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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Quase 60% das famílias portuguesas têm menos de 900 euros/mês

60% não conseguem poupar nada depois de pagar as contas e 66% enfrentam mesmo privaçõesA maioria das famílias portuguesas (57%) vive com menos de 900 euros por mês, revela o estudo «Necessidades em Portugal: tradição e tendências emergentes», da organização não governamental TESES.

O estudo tira conclusões ainda mais preocupantes: cerca de 20% da população está abaixo do limiar da pobreza, e não consegue pagar as contas da casa, alimentação e despesas com a educação dos filhos.

As dificuldades financeiras encontradas por este estudo afectam as famílias portuguesas das mais variadas formas: 60% não conseguem poupar nada depois de pagar todas as contas, e 66% enfrentam mesmo situações de privação, nomeadamente a nível de viagens, uso do carro e obras em casa.

Muitos optam por produtos de qualidade inferior quando vão às compras, mais de metade não consegue usufruir da baixa médica na totalidade nem fazer férias fora de casa. Uma pequena percentagem (13%) revela ainda que não tem dinheiro para aviar todos os medicamentos de que necessita e um terço não consegue comprar presentes de Natal e aniversário.

No que se refere às condições de habitabilidade, a maioria mostra-se satisfeita com a habitação e o local, mas 32% não consegue manter a casa aquecida.

75% dos portugueses considera improvável perder o emprego

Quem tem trabalho queixa-se sobretudo da precariedade e dos salários baixos
Cerca de 10,5% da população activa portuguesa está desempregada, revela um estudo da organização não governamental TESES. No entanto, dos que estão empregados, a grande maioria (75%) considera improvável perder o emprego.

Há mesmo uma grande percentagem (cerca de 60%) que só conta sair do emprego em que se encontra quando se reformar.

Em média, cada desempregado mantém-se nesta situação por um período de três anos.

Mas não é apenas entre os desempregados que este estudo encontrou dificuldades. As queixas estendem-se também a quem trabalha, devido a situações de precariedade: 12% não têm contrato, 27% têm contrato a termo e 2% trabalham a recibos verdes.

Os portugueses até se dizem satisfeitos com o seu trabalho, embora metade se queixe de que é mal paga. Com um nível de satisfação acima da média, apenas 30% dizem querer mudar de emprego, e a maioria admite nada estar a fazer para conseguir mudar. E apenas 5% admitem a possibilidade de abrirem um negócio próprio.

O mesmo estudo revela ainda que 8% dos portugueses têm mais do que um emprego, porque precisam do dinheiro extra.

Petróleo volátil mas próximo dos 69 dólares

Receios de retoma económica lenta desanima investidoresO petróleo segue uma tendência mista nos mercados internacionais neste início de semana, apresentando-se em ligeira queda em Nova Iorque e com ganhos pouco expressivos em Londres.

Em qualquer dos casos, os preços mantêm-se, no entanto, em torno dos 69 dólares por barril.

No caso do crude negociado do outro lado do Atlântico, o barril segue a custar menos 17 cêntimos, ou seja, 68,99 dólares por barril. Os analistas atribuem a tendência à alta do dólar e aos receios de uma retoma económica lenta.

Já em Londres, o contrato com entrega para o mesmo mês de Julho do Brent segue em alta de 15 cêntimos e a valer 69,07 dólares.

CMVM aplica maior multa de sempre ao BCP

Cinco milhões de euros por prestar informação falsaA Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) aplicou uma coima de cinco milhões de euros, a maior de sempre em Portugal, ao BCP, avança o «Diário Económico».

De acordo com o jornal, a coima deve-se à prestação de informação falsa, sendo que o banco não contabilizou no seu balanço as perdas em offshores, nem contabilizou como tal a compra de acções próprias através destes veículos.

A CMVM já terá inclusivamente notificado o banco, que se encontra a analisar o dossier e que tem agora duas alternativas: aceitar a coima ou contestar a decisão num prazo de 20 dias. Mas o regulador estará disposto a reduzir a multa para metade se o BCP pagar já.

Recorde-se que esta não é a primeira coima avultada aplicada pelo regulador ao BCP. Há cerca de um ano atrás, o BCP foi multado em três milhões de euros no processo relacionado com a compra de acções do banco por clientes da instituição com recurso a empréstimos contraídos junto da mesma.

Já o «Jornal de Negócios» avança esta manhã que o banco terá reportado mais lucros do que os efectivamente registados. Em vez de 2,7 mil milhões de euros de lucros entre 1999 e 2004, o Ministério Público sustenta que o BCP ganhou apenas 2,2 mil milhões.

A Agência Financeira contactou a CMVM para confirmar esta informação mas tal não foi possível até ao momento.

Indicadores de confiança na economia em alta

Os níveis de confiança estão a subir entre os consumidores portugueses e o indicador de clima económico também aumentou nos últimos dois meses.

As conclusões, do Instituto Nacional de Estatística (INE), mostram uma quebra na tendência descendente verificada desde Maio do ano passado. Em Abril registou-se mesmo o valor mais baixo desde que o INE elabora a série.

Os indicadores de confiança aumentaram no sector da construção e obras públicas, comércio e serviços, ao contrário do que sucedeu na indústria transformadora. Segundo o estudo do INE, a subida na construção resultou acentuado movimento descendente iniciado em Junho de 2008. Esta evolução “resultou do contributo positivo de ambas as componentes, opiniões sobre a carteira de encomendas e perspectivas de emprego”.

No comércio, a confiança tem vindo a aumentar nos últimos dois meses, sobretudo no retalho.

As expectativas sobre a evolução económica e o desemprego também estão em terreno positivo, invertendo a tendência descendente iniciada em Novembro de 2006 e afastando-se do mínimo histórico da série, registado em Março”.

