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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Saúde: saldo do SNS caiu 61,5% para 40,5 milhões

O saldo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) caiu 61,5 por cento no primeiro semestre deste ano, para 40,5 milhões de euros, face aos 105 milhões de euros registados em igual período do ano passado, de acordo com as contas da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

Os dados mostram que as receitas aumentaram 2,4 por cento, para 4.217 milhões de euros, e as despesas subiram 4 por cento, para 4.176,5 milhões de euros, escreve a Lusa.

A ACSS considera que o saldo positivo de 40,5 milhões de euros reflecte «o controlo da execução económico-financeira desenvolvida no sector da saúde», sublinhando a existência de resultados positivos desde 2005.

O secretário de Estado adjunto e da Saúde sublinhou que «estes números confirmam o que estava previsto no Orçamento do Estado».

Francisco Ramos afirmou que mesmo com a redução do saldo, as contas do SNS merecem «uma nota positiva, e o resultado merece ser salientado como exemplo e como o resultado de quatro ano em que, aumentando sempre a produção e melhorando o acesso dos portugueses aos cuidados de saúde, o Orçamento foi executado com rigor e o SNS deixou de estar sistematicamente no vermelho».

Portugal Telecom inaugura novo centro no Norte

Investimento de cinco milhõesA Portugal Telecom inaugura esta segunda-feira, em Santo Tirso, um novo Centro de Relacionamento com o Cliente, onde vai funcionar o apoio especializado a empresas, um investimento de cinco milhões de euros no qual espera ter 800 colaboradores até final do ano.

De acordo com a Portugal Telecom (PT) este novo centro «surge como um reforço da estratégia de investimento fora dos grandes centros populacionais, visando a criação de emprego e oportunidades nestas zonas», escreve a Lusa.

Aliás, actualmente, 35 por cento da actividade da PT desenvolve-se nestas regiões do país, especifica a empresa.

Prestações da casa voltam a descer nos empréstimos com revisão em Setembro

No espaço de um ano, a média mensal da Euribor a seis meses, o prazo mais utilizado nos empréstimos à habitação em Portugal, caiu 78,3 por cento, passando de 5,160 por cento (agosto de 2008) para os actuais 1,117 (valor calculado sem a sessão de hoje).

A queda das taxas de mercado para o nível mais baixo de sempre continua a reflectir-se positivamente nos encargos das famílias e empresas com empréstimos indexados a estas taxas, embora a uma escala menor que nos meses anteriores.

Os contratos com revisão a ocorrer em Setembro, que são feitas com as médias de Agosto, e cuja primeira prestação cairá na conta em Outubro, vão ter uma redução menos significativa que na última revisão, há seis meses atrás, onde a diferença das taxas era mais acentuada. Um empréstimo de 150 mil euros, indexado à Euribor a seis meses, com um spread (margem do banco) de 0,7 por cento, vai começar a pagar uma prestação mensal de 540,80 euros. Neste empréstimo, feito por um prazo de 30 anos, existe uma redução de 70,29 euros face à prestação que resultou da última revisão, realizada em Março, que era de 611,09 euros. Em Setembro do ano passado, perto do pico das taxas de juro, o mesmo empréstimo correspondia a uma prestação de 885,87 euros. Ou seja, no espaço de um ano, o custo do dinheiro do empréstimo caiu 274,78 euros, uma redução de quase 40 por cento em 12 meses.

A descida das taxas é comum aos outros prazos. Apenas a uma sessão do fecho do mês, a média da Euribor a três meses está agora nos 0,862 por cento. Esta taxa está cada vez mais longe da principal taxa directora do BCE (utilizada nos empréstimos de dinheiro aos bancos), que é actualmente de um por cento.

Face ao valor de Agosto do ano passado, a média mensal da Euribor a três meses já desceu 82,6 por cento. A média da Euribor a 12 meses, utilizada principalmente nos empréstimos à habitação em Espanha, deverá ficar perto de 1,336 por cento, bem longe dos 5,323 por cento de há um ano atrás.

Embora a um rimo mais lento, as taxas de juro do mercado interbancário - calculadas a partir de um conjunto de operações de empréstimo que um conjunto alargado de bancos está disponível a conceder entre si -, deverão continuar a descer durante mais algum tempo. Os sinais de recuperação da economia mundial e da zona euro em particular, são ténues, o que obriga os Estados e os bancos centrais a manter os planos de estímulos às economias e de apoio à liquidez dos sistemas financeiros, tornando, para já, muito improvável uma subida de taxas de juro.

Juros baixos, spreads altos

A queda das taxas de juro é positiva para quem já tem empréstimos, mas também para quem está, actualmente, a endividar-se. Contudo, a vida não está facilitada para quem decide pedir dinheiro neste momento. É que uma parte da descida das taxas de juro é anulada pela aplicação, por parte dos bancos, de spreads ou margens bancárias mais elevadas.

A subida dos spreads, que na prática reflectem o risco de não cumprimento do empréstimo, está a acontecer em relação aos particulares e às empresas, pela conjuntura económica de recessão, que se traduz em menos consumo e mais falências e desemprego.

Para além de margens mais altas, os bancos estão muito mais restritivos na concessão de empréstimos a empresas e famílias, fixando exigência de garantias e de fiadores, entre outras, que num passado recente tinham praticamente abandonado.

