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quinta-feira, 3 de março de 2011

Carros: registo noutro Estado vai ser simplificado

A Comissão Europeia lançou esta quinta-feira uma consulta pública com o objectivo de simplificar o registo de automóveis num Estado-membro diferente daquele onde foi adquirido, por considerar que os procedimentos actuais são desnecessariamente complexos.

«Comprar um carro num Estado-membro e depois levá-lo para outro não deveria ser complicado», comentou, citado pela Lusa, o comissário europeu da Indústria e Empreendedorismo.

Explicando que a consulta pública permitirá ao Executivo comunitário «compreender melhor os problemas que os cidadãos e empresas encontram», Antonio Tajani indicou que o objectivo é «poupar tempo e dinheiro aos consumidores e empresários, bem como às autoridades nacionais de registos».

Empresas obrigadas a pagar 419 euros a estagiários

A ministra do Trabalho, Helena André, anunciou esta quinta-feira, depois da reunião do Conselho de Ministros, que o Governo aprovou o diploma que regula as condições dos estágios profissionais extra-curriculares. O Governo definiu como princípio que os estágios devem ser pagos.

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, o Governo decidiu «a atribuição de um subsídio de estágio, que tem como limite mínimo o valor correspondente ao indexante dos apoios sociais (em 2011 é de 419,22 euros)».

De referir que nos estágios profissionais de muito curta duração, considerando-se como tal aqueles cujo período de duração não seja superior a três meses, «não é devido o pagamento de subsídio de estágio».

Ainda segundo o comunicado será obrigatória a «redução a escrito do contrato de estágio, do qual devem constar o valor do subsídio de estágio, o seu período de duração, a identificação da área em que o estágio se desenvolve e as tarefas que atribuídas ao estagiário».

Por fim, as novas regras definem que é preciso definir, «o seu local de realização e os tempos de realização das actividades do estágio», e ainda «a existência de um orientador de estágio».

Portugal em risco de perder acesso aos mercados

Portugal está em risco de perder acesso ao mercado de financiamento caso as próximas reuniões do Eurogrupo e Conselho Europeu frustrarem as expectativas dos mercados quanto a uma «estratégia global» para resolver a crise da dívida, considera a Fitch.

Numa análise divulgada esta quinta-feira pela agência de rating, intitulada «The Eurozone Sovereign Debt Crisis: Reaching Decision Point», a Fitch considera que caso esta solução não convença os mercados e Portugal venha a ficar sem acesso ao mercado de financiamento, tal teria «implicações adversas nos seus ratings».

A Fitch explica que a actual avaliação da agência à República Portuguesa está baseada nos pressupostos de que Portugal continuará a ter acesso ao mercado de financiamento sem um programa de apoio internacional de Bruxelas e do Fundo Monetário Internacional, mas com um apoio indirecto do programa de compra de dívida soberana em mercado secundário do Banco Central Europeu.

A agência considera ainda que «muito provavelmente» o Governo terá de anunciar medidas adicionais para conseguir atingir a meta de défice orçamental de 4,6 por cento em 2011, o que, diz, representa um ajustamento estrutural na ordem dos 4 por cento.

No entanto, a agência sublinha que apesar do risco de mercado ser «elevado», a estratégia de financiamento de Portugal está a funcionar, notando que o Estado já conseguiu financiar cerca de seis mil milhões de euros, cerca de 30 por cento das necessidades brutas de financiamento, excluindo financiamento de curto prazo.

Petróleo continua a recuar com aviso do BCE

É uma sessão com sinal vermelho para os mercados petrolíferos, depois de o presidente da Venezuela ter-se oferecido para mediar uma solução para a crise que se vive na Líbia. Também o Banco Central Europeu já veio deixar um aviso.

Os conflitos que têm assolado o país já fizeram cortar para metade a produção do «ouro negro» na Líbia. Os preços da matéria-prima vinham disparando até que Chávez entrou em cena.

Ainda esta quinta-feira o presidente do Banco BCE se mostrou preocupado em relação à escalada das matérias-primas. O choque petrolífero está a provocar a subida da inflação para além do tecto de 2% estabelecido pela instituição. Jean-Claude Trichet avisou que o imparável aumento dos preços do petróleo pode ameaçar o crescimento económico.

Aliviando agora dos máximos de quase 30 meses registados na semana passada, altura em que o barril de Brent esteve colado aos 120 dólares, hoje vale 114,75 dólares, acusando uma desvalorização de 1,38%.

O crude em Nova Iorque está a perder 0,39% para os 10283 dólares por barril.

Euro mais forte após declarações de Trichet

O euro subiu para máximos de quatro meses, em relação ao dólar e o iene, depois do presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, ter admitido que as taxas de juro pode subir já no próximo mês, à conta da inflação, que tem subido mais do que o BCE esperava.

«Uma forte vigilância é a postura do BCE», disse Trichet, em Frankfurt, depois de o banco central ter mantido a taxa de referência em 1%..