Mais de 70 por cento das empresas europeias despediram trabalhadores

Nos primeiros seis meses do ano 71 por cento das empresas europeias despediram trabalhadores e 70 por cento prevê novos cortes até final do ano.

Um estudo da Mercer, consultora de recursos humanos, revela que, a nível global, a maioria das empresas ainda planeia despedir trabalhadores (58 por cento), mas o número baixou face aos 66 por cento de organizações que decidiram reduzir mão de obra no primeiro semestre.

As conclusões do inquérito, feito a 2100 empresas presentes em mais de 90 países, Portugal incluído, mostram ainda que apenas cinco por cento das organizações de todo o mundo admite reduzir em mais de dez por cento o número de trabalhadores (no primeiro semestre do ano 13 por cento tomaram esta medida).

Três quartos das empresas do sector da indústria e das tecnologias de informação fizeram cortes no quadro de pessoal desde Janeiro. Quase 70 por cento das instituições do sector financeiro dispensou trabalhadores, e os serviços 67 por cento.

As empresas estão a aproveitar a crise para renovar os quadros: 35 por cento querem continuar a contratar colaboradores “por via de recrutamento de substituição”. E 12 por cento pensa mesmo aumentar o número de trabalhadores este ano.



Congelamento de salários

A medida mais utilizada para combater a crise foi o congelamento de salários ou o adiamento das actualizações de ordenado. Nos últimos seis meses, 51 por cento não fez aumentos a, pelo menos, uma parte da sua força laboral. Cerca de 30 por cento optou por diferir as subidas, e apenas 13 por cento reduziu a massa salarial.

Gripe A (H1N1): Universidade de Macau cancela curso de Verão de língua e cultura portuguesas

Macau, China, 29 Jun (Lusa) - A Universidade de Macau cancelou o curso de Verão de Língua e Cultura Portuguesas de 2009 devido ao surto de gripe A (H1N1) que afecta a região asiática, disse hoje fonte da organização.

Para a edição 2009 do curso, a 24ª até hoje realizada na Universidade de Macau, estavam inscritos 250 estudantes, metade dos quais eram oriundos de países e territórios da região asiática, alguns deles afectados por surtos de gripe A.

"Além das aulas, o curso tem uma componente bastante rica em actividades conjuntas e algumas visitas ao exterior da Universidade o que aumentava o risco de contágio se houvesse um aluno com o vírus", explicou uma fonte da organização à agência Lusa.

A mesma fonte acrescentou que "ponderados os prós e contras de cancelar ou não o curso de Verão", a organização optou pelo cancelamento.

"Está em causa a segurança dos alunos, professores e comunidade em geral e optou-se por cancelar seguindo as recomendações dos Serviços de Saúde", acrescentou a fonte.

O curso de Verão e Língua e Cultura Portuguesas tinha este ano inscritos alunos de Macau, China, Vietname, Indonésia, Austrália, Coreia do Sul, Malásia e Tailândia.

Confiança dos consumidores europeus em máximo de sete meses

A confiança dos empresários e dos consumidores na zona euro subiu em Junho para um máximo de sete meses, estabelecendo-se em 73,3 pontos, contra 70,2 em Maio, segundo dados hoje publicados pela Comissão Europeia.

Os analistas consultados pela agência noticiosa Bloomberg esperavam, em média, uma subida inferior, para 71 pontos, face aos 69,3 pontos incialmente anunciados em Maio e agora revistos em alta pelos economistas da Comissão.

Os dados publicados pelo executivo comunitário mostram uma melhoria da confiança dos consumidores nos -25 pontos (contra menos 28 em Maio), e uma melhoria da confiança na indústria de um ponto (para menos 32 pontos), enquanto a confiança dos retalhistas diminuía caindo para menos 16 pontos (contra menos 14 no mês anterior).

No conjunto da União Europeia, o índice evidencia também uma melhoria da confiança dos agentes económicos ao estabelecer-se em 71,1 pontos em Junho, contra 67,9 em Maio.

Segundo um outro inquérito da Comissão, o índice do clima dos negócios, que mede a confiança dos industriais, registou também uma progressão na zona euro. Estabeleceu-se em Junho em menos 2,97 pontos contra 3,11 pontos negativos em Maio (revisto em alta face aos -3,17 antes anunciados)

domingo, 28 de junho de 2009

Lavazza: 15 milhões para expandir marca «Il Caffè di Roma»

Grupo vai contar com quase 200 unidades a nível mundialO grupo Lavazza prepara-se para investir 15 milhões de euros para expandir a marca «Il Caffè di Roma» no mercado nacional e estrangeiro. Ao todo, estão previstas mais 100 lojas até 2011, das quais 13 serão em Portugal.

O mercado nacional passa a contar com 23 unidades,
«mantendo-se como o segundo mercado onde a marca tem maior presença, logo a seguir a Espanha, onde o conceito foi criado».

Para este ano, está prevista a abertura de mais três lojas em Portugal e outras 23 no resto do Mundo, passando das actuais 71 para as 104.

O objectivo da marca é atingir, até 2011, um total de 171 lojas a nível mundial, num processo de internacionalização, o que irá permitir duplicar a facturação - dos 24,2 milhões de euros previstos para 2009 para os 40 milhões de euros.

Em Portugal, a facturação deverá ascender aos 3,8 milhões de euros em 2009, e aos 7,3 milhões de euros em 2011 - a que corresponde um crescimento de 90% -, representando aproximadamente 20 por cento do negócio global, o qual crescerá cerca de 60% em apenas três anos.

Distribuidoras contra margem de lucro da Tabaqueira

Pagamentos passam a ser feitos por transferência bancária com confirmação, o que implica o pagamento de uma taxa de 30 euros ao Banco de PortugalAs empresas distribuidoras de cigarros estão contra a margem de lucro imposta pela Tabaqueira que deverá avançar a partir da próxima quarta-feira.