No crédito à habitação, que antes da crise financeira que eclodiu no Verão do ano passado era objecto de forte concorrência entre os bancos, os spreads mínimos e máximos mais do que duplicaram, a que se juntam ainda outras restrições, como prazos mais curtos e uma relação de garantia versus financiamento maior, o que impede o acesso a empréstimos por parte das famílias com rendimentos mais modestos ou sem fundos para assegurar o pagamento imediato de parte do valor do imóvel.

A queda das taxas de juro é negativa para quem tem depósitos ou certificados de aforro, dada a indexação que existe entre a rendibilidade desses produtos e as taxas do mercado interbancário.

Bolsa de Tóquio fecha sessão a perder

A Bolsa de Tóquio fechou a sessão de hoje a cair, com o índice Nikkei a perder 41,61 pontos, ou seja, 0,39 por cento, apesar de ter aberto a sessão a subir fortemente.

Na primeira sessão após as eleições gerais que deram a vitória absoluta ao Partido Democrático, actualmente na oposição, a bolsa fechou com o Nikkei a cotar-se nos 10.492,53 pontos.

Por seu lado, o índice Topix, que agrupa os valores das 1600 maiores empresas cotadas neste mercado, baixou 3,58 pontos, ou seja 0,36 por cento.

A praça de Tóquio tinha aberto com a maior subida do ano, após a vitória do Partido Democrata nas legislativas de ontem.

Mota Engil regista lucros de 14,3 milhões de euros

O volume de negócios do maior grupo de construção português cresceu 14 por cento no primeiro semestre deste ano, atingindo os 957 milhões de euros. O resultado líquido da empresa foi de 14,3 milhões de euros, excluindo o resultado não recorrente da Martifer.

O relatório de prestação de contas divulgado hoje ao mercado demonstra que a crise internacional travou um pouco a amplitude de crescimento que o grupo tem vindo a protagonizar, mas não impediu que este se continuasse a manter. O resultado líquido atribuível ao grupo atingiu 57,8 milhões de euros, e é expurgando o efeito dos resultados não recorrentes da Martifer que o líquido passa os 14,3 milhões de euros, que comparam com os 14,1 milhões de euros conseguidos em igual período do ano anterior.

O segmento da engenharia e construção continua a ser aquele que tem maior peso no mix de negócios do grupo. Este segmento mereceu um esforço de investimento de 280 milhões de euros no primeiro semestre deste ano.

Uma fatia de leão foi para a área de concessões de transportes, com o reforço da participação na Lusoponte a absorver 85 milhões de euros, e 93 milhões de euros nas concessões de auto-estradas. No seu relatório intercalar, a Mota-Engil discrimina o investimento nas concessões rodoviárias em território nacional, nomeadamente na concessão Douro Interior, e na concessão grande Lisboa, onde investiu respectivamente 33 e 23 milhões de euros.

Trata-se de duas das concessões que a Mota-Engil venceu no programa de subconcessões lançado pela Estradas de Portugal, estando o grupo liderado por Jorge Coelho ainda à espera de decisões nas polémicas subconcessões da Auto-estrada do Centro e Pinhal Interior.

A carteira de encomendas do grupo nortenho acaba por ter um das melhores desempenhos entre os indicadores agora revelados, ao verificar-se que conseguiu num semestre chegar aos 2,6 mil milhões de euros, o volume atingido durante todo o ano de 2008. “A estratégia de internacionalização, os planos de investimento público para potenciar a recuperação das economias dos diversos países nos quais o grupo se encontra a operar, bem como o alargamento do modelo de diversificação e cross-selling a alguns desses países serão as bases para que o crescimento da carteira de encomendas sustente o crescimento anunciado para 2009, mas também potencie as previsões de médio prazo divulgadas”, refere a Mota-Engil no relatório agora divulgado.

Concessões fazem crescer volume de negócios

O aumento do tráfego registado da rede rodoviária concessionada à Mota-Engil fez crescer o volume de negócios da área de Concessões de transportes para 55,8 milhões de euros, tendo o EBITDA neste segmento atingido 49,6 milhões de euros.

O nível de tráfego da concessão da Costa de Prata (entre Porto e Ovar) sofreu um incremento de seis por cento, conduzindo a um incremento no volume de negócios de 25 por cento (31,6 milhões de euros obtidos em 2009, face aos 25,3 milhões de euros obtidos em idêntico período do ano passado). Na concessão norte (que agrega as A 7 e a A11), o volume de tráfego sofreu um aumento 1,4 por cento, com o volume de negócios a crescer para os 23,4 milhões de euros. Na concessão do Grande Porto, o tráfego cresceu seis por cento e o volume de negócios atingiu 32,7 milhões de euros (uma subida de 4 por cento face aos primeiros seis meses de 2008.

À excepção da Concessão da Beira Litoral e Alta, todas as outras apresentaram crescimento no volume de negócios, face ao período homólogo, no primeiro semestre do ano. A diminuição do tráfego da Concessão da Beira Litoral e Alta em seis por cento fez cair o volume de negócios em oito milhões de euros, face ao período homólogo, fixando-se nos 61,1 milhões de euros.

Endividamento cresceu 16 por cento

O endividamento líquido total atingiu 2167 milhões de euros, dos quais 1015 milhões de euros sem recurso. Mais uma vez é a area de concessões de transportes a absorver a principal fatia, ao atingir 937 milhões de euros, e o da área de Ambiente e Serviços 78 milhões de euros.

