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sábado, 4 de julho de 2009

Sorteio do Euromilhões (27.º/2009)

Chave Sorteada: 21, 29, 34, 46, 47 + 6, 8

1º Prémio: 28 milhões de euros

Atenção: É possível verificar-se um engano na transcrição de um número. Consulte sempre as listas oficiais de resultados.

Ronald Findlay: só em 2012 haverá uma retoma real da economia

Numa altura em que muitos economistas antecipam que a economia mundial possa entrar em recuperação já no próximo ano, o professor de economia da Universidade de Columbia nos Estados Unidos, Ronald Findlay, antecipa que “a economia continue em declínio” durante mais tempo e que antes de 2012 não haverá uma retoma real.

“É demasiado optimista pensar que a retoma será no final deste ano ou no próximo”, afirmou hoje Ronald Findlay, um dos oradores convidados para o IV Congresso da SEDES, que se realiza em Lisboa.

Para o professor da Universidade de Columbia, “só a partir de 2011 ou 2012 poderemos pensar numa retoma real”, embora adiante que em meados do próximo ano começarão a notar-se já os primeiros sinais de recuperação.

Instituições demasiado grandes para falir não vão desaparecer
Questionado sobre se continuará a haver instituições consideradas demasiado grandes para falir (ou, no inglês, “too big to fail”), como a seguradora norte-americana AIG, Ronald Findlay defendeu que o mais provável é que essas instituições não desapareçam.

“Antes da crise, essas instituições eram consideradas tão eficientes que não se podia evitar que crescessem mais e mais. Com a crise, percebeu-se que não eram assim tão eficientes mas, aí, eram já demasiado grandes para falir”, explicou.

“Isto não devia acontecer”, defende o professor norte-americano, “mas não vejo nenhuma tendência que possa vir a impedi-lo pelo que, quando vier a próxima crise, continuará a haver instituições demasiado grandes para falirem”.

A Europa não é irrelevante e África não é um continente perdido
Durante a sua palestra, Ronald Findlay falou sobre o jogo de forças a nível mundial, dizendo que a crise está a desafiar a liderança dos EUA sobre a economia mundial e que esta será cada vez mais disputada por países emergentes como a China, Índia, Brasil e Rússia.

Questionado pelo economista João Salgueiro, também orador no congresso, sobre se Europa é irrelevante num futuro próximo, Ronald Findlay defendeu que o continente europeu continua a ter um papel importante na cena mundial.

“A Europa é um grande poder económico e tecnológico e tem instituições democráticas melhores que os EUA ao nível sobretudo do modelo social”, destacou o professor.

Por esse motivo, Ronald Findlay considera que o continente europeu “tem o papel de ensinar ao resto do mundo sobre economia e ciência mas sobretudo sobre valores e o modo civilizado de viver, nomeadamente sobre a criação de justiça social e de instituições que protejam os cidadãos”.

O académico norte-americano acredita que a União Europeia (UE) se deve afirma cada vez mais como a “voz da moderação política e da democracia”.

Paralelamente, Ronald Findlay rejeita a ideia de que a África seja um “continente perdido” e alerta que se o continente for deixado de fora do processo de globalização, as repercussões no resto do mundo não serão boas.

O professor defende ainda que, “antes de conhecer o desenvolvimento económico, África precisa de instituições políticas estáveis e que a África do Sul pode aqui dar um contributo e ser o motor de crescimento para o continente.

João Salgueiro: Crise portuguesa vai continuar mesmo quando passar a crise internacional

Mesmo quando a retoma se instalar nos países desenvolvidos, Portugal continuará em crise, afirmou hoje o economista João Salgueiro, defendendo que a instabilidade se irá agravar ainda mais no território nacional, fruto de uma crise económica mas também de uma crise crónica de competitividade.

“A página da crise internacional pode ser virada, mas a crise nacional irá permanecer”, garantiu hoje João Salgueiro, um dos oradores convidados do IV Congresso da SEDES, em Lisboa.

O ex-presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) criticou o poder político, dizendo que se está a concentrar excessivamente na crise internacional, e diz que Portugal tem vindo a sofrer com “a falta de visão e estratégia das classes dirigentes”.

Para João Salgueiro, a actual crise está a chegar ao fim, “no sentido de deixar de haver falta de confiança total”. Contudo, realça o economista, o mercado interbancário ainda não está a funcionar em pleno e o desemprego continua a aumentar, pelo que “a crise económica irá ainda agravar-se”.