Neste momento, as empresas grossistas de tabaco têm uma margem de lucro de 8,62 por cento, contratualizada em 2005, que é majorada com 0,29 por cento nos casos de pronto pagamento, mas a tabaqueira quer passar a margem de lucro para 7,11 por cento, avança a Lusa.

«Não podemos aceitar esta redução para os 7,11 por cento e a retirada da bonificação para o pronto pagamento pois isto põe em causa a sobrevivência das nossas empresas», disse a presidente da Associação Portuguesa de Armazenistas de Tabaco (APAT), Helena Batista.

A APAT, juntamente com a Associação Nacional de Grossistas de Tabaco e a Associação de Grossistas de Tabaco do Sul, promoveram este sábado uma reunião de empresas do sector, em Lisboa, para discutirem as novas condições contratuais que a Tabaqueira SA/Phillip Morris Internacional pretende aplicar a partir de quarta-feira.

Segundo Helena Batista, a Tabaqueira pretende também que os pagamentos passem a ser feitos por transferência bancária com confirmação, o que implica o pagamento de uma taxa de 30 euros ao Banco de Portugal sempre que o montante for superior a 100 mil euros.

«Nós não aguentamos esta redução da margem de lucro, pois damos aos vendedores a retalho, dos quiosques, cafés e restaurantes, uma margem de lucro entre 6 e 6,5 por cento», disse a presidente da APAT, acrescentando poder estar em causa a sobrevivência das cerca de 100 empresas do sector, onde trabalham cerca de 2.000 pessoas.

As associações de empresas de distribuição de tabaco enviaram na semana passada cartas ao primeiro-ministro e ao ministro da Economia, à comissão parlamentar de Economia e à Autoridade da Concorrência a denunciar a situação.

«Só nos resta esperar que alguém trave a prepotência da Phillip Morris», afirmou Helena Batista.

Terminaram as buscas por corpos e destroços do AF447

Terminaram oficialmente as buscas pelos corpos e os destroços do voo AF447 da Air France que a 1 de Junho caiu no Atlântico, com 228 pessoas a bordo, quando fazia a travessia entre Rio de Janeiro e Paris. O anúncio foi feito pela Marinha e a Força Aérea brasileiras, que consideraram ser “insignificante” o que poderia ser encontrado a partir de agora.

As autoridades já tinham anunciado que as buscas terminariam por esta altura por considerarem que, passados estes dias, é já remota a hipótese de se encontrarem mais corpos. Durante as buscas foram encontrados 51 corpos, mas hoje, numa conferência de imprensa no Recife, o tenente-coronel Henry Munhoz salientou que “não é encontrado nenhum corpo há nove dias”.

Também foram recuperadas cerca de 600 peças do avião, mas continuam por determinar as causas da queda do aparelho. O Comité de Inquérito e Análise francês, encarregue de investigar o desaparecimento do Airbus A330 da Air France, anunciou para 2 de Julho a apresentação de um “primeiro relatório factual”sobre o que aconteceu.

Irão continuar, no entanto, as buscas pelas caixas negras do avião realizadas pela Marinha francesa, que enviou para o local um submarino nuclear e outras embarcações. O leito submarino na zona do acidente é montanhoso e tem pelo menos três quilómetros de profundidade, o que dificulta as operações. Mas as caixas negras emitem um sinal durante um mês que permitirá detectá-las, por isso continuarão a ser procuradas, pelo menos, até dia 30. Essa operação está a ser realizada pelo submarino nuclear “Emeraude” e pelo navio de exploração submarina “Pourquoi Pas”.

Família de Michael Jackson pede segunda autópsia

A família do cantor Michael Jackson pediu uma segunda autópsia, disse um porta-voz do Instituto Médico-Legal de Los Angeles, Brian Elias.

O pedido foi feito ainda antes de o corpo ter sido devolvido à família, após a realização da primeira autópsia ao corpo do cantor, que morreu na quinta-feira à noite, vítima de paragem cardíaca.

Segundo o site TMZ, que deu em primeira mão a notícia da morte do cantor, a autópsia já estava em curso num local secreto em Los Angeles.

Horas antes, o reverendo Jesse Jackson, aconselhara a família a pedir uma segunda autópsia. Jackson, figura proeminente do Partido Democrata, que não é da família do cantor, afirmara à televisão ABC que a família iria muito provavelmente pedir a segunda autópsia.

Sistema financeiro está melhor, mas não resolveu todos os problemas, diz Draghi

Mario Draghi, presidente do recém-criado Conselho de Estabilidade Financeira (CEF), assinala a existência de melhorias significativas no funcionamento do sistema financeiro internacional, mas avisa que "ainda há problemas por resolver".

"Encontramo-nos mais ou menos ao nível onde estávamos antes da falência do Lehman Brothers em Setembro de 2008, que destabilizou os mercados e paralizou os créditos", afirmou o responsável máximo do CEF na conferência de imprensa que se seguiu à primeria reunião da entidade que, por decisão do G20, substituiu o Fórum de Estabilidade Financeira.

Draghi assinalou como sinais positivos recentes o facto de os bancos norte-americanos terem conseguido reforçar o seu capital junto de investidores privados e a força revelada pelo mercado de obrigações empresarial. Como fragilidades, afirma, permanecem a inexistência de uma verdadeira reestruturação dos bancos e a manutenção de dificuldades na concessão de crédito.