O endividamento apresentou uma evolução crescente de 16 por cento face ao mesmo período do ano anterior ( no primeiro semestre de 2008 o endividamento total foi de 1865 milhões de euros), com o grupo a justificá-lo com o necessário acompanhamento “do crescimento ocorrido no investimento” e por estar “pressionado ao nível do fundo de maneio por uma conjuntura muito desfavorável”.

Mesmo assim, a queda das taxas de juro no mercado diluiu o impacto negativo que poderia ter nas contas este aumento do endividamento – os resultados líquidos negativos de foram de 58 milhões de euros no semestre, e que comparam com os resultados de 57 milhões verificados nos primeiros seis meses de 2008.

PSI-20 abre a perder 0,20 por cento

A bolsa de Lisboa abriu hoje em baixa, com o principal índice, o PSI-20, a perder 0,20 por cento, para 7824,30 pontos.

Na sexta-feira, o PSI-20 fechou a sessão a ganhar 0,17 por cento, nos 7840,27 pontos.

Estoril-Sol prepara despedimentos e corte de despesas

O Casino do Estoril é o maior da Europa, mas isso não quer dizer que fique imune à conjuntura económica. Apesar de já ter vindo a desenvolver estratégias de redução de custos, a administração da Estoril-Sol garante que, face ao cenário de crise, será inevitável implementar mais medidas para cortar as despesas em 7,5 milhões de euros, o que inclui a hipótese de despedimentos.

As receitas dos casinos explorados pela empresa (Lisboa e Estoril, detendo o grupo ainda o da Póvoa de Varzim) têm vindo a cair, tal como sucedeu nas restantes empresas do sector. No primeiro semestre deste ano, os proveitos dos três casinos foram de 114,9 milhões de euros, menos 8,9 por cento do que em idêntico período de 2008 (ver caixa).

Em declarações por escrito ao PÚBLICO, o presidente da Estoril-Sol, Mário Assis Ferreira, que gere os casinos do grupo, afirmou que, “em acréscimo ao corte de custos operacionais de 13,8 milhões de euros, já concretizados e em execução orçamental em 2009, teremos que cortar mais 7,5 milhões às despesas no orçamento para 2010”. De acordo com o mesmo responsável, perto de metade do montante em causa será obtido “através de um acrescido esforço de optimização dos custos operacionais e de novas soluções organizacionais”. As verbas restantes (cerca de 55 por cento) “terão, infelizmente, que ser alcançados através da racionalização de recursos humanos e eventual extinção de postos de trabalho”, sublinhou o gestor. O Casino do Estoril será o mais afectado.

Para enfrentar a crise, diz o gestor, é necessário encontrar um novo modelo de negócio, o que, por vez, implica mudanças na empresa, conduzindo a “uma profunda alteração na estrutura orgânica”. O que significa “não apenas a extinção de postos de trabalho que já hoje se evidenciam como excedentários” como “a equilibrada racionalização no esforço exigível em todos os sectores”. Não foi possível, no entanto, apurar o número de postos de trabalho que poderão ser atingidos. Mário Assis Ferreira garante apenas que a empresa vai tentar “reduzir os cortes em recursos humanos até ao limite do que for estritamente indispensável para alcançar os objectivos de economia de custos que a crise impôs”. No final de 2008, trabalhavam 616 pessoas no Casino do Estoril, mais do dobro dos trabalhadores do Casino de Lisboa.

A empresa quer também terminar com a carga horária de cinco horas e meia de trabalho que engloba cerca de 20 por cento dos empregados do Casino do Estoril. Classificando esta realidade como uma “gigante anomalia” que deriva de “alegados direitos adquiridos”, a administração quer levar avante o acordo de empresa onde está estipulado que, para as categorias profissionais em causa, o horário é de sete horas de trabalho. “A normalização de horários e a equidade da sua distribuição entre as várias categorias profissionais dos quadros do Casino do Estoril é, mais do que uma necessidade de racionalização organizacional, um pressuposto de justiça relativa”, afirmou Mário Assis Ferreira, acentuando que esta é “uma iniciativa prioritária da administração”. O gestor acrescenta que “a exigência do seu cumprimento decorre do acordo de empresa firmado há três anos (cuja denúncia decorreu da sua violação) pelo que constitui condição sine qua non para a eventual celebração de um novo acordo”.



Prejuízos em 2008



Apesar de o grupo, maioritariamente detido por Stanley Ho, já ter vindo a implementar uma estratégia de cortes de custos nos últimos anos, Mário Assis Ferreira garante que a sustentabilidade do negócio “pressuporia o crescimento ou, no mínimo, a estabilidade de proveitos, o que é incompatível com o actual quadro de significativa quebra de receitas e a manutenção do esmagador peso tributário”.

Recentemente, segundo Assis Ferreira, a empresa congelou os pacotes remuneratórios dos gestores de topo e alargou os prazos da renovação da frota automóvel, seguindo-se depois várias outras medidas operacionais. Isto fez com que houvesse uma redução de custos de 13,5 milhões de euros no orçamento para 2009, dos quais 10,5 milhões dizem respeito ao Casino do Estoril. Em 2008, segundo o relatório e contas da empresa, a entidade que gere os casinos teve um prejuízo de 7,6 milhões de euros, valor que reflecte não só a descida de receitas como o montante envolvido em diversas rescisões por mútuo acordo já levadas a cabo.

