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terça-feira, 1 de março de 2011

Futuro de Portugal traçado até final de Março

É um alvo certeiro dos mercados e o seu futuro está totalmente dependente da decisão que sair da cimeira extraordinária dos líderes europeus, que se realizará em Março. Se esta falhar, o «destino de Portugal deve ficar traçado». A opinião é da «The Economist» que reservou um extenso artigo sobre a economia portuguesa na sua última edição.

Intitulado «O Inverno de viver perigosamente», o artigo da revista britânica é claro: «Se os líderes europeus falharem em apresentar um plano credível para resolver a crise de dívida soberana na cimeira de Março, o destino de Portugal deve ficar traçado».

Isto porque, escreve a publicação, os mercados não têm dado tréguas a Portugal, como o demonstram os juros em máximos da dívida pública, taxas «insustentáveis» para «tudo o que não seja financiamento a curto prazo».

«Depois da Irlanda e Grécia, os mercados alinharam Portugal como sendo a próxima peça do dominó a tombar na crise de dívida soberana europeia», escreve a «The Economist».

Mesmo assim, a revista acredita que Portugal não é igual à Grécia ou à Irlanda, embora seja um país «vulnerável» e com um sistema financeiro «viciado em liquidez do Banco Central Europeu».

Para a «The Economist» Portugal tem dois problemas estruturais: o fraco crescimento económico e o défice. E a solução passa, entre outros, pela flexibilização do mercado laboral, com um corte nos custos e mais produtividade.

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