Balanço da Direcção-Geral dos Impostos revela que maioria dos trabalhadores do fisco são mulheres

São mulheres, têm 47 anos e habilitações literárias ao nível do 12.º ano. Se dúvidas houvesse, são desfeitas no Balanço Social da Direcção-Geral dos Impostos (DGCI). O documento que traça o retrato dos trabalhadores do fisco mostra um universo feminino onde, dos 11.153 efectivos - existentes à data de Dezembro de 2008 -, 54,5 por cento são mulheres.

Apenas 36 trabalhadores têm entre os 25 e os 29 anos e a tendência para o envelhecimento é justificada pela não renovação de quadros e pelo facto de muitas das saídas para a reforma "se situarem abaixo do limite de idade legalmente estabelecido (61,5 anos)".

Na DGCI há, hoje, 77 trabalhadores com idades entre os 65 e os 69 anos. Em média, a maior parte dos funcionários trabalha para este organismo público há mais de 21 anos e 28,2 por cento têm o 12.º ano de escolaridade, ligeiramente acima dos trabalhadores com licenciatura (são no total 2877). No geral, 37,8 por cento deste universo têm habilitações literárias até ao 11.º ano e 34 por cento têm formação de nível superior. Há oito pessoas com a quarta classe.

Para o fisco, tendo em conta o número de trabalhadores que concluíram o grau de licenciatura, o aumento dos níveis de habilitações académicas é "um factor positivo". Ainda assim, apenas 27 pessoas têm mestrado e há apenas um funcionário com doutoramento.

Entre 2007 e 2008 a DGCI reduziu o seu quadro de pessoal, cortando 310 postos de trabalho e contrariando a tendência verificada em 2006, quando o número de funcionários aumentou 2,4 por cento para 11.463.

A nível funcional, a maioria dos efectivos exerce funções como "pessoal da administração tributária" (69,3 por cento); 1,9 por cento são dirigentes e 11,2 por cento têm cargos de chefia.

O ano passado houve uma diminuição dos efectivos na carreira de inspecção tributária, ao contrário do objectivo anunciado de aumentar o número de trabalhadores nestas funções. No total, foram admitidas 44 pessoas e registaram-se 397 saídas definitivas por motivos de reforma.

A taxa de absentismo global foi superior à de 2007 e esteve perto dos sete por cento. Os trabalhadores deram mais de 174 mil faltas, que em 60,2 por cento das vezes foram motivadas por doença. A greve originou pouco mais de três mil faltas, uma quebra de 19,8 por cento face a 2007. A maternidade também levou a mais ausências ao trabalho face ao período homólogo.

O retrato social mostra ainda que ocorreram 42 acidentes de trabalho, originando quase 2700 dias de ausência ao serviço. Em média, foram dadas 15,6 faltas por colaborador.

A DGCI promoveu 409 trabalhadores, mais de metade para cargos dirigentes ou de chefia tributária. Segundo consta no relatório, 57,5 por cento das nomeações foram para estas funções, mas num universo total dos efectivos apenas 3,6 por cento conseguiram subir na carreira.

O horário de trabalho ainda é rígido: apenas 35,6 por cento dos trabalhadores têm flexibilidade nesta matéria. As horas extraordinárias custaram ao Estado 3,5 milhões de euros.

Em 2008 foram feitas 31.030 horas extra, ainda assim menos do que no ano anterior (foram 53.131). Houve, também, mais homens (60,5 por cento) do que mulheres a ultrapassar o horário de trabalho. Contas feitas, em média cada trabalhador efectivo fez três horas a mais.

As finanças fizeram "um esforço de investimento" na formação dos colaboradores e gastaram 8,8 milhões de euros nesta rubrica. No total, foram realizadas 1872 acções de formação, numa média de 54 horas por funcionário. Liderança, línguas, competências comportamentais e técnicas foram os temas das principais acções. Outro dado: mais de 700 trabalhadores aderiram ao programa Novas Oportunidades.

Não há trabalhadores estrangeiros na DCGI e 365 são portadores de deficiência. A grande maioria (60,4 por cento) é sindicalizada.

Governo vai recrutar 300 novos inspectores do fisco

Ao contrário do que tem vindo a acontecer desde 2005, o número de efectivos na carreira de inspecção tributária diminuiu em 2008. Do total dos trabalhadores nos quadros da Direcção-Geral dos Impostos (DGCI), apenas 0,1 por cento estão integrados nesta categoria. Em 2007 eram 1977; o ano passado desceram para 1965.

O Balanço Social publicado pela DGCI explica que "tal resulta de uma elevada saída de trabalhadores por aposentação, sem a necessária contrapartida ao nível de novos ingressos". O ano passado ficaram por preencher 300 vagas para estagiários (licenciados em Direito) que, apesar de previstas no orçamento, ficaram congeladas.

Questionado pelo PÚBLICO, o Ministério das Finanças respondeu por e-mail que "estão em curso os procedimentos administrativos" necessários para avançar com o recrutamento dos inspectores tributários em causa.

Grande parte dos efectivos do fisco pertence ao grupo de pessoal da administração tributária. Mais de 17 por cento estão no regime geral. As chefias tributárias representam 11,2 por cento dos efectivos e os cargos de chefia valem 1,9 por cento. São os inspectores quem tem menos representatividade.

sábado, 27 de junho de 2009

«Vender o Twitter? Ainda agora começámos»

Biz Stone, fundador do Twitter, garantiu que não lhe passa pela cabeça vender a aplicação, apesar do interesse e das especulações. «Vender? Parece-me uma ideia disparatada agora, quando ainda mal começámos», disse, esta quarta-feira de manhã, durante uma conferência organizada pelo jornal «i».

À margem da entrevista-debate, Biz Stone disse aos jornalistas que não lhe passa pela cabeça colocar publicidade no Twitter e que está mais preocupado com outras «questões comerciais». Já durante a tarde, em declarações à Agência Lusa desfez as especulações e garantiu também que a aplicação vai continuar a ser gratuita para os utilizadores. «Penso que o Twitter deverá ser sempre gratuito para as pessoas e empresas», disse, apesar de admitir que quer fazer do Twitter uma empresa lucrativa.