A empresa afirma que tem sido penalizada pela crise, não só a actual como a crise “estrutural que, desde 2002, se vem a evidenciar na economia portuguesa e a afectar o sector”, bem como pela elevada carga fiscal (62 por cento sobre as receitas brutas, sendo o único grupo do sector tributado à taxa máxima) e pela Internet. Sobre este último aspecto, Mário Assis Ferreira destacada que os jogos on-line são “uma via clandestina e fiscalmente parasitária de concorrência desleal aos casinos físicos”.

Medidas fiscais laranja mais generosas para as empresas

As propostas de Ferreira Leite deixam para trás as do PS no que toca a alívio fiscal para as empresas. E incluem ainda uma promessa de redução da taxa social única, a pensar na crise e que vigorará até 2011.

Acabar com o Pagamento Especial por Conta (PEC), garantir taxas de IRC mais baixas para jovens empresários e investidores em regiões de interior ou permitir às empresas que amortizem o "goodwill" para efeitos de IRC em cisões e aquisições. Em matéria de impostos, Ferreira Leite está decidida a piscar o olho às empresas e o seu programa eleitoral demonstra precisamente isso. Em comparação, as promessas do PS são mais modestas e não apontam para grandes reduções de carga fiscal .

Construtoras encerram divulgação de resultados do primeiro semestre

A época de divulgação de resultados do primeiro semestre na bolsa de Lisboa chega hoje ao fim. Com a apresentação das contas das construtoras durante o dia de hoje dão-se por encerrada as contas do primeiro semestre. E os olhares dos investidores voltam a centrar-se na economia.

Depois de mais uma semana de ganhos na bolsa portuguesa, com o PSI-20 a terminar em alta pela sétima semana consecutiva, serão os indicadores económicos a pôr à prova esta forte recuperação. Com o mês de Setembro à porta, um mês tradicionalmente negativo, os mercados accionistas poderão registar uma correcção, depois da forte escalada dos últimos meses.

Na Europa, a semana também foi de ganhos. As bolsas europeias terminaram as últimas cinco sessões com valorizações entre 1 e 2%. O índice Dow Jones Stoxx 600 avançou mais de 1%. A expectativa de retoma da economia e a subida dos preços das matérias-primas têm suportado a escalada dos mercados accionistas.

Por Lisboa, Mota-Engil, Soares da Costa e Teixeira Duarte deixaram apenas para hoje a divulgação dos resultados do exercício do primeiro semestre, com os investidores nacionais a aguardarem os números sobre a actividade das empresas no período.

O Caixa BI estima que a Mota-Engil tenha terminado o semestre com lucros de 14 milhões de euros, um valor próximo do registado no período homólogo, destacando que “a performance operacional do grupo deverá ser forte”.

Já no caso da Soares da Costa, a casa de investimento antecipa que os lucros da empresa tenham crescido 50%, para os 6,9 milhões de euros, no primeiro semestre do ano. De acordo com a analista Teresa Caldeira, o desempenho da companhia terá sido, em grande parte, suportado pelos mercados externos, em especial Angola.

Desemprego e vendas a retalho testam mercados

Depois da divulgação dos resultados do segundo trimestre, os investidores voltam a centrar-se na apresentação de indicadores económicos. Ao longo desta semana vão ser reportados os dados sobre o desemprego na economia norte-americana e nos países do Euro. As estimativas dos economistas para a Zona Euro apontam para um aumento da taxa de desemprego dos 9,4% para os 9,5%.

Na quinta-feira a OCDE divulga as novas estimativas de crescimento para a Europa, EUA e Japão. No dia seguinte, é a vez de Comissão Europeia actualizar as suas previsões.

Também a actividade dos serviços e as vendas a retalho na Zona Euro vão ser alvo de destaque nos próximos dias. No caso das vendas a retalho, os analistas consultados pela agência noticiosa Bloomberg antecipam uma melhoria no mês de Julho. De acordo com as previsões do mercado, o índice terá avançado 0,1% no mês anterior, o que compara com uma quebra de 0,2% em Junho.

Famílias poupam 2.000 euros em 12 meses com o crédito da casa

As descidas de juros têm trazido boas notícias para as famílias, que têm sentido as prestações dos empréstimos à habitação a diminuir. Agosto vai ditar um novo alívio, já que as taxas Euribor continuam a cair. O Negócios fez as contas e, num ano, a poupança total atinge os 2.000 euros, num empréstimo de 100.000 euros.

A média mensal da taxa Euribor a seis meses recuou, em Agosto, para os 1,117%, um novo mínimo histórico. E será este o valor de referência para as revisões semestrais cuja nova prestação será descontada em Outubro. A esta taxa corresponde uma prestação de 360,54 euros, para um empréstimo de 100 mil euros, a 30 anos, com um "spread" de 0,7%. Um valor 38,45% mais baixo do que a prestação que vigorava em Outubro de 2008.

China conquista Angola com a ajuda da Sonangol

A Sonangol tem sido a porta de entrada da China em Angola. A petrolífera e as autoridades de Pequim criaram uma complexa teia de relações comerciais onde gravitam, pelo menos, 48 empresas.

A China Sonangol International Holdings é um dos principais pólos de ligação desta rede, sendo detida a 70% pela New Bright, uma empresa presidida por Luo Fong Huo, que é também administradora de mais 30 empresas chinesas.

