O rendimento disponível real das famílias deverá cair 3,4 por cento este ano, devido às condições adversas que se esperam no mercado de trabalho e pelas medidas de consolidação orçamental.
É importante perceber que, para além dos cortes dos salários, nas prestações sociais, da elevada taxa de desemprego, o que se traduz em menos dinheiro para as famílias, os preços vão voltar a subir, o que vai penalizar o consumo, uma vez que os portugueses têm menos dinheiro disponível.
Segundo o Boletim Económico de Primavera do Banco de Portugal, a juntar-se a esta quebra estão também as «condições de acesso ao crédito mais restritivas» esperadas, e uma evolução moderação dos salários também no sector privado, a que acresce as decisões já conhecidas do Governo para o sector público.
Estas componentes deverão assim afectar de forma considerável as projecções para o consumo privado, esperando o Banco de Portugal que este sofra uma contracção de 1,9 por cento em 2011 e 1 por cento em 2012.
terça-feira, 29 de março de 2011
Este fim-de-semana há desconto nos combustíveis
A Galp Energia e a Sonae vão assinalar a junção das marcas Modelo e Continente possibilitando aos seus clientes descontos que poderão atingir os 20 cêntimos por litro durante o fim-de-semana de 2 e 3 de Abril.
De acordo com o comunicado, estes 20 cêntimos por litro desdobram-se num desconto imediato de 10 cêntimos por litro nos postos aderentes e na atribuição de vales de outros 10 cêntimos a descontar em compras efectuadas nas lojas Continente.
Desta forma, em abastecimentos superiores a 15 euros nos postos Galp aderentes, os clientes recebem um vale de desconto equivalente a 10 cêntimos por litro de combustível abastecido, válido nas lojas Continente em compras superiores a 15 euros. Por outro lado, em compras superiores a 30 euros nas lojas Continente, os clientes recebem um vale de desconto de 10 cêntimos por litro de combustível abastecido nos postos Galp aderentes.
Ambos os vales de desconto podem ser rebatidos nos 21 dias seguintes à sua emissão e não são acumuláveis entre si.
Esta promoção vai estar disponível, apenas no primeiro fim-de-semana de Abril, nos mais de 500 postos Galp Energia aderentes e nas cerca de 170 lojas Continente.
De acordo com o comunicado, estes 20 cêntimos por litro desdobram-se num desconto imediato de 10 cêntimos por litro nos postos aderentes e na atribuição de vales de outros 10 cêntimos a descontar em compras efectuadas nas lojas Continente.
Desta forma, em abastecimentos superiores a 15 euros nos postos Galp aderentes, os clientes recebem um vale de desconto equivalente a 10 cêntimos por litro de combustível abastecido, válido nas lojas Continente em compras superiores a 15 euros. Por outro lado, em compras superiores a 30 euros nas lojas Continente, os clientes recebem um vale de desconto de 10 cêntimos por litro de combustível abastecido nos postos Galp aderentes.
Ambos os vales de desconto podem ser rebatidos nos 21 dias seguintes à sua emissão e não são acumuláveis entre si.
Esta promoção vai estar disponível, apenas no primeiro fim-de-semana de Abril, nos mais de 500 postos Galp Energia aderentes e nas cerca de 170 lojas Continente.
Fundações: ninguém sabe quantas são
Ninguém sabe ao certo quantas fundações existem em Portugal. Segundo o Tribunal de Contas (TC), as bases de dados das várias entidades que deviam controlar este tipo de instituição, não são fiáveis.
«Não foi possível identificar, com rigor, o universo fundacional actual, em particular o relativo às fundações de direito privado, em virtude de as bases de dados estabelecidas pelas várias entidades com responsabilidades no universo fundacional não serem consistentes, o que põe em causa a sua fiabilidade», refere o TC numa auditoria cujas conclusões foram divulgadas esta terça-feira.
No Ficheiro Central de Pessoas Colectivas foram encontradas 817 fundações inscritas, mas o próprio Instituto dos Registos e Notariados admite que «a antiguidade desta base de dados origina que nela constem entidades indevidamente identificadas ou inscritas, inexistindo em relação às mais antigas documentação de suporte que permita a sua correcção oficiosa».
No que se refere às fundações privadas, é à Presidência do Conselho de Ministros (PCM) que cabe o seu reconhecimento, sendo o poder de decisão do Ministro da Presidência. Na secretaria-geral da PCM estavam registadas 162 fundações privadas.
Depois existem ainda as fundações de fim especial, registadas na Direcção-Geral da Segurança Social, onde estavam mais de 200. O Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento contava com mais 19 e a secretaria-geral do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior mais três.
Também na Direcção-geral dos Impostos existiam 40 mil registos, que diziam respeito a fundações e outras associações, não se sabendo ao certo quantas pertenciam a cada uma das duas categorias.
Ou seja, foi impossível apurar o número final, até porque falta articulação entre as várias entidades com vista à constituição e à manutenção actualizada das respectivas bases de dados.
Por isso, o Tribunal de Contas recomenda uma nova legislação, já que a actual é «insuficiente e inadequada».
O relatório agora divulgado recomenda «rever, harmonizar e densificar» a legislação que regula a criação e o funcionamento das fundações, salientando que além dos dois diplomas que definem o regime jurídico das fundações, há «uma multiplicidade» de leis que estabelecem «regimes especiais».
Assim, a entidade presidida por Guilherme d`Oliveira Martins recomenda ao ministro da Presidência que aprove «um novo regime jurídico» para as fundações, tanto privadas como públicas, uma vez que o actual é «manifestamente inadequado para disciplinar» as existentes.
Há também uma recomendação ao Ministério das Finanças para promover legislação que torne claras «as isenções e benefícios fiscais de que as fundações possam beneficiar».
«Não foi possível identificar, com rigor, o universo fundacional actual, em particular o relativo às fundações de direito privado, em virtude de as bases de dados estabelecidas pelas várias entidades com responsabilidades no universo fundacional não serem consistentes, o que põe em causa a sua fiabilidade», refere o TC numa auditoria cujas conclusões foram divulgadas esta terça-feira.
No Ficheiro Central de Pessoas Colectivas foram encontradas 817 fundações inscritas, mas o próprio Instituto dos Registos e Notariados admite que «a antiguidade desta base de dados origina que nela constem entidades indevidamente identificadas ou inscritas, inexistindo em relação às mais antigas documentação de suporte que permita a sua correcção oficiosa».
No que se refere às fundações privadas, é à Presidência do Conselho de Ministros (PCM) que cabe o seu reconhecimento, sendo o poder de decisão do Ministro da Presidência. Na secretaria-geral da PCM estavam registadas 162 fundações privadas.
Depois existem ainda as fundações de fim especial, registadas na Direcção-Geral da Segurança Social, onde estavam mais de 200. O Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento contava com mais 19 e a secretaria-geral do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior mais três.
Também na Direcção-geral dos Impostos existiam 40 mil registos, que diziam respeito a fundações e outras associações, não se sabendo ao certo quantas pertenciam a cada uma das duas categorias.
Ou seja, foi impossível apurar o número final, até porque falta articulação entre as várias entidades com vista à constituição e à manutenção actualizada das respectivas bases de dados.
Por isso, o Tribunal de Contas recomenda uma nova legislação, já que a actual é «insuficiente e inadequada».
O relatório agora divulgado recomenda «rever, harmonizar e densificar» a legislação que regula a criação e o funcionamento das fundações, salientando que além dos dois diplomas que definem o regime jurídico das fundações, há «uma multiplicidade» de leis que estabelecem «regimes especiais».
Assim, a entidade presidida por Guilherme d`Oliveira Martins recomenda ao ministro da Presidência que aprove «um novo regime jurídico» para as fundações, tanto privadas como públicas, uma vez que o actual é «manifestamente inadequado para disciplinar» as existentes.
Há também uma recomendação ao Ministério das Finanças para promover legislação que torne claras «as isenções e benefícios fiscais de que as fundações possam beneficiar».
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Economia e Finanças
Portugal poupava 3 mil milhões se pedisse ajuda
Se Portugal pedisse ajuda ao fundo de resgate europeu conseguiria poupar, pelo menos, três mil milhões de euros em cinco anos, considerou esta terça-feira o economista João Duque, que questionou a fundamentação dos cortes na despesa pública.
O economista e presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) defendeu que um pedido de auxílio ao fundo de resgate europeu «é capaz de ser benéfico», quando Portugal paga cada vez mais para se financiar e tem dificuldades para atrair investimento.
Contas feitas, segundo João Duque, compensaria a Portugal pedir ajuda, calculando a diferença entre os custos de financiamento que o Estado português paga agora e o que pagaria em caso de resgate, a taxas de juro semelhantes às que a Irlanda e a Grécia pagam.
OE prevê pagamento de juros de 6.300 milhões
«A diferença para os primeiros cinco anos de juros, para um programa de dois anos de financiamento chega a valores superiores a três mil milhões de euros. Numa situação tão difícil, não sei se estamos assim tão ricos ao ponto de desperdiçar esse rendimento», disse o economista, em declarações à Lusa, à margem do seminário Europa 2020 - uma Estratégia para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, que decorreu na Assembleia da República.
«Parece que é um grande drama pedir dinheiro emprestado a algumas instituições, não a outras», acrescentou.