A aposta na auto-regulação

Na conferência desta quarta-feira, Biz Stone contou que o Twitter começou por ser uma ideia muito simples, para por as pessoas em contacto umas com as outras. «É uma excelente forma de simplesmente socializar, de estar em contacto, mas é muito mais do que uma ferramenta social. É uma ferramenta capaz de organizar grupos de centenas de pessoas muito depressa», disse, respondendo a uma questão sobre o mais recente exemplo da influência do Twitter no período pós-eleitoral no Irão.

Biz Stone não teme a instrumentalização da ferramenta. «Tanto os maus como os bons podem usar estas ferramentas. Um avião pode ser usado como meio de transporte, mas também pode ser usado como bomba. O facto de uma pessoa usar o Twitter para maus fins não pode impedir centenas de outras pessoas de o usarem para bons fins», argumentou, defendendo uma auto-regulação da própria comunidade de utilizadores.

Uma empresa internacional para a família inteira

O fundador do Twitter revelou que estamos já perante uma empresa «internacional», que acabou de abrir «serviços localizados no Japão». Biz Stone admitiu contudo que a maioria dos utilizadores continua a estar nos Estados Unidos: «50 por cento são americanos e os outros 50 por cento distribuem-se pelos outros países. Londres é a nossa cidade top».

Stone diz que o Twitter não esquece a responsabilidade social. «Não estamos só focados no produto. Temos de pensar também no que é uma empresa hoje em dia. Sentimos que, enquanto empresa que acaba de surgir, há responsabilidades sociais que não podemos esquecer», disse.

O Twitter já «absorveu» a família Stone inteira («a minha mulher é utilizadora, a minha mãe também e os meus sogros também») a ponto de afectar os períodos de descanso. «Há dez anos que não vou de férias. Sinto que tenho de estar sempre a fazer alguma coisa», contou.

«Tenho de seguir a rainha da Jordânia»

O Twitter está «na berra», espalha-se a olhos vistos, emprega 50 pessoas, mas não tem Relações Públicas ou qualquer responsável pela área de marketing. Biz Stone diz que prefere ser «pró-activo, em vez de reactivo».

O Twitter é usado por muitas celebridades e Biz Stone garante que não há aqui qualquer marketing publicitário. «Eles adoram-no porque os aproxima emocionalmente dos seus fãs», justificou.

O fundador da aplicação que está agora nos computadores de toda a gente não teme que o Twitter acabe com os jornais. «Não concordo nada com esta ideia de que uma aplicação acabe com a outra. As coisas simplesmente evoluem», considerou.

Questionado sobre se sabia que a rainha da Jordânia era utilizadora acérrima do Twitter, Stone respondeu: «tenho de a seguir. Eu sabia que ela estava no Twitter, mas por alguma razão esqueci-me de a seguir».

Os emergentes não são todos iguais

Os emergentes vão liderar a retoma, garantem os analistas. Mesmo com a forte valorização dos últimos meses, regiões como a Ásia e a América Latina oferecem ainda um elevado potencial para quem investir no longo prazo.

Os mercados emergentes têm registado uma valorização muito forte este ano e as previsões apontam para que assim continuem em 2010. Os analistas das grandes casas de investimento estão a recomendar o aumento da exposição nas economias em desenvolvimento, que se dividem em três grandes grupos: Ásia (excluindo o Japão), América Latina e Europa de Leste. No entanto, há uma grande diversidade nestas três regiões. Nem todas são igualmente apetecíveis e, dentro de cada uma, há países mais e menos atractivos para o investimento.

Ainda que a diversificação seja uma regra de ouro dos mercados, se quiser potenciar os ganhos, pode investir de forma mais selectiva. Por onde começar, então?

Das mais recentes análises, a Ásia e a América Latina estão entre as preferidas. A Europa de Leste, que enfrenta problemas de acesso a financiamento, sobretudo os Estados bálticos, e é a região preterida. Apenas a Rússia parece recolher unanimidade entre os investidores.

“Caso se confirme a recuperação económica, conforme têm mostrado os indicadores avançados, esta será sustentada em grande parte pelos países emergentes. O potencial de crescimento é significativo e têm demonstrado uma maior actividade económica, mesmo com o resto do mundo em recessão”, explica Fátima Só, do departamento de investimento em acções da Espírito Santo Activos Financeiros (ESAF).

“Tivemos igualmente uma subida ao nível do preço das matérias-primas, situação que beneficia principalmente as economias emergentes, por serem os países produtores”, acrescenta.

E a que países é que o fundo ES Mercados Emergentes dá preferência? “China, pelo crescimento estimado a nível interno e por beneficiar de todo o crescimento da região asiática, e Rússia, devido à influência dos elevados preços das matérias-primas (petróleo e gás natural) na economia”, afirma Fátima Só. “Na América Latina, mantém-se a preferência pelo Brasil, igualmente por beneficiar dos preços das matérias-primas, visto ser um país exportador de petróleo e minério de ferro. Na Europa de Leste, excluindo a Rússia, o fundo quase não tem exposição por ser ainda uma região com alguns problemas de financiamento”, acrescenta.

O UBS prevê que os lucros das empresas caiam 14% em 2009 nas três grandes regiões emergentes, devido a uma redução das vendas e das margens de lucro, mas estima que a Ásia (-6%) se comporte melhor do que a América Latina (-17%) e a Europa, Médio Oriente e África (-21%). Apesar de 2009 ainda não ser “aquele ano”, o banco considera que o pior parece já ter passado. E para 2010 prevê uma recuperação sólida dos lucros, com um crescimento de 25% em termos agregados.