Este relacionamento profundo entre a Sonangol e a China é revelado num estudo da Chatham House, intitulado “Sede de Petróleo Africano – Petrolíferas Nacionais Asiáticas na Nigéria e Angola”.

“A injecção de dinheiro e de linhas de crédito por parte da China tem permitido aos governantes angolanos resistir às pressões das instituições financeiras ocidentais em matéria de transparência das contas públicas, embora este facto não deva ser empolado, dado que as autoridades têm continuado a trabalhar com assistência técnica do FMI”, dizem Alex Vines, Lillian Wong, Markus Weimer e Indira Campos, autores do estudo.

domingo, 30 de agosto de 2009

Totoloto Concurso: 35/2009 Data do sorteio: 29/08/2009

Chave: 19 22 27 40 41 44 + 36 Ordem Saída: 44 22 19 27 40 41 + 36

Prémio Número de vencedores Valor (Previsão)
1.º Prémio 0 (1)
2.º Prémio 0 (2)
3.º Prémio 70 € 1.177,64
4.º Prémio 3.442 € 18,81
5.º Prémio 72.355 € 2,44

Estatísticas
Nº de Bilhetes/Matrizes 776.253
Nº de Apostas 4.529.409
Receita ilíquida apostas € 1.811.763,60
Montante para prémios € 588.823,17
(1) Previsão 1º Prémio c / Jackpot € 3.300.000,00

Observações
(2) Nos termos do Regulamento, o montante do 2º Prémio acresce ao montante do 3º Prémio

Pires de Lima vê o País "condenado a vegetar num Governo de bloco central"

António Pires de Lima criticou hoje o “fantasma da governabilidade”, mas acenou com um outro: o regresso do bloco central caso os eleitores não dêem o “voto útil” ao CDS/PP.

“Se o CDS não tiver uma votação forte de toda a direita que não é socialista, o país está condenado a vegetar num Governo de bloco central”, alegou o militante democrata-cristão, Pires de Lima.

Durante uma intervenção na Convenção Programática do partido, que decorre esta tarde num hotel de Tomar, o também presidente executivo da UNICER considerou que “votar no CDS é o voto útil para evitar outros males depois de 27 de Setembro”, data das eleições legislativas.

Na área económica, Pires de Lima defendeu a racionalização do peso do Estado, sustentando que “não há espaço para liberdade individual quando o Estado consome mais de 50% da riqueza que todos criamos”.

“É preciso focar o Estado nas funções que só o Estado pode garantir, e libertar recursos para a sociedade civil ser o motor do crescimento económico”, afirmou o militante dos populares, condenando ainda a “burocracia sufocante para quem quer fazer algo inovador” no País.

Governo interveio na greve da TAP

Ministro admite telefonema de secretário de Estado para o sindicato
O Executivo interveio na greve da TAP, para ajudar a resolver a situação, admitiu o ministro das Obras Públicas, Mário Lino.

A paralisação do pessoal de terra, da Groundforce, que estava para convocada para sexta-feira e sábado, acabou por ser desconvocada na sexta-feira ao final do dia, depois de a TAP ter garantido aos sindicatos o que estes queriam ouvir: a manutenção dos postos de trabalho.

Mário Lino, que falava aos jornalistas no final da cerimónia de inauguração do prolongamento a S. Sebastião da linha Vermelha do Metropolitano, disse que foi feito um telefonema do seu Ministério para um dos sindicatos que representam o pessoal de terra dos aeroportos portugueses, refere a Lusa.

«Os trabalhadores queriam um compromisso da administração da TAP e do Governo de que a operação em curso de alienação de uma parte maioritária do capital da Groundforce fosse feita sem o desmantelamento da empresa. Num telefonema feito pelo secretário de Estado [das Obras Públicas, Paulo Campos e Cunha] na noite de quinta para sexta-feira foi dito ao sindicato que a posição do Governo é a de não provocar desemprego», disse Mário Lino.

Empresas sentem-se ameaçadas pelas redes sociais

63% das organizações não quer trabalhadores no FacebookAs redes sociais são, cada vez mais, um palco privilegiado para conhecer pessoas, marcar encontros sociais e mostrar imagens. Uma partilha que não agrada à maioria das empresas contactadas pela companhia de segurança informática Sophos.

De acordo com o seu mais recente estudo, 63% das empresas estão preocupadas com a possibilidade dos seus trabalhadores revelarem demasiada informação nas redes sociais da internet. Para estas, dados sensíveis e restritos estão em risco depois de sítios como Twitter, Facebook, MySpace ou Linkedln entrarem na moda.

Também a propensão destes sítios para serem utilizados como meio para enviar anúncios publicitários ou difundir programas está a assustar as empresas.

Um quarto das companhias questionadas diz ter sido vítima de ataques de spam, phishing e malware no último ano. «Cibercrimes» que comprometem a segurança dos operadores e que, por vezes, conseguem roubar informação secreta.

Por isso mesmo, 63% das empresas assume mesmo que restringe o uso destas redes sociais no local de trabalho.

Uma medida pouco apoiada pela Sophos que garante que esta medida só agudizará a curiosidade por estes espaços e aconselha, isso sim, à educação dos trabalhadores para assegurar a confidencialidade da informação.