O economista defendeu ainda que «quanto mais depressa negociarmos com quem fizer esse financiamento, melhor. Negociar face a um ruptura de tesouraria, não é negociar, é entregarmo-nos completamente nas mãos de eventuais financiadores que vão exigir o que bem entenderem».
João Duque frisou que, este ano, o Orçamento do Estado já prevê um pagamento de juros de cerca de 6.300 milhões de euros, que será continuará a aumentar.
«Como vamos ter de reduzir a despesa e crescer uma das componentes tão significativas como os juros, nos próximos quatro ou cinco anos, já se está a ver o que sobra para o resto. Sobra cada vez menos», rematou.
O economista e presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) defendeu que um pedido de auxílio ao fundo de resgate europeu «é capaz de ser benéfico», quando Portugal paga cada vez mais para se financiar e tem dificuldades para atrair investimento.
Contas feitas, segundo João Duque, compensaria a Portugal pedir ajuda, calculando a diferença entre os custos de financiamento que o Estado português paga agora e o que pagaria em caso de resgate, a taxas de juro semelhantes às que a Irlanda e a Grécia pagam.
OE prevê pagamento de juros de 6.300 milhões
«A diferença para os primeiros cinco anos de juros, para um programa de dois anos de financiamento chega a valores superiores a três mil milhões de euros. Numa situação tão difícil, não sei se estamos assim tão ricos ao ponto de desperdiçar esse rendimento», disse o economista, em declarações à Lusa, à margem do seminário Europa 2020 - uma Estratégia para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, que decorreu na Assembleia da República.
«Parece que é um grande drama pedir dinheiro emprestado a algumas instituições, não a outras», acrescentou.
O economista defendeu ainda que «quanto mais depressa negociarmos com quem fizer esse financiamento, melhor. Negociar face a um ruptura de tesouraria, não é negociar, é entregarmo-nos completamente nas mãos de eventuais financiadores que vão exigir o que bem entenderem».
João Duque frisou que, este ano, o Orçamento do Estado já prevê um pagamento de juros de cerca de 6.300 milhões de euros, que será continuará a aumentar.
«Como vamos ter de reduzir a despesa e crescer uma das componentes tão significativas como os juros, nos próximos quatro ou cinco anos, já se está a ver o que sobra para o resto. Sobra cada vez menos», rematou.
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Economia e Finanças
Portugal mais perto de sair da Zona Euro?
Se Portugal não conseguir reduzir o défice externo terá, a prazo, de sair da Zona Euro. A opinião é do economista João Ferreira do Amaral, para quem as conclusões da última cimeira europeia são «completamente negativas».
«Se não conseguirmos reduzir o défice externo, a prazo não teremos grandes condições para permanecer no euro, porque não podemos recorrer ao financiamento externo da forma como recorremos no passado», disse Ferreira do Amaral, em declarações à agência Lusa, à margem do seminário «Europa 2020».
«Já ninguém, ou quase ninguém, hoje nos empresta de boamente. Se ficarmos sem financiamento externo, isso implica uma saída do euro», acrescentou, referindo que «o único antídoto» contra essa situação é «reduzir as necessidades de financiamento externo».
O Banco de Portugal, no seu Boletim Estatístico da Primavera, divulgado esta terça-feira, perspectiva que o défice externo aumentará para 8,9% do PIB em 2011.
Para Ferreira do Amaral, é necessário adoptar políticas orçamentais, de crédito e de emprego para apoiar a produção de bens transaccionáveis, para reduzir «gradualmente e de forma controlada» o défice externo.
«Se o nosso país não conseguir ou for impedido pelas instituições comunitárias de realizar um programa de prazo longo de discriminação positiva dos bens transaccionáveis, então não terá condições de pertencer à Zona Euro e teremos, de uma forma ou de outra, de sair a prazo provavelmente não muito longo».
Ferreira do Amaral criticou ainda as conclusões da cimeira europeia, na última semana, que disse reflectirem sobretudo a forma alemã de ver a economia.
«O que está em causa são as teses alemãs de que a competitividade é exclusivamente uma questão de equilíbrio orçamental e de redução de salários. Isto é completamente negativo [para Portugal] porque vai num sentido que não é o verdadeiro», disse o economista.
Entre outras conclusões, a cimeira de Bruxelas aprovou a introdução de limites máximos à dívida pública de cada país, bem como tectos às reformas antecipadas e o alinhamento do sistema de pensões com a à esperança de vida e medidas de flexibilização do mercado de trabalho.
«Os nossos problemas de competitividade não são estes», frisou Ferreira do Amaral, que considerou que «o Conselho Europeu deu uma triste imagem de uma Europa inepta e totalmente subordinada às teses alemãs, [empurrando] os países mais periféricos para uma situação insustentável dos pontos de vista económico, financeiro e de emprego».
«Se não conseguirmos reduzir o défice externo, a prazo não teremos grandes condições para permanecer no euro, porque não podemos recorrer ao financiamento externo da forma como recorremos no passado», disse Ferreira do Amaral, em declarações à agência Lusa, à margem do seminário «Europa 2020».
«Já ninguém, ou quase ninguém, hoje nos empresta de boamente. Se ficarmos sem financiamento externo, isso implica uma saída do euro», acrescentou, referindo que «o único antídoto» contra essa situação é «reduzir as necessidades de financiamento externo».
O Banco de Portugal, no seu Boletim Estatístico da Primavera, divulgado esta terça-feira, perspectiva que o défice externo aumentará para 8,9% do PIB em 2011.
Para Ferreira do Amaral, é necessário adoptar políticas orçamentais, de crédito e de emprego para apoiar a produção de bens transaccionáveis, para reduzir «gradualmente e de forma controlada» o défice externo.
«Se o nosso país não conseguir ou for impedido pelas instituições comunitárias de realizar um programa de prazo longo de discriminação positiva dos bens transaccionáveis, então não terá condições de pertencer à Zona Euro e teremos, de uma forma ou de outra, de sair a prazo provavelmente não muito longo».
Ferreira do Amaral criticou ainda as conclusões da cimeira europeia, na última semana, que disse reflectirem sobretudo a forma alemã de ver a economia.
«O que está em causa são as teses alemãs de que a competitividade é exclusivamente uma questão de equilíbrio orçamental e de redução de salários. Isto é completamente negativo [para Portugal] porque vai num sentido que não é o verdadeiro», disse o economista.
Entre outras conclusões, a cimeira de Bruxelas aprovou a introdução de limites máximos à dívida pública de cada país, bem como tectos às reformas antecipadas e o alinhamento do sistema de pensões com a à esperança de vida e medidas de flexibilização do mercado de trabalho.
«Os nossos problemas de competitividade não são estes», frisou Ferreira do Amaral, que considerou que «o Conselho Europeu deu uma triste imagem de uma Europa inepta e totalmente subordinada às teses alemãs, [empurrando] os países mais periféricos para uma situação insustentável dos pontos de vista económico, financeiro e de emprego».
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Economia e Finanças
Salgado critica políticos, Bruxelas e agências de rating
Ricardo Salgado considera que as agências de rating «estão a exagerar». Um comentário feito no mesmo dia em que a Standard & Poor¿s cortou, pela segunda vez em menos de uma semana, a classificação da dívida soberana de Portugal, num total de três níveis, e também um dia depois do corte da notação dos maiores bancos portugueses, pela mesma agência.
O presidente do BES, que falou em entrevista à CNBC, considera que «a reacção das agências de rating é exagerada e não reflecte a real situação do país». O banqueiro fez ainda questão de lembrar que Portugal não sofreu, ao contrário da Irlanda, qualquer bolha imobiliária, pelo que a banca nacional se encontra numa posição muito melhor do que aquela que os bancos irlandeses enfrentavam aquando do resgate ao país.
Para além disso, lembra, os bancos portugueses estão internacionalizados e, como tal, menos dependentes do contexto nacional.
Para Ricardo Salgado, Portugal conta ainda com outra mais valia: é que apesar da crise política, os principais partidos comprometeram-se já com as metas de redução de défice assumidas pelo Governo demissionário perante Bruxelas.
Em Londres, o banqueiro falou também aos jornalistas à margem de uma conferência, onde considerou que a crise política em Portugal foi uma «precipitação», que resultou no corte do rating, e que «os políticos deviam ter noção do impacto das suas decisões».
«Haverá consequências enormes para a economia, provocadas pela incerteza em que o país fica com este vazio político», avisou, citado pela Lusa.
«Houve uma baixa do rating a uma proximidade horrível do chamado junk[lixo]», afirmou. Mas para Ricardo Salgado, esta decisão da agência S&P é injustificada, especialmente porque os números de execução orçamental dos primeiros dois meses do ano «foram muito bons».
Num dia farto em críticas, o presidente do BES deixou também recados aos responsáveis europeus, que considera estarem a comandar a tomada de decisões em Portugal, ao afirmar que o programa europeu de ajuda a países em dificuldades, que está a ser usado pela Grécia e pela Irlanda «funcionou mal», e tem de ser revisto.
O presidente do BES, que falou em entrevista à CNBC, considera que «a reacção das agências de rating é exagerada e não reflecte a real situação do país». O banqueiro fez ainda questão de lembrar que Portugal não sofreu, ao contrário da Irlanda, qualquer bolha imobiliária, pelo que a banca nacional se encontra numa posição muito melhor do que aquela que os bancos irlandeses enfrentavam aquando do resgate ao país.