Na Ásia, não parecem restar dúvidas quanto às potencialidades da China. Todos querem lá estar, devido ao forte crescimento que tem evidenciado. Mas há quem coloque algumas reservas, já que há áreas que estão a ficar fortemente sobrevalorizadas. “Penso que a China está a colocar-se numa posição perigosa, que tornará o seu ajustamento muito mais difícil, tal como aconteceu com o Japão após o ‘crash’ bolsista de 1987 nos Estados Unidos”, comentou ao Negócios Michael Pettis, professor de Finanças na Universidade de Pequim.


Para Urban Larson, gestor de acções de mercados emergentes na F&C Management, os mercados mais atractivos de momento são a Indonésia, Rússia e Coreia do Sul. Ginger Snyfer, vice-presidente executiva da Raymond Jones, não foge à onda optimista para os emergentes. Em entrevista à “Forbes”, disse estar a comprar mais acções de mercados emergentes, especialmente nas regiões da Ásia-Pacífico e América Latina, através da exposição à China, Malásia, Chile, Brasil e África do Sul.

O índice MSCI Mercados Emergentes poderá subir 32% até Junho de 2010, para 985 pontos, prognostica o Morgan Stanley, citado pela Bloomberg. Apesar de poder registar uma correcção em baixa nos próximos três meses, aquele banco de investimento está “bullish” quanto ao médio prazo. O referido índice atingiu um máximo histórico de 1.338,49 pontos em Outubro de 2007. Um ano depois já tinha caído 66%, com a crise financeira. Mas desde início de Março que se está a registar um “rally” e o índice já subiu 56% desde então. O que significa que terá de valorizar mais 80% face aos actuais 743,32 pontos para regressar aos valores históricos.

Ásia: motor muito quente mas com risco

Os fundos de acções chinesas atraíram a grande fatia do investimento direccionado para os mercados emergentes este ano, arrecadando 3,6 mil milhões de dólares, segundo dados da EPFR Global, consultora que acompanha o movimento dos fundos a nível mundial. Os investidores foram atraídos pelo pacote de estímulo de 586 mil milhões de dólares do governo chinês. Há analistas e gestores muito optimistas para este país e também muito pessimistas, pois receia-se que haja já acções sobreaquecidas. Um segundo país nesta região que recolhe alguma unanimidade é a Indonésia, sendo um dos preferidos da F&C Management. Índia, Coreia do Sul e Malásia estão entre outros mercados “apetecíveis”.

América Latina: samba lidera o ritmo

O Brasil é o “menino de ouro” para quem está a apostar na América Latina. A riqueza em matérias-primas, nomeadamente petróleo, café ou etanol a partir de cana-de-açúcar, confere-lhe uma posição de destaque. O FMI, aliás, prevê que no próximo ano o Brasil esteja já com um crescimento económico positivo. O Chile, visto como um modelo de estabilidade e crescimento económico na América do Sul, é também um dos mercados a não perder, na opinião da Raymond Jones e da PricewaterhouseCoopers.

Europa de Leste: o primo afastado

Na Europa do Leste, o banco suíço UBS dá preferência à República Checa, não se mostrando – ao contrário de muitas outras casas de investimento – muito inclinado para a Rússia, já que considera que as valorizações das acções neste país parecem apenas “razoáveis”, de par com “fundamentais satisfatórios”. Mas, para a ESAF e a F&C Management, a Rússia é, decididamente, uma boa aposta. A consultora PricewaterhouseCoopers também vê na Eslováquia um bom mercado.

Legislativas a 27 de Setembro

O Presidente da República optou por agendar as legislativas para 27 de Setembro, duas semanas antes das eleições autárquicas, que o Governo marcou para 11 de Outubro. Numa declaração proferida no Palácio de Belém, Cavaco explicou que a sua decisão foi tomada depois de apenas um dos partidos com assento parlamentar (o PSD) ter manifestado preferência pela realização das eleições no mesmo dia.

“Todos os partidos me informaram que, caso as eleições não fossem simultâneas, eram favoráveis a que as eleições legislativas se realizassem no dia 27 de Setembro”, adiantou o presidente da República.

Os partidos vão assim estar em campanha durante um mês seguido, com a campanha das autárquicas a iniciar no dia seguinte às eleições legislativas.

Cavaco aproveitou para apelar ao voto dos portugueses em ambas as eleições e à importância de, na campanha, serem discutidos os problemas do pais.

“Entendo ser meu dever voltar a apelar a que as campanhas eleitorais decorram com serenidade e com elevação, e que sejam discutidos os problemas reais que preocupam os Portugueses. A todos os cidadãos, apelo a que participem nas duas eleições que irão realizar-se depois do Verão, pois está em causa o seu futuro e o futuro de Portugal. Votar é um dever cívico e um acto de responsabilidade", afirmou.

Partidos políticos devem 7,7 milhões aos bancos

PSD têm mais de 30% do total da dívidaMetade dos partidos representados no Parlamento tem uma dívida total aos bancos que ultrapassa os 7,7 milhões de euros.

Entre o PS, o PSD e o Bloco de Esquerda, são os sociais-democratas apresentam o endividamento bancário mais alto: 5,37 milhões de euros, quase 31 por cento da dívida total, avança o «Correio da Manhã».

Com três eleições em 2009, tudo indica que esta situação financeira seja ainda mais agravada, por força do recurso a novos créditos bancários para fazer face às despesas das campanhas eleitorais.