«O mercado está a reagir aos comentários incisivos de Trichet», considera Neil Jones, responsável pelo departamento de hedge-funds no Banco Mizuho, em Londres.

«Com estas declarações, Trichet vai o mais longe que pode, sem ter que realmente aumentar a taxa de referência».

O euro ganhou 0,6% para os 1,39 dólares, em Londres, de 1,38 dólares, ontem, em Nova Iorque. A moeda negociou a um máximo de 1,39 dólares, chegando ao valor alcançado no início de Novembro.

PSI20 encerra a perder 0,33%

A bolsa em Lisboa terminou a sessão desta quinta-feira em baixa. O PSI20 recuou 0,33% para os 7.947,62 pontos.

Nem a praça nacional, nem a de Madrid acompanharam o optimismo europeu. O IBEX 35 desvalorizou 0,72%, enquanto Frankfurt subiu 0,52%, Paris 0,66% e Londres 1,44%.

Por cá, as maiores quedas foram protagonizadas pela Altri (-1,31% para 1,65 euros) e pela banca, com o BPI a perder 1,06%, cotando agora nos 1,39 euros, o BCP a descer 0,95% para os 62 cêntimos e o BES a deslizar 0,8% para os 3,21 euros.

Trichet deprime bolsas periféricas

O presidente do Banco Central Europeu (BCE) marcou o dia ao anunciar que a instituição pode aumentar a taxa de juro de referência já em Abril, bem mais cedo do que se esperava. As reacções nos mercados não se fizeram sentir.

Os futuros das Euribor a três meses dispararam, o euro valorizou-se até quase 1,40 dólares e o petróleo abrandou para menos de 115 dólares.

Os mercados europeus fecharam maioritariamente no verde, apenas com as praças dos países periféricos, mais frágeis e, por isso, mais expostos à subida do preço do dinheiro, em queda. Inglaterra destacou-se com um ganho de 1,44%, França ganhou 0,66% e a Alemanha 0,52%.

No outro prato da balança, Itália caiu 0,38%, Espanha 0,72% e Lisboa 0,33%. O PSI20 ficou nos 7.947,62 pontos.

Os bancos foram os mais penalizados pelo cenário de aumento dos juros. BPI caiu 1,06% para 1,40 euros, o BCP cedeu 0,95% para 63 cêntimos e o BES recuou 0,8% para 3,22 euros.

No vermelho fechou ainda a PT, em baixa de 0,62% para 8,38 euros, a Sonae SGPS, que deslizou 0,49% para 82 cêntimos, e a Galp Energia, que se desvalorizou 0,39% para 15,22 euros, acompanhando a correcção no preço do petróleo.

No verde, apenas duas notas de destaque, já que o dia também fica marcado por resultados. A Sonaecom anunciou lucros de 41,2 milhões de euros em 2010, sete vezes mais do que em 2009. As acções dispararam 4,08% para 1,38 euros.

Já a EDP, que se preparava para apresentar resultados após o fecho da bolsa, ganhou 0,58% para 2,79 euros, com os analistas a preverem que a eléctrica registaria o maior ganho de sempre.

A empresa não desiludiu: já depois do fecho, anunciou uma subida de 5% nos lucros, para os 1.079 milhões de euros.

Nota ainda para o optimismo que lidera Wall Street, depois de se saber que o número de pedidos de subsídio de desemprego nos EUA caiu para o valor mais baixo desde 2008, ou seja, cerca de dois anos e meio. O Dow Jones sobe 1,4% e o Nasdaq 1,7%

quarta-feira, 2 de março de 2011

«Gasol»: encontre o mais barato no seu telemóvel

Numa altura em que o preço dos combustíveis atinge valores recorde, surge uma aplicação que o pode ajudar a encontrar o posto mais barato, perto de si.

A Optimus, através da nova aplicação Gasol, ajuda a encontrar o posto de abastecimento mais próximo e económico. A aplicação é gratuita e já está disponível para utilizadores de iPhone, iPod Touch e iPad na loja de aplicações da Apple, avança a empresa em comunicado.

Com o lançamento da aplicação Gasol para smartphones e tablets, a Optimus reforça a sua aposta na disponibilização de aplicações diferenciadoras e funcionais, para que os seus clientes e todos os portugueses possam tirar o máximo partido deste tipo de equipamento.

«Nem sempre o posto mais barato é a melhor solução para quem procura abastecer a um preço mais económico, principalmente se implicar uma deslocação de largos quilómetros. Por esse motivo, a aplicação Gasol tem disponível a função génio que permite calcular, caso a caso, a melhor solução de abastecimento, através da avaliação integrada de factores como o consumo médio, quantidade de combustível a abastecer, consumo ida ou ida e volta, postos abertos no momento da pesquisa e descontos nas marcas», acrescenta.