Para além disso, lembra, os bancos portugueses estão internacionalizados e, como tal, menos dependentes do contexto nacional.
Para Ricardo Salgado, Portugal conta ainda com outra mais valia: é que apesar da crise política, os principais partidos comprometeram-se já com as metas de redução de défice assumidas pelo Governo demissionário perante Bruxelas.
Em Londres, o banqueiro falou também aos jornalistas à margem de uma conferência, onde considerou que a crise política em Portugal foi uma «precipitação», que resultou no corte do rating, e que «os políticos deviam ter noção do impacto das suas decisões».
«Haverá consequências enormes para a economia, provocadas pela incerteza em que o país fica com este vazio político», avisou, citado pela Lusa.
«Houve uma baixa do rating a uma proximidade horrível do chamado junk[lixo]», afirmou. Mas para Ricardo Salgado, esta decisão da agência S&P é injustificada, especialmente porque os números de execução orçamental dos primeiros dois meses do ano «foram muito bons».
Num dia farto em críticas, o presidente do BES deixou também recados aos responsáveis europeus, que considera estarem a comandar a tomada de decisões em Portugal, ao afirmar que o programa europeu de ajuda a países em dificuldades, que está a ser usado pela Grécia e pela Irlanda «funcionou mal», e tem de ser revisto.
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Economia e Finanças
Corte de rating arrasa banca e bolsa acaba a cair
A bolsa de Lisboa encerrou esta terça-feira em queda ligeira, ditada pelas descidas da banca. O PSI20 caiu 0,16% para 7.817,27 pontos.
Os quatro bancos cotados no PSI20 registaram descidas superiores a 2%, liderando o terreno negativo. O BPI foi quem mais recuou: 2,52% para 1,24 euros, mas o BCP também perdeu 2,31% para 59 cêntimos, o BES deslizou 2,3% para 3,02 euros e o Banif 2,14% para 82 cêntimos.
Os bancos foram os mais penalizados pelo novo corte de ratinganunciado pela S&P à dívida soberana portuguesa. Este foi o segundo corte numa semana e, depois do primeiro, a agência acabou por cortar também a classificação da dívida da banca portuguesa. O sector financeiro é, tradicionalmente, o mais prejudicado pelas dificuldades acrescidas no acesso ao financiamento soberano, e os investidores temem novos cortes também na nota da dívida da banca.
O corte fez também estragos no campo da dívida pública, onde os juros se aproximam perigosamente da fasquia de 9%. No prazo a 5 anos, a taxa chegou a tocar nos 8,995% e no prazo a 10 anos esteve nos 8,24%.
Além de tudo isto, os bancos sofrem também o impacto das previsões macroeconómicas mais negativas divulgadas esta terça-feira pelo Banco de Portugal, que trazem dificuldades acrescidas à consolidação orçamental.
No vermelho apenas mais um peso pesado merece nota: a EDP, que cedeu 0,59% para 2,71 euros. No mesmo sector, o da energia, a Galp até conseguiu crescer 0,23% para 15,19 euros.
Nota positiva ainda para a PT. O peso pesado das comunicações liderou as subidas e avançou 1,46% para 8,30 euros, depois de os analistas terem aplaudido o facto de a PT ter concluído a entrada no capital da Oi, controlando já 25,6% da empresa brasileira.
Lá por fora, foram sobretudo as bolsas dos países mais frágeis do euro que nos acompanharam no vermelho: Madrid perdeu 0,15% e Roma 1,04%. De resto, Frankfurt também ainda cedeu 0,06%, mas Paris subiu 0,27% e Londres 0,47%.
Do outro lado do Atlântico o sentimento também é misto. O Dow Jones sobe 0,46% e o Nasdaq recua 0,57%. È que, se por um lado, há notícias empresariais animadoras, por outro, os investidores também estão preocupados com o futuro da Zona Euro.
Os quatro bancos cotados no PSI20 registaram descidas superiores a 2%, liderando o terreno negativo. O BPI foi quem mais recuou: 2,52% para 1,24 euros, mas o BCP também perdeu 2,31% para 59 cêntimos, o BES deslizou 2,3% para 3,02 euros e o Banif 2,14% para 82 cêntimos.
Os bancos foram os mais penalizados pelo novo corte de ratinganunciado pela S&P à dívida soberana portuguesa. Este foi o segundo corte numa semana e, depois do primeiro, a agência acabou por cortar também a classificação da dívida da banca portuguesa. O sector financeiro é, tradicionalmente, o mais prejudicado pelas dificuldades acrescidas no acesso ao financiamento soberano, e os investidores temem novos cortes também na nota da dívida da banca.
O corte fez também estragos no campo da dívida pública, onde os juros se aproximam perigosamente da fasquia de 9%. No prazo a 5 anos, a taxa chegou a tocar nos 8,995% e no prazo a 10 anos esteve nos 8,24%.
Além de tudo isto, os bancos sofrem também o impacto das previsões macroeconómicas mais negativas divulgadas esta terça-feira pelo Banco de Portugal, que trazem dificuldades acrescidas à consolidação orçamental.
No vermelho apenas mais um peso pesado merece nota: a EDP, que cedeu 0,59% para 2,71 euros. No mesmo sector, o da energia, a Galp até conseguiu crescer 0,23% para 15,19 euros.
Nota positiva ainda para a PT. O peso pesado das comunicações liderou as subidas e avançou 1,46% para 8,30 euros, depois de os analistas terem aplaudido o facto de a PT ter concluído a entrada no capital da Oi, controlando já 25,6% da empresa brasileira.
Lá por fora, foram sobretudo as bolsas dos países mais frágeis do euro que nos acompanharam no vermelho: Madrid perdeu 0,15% e Roma 1,04%. De resto, Frankfurt também ainda cedeu 0,06%, mas Paris subiu 0,27% e Londres 0,47%.
Do outro lado do Atlântico o sentimento também é misto. O Dow Jones sobe 0,46% e o Nasdaq recua 0,57%. È que, se por um lado, há notícias empresariais animadoras, por outro, os investidores também estão preocupados com o futuro da Zona Euro.
PSI20 fecha a perder 0,16% para 7.817,27 pontos
O principal índice, PSI20, encerrou a cair 0,16 por cento para 7.817,27 pontos, com o sector financeiro a ser o mais castigado. O BPI liderou as descidas ao ceder 2,51%.
Já as praças europeias fecharam o dia com tendência mista.
Já as praças europeias fecharam o dia com tendência mista.
Combustíveis: «Preços subiram mais vezes do que caíram»
A Autoridade da Concorrência considera que, em 2010, o ajustamento dos preços da gasolina e gasóleo às cotações internacionais decorreu «sem assimetria», mas indica que os preços em Portugal subiram mais vezes e caíram menos vezes.
A entidade liderada por Manuel Sebastião considera na sua mais recente newsletter, citada pela Lusa, que «o ajustamento dos preços médios antes de impostos (PMAI) aos Platts [cotações internacionais de referência] processou-se sem assimetrias significativas em 2010 e de forma semelhante ao que se verificou em Espanha e na média da UE27».
Assim, «o número de subidas e descidas [do preço] em Portugal ficou muito próximo da média europeia», mas o número de subidas de preço em Portugal foi superior aos das médias semanais dos Platts e de Espanha e o número de descidas de preço foi inferior.
«Não obstante, as subidas acumuladas dos PMAI em Portugal foram mais baixas do que em Espanha e na média da UE27», acrescenta o regulador.
Enquanto as cotações Platts da gasolina subiram 27 vezes e caíram 25, em Portugal o preço subiu 35 vezes e desceu 17.
No gasóleo, as cotações do Platts subiram 30 vezes e caíram 22, enquanto em Portugal subiram 35 vezes e caíram 17.
Em Espanha, o preço da gasolina subiu 29 vezes em 2010 e caiu 23, enquanto o do gasóleo subiu 34 e caiu 18.
Na newsletter a AdC ressalva que «o número de subidas e descidas, embora diferente, não significa só por si que as variações dos PMAI em Portugal sejam mais gravosas do que noutros países».
Outro ponto analisado pela AdC foi o ajustamento do preço à saída das refinarias em Portugal (todas detidas pelo grupo Galp Energia) com as cotações do Platts.
«O ajustamento dos preços ex-refinaria aos Platts processou-se sem assimetrias em 2010. O ajustamento reflete a regra de indexação dos preços nacionais ex-refinaria à média semanal da semana anterior dos preços Platts NWE CIF, pelo que o número de subidas e descidas foi o mesmo e os montantes de ajustamento foram praticamente iguais», conclui a AdC.
Os preços Platts NWE CIF [Roterdão, Holanda] facultam os preços internacionais dos combustíveis líquidos relevantes para Portugal e parte norte da Europa e incluem o custo da mercadoria, o seguro e o frete de transporte.
A entidade liderada por Manuel Sebastião considera na sua mais recente newsletter, citada pela Lusa, que «o ajustamento dos preços médios antes de impostos (PMAI) aos Platts [cotações internacionais de referência] processou-se sem assimetrias significativas em 2010 e de forma semelhante ao que se verificou em Espanha e na média da UE27».