Estado paga 13 milhões em 3 meses a tarefeiros

Ministério da Saúde congratula-se com os resultados, sobretudo porque «foi possível travar o crescimento de uma despesa que tinha tendência para aumentar»O Estado gastou quase 13 milhões de euros na contratação de médicos tarefeiros em apenas três meses. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a despesa com médicos contratados para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi praticamente a mesma nos primeiros três meses do ano, em relação ao mesmo período de 2008. O gasto apenas caiu 0,3%, apesar de ter sido criada uma portaria que limita o pagamento destes serviços, avança o «Diário de Notícias».

Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos, afirmou ao jornal que «era previsível que a despesa não fosse reduzida. O problema começou no momento em que os hospitais EPE começaram a fazer contratos individuais de trabalho e a contratar com base na negociação em dinheiro», frisa.

A solução, na sua opinião, «seria manter um sistema baseado na hierarquia profissional e com pagamento de horas extraordinárias aos médicos da casa. Não só se mantinha a qualidade do serviço como a despesa não seria maior do que a actualmente feita através das empresas».

Já o Ministério da Saúde congratula-se com os resultados, sobretudo porque «foi possível travar o crescimento de uma despesa que tinha tendência para aumentar», disse o secretário de Estado da Saúde, Francisco Ramos (ver entrevista). Por outro lado, lembra, «um trimestre é insuficiente para tirar conclusões», até porque, nessa altura, ainda havia contratos que não tinham sido reavaliados.

De acordo com a informação disponibilizada pelo Ministério da Saúde, gastaram-se 12.574 milhões de euros na contratação destes serviços médicos de empresas privadas para garantir a resposta aos utentes só nos serviços de urgência. No ano anterior, a verba foi ligeiramente superior, ascendendo a 12.902 milhões de euros no total.

Negócio PT/TVI: polémica é «tempestade de Verão»

Responsável que todas as declarações feitas à volta da operação «estão fora de contexto»Trata-se de uma «tempestade de Verão» é desta forma que o presidente do conselho de administração da Portugal Telecom (PT), Henrique Granadeiro, caracteriza a polémica em torno da possível compra pela PT de 30 por cento do capital da Media Capital, que controla a TVI.

«Na sexta-feira (a PT) fez uma reacção para o mercado e a posição é a que consta do comunicado do dia 23, em que diz que houve conversações (com o grupo espanhol Prisa que controla a Media Capital), mas não houve acordo», afirmou Granadeiro, avançou a Lusa.

«Cofina só está interessada em posições de controlo»
Oposição ao negócio retoma polémica da «golden share»

O presidente não executivo da PT falava aos jornalistas em Reguengos de Monsaraz, na sua herdade, o Monte dos Perdigões, onde apresentou hoje a nova marca dos seus vinhos e um novo rótulo.

À margem desta cerimónia, Henrique Granadeiro foi questionado sobre a polémica em torno do alegado interesse da PT na Media Capital e sobre a notícia publicada hoje no semanário Expresso, que diz que o Governo conhecia, desde o início do ano, esse processo de venda.

Henrique Granadeiro escusou-se a comentar a notícia - «a PT já comentou o que há a comentar», disse -, mas qualificou toda a polémica como «uma tempestade de Verão».

A inexistência de acordo para a aquisição do capital da Media Capital, apesar das conversações, afiançou, foi revelado «de forma taxativa» pela PT «antes desta tempestade toda que se gerou como uma tempestade de Verão, sem se saber como foi originada».

«Mas, infelizmente, a PT foi envolvida nela», lamentou, convicto de que toda a polémica «vai acabar como acabam as tempestades de Verão», ou seja, «vêm depressa e abalam depressa porque não têm vento que chegue para tanta conversa».

Fora de contexto

Desde que a PT negou existir algum acordo, este é um «assunto arrumado» para Henrique Granadeiro pelo que considera que «tudo o que foi dito» desde então, «quer pelo Presidente da República, quer pela presidente do PSD, quer pelo primeiro-ministro e pelo Governo, são pronunciamentos fora do contexto ou fora da realidade».

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou sexta-feira, na Assembleia da República, que se oporá à compra pela PT de parte da Media Capital para que não haja a mínima suspeita de que esse negócio se destina a alterar a linha editorial da TVI.

Na quinta-feira, o Presidente da República tinha afirmado que os responsáveis da Portugal Telecom (PT) deveriam explicar aos portugueses que motivos levam esta empresa a querer comprar 30 por cento da Media Capital, por «uma questão de transparência».

Autópsia a Michael Jackson foi inconclusiva

Os resultados preliminares da autópsia do músico Michael Jackson, que morreu na passada quinta-feira em Los Angeles, não apontam para a existência de doença natural, trauma externo, de alguma irregularidade ou ilícito nem de uma ocorrência catastrófica que justificasse uma paragem cardíaca, anunciou o director do Instituto de Medicina Legal de Los Angeles, Craig Harvey.

A autópsia foi, portanto, inconclusiva e a determinação oficial da causa de morte foi deferida para depois de concluída uma bateria de testes adicionais solicitados pela equipa médica responsável pelo exame, nomeadamente estudos toxicológicos, pulmonares e de neuropatologia. Os resultados desses exames deverão ser conhecidos dentro de quatro a seis semanas, de acordo com aquele responsável.

Em função dessas conclusões, a causa da morte poderá ser identificada — ou não, avisavam alguns especialistas médicos. Como explicou Craig Harvey, qualquer autopsia é um “processo de eliminação”, em que os médicos procuram “certificar-se do funcionamento dos orgãos” e da existência de alguma razão para o seu falhanço.

Michael Jackson deu entrada no centro Ronald Reagan do Hospital da Universidade da Califórnia em Los Angeles com uma paragem respiratória, depois de ter alegadamente colapsado na sua residência. Todas as tentativas de ressuscitação foram goradas. A morte ocorreu porque o coração deixou de funcionar; o que se espera saber agora são as circunstâncias que terão provocado a paragem cardíaca.