A aplicação Gasol permite pesquisar o posto mais próximo numa determinada localidade ou através de um mapa. É possível também seleccionar o tipo de combustível, marca ou raio de acção; ordenar a pesquisa por preço, distância ou custo total de abastecimento; e obter informação detalhada sobre os postos, com preços praticados e serviços. A aplicação permite ainda calcular a rota até aos postos e guardar nos favoritos os resultados por preço, distância e «função génio».

A Gasol pode ser descarregada na Appstore, ou enviando um SMS grátis com GASOL para o 1293.
A informação utilizada nesta aplicação é prestada pelos titulares das explorações de postos de abastecimento à Direcção Geral de Energia e Geologia, pelo que deste modo, a aplicação fornece a informação oficial mais actualizada e precisa possível, para que a mesma possa ser útil aos utilizadores no seu dia-a-dia.

Cerveja: aumento de 5% com pouco impacto no consumo

O presidente da Unicer admite um aumento de, pelo menos, 5% no preço da cerveja face a 2010, mas estima que não terá impacto no consumo, apesar das quebras rondarem já 10%.

António Pires de Lima, que falou à Lusa após a apresentação dos resultados da Unicer (os melhores de sempre, segundo a empresa) disse que as perspectivas deste ano para o mercado doméstico «são negativas, porque o consumo está a cair muito», mas acrescentou que seria impossível não reflectir o aumento dos custos no consumidor.

«Estamos a viver uma circunstância muito difícil no mercado português, com o consumo a cair, e o custo das matérias-primas dos combustíveis e da energia a aumentar exponencialmente», declarou, apontando como exemplo o preço do malte, que subiu 80% desde Julho.

O presidente da Unicer afirmou que a empresa aumentou os preços cerca de 3% em Outubro, mas «é previsível» que suba mais dois ou três por cento, «para poder fazer face ao aumento brutal de matérias-primas», pelo que o aumento médio face a 2010 deverá ser de 5%.

Questionado sobre o impacto desta subida sobre o consumo, que caiu três por cento em média no último ano, mas teve quebras de 10% no último trimestre - tendência que se mantém, segundo Pires de Lima - o presidente da Unicer considera que não será significativo.

«É possível que tenha alguns reflexos no consumo, mas o que tem maior impacto é o tempo e o momento económicos que estamos a viver», frisou o mesmo responsável.

«Um aumento de 2 ou 3% numa imperial que custa um euro é relativamente marginal para o bolso de um consumidor», observou.

Seguros: mulheres vão pagar prémios mais altos?

Longe vão os tempos em que os homens podiam dizer com desdém que «as mulheres ao volante são um perigo constante». Nos dias que correm, provam os dados estatísticos, os homens cometem mais asneiras e estão envolvidos em mais acidentes do que as mulheres. De tal forma que as seguradoras cobram, frequentemente, prémios mais baixos às mulheres do que aos homens, na hora de fazer um seguro automóvel.

Mas esta é uma benesse que milhões de mulheres por toda a Europa podem deixar de ter, por causa de uma decisão do Tribunal Europeu de Justiça, desta terça-feira. O Tribunal abole a possibilidade de bancos e seguradoras avaliarem o perfil de risco de um cliente com base no género, e com base nisso decidirem também os prémios de seguros automóveis e de pensões.

A decisão do Tribunal Europeu de Justiça põe fim às práticas de algumas seguradoras em 14 países, incluindo Itália, Espanha, Alemanha e Reino Unido, onde o risco era avaliado com base em estatísticas que mostram uma divergência entre as esperanças médias de vida e os registos de acidentes de viação dos dois sexos.

A decisão não poderia ter causado mais polémica, escreve a CNN. Para uns, é uma vitória dos aceleras (homens), para outros, a reposição da justiça, já que as mulheres estavam a ser beneficiadas, e para outros ainda, isto acaba com a esperança de muita gente, de ter uma velhice confortável.

As seguradoras afirmam que os prémios de seguros automóvel cobrados às mulheres actualmente chegam a ser até 50% inferiores àqueles que são cobrados aos homens, porque elas representam um risco menor. Os condutores do sexo masculino com idades abaixo dos 29, por exemplo, batem seis vezes mais do que as mulheres da mesma faixa etária, mesmo tendo em conta a quantidade de quilómetros feitos.

Euribor recuam nos prazos mais curtos

As taxas Euribor estão esta quarta-feira a recuar nos prazos mais curtos, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.

A taxa a três meses, a mais frequente no crédito às empresas, recua 0,001 pontos para 1,095 por cento, enquanto a taxa a seis meses, o principal indexante do crédito à habitação, perde 0,001 pontos para 1,381 por cento.

Já a Euribor a 12 meses sobe 0,002 pontos para 1,775 por cento.

As taxas Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.

Crise: portugueses cortam nas viagens

As viagens de residentes em Portugal caíram 13,6 por cento nos primeiros nove meses de 2010 face a 2009, avança esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE), que atribui esta diminuição à crise que o país atravessa.