Filtrar o acesso a alguns sítios nas redes sociais, comprovar sempre qual a informação que a organização e o seu pessoal partilham e mudar com regularidade os sistemas de segurança da empresa é outros dos conselhos da Sophos.

TGV: Propostas do troço Lisboa/Poceirão até 16h de 2ª feira

Consórcios da Brisa/Soares da Costa e da Mota-Engil estão na corrida
Termina na segunda-feira às 16 horas o prazo de entrega de propostas para o troço Lisboa/Poceirão da rede de alta velocidade.

De acordo com a Lusa, o prazo acaba um mês depois do inicialmente previsto, e deverão concorrer três consórcios, pelo menos.

Este é o segundo concurso do projecto, e representa um investimento global de 1.928 milhões de euros. O valor elevado deve-se ao facto de este troço incluir a construção da terceira travessia sobre o Tejo, que ligará Chelas ao Barreiro.

Na corrida estão, segundo assumiram já as próprias empresas, os consórcios liderados pela Brisa/Soares da Costa e pela Mota-Engil, mas também os espanhóis da FCC surgiram nos últimos dias na imprensa como estando interessados.

Petróleo: preço de 70 a 75 dólares é «razoável»

Empresário Pedro de Almeida está há 35 anos no negócio
Um preço entre os 70 e os 75 dólares por barril de petróleo, como acontece actualmente, é um nível adequado, considera o empresário Pedro de Almeida, há 35 anos ligado ao mundo do petróleo e co-fundador da petrolífera Addax.

«Os 70 ou 75 dólares parece-me um nível muito mais razoável», refere Pedro Almeida, o português que ajudou a fundar a Addax, em entrevista à Lusa.

Pedro de Almeida tinha uma pequena participação na Addax, empresa que foi vendida este mês à estatal chinesa Sinopec por 7,3 mil milhões de dólares (5,32 mil milhões de euros).

O empresário comentava as oscilações dos preços, depois de em Julho do ano passado o preço do barril de petróleo ter registado um pico, nos 150 dólares, período ao qual se seguiu uma queda para pouco mais de 40 dólares.

CGTP deverá propor salário mínimo de 475 euros em 2010

A CGTP aprova segunda-feira a sua Política de Rendimentos para o próximo ano, que deverá incluir uma proposta de aumento do Salário Minímo Nacional (SMN)dos actuais 450 euros para os 475 euros.

A central sindical ainda não revelou os valores que irá apresentar, mas o aumento do SMN é uma das suas reivindicações e tendo em conta que o acordo de concertação social para a revalorização do Salário Mínimo estabelece que esta remuneração passe a ser de 500 euros em 2011, é previsível que a CGTP proponha um aumento de 25 euros, que corresponde ao intervalo entre o actual valor e a meta final.

Arménio Carlos, da Comissão Executiva da Intersindical, disse à agência Lusa que a proposta de política de rendimentos "vai emanar dos 10 eixos estratégicos" que a central sindical aprovou no início de Julho com o objectivo de contribuir para mudar as políticas do país.

O documento foi entregue a todos os partidos políticos na tentativa de os levar a assumir compromissos eleitorais para promover o emprego, valorizar o trabalho e garantir melhores condições de vida aos portugueses.

Quanto à proposta que vai ser aprovada pelo órgão executivo da Inter, vai reivindicar aumentos reais dos salários e das pensões e novas medidas de apoio aos desempregados.

Um dos eixos estratégicos aprovados pelas CGTP defende que seja alargado o acesso ao subsídio de desemprego para permitir que mais desempregados possam ter acesso à prestação, sobretudo nesta altura de crise.

Segundo Arménio Carlos, a Política de Rendimentos que vai servir de orientação aos sindicatos da Inter vai incluir ainda uma proposta de redistribuição do rendimento mais equitativa, nomeadamente com novos escalões de IRS, novos abatimentos e medidas de combate à fraude e evasão fiscais.

Segunda-feira a CGTP define também a acção reivindicativa para o próximo ano sindical, que agora começa, que vai obrigar a "um grande envolvimento dos dirigentes e delegados sindicais na apresentação de propostas ao nível sectorial e de empresas".

"A segunda quinzena de Setembro e o mês de Outubro vão ser de grande dinamização e de discussão com os trabalhadores das propostas reivindicativas a apresentar, que deverão ser acompanhadas por acções de luta em defesa do emprego, do direito constitucional de contratação colectiva e do combate à precariedade", disse o sindicalista.

Plano de viabilização da Papelaria Fernandes será entregue amanhã

O futuro da papelaria Fernandes, com os negócios reduzidos à área do retalho e pendente de novos accionistas, só será conhecido depois do plano de viabilização ser entregue, na segunda-feira, ao Tribunal do Comércio de Lisboa.

A entrega da proposta, com a qual se pretende evitar a liquidação da empresa, tinha como prazo 29 de Agosto, mas passou para esta segunda-feira, explicou fonte oficial da empresa à agência Lusa, por uma questão de contagem de dias úteis do prazo dado pelo Tribunal após a primeira assembleia de credores.

"Sabemos que tem havido contactos [para encontrar investidores], mas só ao longo da próxima semana se saberá pormenores", referiu a mesma fonte.

A "constituição de uma sociedade cessionária do negócio de retalho, a ser participada por quaisquer terceiros", é um dos os pressupostos expressos pelo principal credor, o BCP.