Assim, «o número de subidas e descidas [do preço] em Portugal ficou muito próximo da média europeia», mas o número de subidas de preço em Portugal foi superior aos das médias semanais dos Platts e de Espanha e o número de descidas de preço foi inferior.
«Não obstante, as subidas acumuladas dos PMAI em Portugal foram mais baixas do que em Espanha e na média da UE27», acrescenta o regulador.
Enquanto as cotações Platts da gasolina subiram 27 vezes e caíram 25, em Portugal o preço subiu 35 vezes e desceu 17.
No gasóleo, as cotações do Platts subiram 30 vezes e caíram 22, enquanto em Portugal subiram 35 vezes e caíram 17.
Em Espanha, o preço da gasolina subiu 29 vezes em 2010 e caiu 23, enquanto o do gasóleo subiu 34 e caiu 18.
Na newsletter a AdC ressalva que «o número de subidas e descidas, embora diferente, não significa só por si que as variações dos PMAI em Portugal sejam mais gravosas do que noutros países».
Outro ponto analisado pela AdC foi o ajustamento do preço à saída das refinarias em Portugal (todas detidas pelo grupo Galp Energia) com as cotações do Platts.
«O ajustamento dos preços ex-refinaria aos Platts processou-se sem assimetrias em 2010. O ajustamento reflete a regra de indexação dos preços nacionais ex-refinaria à média semanal da semana anterior dos preços Platts NWE CIF, pelo que o número de subidas e descidas foi o mesmo e os montantes de ajustamento foram praticamente iguais», conclui a AdC.
Os preços Platts NWE CIF [Roterdão, Holanda] facultam os preços internacionais dos combustíveis líquidos relevantes para Portugal e parte norte da Europa e incluem o custo da mercadoria, o seguro e o frete de transporte.
segunda-feira, 28 de março de 2011
iPad 2 esgotou em menos de meia hora
O iPad 2 chegou e esgotou. Menos de meia hora foi o suficiente para o novo aparelho - que começou a ser vendido na sexta-feira em Portugal - convencer os portugueses. E nem os preços em tempos de crise - entre os 479 e os 799 euros - fizeram os clientes arredar pé. À porta das lojas Fnac foram às centenas os que tentaram a sua sorte.
«Bastaram apenas alguns minutos, menos de meia hora, para o nosso stock esgotar. Tínhamos muitos pedidos e havia muita expectativa em relação ao iPad 2. As pessoas queriam ver, tocar e sobretudo experimentar este novo tablet», disse o responsável da secção de informática da Fnac do Cascaishopping, Rui Magalhães à Agência Financeira.
Mesmo ao final do dia, as pessoas continuavam a aparecer. «Muitos queriam comprar por ser novidade, outros tinham um ou outro interesse específico mas havia pouco stock para tantos pedidos». Ainda assim, revela o responsável da Fnac, «amaioria das pessoas saiu da loja satisfeita» com o seu «novo brinquedo».
Os que não tiveram tanta sorte vão ter de esperar mais algum tempo, já que não há previsão quanto à reposição do aparelho, que foi lançado simultaneamente em mais 24 países na Europa, Ásia e Oceânia.
Nos EUA, a segunda versão do tablet também já esgotou, algo que os especialistas acreditam que vá acontecer rapidamente no resto do mundo.
O que muda?
O novo dispositivo da Apple é 33% mais fino e até duas vezes mais rápido do que o original. É dotado de duas câmaras - uma frontal e outra nas costas do aparelho - que dão suporte à videochamada e à captura de vídeos em HD.
Na segunda geração, o tablet passa dos 13,4 milímetros de espessura para os 8,8 milímetros e torna-se mais potente, com um processador de dois núcleos A5.
Através dele poderá aceder, tal como na primeira versão, àaplicação da TVI24 que está, de resto, no primeiro lugar do top português na categoria «News».
Os preços começam nos 479 euros para a versão de 16 GB sem conectividade 3G. Nos modelos de 32 GB e 64 GB os valores sobem para os 579 euros e 679 euros, respectivamente. Com conectividade Wi-Fi juntamente com a ligação móvel de terceira geração passa para os 599 euros (16 GB) e os 799 euros (64 GB).
Vem em duas cores - branco e preto - e tem dez horas de autonomia. Como opção, pode vir equipado com a designada «smart cover», uma capa que serve de suporte ao aparelho.
«Bastaram apenas alguns minutos, menos de meia hora, para o nosso stock esgotar. Tínhamos muitos pedidos e havia muita expectativa em relação ao iPad 2. As pessoas queriam ver, tocar e sobretudo experimentar este novo tablet», disse o responsável da secção de informática da Fnac do Cascaishopping, Rui Magalhães à Agência Financeira.
Mesmo ao final do dia, as pessoas continuavam a aparecer. «Muitos queriam comprar por ser novidade, outros tinham um ou outro interesse específico mas havia pouco stock para tantos pedidos». Ainda assim, revela o responsável da Fnac, «amaioria das pessoas saiu da loja satisfeita» com o seu «novo brinquedo».
Os que não tiveram tanta sorte vão ter de esperar mais algum tempo, já que não há previsão quanto à reposição do aparelho, que foi lançado simultaneamente em mais 24 países na Europa, Ásia e Oceânia.
Nos EUA, a segunda versão do tablet também já esgotou, algo que os especialistas acreditam que vá acontecer rapidamente no resto do mundo.
O que muda?
O novo dispositivo da Apple é 33% mais fino e até duas vezes mais rápido do que o original. É dotado de duas câmaras - uma frontal e outra nas costas do aparelho - que dão suporte à videochamada e à captura de vídeos em HD.
Na segunda geração, o tablet passa dos 13,4 milímetros de espessura para os 8,8 milímetros e torna-se mais potente, com um processador de dois núcleos A5.
Através dele poderá aceder, tal como na primeira versão, àaplicação da TVI24 que está, de resto, no primeiro lugar do top português na categoria «News».
Os preços começam nos 479 euros para a versão de 16 GB sem conectividade 3G. Nos modelos de 32 GB e 64 GB os valores sobem para os 579 euros e 679 euros, respectivamente. Com conectividade Wi-Fi juntamente com a ligação móvel de terceira geração passa para os 599 euros (16 GB) e os 799 euros (64 GB).
Vem em duas cores - branco e preto - e tem dez horas de autonomia. Como opção, pode vir equipado com a designada «smart cover», uma capa que serve de suporte ao aparelho.
iPhone 5: Apple começa a levantar o véu
Já tem data marcada a próxima conferência mundial de criadores da Apple (WWDC na sigla do inglês). A empresa do iPad e do iPhone tem usado este encontro para revelar as grandes novidades de cada ano e o próximo vai decorrer de 6 a 10 de Junho em São Francisco, EUA.
Para já, a empresa da maçã promete revelar o futuro do iOS e Mac OS no evento. No ano passado, foi aqui que se ficou a conhecer o iPhone 4 e, por isso, muitos têm a expectativa de ter aqui um primeiro vislumbre do iPhone 5, escreve a «VentureBeat».
Para a publicação, este pode ser também um sinal de que a Apple vai, na verdade, adiar a apresentação do software da nova versão do iPhone, o iOS 5.0, até ao Outono, já que, normalmente, a Apple costuma agendar um encontro prévio sobre o iOS no início da Primavera, e este ano não o fez.
Além das revelações incluindo o iOS e o iPhone, o WWDC 2011 contará ainda com mais de 100 sessões técnicas para ajudar os programadores a tirar o maior partido das plataformas da Apple. O encontro conta também com os prémios anuais de design para as aplicações de iPhone, iPad, e Mac OSX.
Para já, a empresa da maçã promete revelar o futuro do iOS e Mac OS no evento. No ano passado, foi aqui que se ficou a conhecer o iPhone 4 e, por isso, muitos têm a expectativa de ter aqui um primeiro vislumbre do iPhone 5, escreve a «VentureBeat».
Para a publicação, este pode ser também um sinal de que a Apple vai, na verdade, adiar a apresentação do software da nova versão do iPhone, o iOS 5.0, até ao Outono, já que, normalmente, a Apple costuma agendar um encontro prévio sobre o iOS no início da Primavera, e este ano não o fez.
Além das revelações incluindo o iOS e o iPhone, o WWDC 2011 contará ainda com mais de 100 sessões técnicas para ajudar os programadores a tirar o maior partido das plataformas da Apple. O encontro conta também com os prémios anuais de design para as aplicações de iPhone, iPad, e Mac OSX.
Taxas Euribor renovam máximos
As taxas Euribor continuam esta segunda-feira a subir em todos os prazos e a renovar máximos de 2009, segundo o fixing diário da Federação Europeia de Bancos.
A taxa a seis meses, o principal indexante do crédito à habitação em Portugal, sobe para 1,521 por cento, renovando máximos de 2009.
A Euribor a três meses cresce 0,006 pontos para 1,210 por cento, um novo máximo, enquanto a taxa a 12 meses avança para 1,971 por cento.
As Euribor que são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.
A taxa a seis meses, o principal indexante do crédito à habitação em Portugal, sobe para 1,521 por cento, renovando máximos de 2009.
A Euribor a três meses cresce 0,006 pontos para 1,210 por cento, um novo máximo, enquanto a taxa a 12 meses avança para 1,971 por cento.