Entre Janeiro e Setembro, os residentes em Portugal realizaram cerca de 11,6 milhões de viagens, uma queda de 13,6% face a 2009. Ao todo, estas viagens suscitaram 55,6 milhões de dormidas.

De acordo com a mesma fonte, «a conjuntura económica justifica em grande medida» a quebra registada.
Portugal foi o destino de 90% dos residentes, enquanto 10% deslocaram-se para o estrangeiro.

As viagens em «lazer, recreio e férias» foram o principal motivo para a deslocação dos residentes, no total de 6,4 milhões de viagens, ou seja, 54,6% do total.

Carro é o meio de transporte preferido

Seguiram-se as visitas a «familiares ou amigos» e deslocações «profissionais e negócios», no total de quatro milhões e 728 mil viagens, respectivamente, e ainda as deslocações «por outro motivo» (480 mil), onde se incluem razões de ordem religiosa ou de saúde.

O carro é o meio de transporte preferido, escreve a Lusa. É usado em 82,7% das viagens, enquanto o avião foi usado em oito por cento.

No entanto, este foi o meio mais utilizado nas deslocações para fora do país (60,4%), sendo apenas usado em 1,9% das deslocações domésticas.

A maioria das viagens (64,2%) foi de curta duração, ou seja, inferior a quatro noites. Nas deslocações dentro de Portugal, são predominantes as deslocações de curta duração, enquanto para o estrangeiro são mais frequentes as de maior duração.

Quanto ao perfil de turista, o escalão etário que mais viajou entre Janeiro e Setembro de 2010 foi o que se situa entre os 45 e os 64 anos.

As mulheres representaram 50,1% dos turistas, ainda que os homens sejam maioritários nas viagens de negócios e profissionais (70,3%).

Apple a horas de revelar novo iPad

A curiosidade e a expectativa são muitas: a Apple deverá revelar esta quarta-feira o novíssimo iPad 2 nos Estados Unidos.

O novo tablet da Apple será apresentado pela primeira vez ao público, ao que tudo aponta, durante o Yerba Buena Center for the Arts, evento tecnológico que decorre em São Francisco e para onde a empresa de Steve Jobs marcou uma conferência para as 10h00 locais (18h00 em Lisboa), escreve a Lusa.

Embora não haja confirmação prévia sobre a comunicação da Apple, os rumores apontam para que seja apresentado o novo iPad, que alegadamente será mais fino e leve que o seu antecessor e incorporará novas opções e um renovado design.

O mercado dos tablets, de que o iPad é líder, tem vindo a crescer e recentemente, no Mobile World Congress, a maior feira de tecnologia que decorreu em Barcelona, foram apresentados mais de dez equipamentos que surgirão em breve no mercado para competir com o produto da Apple.

Samsung, Motorola, Blackberry, LG e HTC são algumas das marcas que em breve colocarão no mercado diversos tablets, dispositivos semelhantes a um pequenos computadores de ecrã táctil que permitem ter uma experiência de leitura de jornais, revistas ou livros próxima da leitura em papel, com a vantagem de se poder aceder a conteúdos multimédia.

Barril de petróleo acima dos 115 dólares

Os preços do petróleo nos mercados internacionais estão em alta esta quarta-feira, influenciados ainda pelos conflitos no Médio Oriente, em particular pela revolta na Líbia.

À medida que o presidente líbio, Muammar Khadafi, vai perdendo o controlo do país, os preços do petróleo vão oscilando entre subidas e descidas ligeiras, depois da escalada verificada no final de Fevereiro.

Para Warren Buffett, presidente do grupo Berkshire Hathaway Inc, os mercados estão a antecipar uma possível escassez dos futuros do petróleo, disse o famoso investidor numa entrevista ao canal de televisão CNBC.

Em Londres, o barril de Brent, que serve de referência para Portugal, sobe 0,11%, para os 115,55 dólares.

Uma tendência seguida também em Nova Iorque, onde os futuros de crude avançam 0,44%, para os 100,07 dólares por barril.

PSI20 encerra a perder 0,18%

Esta foi uma sessão de perdas nas principais praças europeias, tal como em Lisboa. O PSI20 caiu 0,18% para os 7.974,00 pontos, Paris recuou 0,81%, Londres 0,17%, Frankfurt 0,5% e Madrid 1,1%.

Por cá, o pior desempenho foi protagonizado pela PT. As acções da empresa de Zeinal Bava caíram 1,47% para os 8,43 euros. Na banca, o BCP e o BPI terminaram a sessão do lado das perdas, recuando 0,78% para os 63 cêntimos e 0,42% para os 1,41 euros, respectivamente.

O BES ficou de fora deste pessimismo e foi o título que mais subiu em bolsa, avançando 2,01% para os 3,24 euros por acção.

terça-feira, 1 de março de 2011

Entrega do IRS começa hoje. Já tem tudo?

Os contribuintes da primeira fase (aqueles que apenas têm rendimentos das categorias A e/ou H, ou seja, de trabalho por conta de outrem ou pensões) a entrega em papel pode ser feita de 1 a 31 de Março e a entrega pela Internet está disponível entre 1 e 30 de Abril.