Ontem foi noticiado que antes de colapsar, Michael Jackson teria sido injectado com uma substância narcótica chamada “Demerol”, um opiáceo utilizado como analgésico — uma informação que não foi confirmada pelo médico legista. “Não farei nenhum comentário sobre substâncias ou drogas. Sabemos que Michael Jackson estava a tomar alguns medicamentos, mas não iremos especular sobre isso”, declarou Craig Harvey.

Vários antigos colaboradores do cantor falaram candidamente sobre a sua alegada dependência de vários medicamentos: “Demerol”, que tomaria por via intravenosa há cerca de 20 anos, e também o ansiolítico Xanax e o anti-depressivo Zoloft. A combinação ou uso concomitante destas drogras pode ter efeitos fatais.

A autópsia de Michael Jackson durou cerca de três horas e foi acompanhada por um detective da polícia de Los Angeles. Um inquérito à morte foi instaurado pelas autoridades, mas não se trata de uma investigação criminal. É, segundo a polícia, um processo despoletado pelo facto de não haver uma certidão de óbito que declare a causa da morte.

O médico legista disse que o corpo de Michael Jackson já está disponível para ser recolhido pela família. O clã Jackson não deu conta ainda de quais são os seus planos para as cerimónias fúnebres do cantor.

Bloco denuncia erros da CGD no cálculo do crédito à habitação

O Bloco de Esquerda apresentou um requerimento ao Ministério das Finanças, pedindo explicações sobre a "alteração imprevista de regras" no contrato de crédito à habitação da Caixa Geral de Depósitos, que já lesou cerca de 15 mil clientes do banco e que continua sem resolução.

Apesar do Executivo reconhecer o erro e o banco ter anunciado que faria a reposição das quantias cobradas, os bloquistas denunciam que o problema ainda não foi resolvido.

“O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda tem recebido diversas queixas de clientes que continuam sem ter resposta a esta situação, inclusive após terem feito reclamações junto ao Banco de Portugal, que afirma que o assunto está resolvido.

O caso reporta a Março, altura em que milhares de clientes do banco público receberam uma carta anunciando o aumento da prestação do crédito à habitação por um alegado erro na determinação da classe de bonificação a que anteriormente tinham acesso, em função de correcção comunicada pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF).

Nesse mesmo mês, Francisco Louçã apresentou a questão a Teixeira dos Santos, reconhecendo a DGTF que teria havido um erro, que se comprometia a corrigir com efeitos retractivos.

No requerimento agora apresentado ao titular da pasta das Finanças, Louçã questiona ainda como é que o governo tem acompanhado esta situação e “que medidas pretende tomar para regularizar esta situação, sem prejuízo dos clientes que foram afectados por medidas unilaterais e imprevistas”.

Procura para arrendamento dispara para o dobro

Instabilidade financeira e laboral e dificuldades na obtenção de crédito empurram portugueses para o mercado de arrendamentoA procura de casa para alugar aumentou para o dobro nos últimos anos e mais com a crise e consequências dela, como dificuldades de financiamento, instabilidade laboral e crescente mobilidade, indicam dados da associação das empresas de mediação imobiliária.

O gabinete de estudos da APEMIP (Associação dos Profissionais e Empresas de mediação Mobiliária) analisou os dados recolhidos no portal imobiliário da associação que mostram que, desde o início do ano, cerca de 41,5 por cento das pesquisas visaram o arrendamento, noticia a agência Lusa.

«Uma verdadeira transformação do mercado, que apesar de ser tendencialmente transversal a todo o território português, é mais sentida nos distritos de Lisboa e Setúbal (49,6 por cento) Porto». refere um dos estudos, com dados até Junho, apresentado no seminário nacional da APEMID que decorreu esta sexta-feira.

Embora sem dados de anos anteriores recolhidos pela mesma via, a percentagem de casas alugadas que existia no país em 2001 não ultrapassava os 20,9 por cento, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O principal indutor desta tendência de crescimento tem a ver com as «dificuldades na obtenção de crédito», sobretudo nos casos em que seja necessária a totalidade do financiamento bancário ou até 80 ou 90 por cento, segundo técnicos do gabinete de estudo, mas também «a crescente instabilidade laboral, aliada ao aumento da mobilidade geográfica».

Linhas de orientação orçamentais só no próximo Governo

Ministro das Finanças explica que tarefa compete ao próximo ExecutivoO ministro das Finanças afirmou esta sexta-feira que não faz sentido que sejam apresentadas linhas de orientação orçamentais quando o Governo está a terminar o seu mandato, reagindo ao relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental, divulgado esta manhã pela agência Lusa.

«Não faz sentido que sejam apresentadas linhas de orientação orçamental quando não temos de apresentar as Grandes Opções do Plano (GOP), porque o Governo acaba o seu mandato», disse o ministro Teixeira dos Santos aos jornalistas, no final da XI Conferência Ibero-Americana dos Ministros da Administração Pública e Reforma do Estado.

«Essa deverá ser a primeira tarefa do Governo que vença as próximas eleições legislativas», acrescentou o ministro.

Teixeira dos Santos comentava assim as conclusões do último relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental, no qual os peritos contratados pelas Assembleia da República para dar apoio técnicos aos deputados afirmam que Portugal vai crescer 3,2 por cento em termos acumulados durante esta década.

No mesmo documento, os consultores técnicos Carlos Marinheiro e Graciosa Neves, sublinham também que o Governo não apresentou uma estratégia de saída da crise para as finanças públicas.

Teixeira dos Santos considerou que depois de o país recuperar da actual crise económica e financeira «tem de voltar ao caminho da redução do défice», não por via do aumento dos impostos, mas por via da redução da despesa.

«Vamos ter de reduzir o défice para que o país cresça como todos desejam».

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