As Euribor que são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.
Gasolina está 2,5 cêntimos mais cara
As cotações da gasolina 85 nos mercados internacionais subiram na semana passada e, como era esperado, o preço deste combustível aumentou neste arranque de semana, com actualizações até 2,5 cêntimos por litro.
A escalada é de 2,5 cêntimos nas bombas da Galp, para um preço médio de 1,584 euros. Esta é, de resto, a mais cara das quatro marcas principais, segundo a Lusa. Na Cepsa, a gasolina subiu 2 cêntimos para 1,579 euros por litro.
Os novos preços reflectem assim um acréscimo da cotação da tonelada métrica deste produto refinado nos mercados internacionais na semana passada.
A média das cotações de gasolina 95 refinada no norte da Europa foi de 687,8 euros por cada tonelada métrica (dados da Bloomberg), um aumento de 17 euros face aos 670,81 euros de média na semana de 14 a 18 de Março.
BP e Repsol não mexem... por agora
A BP e a Repsol deixaram por enquanto os seus preços inalterados, o que não quer dizer que não reflictam o aumento nas cotações que servem de base à Galp, a única empresa que refina em Portugal, ainda durante esta semana.
A média nacional do preço da gasolina 95 foi de 1,551 euros na semana passada, abaixo dos 1,558 euros da média da semana anterior. Desde o mês de Novembro que o litro de gasolina está em média quase 19 cêntimos mais caro.
Gasóleo escapa excepto na Cepsa
Já no preço do gasóleo, só a Cepsa subiu meio cêntimo em cada litro, para um valor de referência de 1,439 euros. O diesel, o combustível rodoviário mais usado em Portugal, manteve-se inalterado para já na Galp, BP e Repsol, já que a cotação média do gasóleo esta semana foi de 706,9 euros, quase igual aos 706,4 euros por tonelada métrica da semana passada.
O preço médio de cada litro chegou na semana passada aos 1,403 euros em portugal, abaixo dos 1,406 de média da semana anterior e ainda quase dois cêntimos abaixo dos máximos históricos de 1,428 de 11 de Julho de 2008.
A escalada é de 2,5 cêntimos nas bombas da Galp, para um preço médio de 1,584 euros. Esta é, de resto, a mais cara das quatro marcas principais, segundo a Lusa. Na Cepsa, a gasolina subiu 2 cêntimos para 1,579 euros por litro.
Os novos preços reflectem assim um acréscimo da cotação da tonelada métrica deste produto refinado nos mercados internacionais na semana passada.
A média das cotações de gasolina 95 refinada no norte da Europa foi de 687,8 euros por cada tonelada métrica (dados da Bloomberg), um aumento de 17 euros face aos 670,81 euros de média na semana de 14 a 18 de Março.
BP e Repsol não mexem... por agora
A BP e a Repsol deixaram por enquanto os seus preços inalterados, o que não quer dizer que não reflictam o aumento nas cotações que servem de base à Galp, a única empresa que refina em Portugal, ainda durante esta semana.
A média nacional do preço da gasolina 95 foi de 1,551 euros na semana passada, abaixo dos 1,558 euros da média da semana anterior. Desde o mês de Novembro que o litro de gasolina está em média quase 19 cêntimos mais caro.
Gasóleo escapa excepto na Cepsa
Já no preço do gasóleo, só a Cepsa subiu meio cêntimo em cada litro, para um valor de referência de 1,439 euros. O diesel, o combustível rodoviário mais usado em Portugal, manteve-se inalterado para já na Galp, BP e Repsol, já que a cotação média do gasóleo esta semana foi de 706,9 euros, quase igual aos 706,4 euros por tonelada métrica da semana passada.
O preço médio de cada litro chegou na semana passada aos 1,403 euros em portugal, abaixo dos 1,406 de média da semana anterior e ainda quase dois cêntimos abaixo dos máximos históricos de 1,428 de 11 de Julho de 2008.
Valor médio da avaliação bancária cai 2,8%
A avaliação bancária de apartamentos e moradias caiu 2,8 por cento no mês de Fevereiro em termos homólogos, mas aumentou 0,5 por cento face a Janeiro, fixando-se em 1.139 euros por metro quadrado, mostra o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O Inquérito do Instituto Nacional de Estatística (INE) à avaliação bancária na habitação, realizada no âmbito da concessão de crédito à habitação, destaca que face ao mesmo período de 2010, o valor médio das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto caiu 3,2 por cento e 4,8 por cento respectivamente.
Os decréscimos mais acentuados verificaram-se na região de Lisboa (-3,2 por cento) e a do Norte e Centro (ambas com uma queda de 2,8 por cento), tendo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira sido as únicas a registar uma variação positiva.
O INE refere ainda que em Fevereiro a área metropolitana de Lisboa apresentou uma redução de 0,1 por cento face a Janeiro, enquanto na do Porto se registou um aumento de 0,8 por cento.
No que diz respeito aos apartamentos, o valor médio de avaliação bancária subiu 0,3 por cento em Fevereiro, face a Janeiro, situando-se nos 1.203 euros por metros quadrados, tendo as variações em cadeia sido positivas na maioria das regiões, excepto nas de Lisboa (-0,5 por cento), do Alentejo (-0,8 por cento) e do Algarve (-0,3 por cento).
Já em termos homólogos, o valor médio de avaliação dos apartamentos desceu 3,9 por cento, destacando-se a região Norte pelo decréscimo homólogo mais intenso (-5,0 por cento) e a região autónoma dos Açores com a variação mais elevada (9,2 por cento).
Nas moradias, a avaliação bancária fixou-se nos 1.034 euros por metro quadrado, ou seja, uma subida de 0,8 por cento face a Janeiro e um aumento de 0,6 por cento face ao mesmo mês de 2010.
O Inquérito do Instituto Nacional de Estatística (INE) à avaliação bancária na habitação, realizada no âmbito da concessão de crédito à habitação, destaca que face ao mesmo período de 2010, o valor médio das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto caiu 3,2 por cento e 4,8 por cento respectivamente.
Os decréscimos mais acentuados verificaram-se na região de Lisboa (-3,2 por cento) e a do Norte e Centro (ambas com uma queda de 2,8 por cento), tendo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira sido as únicas a registar uma variação positiva.
O INE refere ainda que em Fevereiro a área metropolitana de Lisboa apresentou uma redução de 0,1 por cento face a Janeiro, enquanto na do Porto se registou um aumento de 0,8 por cento.
No que diz respeito aos apartamentos, o valor médio de avaliação bancária subiu 0,3 por cento em Fevereiro, face a Janeiro, situando-se nos 1.203 euros por metros quadrados, tendo as variações em cadeia sido positivas na maioria das regiões, excepto nas de Lisboa (-0,5 por cento), do Alentejo (-0,8 por cento) e do Algarve (-0,3 por cento).
Já em termos homólogos, o valor médio de avaliação dos apartamentos desceu 3,9 por cento, destacando-se a região Norte pelo decréscimo homólogo mais intenso (-5,0 por cento) e a região autónoma dos Açores com a variação mais elevada (9,2 por cento).
Nas moradias, a avaliação bancária fixou-se nos 1.034 euros por metro quadrado, ou seja, uma subida de 0,8 por cento face a Janeiro e um aumento de 0,6 por cento face ao mesmo mês de 2010.
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Economia e Finanças
Restauração recua na taxa por pagamento com cartão
A ideia inicial era alterar a lei para passar a taxar o uso de cartões bancários no pagamento de refeições. Mas o presidente da Associação portuguesa de Hotelaria e Restauração (AHRESP) esclareceu esta segunda-feira que o uso dos cartões de débito e de crédito não vai ser cobrado aos clientes, embora tenha defendido taxas mais baratas para as empresas.
As declarações de Mário Pereira Gonçalves surgem depois de o secretário-geral da associação, José Manuel Esteves, ter dito à TSF que esta era uma das propostas que seria discutida nas jornadas da AHRESP, entre hoje e quarta-feira, para contornar o «custo pesadíssimo» do uso do multibanco.
O «equívoco»
O presidente da AHRESP disse à Lusa que «os empresários não querem passar estes custos para os clientes» e que se tratou de «um equívoco».
O que a associação pretende é que as taxas que lhes são cobradas «sejam iguais às de outros países. São 100% superiores às de Espanha», exemplificou, escusando-se a apontar um valor concreto, pois estes pagamentos dependem das entidades que gerem os cartões e do volume de negócios das empresas.
Mário Pereira Gonçalves considera fundamental diminuir os custos de contexto nas empresas deste sector e propõe, por exemplo, o fim da obrigatoriedade das embalagens individuais de açúcar e manteiga e a extinção das taxas de ocupação da via pública.
«Antes, havia açucareiros, agora somos obrigados a ter tudo embalado. Isso obriga-nos a pagar tudo mais caro, quando queremos é reduzir os custos de contexto».
O presidente da AHRESP defende também o fim das taxas cobradas pelas autarquias pela ocupação da via pública (esplanadas e toldos) e das taxas relativas à afixação de publicidade, além de legislação simplificada na área da higiene e saúde no trabalho.