Já para os restantes contribuintes, que recaem na segunda fase da entrega, a declaração pode ser submetida em papel entre 1 e 30 de Abril ou pela Internet entre 1 e 31 de Maio.

Recorde-se que, para a entrega das declarações pela Internet é necessária uma senha. Quem ainda não a obteve ou perdeu, convém solicitá-la com antecedência, uma vez que o envio da mesma por parte das Finanças pode demorar vários dias. Pode fazê-lo pela Internet, no site «www.e-financas.gov.pt».

Cuidados nas despesas de saúde e educação

Pode deduzir despesas com educação: material escolar, despesas com formação, incluindo encargos com creches, lactários, jardins-de-infância, formação artística, educação física, educação informática e explicações respeitantes a qualquer grau de ensino.

Na saúde, reúna facturas de farmácia, dos médicos, de material terapêutico e tome especial atenção aos gastos de saúde com IVA a 20 ou 21% (a taxa normal aumentou a meio do ano), porque só podem ser deduzidos se acompanhados de receita médica. O mesmo acontece com as mensalidades do ginásio e com os leites para bebés.

Na habitação (juros e rendas), junte declarações do banco e recibos de renda.

No IRS de 2010, que entregará nos próximos meses, ainda vigoram os tectos antigos. No de 2011, que entregará em 2012, é que há novos limites, mais apertados, para as deduções nos escalões mais elevados de rendimento.

PPR, fraldas, computadores e energias renováveis: o que deduzir?

2010 foi o último ano em que ainda pôde usufruir de um benefício fiscal máximo de 400 euros nos PPR. No IRS de 2011, que vai entregar em 2012, esse benefício cai para 100 euros, no máximo, e apenas para alguns escalões de rendimento.

As fraldas para bebés, assim como as cadeirinhas para usar no automóvel, não são dedutíveis. Também já não é possível a dedução de encargos com aquisição de computadores.

No IRS de 2010, que entrega em breve, também ainda pode deduzir encargos com energias renováveis (painéis solares e fotovoltaicos, bombas de calor para aquecimento de água, salamandras, etc.) e gastos com eficiência energética, incluindo equipamentos e obras que contribuam para a melhoria de comportamento térmico de edifícios (isolamentos térmicos incluindo telhados, paredes e chão), vidros duplos, etc.).

Seguros e donativos também podem entrar

Se fez donativos a instituições de solidariedade social, religiosas ou não, lembre-se que tem direito a deduzir uma parte.

E há também seguros cujos prémios podem ser deduzidos: por exemplo, os seguros de vida e, para quem tem seguro automóvel, a parte que diz respeito ao seguro de ocupantes.

Os sujeitos passivos que aufiram rendimentos da categoria B (trabalho por conta própria), e que estejam sujeitos à determinação dos rendimentos com base na contabilidade, podem deduzir também despesas com viaturas.

Quem tem rendimentos de rendas, ou mais valias resultantes de venda de acções, imóveis, etc., e for declará-las, também deve reunir toda a documentação necessária.

Este ano ainda não é necessário NIF dos bebés

Este ano ainda não é necessário o Número de Identificação Fiscal (NIF) de todos os dependentes, ascendentes e colaterais para os quais sejam invocadas deduções. Ou seja, se tem despesas com bebés, crianças e idosos, este é o último ano em que pode deduzi-las sem indicar o respectivo NIF.

Estagiários passam a descontar para Segurança Social

Aceder a um estágio profissional vai ser mais complexo e compensar menos. A partir desta terça-feira os estagiários vão passar a descontar 11 por cento para a Segurança Social e ficar sujeitos ao pagamento da taxa social única.

A medida abrange as bolsas atribuídas pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) com licenciatura, mestrado ou doutoramento, que serão ainda alvo de uma redução de dois para 1,65 indexantes dos apoios sociais.

Em contrapartida, o estagiário tem direito a subsídio de alimentação e a seguro de acidentes de trabalho, apoiados pelo IEFP.

Contas feitas, um jovem solteiro e sem filhos que ganhava 838,44 euros num estágio remunerado vai passar a receber 581,13 euros, segundo escreve o jornal «i».

As novas regras abrangem todos os aqueles que realizem estágios profissionais até aos 30 anos.

De fora ficam os estágios que tenham como objectivo o cumprimento de requisitos adicionais e específicos para acesso a títulos profissionais, os estágios curriculares de quaisquer cursos e os estágios cujo plano requeira perfil de formação e competências nas áreas da medicina e da enfermagem.

Estas medidas estão incluídas numa portaria publicada na segunda-feira em Diário da República, sobre o Programa de Estágios Profissionais, e que entra esta terça-feira em vigor.

A portaria insere-se no pacote de iniciativas avançadas pelo Executivo socialista e anunciadas por José Sócrates na semana passada, no Parlamento, relativas ao aumento para 50 mil do número de estágios profissionais remunerados.