Este banco tem perto de 80 por cento do valor total dos créditos devidos pela empresa, que ascendem a 64 milhões de euros, e a proposta que o administrador de insolvência, Carlos Cintra Torres, venha a apresentar depende da sua aprovação.

Depois de tomar conhecimento da proposta, caberá também ao tribunal convocar nova assembleia de credores.

A Papelaria Fernandes, que incluía além das lojas a área de indústria e comércio, a Fernandes Converting, a técnica e a Printima, foi acumulando prejuízos ao longo dos anos e nas contas do exercício de 2008 apresentava resultados negativos de cerca de 22 milhões de euros e capitais próprios negativos de 35,73 milhões de euros.

A declaração de insolvência foi entregue em Abril e houve uma primeira assembleia de credores, em 29 de Junho.

Administração fiscal francesa obtém nomes de depositantes na Suíça

As autoridades francesas conseguiram obter na Suíça informação relativa a cerca de 3000 suspeitos de evasão fiscal que tinham depositado o seu dinheiro nesse país.

A revelação foi feita ontem pelo ministro francês do Orçamento, apenas alguns dias depois dos dois países terem assinado um acordo de troca de informação bancária. "É a primeira vez que conseguimos aceder a este tipo de informação, tão precisa em termos de nomes, números de contas e montantes depositados", afirmou Eric Woerth, que esclareceu ainda que parte da informação foi entregue "de forma espontânea" por dois bancos sedeados na Suíça, enquanto a restante veio de "fontes anónimas e não remuneradas". As autoridades suíças não participaram neste processo.

Desde que em Fevereiro, os membros do G20 elegeram como uma das prioridades o fim dos paraísos fiscais, a Suíça, um dos países mais utilizados pelas pessoas à procura de um país em que o sigilo bancário é assegurado, viu-se forçada a assinar acordos bilaterais de torca de informações com as grandes potências mundiais. Ao mesmo tempo, contudo, EUA, França e Alemanha têm insistido junto das entidades bancárias sedeada no país para entregarem voluntariamente informação.

FMI aconselha reformas estruturais à Grécia

A Grécia tem de realizar profundas reformas estruturais, nomeadamente ao nível da Administração Pública, se quiser regressar às taxas de crescimento elevadas dos últimos anos, defendeu hoje o director-geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn.

Em declarações ao jornal grego Kathimerini, citadas pela AFP, este responsável afirmou que "entre os grandes desafios da Grécia para reencontrar taxas elevadas de crescimento, estão os de reforçar a sua competitividade, e por isso é preciso efectuar rapidamente reformas estruturais de grande envergadura".

De acordo com as últimas previsões da Comissão Europeia, a Grécia deverá registar este ano uma taxa de crescimento do PIB de 0,2 por cento, um valor acima da média da zona euro, mas muito longe dos resultados próximos de quatro por cento conseguidos nos anos anteriores.

sábado, 29 de agosto de 2009

Conheça os tarifários de tráfego ilimitado das redes 3G

A Optimus foi a primeira a estrear a nova modalidade de pagamento, ao anunciar ontem o lançamento de um tarifário com tráfego ilimitado durante as 24 horas de todos os dias do ano.

O novo tarifário do Kanguru da Optimus contempla uma modalidade para uso exclusivo em casa, que custa 25,39 euros por mês, e outra para uso em qualquer local onde a rede da Optimus tenha cobertura e que exige o pagamento de uma mensalidade de 35,50 euros.

Ambas modalidades têm velocidades de download fixadas num máximo de 5 Mbps e 1,4 Mbps em upload, e beneficiam de um desconto de cinco euros para adesões até 31 de Outubro.

Ainda no dia de ontem, a Vodafone reagiu à investida da Optimus com o lançamento de tarifários sem limites ao tráfego que têm as mesmas velocidades dos da Optimus.

A oferta da Vodafone também contempla uma modalidade para uso exclusivo em casa (custa 25,50 euros, mais 11 cêntimos que a da Optimus) e outra para uso em qualquer local, que custa 35,50 euros (o mesmo valor anunciado pela Optimus).

O comunicado da Vodafone não faz qualquer referência a promoções para as primeira adesões.

A TMN não quis ficar atrás e anunciou hoje o lançamento de Banda Larga Plus (também disponível para clientes do serviço Banda Larga móvel Sapo) com as mesmas velocidades dos tarifários anunciados pela Optimus e Vodafone no dia anterior e, como não poderia deixar de ser, sem limitações ao tráfego processado pelas placas de redes 3G que se encontram conectadas aos computadores dos utilizadores.

O serviço da TMN pressupõe o pagamento de uma mensalidade de 35,50 euros para quem aderir ao serviço até 31 de Outubro (um comunicado da operadora lembra que o serviço custava originalmente 40,50 euros por mês).

A TMN não lançou qualquer serviço específico para uso doméstico – talvez a maior diferença que se encontra num breve comparativo dos três tarifários de tráfego ilimitado agora lançados pelos três operadores.

Prolongamento da linha vermelha do Metro terá 32 milhões de passageiros

O prolongamento da linha vermelha do Metro de Lisboa, que foi hoje inaugurado, irá transportar 32 milhões de passageiros, revelou o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino. A empreitada entrou em funcionamento, depois de seis anos de obras que acabaram por atingir 210 milhões de euros de custos, face aos cerca de 137 milhões previstos no projecto inicial.