«A segurança social obriga-nos a comunicar a admissão de cada trabalhador antes de começarem a trabalhar. Mas este é um sector com grande rotatividade, e às vezes nem sequer aparecem». «Se quiser ter tudo em ordem, um empresário hoje não faz mais nada». Daí que este responsável apela ao fim destes «custos de contexto e de tempo».
Entre as «medidas de choque» que a AHRESP quer discutir com os associados, divulgadas na página da Internet, incluem-se ainda a suspensão da certificação energética e a medição da qualidade do ar, paridade do IVA com Espanha, combate à evasão e fraude fiscal, geradoras de concorrência desleal, tarifário elétrico especial na baixa tensão, eliminação das instalações sanitárias públicas e aumento dos preços de venda.
A cobrança aos clientes das taxas dos pagamentos efectuados com meios eletrónicos (cartões de crédito e de débito) estava também incluída nas medidas a debater com os empresários da hotelaria e restauração para minimizar os custos de contexto.
As declarações de Mário Pereira Gonçalves surgem depois de o secretário-geral da associação, José Manuel Esteves, ter dito à TSF que esta era uma das propostas que seria discutida nas jornadas da AHRESP, entre hoje e quarta-feira, para contornar o «custo pesadíssimo» do uso do multibanco.
O «equívoco»
O presidente da AHRESP disse à Lusa que «os empresários não querem passar estes custos para os clientes» e que se tratou de «um equívoco».
O que a associação pretende é que as taxas que lhes são cobradas «sejam iguais às de outros países. São 100% superiores às de Espanha», exemplificou, escusando-se a apontar um valor concreto, pois estes pagamentos dependem das entidades que gerem os cartões e do volume de negócios das empresas.
Mário Pereira Gonçalves considera fundamental diminuir os custos de contexto nas empresas deste sector e propõe, por exemplo, o fim da obrigatoriedade das embalagens individuais de açúcar e manteiga e a extinção das taxas de ocupação da via pública.
«Antes, havia açucareiros, agora somos obrigados a ter tudo embalado. Isso obriga-nos a pagar tudo mais caro, quando queremos é reduzir os custos de contexto».
O presidente da AHRESP defende também o fim das taxas cobradas pelas autarquias pela ocupação da via pública (esplanadas e toldos) e das taxas relativas à afixação de publicidade, além de legislação simplificada na área da higiene e saúde no trabalho.
«A segurança social obriga-nos a comunicar a admissão de cada trabalhador antes de começarem a trabalhar. Mas este é um sector com grande rotatividade, e às vezes nem sequer aparecem». «Se quiser ter tudo em ordem, um empresário hoje não faz mais nada». Daí que este responsável apela ao fim destes «custos de contexto e de tempo».
Entre as «medidas de choque» que a AHRESP quer discutir com os associados, divulgadas na página da Internet, incluem-se ainda a suspensão da certificação energética e a medição da qualidade do ar, paridade do IVA com Espanha, combate à evasão e fraude fiscal, geradoras de concorrência desleal, tarifário elétrico especial na baixa tensão, eliminação das instalações sanitárias públicas e aumento dos preços de venda.
A cobrança aos clientes das taxas dos pagamentos efectuados com meios eletrónicos (cartões de crédito e de débito) estava também incluída nas medidas a debater com os empresários da hotelaria e restauração para minimizar os custos de contexto.
Bruxelas quer acabar com carros a gasolina até 2050
A Comissão Europeia propôs esta segunda-feira acabar até 2050 com os veículos convencionais a gasolina e a gasóleo nas cidades. O objectivo é tornar o sector dos transportes mais competitivo e menos poluente.
«Podemos acabar com a dependência do petróleo sem sacrificar a eficiência e comprometer a mobilidade», disse o comissário europeu dos Transportes, Siim Kallas, citado pela Lusa, ao apresentar uma nova estratégia da CE para 2050.
Bruxelas marcou ainda como objectivo para as próximas quatro décadas reduzir em 40 por cento as emissões do transporte marítimo, conseguir em 40 por cento do combustível usado na aviação tenhas níveis baixos de dióxido de carbono assim como conseguir que metade das viagens de media distancia passem a ser feitas por transporte ferroviário em vez do rodoviário.
A Comissão Europeia recomendou assim os Estados membros a encontrar 1.500 milhões de euros para investir até 2050 para financiar a infra-estruturas de transportes e veículos do futuro.
«É um documento com visão. Não tem força de lei», reconheceu Siim Kallas adiantando, contudo que «será seguido por acções».
A área dos Transportes é o pesadelo do comissário para o Clima, Connie Hedegaard, porque as emissões de CO2 provenientes deste sector estão a subir de forma consistente (23,6 por cento em 2008).
França, Itália, Espanha e Alemanha representam 76 por cento das emissões dos transportes na UE.
«Podemos acabar com a dependência do petróleo sem sacrificar a eficiência e comprometer a mobilidade», disse o comissário europeu dos Transportes, Siim Kallas, citado pela Lusa, ao apresentar uma nova estratégia da CE para 2050.
Bruxelas marcou ainda como objectivo para as próximas quatro décadas reduzir em 40 por cento as emissões do transporte marítimo, conseguir em 40 por cento do combustível usado na aviação tenhas níveis baixos de dióxido de carbono assim como conseguir que metade das viagens de media distancia passem a ser feitas por transporte ferroviário em vez do rodoviário.
A Comissão Europeia recomendou assim os Estados membros a encontrar 1.500 milhões de euros para investir até 2050 para financiar a infra-estruturas de transportes e veículos do futuro.
«É um documento com visão. Não tem força de lei», reconheceu Siim Kallas adiantando, contudo que «será seguido por acções».
A área dos Transportes é o pesadelo do comissário para o Clima, Connie Hedegaard, porque as emissões de CO2 provenientes deste sector estão a subir de forma consistente (23,6 por cento em 2008).
França, Itália, Espanha e Alemanha representam 76 por cento das emissões dos transportes na UE.
Líbia, Japão e dívida europeia enervam petróleo
Os preços do petróleo estão em queda nos mercados internacionais neste arranque de semana, com os conflitos na Líbia, a crise nuclear no Japão e a falta de soluções em torno da dívida europeia a deprimirem os investidores.
Em Londres, o Brent está a ser penalizado pelo nervosismo que paira sobre a Europa, com a crise da dívida ainda por resolver, recuando 0,5% para os 115,01 dólares por barril. Embora preocupe os mercados, este problema de solução adiada está a ser ofuscado pelos conflitos na Líbia e no Médio Oriente.
Em Nova Iorque, cresce a especulação de que o Japão vai atrasar a reconstrução do país por causa da crise nuclear.
Para além disso, os investidores acusam nervosismo quanto à crise da dívida europeia e também em relação à instabilidade na Líbia. Cada barril de crude está a desvalorizar 0,63%, valendo a esta hora 104,71 dólares.
Em Londres, o Brent está a ser penalizado pelo nervosismo que paira sobre a Europa, com a crise da dívida ainda por resolver, recuando 0,5% para os 115,01 dólares por barril. Embora preocupe os mercados, este problema de solução adiada está a ser ofuscado pelos conflitos na Líbia e no Médio Oriente.
Em Nova Iorque, cresce a especulação de que o Japão vai atrasar a reconstrução do país por causa da crise nuclear.
Para além disso, os investidores acusam nervosismo quanto à crise da dívida europeia e também em relação à instabilidade na Líbia. Cada barril de crude está a desvalorizar 0,63%, valendo a esta hora 104,71 dólares.
Euro acima dos 1,40 dólares
A valorização do euro está esta manhã bastante tímida, com a perda de confiança depois da derrota da coligação liderada por Angela Merkel nas eleições regionais da Alemanha.
A maior economia europeia tem sempre muita influência nas negociações da moeda única e esta derrota eleitoral faz temer sobre as perspectivas políticas para o país. Ainda assim, o euro avança uns ligeiros 0,16% para os 1,4068 dólares.
Nota ainda para o iene: a moeda japonesa está a recuar face à maioria das moedas, uma vez que os sinais de uma recuperação economia à escala global estão a ganhar força - nos EUA há, por exemplo, a previsão de que os gastos dos consumidores tenham aumentado - e acabam por impulsionar o apetite dos investidores por outros activos de maior rendimento.
A maior economia europeia tem sempre muita influência nas negociações da moeda única e esta derrota eleitoral faz temer sobre as perspectivas políticas para o país. Ainda assim, o euro avança uns ligeiros 0,16% para os 1,4068 dólares.
Nota ainda para o iene: a moeda japonesa está a recuar face à maioria das moedas, uma vez que os sinais de uma recuperação economia à escala global estão a ganhar força - nos EUA há, por exemplo, a previsão de que os gastos dos consumidores tenham aumentado - e acabam por impulsionar o apetite dos investidores por outros activos de maior rendimento.
Pesos pesados ditam fecho negativo da bolsa
A bolsa de Lisboa encerrou esta segunda-feira em queda. O PSI20 caiu 0,31% para 7.829,60 pontos, com os pesos pesados em baixa e a pressionar a praça.
A banca esteve entre as maiores descidas, penalizada pelos sucessivos recordes dos juros da dívida pública que, no prazo a cinco anos, estão já acima dos 8,8%. O BPI foi o que liderou as descidas, recuando 2,23% para 1,27 euros, mas o BCP também perdeu 1,46% para 61 cêntimos e o Banif deslizou 0,83% para 84 cêntimos. Só o BES escapou, subindo 0,59% para 3,09 euros.