BP e Repsol seguem Galp e Cepsa e aumentam preços

Depois da Galp e da Cepsa, na segunda feira, foi esta terça-feira a vez da BP e da Repsol aumentarem os preços do gasóleo e da gasolina, com esta a atingir, nalguns postos da Repsol, o valor mais elevado de sempre.

Segundo disse à agência Lusa fonte da Repsol, às 00:00 desta terça-feira os postos da marca passaram a cobrar mais 1,5 cêntimos por cada litro de gasóleo e mais 2,4 cêntimos por cada litro de gasolina.

A gasolina atingiu assim valores «mais altos do que em 2008», altura em que este combustível tinha atingido valores recorde.

No caso da BP - que a Lusa não conseguiu contactar em tempo útil - a actualização de preços terá sido de 2,9 cêntimos na gasolina e de 0,9 cêntimos no gasóleo.

Na noite de domingo para segunda-feira, já a Galp e a Cepsa tinham aumentado o preço dos combustíveis.

Nos postos da petrolífera nacional, a actualização foi de três cêntimos para a gasolina e de um cêntimo para o gasóleo, enquanto na Cepsa a gasolina sem chumbo 95 subiu 2,7 cêntimos (para 1,559 euros o litro) e o gasóleo aumentou 1,3 cêntimos (para 1,407 euros o litro).

Na base desta nova subida de preços está o aumento do petróleo nos mercados internacionais, que superou já a barreira dos 100 dólares por barril, e a subida dos produtos refinados.

Desde o início do ano, o preço do gasóleo já subiu mais de 13 cêntimos, enquanto a gasolina encareceu 8 cêntimos.

Futuro de Portugal traçado até final de Março

É um alvo certeiro dos mercados e o seu futuro está totalmente dependente da decisão que sair da cimeira extraordinária dos líderes europeus, que se realizará em Março. Se esta falhar, o «destino de Portugal deve ficar traçado». A opinião é da «The Economist» que reservou um extenso artigo sobre a economia portuguesa na sua última edição.

Intitulado «O Inverno de viver perigosamente», o artigo da revista britânica é claro: «Se os líderes europeus falharem em apresentar um plano credível para resolver a crise de dívida soberana na cimeira de Março, o destino de Portugal deve ficar traçado».

Isto porque, escreve a publicação, os mercados não têm dado tréguas a Portugal, como o demonstram os juros em máximos da dívida pública, taxas «insustentáveis» para «tudo o que não seja financiamento a curto prazo».

«Depois da Irlanda e Grécia, os mercados alinharam Portugal como sendo a próxima peça do dominó a tombar na crise de dívida soberana europeia», escreve a «The Economist».

Mesmo assim, a revista acredita que Portugal não é igual à Grécia ou à Irlanda, embora seja um país «vulnerável» e com um sistema financeiro «viciado em liquidez do Banco Central Europeu».

Para a «The Economist» Portugal tem dois problemas estruturais: o fraco crescimento económico e o défice. E a solução passa, entre outros, pela flexibilização do mercado laboral, com um corte nos custos e mais produtividade.

12 mil perdem subsídio de desemprego. Mas «é bom»

Cerca de 12 mil portugueses perderam o acesso ao subsídio de desemprego no ano passado, devido às novas regras introduzidas em Agosto. Mas, para o secretário de Estado do Emprego, Valter Lemos, isso só traduz o «bom funcionamento do sistema».

«O subsídio é pago com os dinheiros da segurança social e serve para as pessoas que não têm oportunidade de ter emprego e não para as que não querem trabalhar», vincou o secretário de Estado, citado pela Lusa.

O jornal «Público» escreve esta terça-feira que as anulações de subsídios dispararam com as novas regras, e cerca de 12 mil desempregados perderam o subsídio porque faltaram às convocatórias do centro de emprego, não cumpriram o dever de apresentação quinzenal ou recusaram uma proposta de emprego ou de formação profissional. Isto numa altura em que o desemprego atinge um novo máximo.

Estes números representam um aumento de quase 49% face às anulações e reclamações feitas em 2009 e cerca de 10% dos atingidos (1.200 desempregados) decidiram recorrer da decisão.

Muitos desempregados continuam a recusar ofertas de trabalho

«As pessoas têm o direito a fazer as suas reclamações e a serem atendidas quando têm razão. Uma taxa de 10% significa um bom funcionamento do sistema», disse Valter lemos.

O governante salientou que a administração pública «deve ser rigorosa» na atribuição do subsídio e defendeu que os dados de perda de subsídios «demonstram» que os serviços públicos de emprego «estão a melhorar a análise» das situações em que os subsídios devem ser atribuídos, para que lei seja cumprida com rigor.

«As pessoas perderam o subsídio de desemprego nos termos da lei e não por nenhum ato, sem razão, de um funcionário», disse Valter Lemos, salientando que «muitas pessoas» perderam o subsídio «porque não aceitam empregos nas condições em que a lei estabelece».