Mário Lino explicou que o atraso se deveu a um projecto que foi adjudicado antes de ter Declaração de Impacto Ambiental (DIA). Quando os estudos ficaram prontos, foi necessário alterar o projecto inicial, sendo que só em 2006 se começou a executar a obra depois das mudanças. O ministro, que aproveitou a inauguração para atacar o PSD, afirmou que esta obra foi executada dentro dos prazos que foram determinados em 2006.

A empreitada inclui 2,2 quilómetros de linha e duas novas estações (Saldanha II e S. Sebastião II), que permitem ligar, pela primeira vez, as linhas Amarela, Vermelha, Azul e Verde do metro. O metro de Lisboa afirma que esta empreitada permite poupar 60% dos tempos de percurso. Esta obra foi mais uma das que perturbaram a cidade durante anos, mas Mário Lino diz que agora isso já não é possível porque as adjudicações não avançam sem estudo de impacto ambiental.

Merkel e Sarkozy debatem limite a prémios na banca

Reunião de 2ª feira destina-se a pré+arar a cimeira do G20
A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, reúnem-se na segunda-feira e as elevadas remunerações na banca serão um dos temas em cima da mesa.

A reunião decorrerá em Berlim e destina-se a preparar a cimeira do G20, marcada para o final de Setembro, em Pittsburgh. Os 20 países mais industrializados do mundo vão reunir-se para estudar medidas contra crise económica e financeira, refere a Lusa.

O governo alemão apoiou as medidas tomadas pelo governo francês no sentido de limitar os bónus pagos aos gestores da banca.

«Os sistemas de remuneração podem contribuir para elevar os riscos sistémicos que emanam de um banco e a Alemanha já tomou uma série de medidas para evitar excessos nas remunerações de gestores», disse a chancelaria em comunicado.

Trabalhadores desistem das greves e abrem período de tréguas na TAP

Foram longas horas de negociação, mas o resultado marca o início de um período de tréguas entre os trabalhadores e a administração da TAP: os cinco sindicatos cancelaram todas as greves previstas (a de ontem e hoje, e as de 11 e 12 de Setembro) e retomaram o diálogo com a transportadora aérea.

Depois de uma reunião de três horas entre a TAP e os cinco sindicatos que convocaram a paralisação, foi assinado um protocolo de entendimento também "homologado" pela tutela, apesar de ninguém do Ministério dos Transportes ter estado presente no encontro.



Os trabalhadores conseguiram obter o compromisso de que a empresa de handling, responsável pela assistência em terra aos passageiros, não será "desmantelada" na sequência da venda de 50,1 por cento do capital.



"Manter a Groundforce una e indivisível permite salvaguardar postos de trabalho e esta era uma questão importante", disse Vítor Mesquita, do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava). No final da reunião, que durou três horas, André Teives, do Sindicato dos Trabalhadores do Handling (STHA), disse também ter o compromisso da transportadora de que a manutenção de aviões na TAP Brasil só deverá acontecer "em casos muito específicos".



Para além disso, ficou decidido que até final de Setembro são retomadas as negociações salariais, suspensas desde 2007. "Vamos iniciar o processo de actualizações de salários, mas não avançamos percentagens [de aumento]. Sabemos que a empresa está numa situação difícil", afirmou Vítor Mesquita.



António Monteiro, porta-voz da TAP, aplaudiu o cancelamento das greves, "resultado da boa vontade e interesse" das partes envolvidas. E lembrou que os aumentos vão depender da evolução da situação financeira da TAP, a braços com prejuízos de 72,4 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, e 285 milhões em 2008.



Ontem no quadro das partidas e chegadas do aeroporto de Lisboa, a palavra "cancelado" não descrevia nenhum dos voos previstos. A greve, que acabou por durar apenas um dia, não teve efeitos práticos para os passageiros para além de atrasos nas ligações que chegaram às três horas. Para a TAP, estes atrasos também são fruto do elevado número de operações, em época alta.



Os cinco sindicatos que convocaram a paralisação apontam para uma adesão de 90 por cento. A transportadora contrapõe com 30 por cento.



Certo é que para amortecer os efeitos da paralisação, convocada para exigir a viabilidade da Groundforce, a TAP admitiu ter contratado os serviços da Portway, detida pela ANA. Para além disso, contou com o reforço de 400 trabalhadores temporários (só para Lisboa), contratados habitualmente durante a época alta.



"A Groundforce não assegurou o serviço à TAP e, por isso, a companhia é livre para contratar outras empresas", justificou António Monteiro. A medida não foi bem recebida pelos sindicatos, que, ao longo do dia de ontem, acusaram a empresa de ter cometido "uma ilegalidade gravíssima". Os inspectores da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) estiveram no aeroporto da Portela e fonte da ACT afirmou ao PÚBLICO que, "se forem identificadas substituições de trabalhadores a serviço, confere uma ilegalidade".



A polémica chegou a Vieira da Silva, ministro do Trabalho, que disse não dispor de dados que comprovem violações à lei. Já o secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, considerou a situação na TAP uma "violação grosseira e ofensiva da lei e um desrespeito absoluto pelos trabalhadores".



A divergência entre a TAP e os sindicatos subiu de tom, mas a reunião que juntou na mesma mesa trabalhadores e companhia aérea acabou por dissipar todas as acusações.

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