Os três maiores bancos do PSI20 foram ainda alvo de um corte de rating esta manhã, pela agência S&P, que tinha já reduzido a avaliação da dívida da República na passada semana. A agência não afasta a possibilidade de proceder a novo corte, ainda esta semana.
No vermelho fecharam ainda as acções da Jerónimo Martins, que caíram 1,83% para 11,29 euros.
Nas telecomunicações, também predominou o pessimismo, apesar de o sector na Europa ter andado animado. O Goldman Sachs elevou a recomendação das acções da Nokia para comprar, o que teve reflexo nos títulos das comunicações. No entanto, em Portugal, os principais títulos não acompanharam o optimismo: a PT caiu 0,73% para 8,18 euros e a Sonaecom desceu 0,47% para 1,47 euros. Só a Zon avançou 1,58% para 3,66 euros.
Na energia, as empresas de maior peso também cederam terreno: a EDP caiu 0,26% para 2,73 euros e a Galp recuou 0,33% para 15,15 euros. A EDP Renováveis é que continua a beneficiar da preferência dos investidores pelas energias limpas, depois do acidente na central nuclear japonesa de Fukushima: as suas acções cresceram 2,98% para 5,18 euros.
No resto da Europa, nota negativa também para a praça alemã, onde o DAX caiu 0,11%. No entanto, a maioria das praças decidiu-se antes pelo verde: o FTSE inglês aumentou 0,06%, o MIB italiano 0,11%, o CAC francês 0,12% e o IBEX espanhol 0,38%.
Do outro lado do Atlântico, os mercados norte-americanos estrearam-se no verde, graças ao crescimento acima do esperado dos gastos dos consumidores em Fevereiro. O Nasdaq sobe 0,18% e o Dow Jones 0,23%.
A banca esteve entre as maiores descidas, penalizada pelos sucessivos recordes dos juros da dívida pública que, no prazo a cinco anos, estão já acima dos 8,8%. O BPI foi o que liderou as descidas, recuando 2,23% para 1,27 euros, mas o BCP também perdeu 1,46% para 61 cêntimos e o Banif deslizou 0,83% para 84 cêntimos. Só o BES escapou, subindo 0,59% para 3,09 euros.
Os três maiores bancos do PSI20 foram ainda alvo de um corte de rating esta manhã, pela agência S&P, que tinha já reduzido a avaliação da dívida da República na passada semana. A agência não afasta a possibilidade de proceder a novo corte, ainda esta semana.
No vermelho fecharam ainda as acções da Jerónimo Martins, que caíram 1,83% para 11,29 euros.
Nas telecomunicações, também predominou o pessimismo, apesar de o sector na Europa ter andado animado. O Goldman Sachs elevou a recomendação das acções da Nokia para comprar, o que teve reflexo nos títulos das comunicações. No entanto, em Portugal, os principais títulos não acompanharam o optimismo: a PT caiu 0,73% para 8,18 euros e a Sonaecom desceu 0,47% para 1,47 euros. Só a Zon avançou 1,58% para 3,66 euros.
Na energia, as empresas de maior peso também cederam terreno: a EDP caiu 0,26% para 2,73 euros e a Galp recuou 0,33% para 15,15 euros. A EDP Renováveis é que continua a beneficiar da preferência dos investidores pelas energias limpas, depois do acidente na central nuclear japonesa de Fukushima: as suas acções cresceram 2,98% para 5,18 euros.
No resto da Europa, nota negativa também para a praça alemã, onde o DAX caiu 0,11%. No entanto, a maioria das praças decidiu-se antes pelo verde: o FTSE inglês aumentou 0,06%, o MIB italiano 0,11%, o CAC francês 0,12% e o IBEX espanhol 0,38%.
Do outro lado do Atlântico, os mercados norte-americanos estrearam-se no verde, graças ao crescimento acima do esperado dos gastos dos consumidores em Fevereiro. O Nasdaq sobe 0,18% e o Dow Jones 0,23%.
Dívida pública: negociação dispara 150%
A negociação de dívida pública disparou em Fevereiro. De acordo com dados da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o valor das ordens sobre títulos da dívida pública cresceu 149% em Fevereiro para 1,8 mil milhões de euros. Mais de dois terços do montante negociado dizem respeito a ordens de residentes.
A subida do valor contraria a tendência registada pelo número de ordens, que até recuou 8%.
Apesar do forte crescimento, os títulos de dívida pública continuam a representar apenas 23% do valor total das ordens sobre instrumentos financeiros e apenas 0,2% do número de ordens.
A subida do valor contraria a tendência registada pelo número de ordens, que até recuou 8%.
Apesar do forte crescimento, os títulos de dívida pública continuam a representar apenas 23% do valor total das ordens sobre instrumentos financeiros e apenas 0,2% do número de ordens.
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Economia e Finanças
PSI20 fechou a perder 0,31% para 7.829,60 pontos
O índice PSI20 encerrou a sessão desta segunda-feira a perder 0,31 por cento para 7.829,60 pontos, com o BPI, o BCP e a Portugal Telecom (PT) a pressionarem.
Na Europa, a tendência foi maioritariamente de ganhos. Só Lisboa e Frankfurt contrariaram.
Na Europa, a tendência foi maioritariamente de ganhos. Só Lisboa e Frankfurt contrariaram.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Meo: clientes podem ter 17 canais de televisão no PC
Os clientes do MEO, serviço de televisão por subscrição da PT, têm, a partir desta sexta-feira, acesso a 17 canais em directo no computador, incluindo a RTP, SIC e TVI, informou a empresa.
«A pensar no segmento jovem vamos levar a experiência que damos na televisão ao PC. Os nossos clientes, sobretudo do segmento dos 15 aos 24 anos, vão poder, nas suas casas, usar no seu PC não só o video-on-demand mas também 17 canais de televisão», disse o presidente executivo da PT, Zeinal Bava, na apresentação do novo serviço.
Bava adiantou que esta «é uma experiência que se quer cada vez mais multi-ecran», lembrando que o Meo tinha, no final do ano passado, uma quota de mercado de 30%, mais de 830 mil clientes.
«O Meo já atingiu massa crítica o que nos permite ser ainda mais audazes», frisou citado pela Lusa.
A operadora salientou também que o Meo «é mais do que televisão, é música e jogos e cada vez mais multi-plataforma».
Em comunicado, o Meo acrescenta que a disponibilização de canais de televisão no computador «vem complementar a oferta de conteúdos e aplicações multi-plataforma, adaptadas a uma utilização no telemóvel, computador e televisão, permitindo uma experiência uniforme qualquer que seja o equipamento que se está a utilizar».
Para aceder aos canais (RTP1, RTP2, SIC, TVI, RVI24, ETV, Disney, Panda, Hollywood, Benfica TV, Fuel TV, Trace TV, Food Network, The Poker Channel, Odisseia, História, Travel Channel, Trailers Meo VideoClube) é necessário ter uma ligação de banda larga à Internet.
O Meo online está disponível de forma gratuita até 30 de Abril, para todos os clientes Meo ADSL, Fibra e Satélite.
«A pensar no segmento jovem vamos levar a experiência que damos na televisão ao PC. Os nossos clientes, sobretudo do segmento dos 15 aos 24 anos, vão poder, nas suas casas, usar no seu PC não só o video-on-demand mas também 17 canais de televisão», disse o presidente executivo da PT, Zeinal Bava, na apresentação do novo serviço.
Bava adiantou que esta «é uma experiência que se quer cada vez mais multi-ecran», lembrando que o Meo tinha, no final do ano passado, uma quota de mercado de 30%, mais de 830 mil clientes.
«O Meo já atingiu massa crítica o que nos permite ser ainda mais audazes», frisou citado pela Lusa.
A operadora salientou também que o Meo «é mais do que televisão, é música e jogos e cada vez mais multi-plataforma».
Em comunicado, o Meo acrescenta que a disponibilização de canais de televisão no computador «vem complementar a oferta de conteúdos e aplicações multi-plataforma, adaptadas a uma utilização no telemóvel, computador e televisão, permitindo uma experiência uniforme qualquer que seja o equipamento que se está a utilizar».
Para aceder aos canais (RTP1, RTP2, SIC, TVI, RVI24, ETV, Disney, Panda, Hollywood, Benfica TV, Fuel TV, Trace TV, Food Network, The Poker Channel, Odisseia, História, Travel Channel, Trailers Meo VideoClube) é necessário ter uma ligação de banda larga à Internet.
O Meo online está disponível de forma gratuita até 30 de Abril, para todos os clientes Meo ADSL, Fibra e Satélite.
É hoje que o iPad 2 chega a Portugal
Chegou a hora de os fãs da tecnologia da Apple correrem às lojas: o novo tablets iPad 2 começa a ser vendido esta sexta-feira em Portugal nos revendedores autorizados e apenas duas semanas depois de ter sido colocado à venda nos EUA.
O dispositivo também já pode ser adquirido na Internet, através da página portuguesa da empresa de Steve Jobs.
Portugal é, de resto, um dos 25 países que hoje podem conhecer de perto o tablet que já esgotou em território norte-americano.