As novas regras de atribuição do subsídio determinam a obrigatoriedade, durante os primeiros 12 meses de desemprego, de aceitação de um trabalho que ofereça um salário 10% superior ao subsídio de desemprego mas, a partir do terceiro mês, a lei considera emprego conveniente o correspondente a um salário de valor igual ao subsídio.

«Não consigo perceber que alguém ache que os desempregados, quando lhes é oferecido um emprego, possam recusar», afirmou o governante.

No boletim divulgado esta terça-feira, o Eurostat reviu em alta o desemprego em Portugal desde Setembro. Nos últimos quatro meses do ano, o desemprego situou-se assim nos 11,2%, segundo o gabinete de estatísticas da União Europeia. Na anterior estimativa, o Eurostat apontava para 10,9% de desemprego em Dezembro.

Analistas: é preciso apertar ainda mais o cinto

As garantias dadas pelo Governo sobre o cumprimento do défice este ano terão de ser acompanhadas de novas medidas de austeridade para convencerem os parceiros europeus, consideram os analistas financeiros contactados pela Lusa.

«Em relação a esta reunião de quarta-feira, não me parece que Sócrates tenha sido convidado só para lhe darem boas notícias. Se forem autorizadas condições de alargamento do fundo para que Portugal possa recorrer, isso implicaria a exigência ao Governo de medidas adicionais», disse à Lusa o director de investimentos do Banco Carregosa, João Pereira Leite.

De acordo com o especialista, «quando se diz que esta reunião vai ser para preparar a reunião dos líderes europeus de 11 de Março, mesmo que haja boas notícias no sentido do alargamento do fundo, serão impostas condições adicionais para que Portugal possa recorrer a essa ajuda».

Sócrates reúne-se amanhã com chanceler alemã

Assim se explica que José Sócrates, que na quarta-feira se vai reunir com Angela Merkel, tenha dito, dois dias antes, que Portugal fará «tudo o que for preciso» para cumprir o défice de 4,6% este ano, incluindo novas medidas de austeridade.

No entender de João Pereira Leite, o Governo, ao falar neste tema, está «a dar uma nota ao mercado que as medidas vão mesmo ser reforçadas».

Teixeira dos Santos «não iria neste momento dizê-lo com a visibilidade que o fez se não estivesse convicto que terá mesmo de o fazer», comentou o economista, segundo o qual esta posição do ministro «não é inocente», na medida em que «é já para preparar a opinião pública e os investidores internacionais para novas medidas».

A economista chefe do BPI, Cristina Casalinho, tem a mesma interpretação: «Trata-se de uma mensagem clara às instâncias europeias. É obvio que as autoridades portuguesas, ao reforçarem o seu empenho e o seu compromisso com as metas estabelecidas, estão a dar indicações às autoridades europeias que mantêm o compromisso de envidar todos os esforços para cumprir os compromissos de redução da despesa».

Porta aberta à negociação

Portugal «está a querer mostrar o seu compromisso com o rigor orçamental e quer dar garantias aos parceiros europeus, e à Alemanha em particular, que há empenho e fará o que for necessário», disse, por seu turno, Filipe Garcia, administrador da Informação de Mercados Financeiros (IMF).

Segundo considerou, «Teixeira dos Santos quer mostrar, por um lado, esse compromisso, mas por outro lado, está a transferir o ónus para os países do centro ao dizer que quer um regulamento para impostos e orçamento», conforme o governante defendeu segunda-feira em Lisboa.

Ora, «isto abre uma porta para a negociação. Ao contrário da Irlanda, que nunca abriu as portas a uma harmonização fiscal, Portugal abre essa porta», considerou Filipe Garcia, reportando-se à proposta alemã de mais harmonização fiscal, incluída no pacto de competitividade, que é encarado como uma moeda de troca para permitir a flexibilização dos instrumentos do Fundo.

O recurso ao fundo de garantia europeu, no entanto, não basta por si só, conclui: «As taxas [de juro pelo empréstimo] são muito altas, ajudam mais ao problema do que à solução».

Imobiliário: Lisboa cai cinco lugares no «ranking»

Lisboa caiu cinco posições, para o 23º lugar entre 27 cidades europeias, no ranking europeu de desenvolvimento imobiliário que consta do relatório «Emerging Trends in Real Estate Europe 2011» da Urban Land Institute e da consultora PwC.

Munique, tal como no ano passado, ocupa o primeiro lugar no que respeita às perspectivas de desempenho dos investimentos existentes e Istambul ocupa o segundo lugar relativamente aos investimentos existentes e o primeiro lugar tanto para novas aquisições como para desenvolvimento.

«2011 está longe de ser o ano da recuperação do sector imobiliário», lê-se naquele relatório citado pela Lusa, no qual os especialistas concluem que o sector imobiliário enfrenta como desafios as medidas de austeridade, a regulação mais rígida, a crise da dívida soberana e o mercado de crédito cada vez mais restritivo.

