma semana, graças à Arábia Saudita, que se disponibilizara a aumentar a sua produção para compensar um eventual bloqueio do abastecimento à Europa por causa da situação na Líbia. Mas esta terça-feira começam também a surgir receios de que a própria Arábia Saudita venha a registar tumultos. Existem rumores de que estão agendados protestos para este mês de Março e, para além disso, surgiram também as primeiras notícias de confrontos no Irão. As duas nações são dos maiores exportadores mundiais de petróleo e um alastrar dos tumultos a estes países poderia causar um grande rombo na exportação de petróleo.

O barril de Brent avança 1,6% para 113,57 dólares e, em Nova Iorque, o petróleo custa 98,22 dólares o barril, um aumento de 1,29%.

Ainda no verde, nota para a PT, com um ganho de 0,99% para 8,56 euros.

Medo do Médio Oriente chega à costa americana

Lá por fora, as preocupações com a escalada do petróleo e os seus impactos na inflação, com uma pressão acrescida para que o Banco Central Europeu (BCE) suba as taxas de juro antes do previsto e os efeitos inevitáveis no andamento da retoma económica, ajudaram a deprimir as bolsas, ao que se juntam os receios em torno da crise da dívida pública. A maioria dos mercados encerrou com quedas em torno de 1%.

Nos EUA, os dois principais índices também negoceiam no vermelho: o Dow Jones cai 0,1% e o Nasdaq 0,65%, mesmo depois de se saber que a actividade industrial norte-americana cresceu ao ritmo mais elevado desde 2004.

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