O novo dispositivo é dotado de duas câmaras, tem um novo processador e é mais leve do que a primeira versão. Através dele poderá aceder, tal como na primeira versão, à aplicação da TVI24 que está, de resto, no primeiro lugar do top português na categoria «News».
Como habitual, a Apple não aposta em significativas operações de marketing e publicidade para mostrar o produto, que por si só já gera atenção mediática e interesse dos curiosos suficiente, nota a Lusa.
O mercado dos tablets, de que o iPad é líder, tem vindo a crescer: Samsung, Motorola, Blackberry, LG e HTC são algumas das marcas que em breve colocarão no mercado diversos aparelhos do género.
Os tablets são dispositivos semelhantes a um pequenos computadores de ecrã táctil que permitem ter uma experiência de leitura de jornais, revistas ou livros próxima da leitura em papel, com a vantagem de se poder aceder a conteúdos multimédia.
O dispositivo também já pode ser adquirido na Internet, através da página portuguesa da empresa de Steve Jobs.
Portugal é, de resto, um dos 25 países que hoje podem conhecer de perto o tablet que já esgotou em território norte-americano.
O novo dispositivo é dotado de duas câmaras, tem um novo processador e é mais leve do que a primeira versão. Através dele poderá aceder, tal como na primeira versão, à aplicação da TVI24 que está, de resto, no primeiro lugar do top português na categoria «News».
Como habitual, a Apple não aposta em significativas operações de marketing e publicidade para mostrar o produto, que por si só já gera atenção mediática e interesse dos curiosos suficiente, nota a Lusa.
O mercado dos tablets, de que o iPad é líder, tem vindo a crescer: Samsung, Motorola, Blackberry, LG e HTC são algumas das marcas que em breve colocarão no mercado diversos aparelhos do género.
Os tablets são dispositivos semelhantes a um pequenos computadores de ecrã táctil que permitem ter uma experiência de leitura de jornais, revistas ou livros próxima da leitura em papel, com a vantagem de se poder aceder a conteúdos multimédia.
Leilão de carros clássicos: de 2 a 60 mil euros
Está a chegar a 7ª Edição do Salão Motorclássico na Feira Internacional de Lisboa (FIL), nos próximos dias 8, 9 e 10 de Abril. Este ano o Salão tem uma novidade: o I Leilão de Veículos Clássicos & Automobília.
«Enquadrado no maior evento de automóveis clássicos, este é o primeiro leilão do género que se realiza em Portugal», refere a organização em comunicado.
O leilão, organizado em parceria com a leiloeira Aqueduto, decorre no dia 9 de Abril, a partir das 17 horas e reúne 289 produtos de automobília.
As peças a leilão têm origem em coleccionadores privados, e «há peças para todos os preços e gostos». Salvador Patrício Gouveia, da organização, afirma que «este leilão é uma excelente oportunidade de negócio tanto para coleccionadores, como para investidores».
Adianta ainda que «alguns produtos podem atingir uma valorização de 15% ao ano. Comprar um automóvel clássico é hoje um investimento seguro. Não só não se desvalorizam, como mesmo valorizando a um ritmo mais lento, a mais-valia no momento da venda é sempre superior à maioria dos investimentos financeiros».
A organização destaca alguns dos lotes que vão a leilão:
Automóveis Clássicos:
Renault Modelo 6 CV Torpedo, de 1927. Preço base: 12.000€
Morris Modelo Mini Cooper MKII, de 1969. Preço base: 6.500€
Porshe GT3 RS MKi MY 2033. Preço Base: 60.000€
BMW 2000, de 1968. Preço Base: 2.000€
BMW Modelo 3.16 de 1981. Preço Base: 3.500€
MG Midget, 1275 MK3, de 1971. Preço Base: 6.000€
Volkswagen 1303S, de 1972. Preço Base: 2.800€
Peças de automobília:
Bicicleta Ucal dos anos 80. Preço Base 80€
Placas de esmalte desde 30€
Par de Faróis desde 50€
Bomba de Gasóleo desde 180€
Volantes desde 50€
Carburadores desde 100€
Fatos de competição e botas desde 50€
«Enquadrado no maior evento de automóveis clássicos, este é o primeiro leilão do género que se realiza em Portugal», refere a organização em comunicado.
O leilão, organizado em parceria com a leiloeira Aqueduto, decorre no dia 9 de Abril, a partir das 17 horas e reúne 289 produtos de automobília.
As peças a leilão têm origem em coleccionadores privados, e «há peças para todos os preços e gostos». Salvador Patrício Gouveia, da organização, afirma que «este leilão é uma excelente oportunidade de negócio tanto para coleccionadores, como para investidores».
Adianta ainda que «alguns produtos podem atingir uma valorização de 15% ao ano. Comprar um automóvel clássico é hoje um investimento seguro. Não só não se desvalorizam, como mesmo valorizando a um ritmo mais lento, a mais-valia no momento da venda é sempre superior à maioria dos investimentos financeiros».
A organização destaca alguns dos lotes que vão a leilão:
Automóveis Clássicos:
Renault Modelo 6 CV Torpedo, de 1927. Preço base: 12.000€
Morris Modelo Mini Cooper MKII, de 1969. Preço base: 6.500€
Porshe GT3 RS MKi MY 2033. Preço Base: 60.000€
BMW 2000, de 1968. Preço Base: 2.000€
BMW Modelo 3.16 de 1981. Preço Base: 3.500€
MG Midget, 1275 MK3, de 1971. Preço Base: 6.000€
Volkswagen 1303S, de 1972. Preço Base: 2.800€
Peças de automobília:
Bicicleta Ucal dos anos 80. Preço Base 80€
Placas de esmalte desde 30€
Par de Faróis desde 50€
Bomba de Gasóleo desde 180€
Volantes desde 50€
Carburadores desde 100€
Fatos de competição e botas desde 50€
Cimeira: Portugal promete ser fiel a compromissos
O primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, prometeu esta quinta-feira na cimeira europeia em Bruxelas que o país «saberá estar à altura das suas responsabilidades e cumprirá os seus compromissos com a Europa», avança a Lusa, que cita fonte diplomática.
Sócrates reiterou a mensagem tantas vezes transmitida aos parceiros europeus, de que Portugal não precisa de ajuda internacional, tendo recebido em troca palavras de apoio do «amigo» primeiro-ministro espanhol, José Luiz Zapatero e de do Presidente francês, Nicolas Sarkozy.
O ainda chefe do Governo foi aplaudido pelos parceiros europeus, um gesto habitual quando um dos membros do Conselho Europeu está de saída do cargo.
No final do primeiro dia de cimeira, os líderes europeus chegaram a acordo para um pacote alargado de medidas económicas, e o aumento do fundo de estabilização financeira (FEEF), que só terá conclusões em Junho, e o aumento da capacidade do mecanismo europeu de estabilidade.
Mas desta cimeira saem também avisos a Portugal, de que a queda do Governo não pode mudar o rumo da consolidação orçamental.
Vários responsáveis desdobraram-se em declarações para que isso fique bem claro aos partidos da oposição em Portugal.
A chanceler alemã, Ângela Merkel, que disse esta manhã estargrata a José Sócrates, reiterou que os compromissos assumidos devem ser mantidos. Numa reunião com o líder do PSD, Passos Coelho, a alemã deixou ainda claro que «lamenta» o chumbo do PEC 4 no Parlamento. Também para o social-democrata foi outro recado deixado por Nicolas Sarkozy: o francês afirmou que «os partidos da oposição em Portugal não podem pensar que as condições de austeridade defendias por Bruxelas vão ser alteradas».
Também o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, e do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e ainda da Comissão Europeia, Durão Barroso, disseram que o fundamental é manter as metas de consolidação orçamental.
Sócrates reiterou a mensagem tantas vezes transmitida aos parceiros europeus, de que Portugal não precisa de ajuda internacional, tendo recebido em troca palavras de apoio do «amigo» primeiro-ministro espanhol, José Luiz Zapatero e de do Presidente francês, Nicolas Sarkozy.
O ainda chefe do Governo foi aplaudido pelos parceiros europeus, um gesto habitual quando um dos membros do Conselho Europeu está de saída do cargo.
No final do primeiro dia de cimeira, os líderes europeus chegaram a acordo para um pacote alargado de medidas económicas, e o aumento do fundo de estabilização financeira (FEEF), que só terá conclusões em Junho, e o aumento da capacidade do mecanismo europeu de estabilidade.
Mas desta cimeira saem também avisos a Portugal, de que a queda do Governo não pode mudar o rumo da consolidação orçamental.
Vários responsáveis desdobraram-se em declarações para que isso fique bem claro aos partidos da oposição em Portugal.
A chanceler alemã, Ângela Merkel, que disse esta manhã estargrata a José Sócrates, reiterou que os compromissos assumidos devem ser mantidos. Numa reunião com o líder do PSD, Passos Coelho, a alemã deixou ainda claro que «lamenta» o chumbo do PEC 4 no Parlamento. Também para o social-democrata foi outro recado deixado por Nicolas Sarkozy: o francês afirmou que «os partidos da oposição em Portugal não podem pensar que as condições de austeridade defendias por Bruxelas vão ser alteradas».
Também o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, e do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e ainda da Comissão Europeia, Durão Barroso, disseram que o fundamental é manter as metas de consolidação orçamental.
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