Dublin, Atenas, Lisboa e Budapeste ocupam o fundo da tabela quanto a perspectivas de desempenho dos investimentos imobiliários.

Das 17 cidades incluídas no ranking, Lisboa ocupa o 24º lugar em relação a propriedades em carteira, quando ocupava o 17º lugar em 2010, e o 25º lugar nas novas aquisições, baixando do anterior 21º lugar.

Com base na opinião de 600 especialistas da indústria, o relatório conclui que 2011 não vai ser o ano da recuperação do sector e que vai ficar marcado pela emergência de um mercado a duas velocidades, reflectindo a diferença entre mercados que são oportunidades de investimento e mercados de segunda linha.

Preço do petróleo sobe mais de 1%

Os preços do petróleo estão a subir mais de 1% nos mercados internacionais, com as manifestações no Irão a preocupar os investidores em relação ao fornecimento de crude.

Note-se que o Irão é o segundo maior produtor de petróleo entre os países que fazem parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Neste momento, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência ao mercado português está a subir 1,67 por cento para 113,67 dólares.

Em Nova Iorque, o crude está a ganhar 1,26 por cento, com cada barril a valer 98,19 dólares.

Lisboa quase escapa às quedas mas banca barra a saída

A bolsa de Lisboa fechou esta terça-feira em queda, mas por pouco: 0,09% para 7.988,22 pontos, um comportamento que acabou por ser o melhor da Europa. E só não foi ainda melhor por causa da banca.

Numa altura em que está ao rubro a especulação sobre o pedido português de ajuda externa e em que os juros da dívida pública continuam acima dos 7,5%, a banca liderou as descidas na sessão.

O BES derrapou 3,05% para 3,18 euros, mas o BCP também deslizou 1,55% para 64 cêntimos e o BPI caiu 1,12% para 1,42 euros.

No vermelho fecharam ainda as acções da EDP, que cedeu 0,18% para 2,74 euros, e da Cimpor. A cimenteira apresentou resultados de 2010 esta manhã, com lucros de 241,8 milhões de euros, mais 2% que em 2009. Mesmo assim, as acções baixaram 0,7% para 4,98 euros.

Galp movida a petróleo

Do lado contrário fecharam as acções da Galp, que liderou os ganhos: 1,13% para 15,25 euros, animada pela escalada do petróleo.

O crude continua muito pressionado e em alta. Ontem a cotação tinha estabilizado, pela primeira vez em quase uma semana, graças à Arábia Saudita, que se disponibilizara a aumentar a sua produção para compensar um eventual bloqueio do abastecimento à Europa por causa da situação na Líbia. Mas esta terça-feira começam também a surgir receios de que a própria Arábia Saudita venha a registar tumultos. Existem rumores de que estão agendados protestos para este mês de Março e, para além disso, surgiram também as primeiras notícias de confrontos no Irão. As duas nações são dos maiores exportadores mundiais de petróleo e um alastrar dos tumultos a estes países poderia causar um grande rombo na exportação de petróleo.

O barril de Brent avança 1,6% para 113,57 dólares e, em Nova Iorque, o petróleo custa 98,22 dólares o barril, um aumento de 1,29%.

Ainda no verde, nota para a PT, com um ganho de 0,99% para 8,56 euros.

Medo do Médio Oriente chega à costa americana

Lá por fora, as preocupações com a escalada do petróleo e os seus impactos na inflação, com uma pressão acrescida para que o Banco Central Europeu (BCE) suba as taxas de juro antes do previsto e os efeitos inevitáveis no andamento da retoma económica, ajudaram a deprimir as bolsas, ao que se juntam os receios em torno da crise da dívida pública. A maioria dos mercados encerrou com quedas em torno de 1%.

Nos EUA, os dois principais índices também negoceiam no vermelho: o Dow Jones cai 0,1% e o Nasdaq 0,65%, mesmo depois de se saber que a actividade industrial norte-americana cresceu ao ritmo mais elevado desde 2004.

Petróleo sobe com Irão e Arábia na linha de fogo

O crude continua muito pressionado e em alta, perante a possibilidade de os tumultos do Médio Oriente e Norte de África, que começam a chegar ao Golfo Pérsico atingirem também o Irão e a Arábia Saudita, dois dos maiores exportadores de petróleo do mundo.

Ontem a cotação tinha estabilizado, pela primeira vez em quase uma semana, graças à Arábia Saudita, que se disponibilizara a aumentar a sua produção para compensar um eventual bloqueio do abastecimento à Europa por causa da situação na Líbia. Mas esta terça-feira começam também a surgir receios de que a própria Arábia Saudita venha a registar tumultos. Existem rumores de que estão agendados protestos para este mês de Março e, para além disso, surgiram também as primeiras notícias de confrontos no Irão.

O barril de Brent avança 1,6% para 113,57 dólares e, em Nova Iorque, o petróleo custa 98,22 dólares o barril, um aumento de 1,29%.

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