Mas mais importante do que esta instabilidade no mercado financeiro e nas economias é a crise de competitividade que tem vindo a afectar a Europa e os Estados Unidos.

Para João Salgueiro, Portugal, à semelhança de outros países europeus e dos próprios Estados Unidos, enfrenta “um défice crónico na balança de pagamentos”, que se arrasta há quase uma década e que resulta de uma crise de competitividade.

“Sectores inteiros de actividade (como o têxtil, os brinquedos, os componentes para automóvel ou a siderurgia) fecharam nos EUA e na Europa e foram transferidos para a Ásia”, explica.

Para o economista, foi o doping do crédito que ajudou a manter a economia a funcionar, ainda que artificialmente. “Normalmente, não se dá crédito barato durante muito tempo para não provocar a inflação, mas neste caso foi possível dar crédito sem os preços aumentarem por causa da China, que permitiu aos EUA financiarem-se e fez pressão sobre os preços com os seus produtos baratos”, revela.

“Em Portugal, o empreendedorismo é uma espécie para caça sem período de reserva”

Para João Salgueiro, a resolução da crise nacional não pode ser feita com estratégias de mais despesa pública e dívida e sim criando condições para que haja mais empresas a produzir valor.

“Precisamos de sectores de crescimento”, defendeu o economista, dando como exemplo uma agricultura exportadora (à semelhança do que acontece em Espanha), uma indústria de aquacultura ou a exportação de serviços de saúde e financeiros.

É na criação deste contexto competitivo para a economia nacional que as forças políticas têm de concentrar-se, defende João Salgueiro. Mas, para isso, é necessário criar condições ao empreendedorismo que, em Portugal, “tem sido uma espécie para caça sem período de reserva”, ironiza.

O economista considera ainda que Portugal está demasiado dependente da União Europeia, não assumindo estratégias próprias e escondendo-se numa posição de “resignação à mediocridade, com a desculpa de ser um país pequeno e periférico”.

João Salgueiro vai mais longe e defende mesmo que Portugal não deve ter como objectivo convergir para as médias europeias. “Temos de olhar para aqueles países que têm os melhores desempenhos na Europa e tentar replicá-lo no menor tempo possível”, salienta.

O economista refere que foi isso que aconteceu em sectores privados como as telecomunicações, da banca e nas auto-estradas, mas não nos sectores a cargo do Estado, como a educação, a justiça e administração pública.

Bolsa nacional fecha a subir dois por cento

O PSI-20 acumulou um ganho superior a dois por cento esta semana, encerrando a valer 7.164,14 pontos. BES e Cimpor foram os títulos com maior destaque.

Durante a última semana, a bolsa nacional subiu 2,38 por cento, impulsionada por 13 cotadas, com principal ênfase sobre o banco liderado por Ricardo Salgado, cujas acções ganharam 9,31 por cento, e sobre a Cimpor, que acumulou ganhos de 5,62 por cento, apesar da descida registada na sessão de hoje.
No dia em que as bolsas europeias não conseguiram resistir às perdas do sector energético, fechando, regra geral, em terreno negativo, o PSI.20 cresceu 0,63 por cento.
As acções do BES subiram 5,37 por cento, registando o melhor desempenho dois últimos dois meses. Já a Portugal Telecom desceu 0,58 por cento.
Hoje, os mercados norte-americanos estiveram encerrados em antecipação ao feriado de 4 de Julho, o Dia da Independência nos Estados Unidos.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Optimus abre hoje reservas para o novo iPhone 3GS

A Optimus aceita a partir a hoje encomendas para o novo iPhone 3GS. Em www.optimus.pt, é possível reservar o equipamento que chega a Portugal já no final deste mês.

A pré-reserva do novo equipamento não tem qualquer custo associado, bastando apenas fazer o registo no site. Desta forma, a Optimus garante a reserva de um terminal que será entregue em casa do cliente ou num endereço alternativo, mediante o pagamento no Multibanco. A todos os interessados que deixarem o seu contacto no site, a Optimus garante também o envio de toda a informação sobre o telemóvel.

Recorde-se que o novo modelo da Apple é mais rápido, tem maior autonomia de bateria, câmara de 3 megapixels e autofocus, gravação de vídeo intuitiva e controlo por voz. O iPhone 3GS inclui já o novo iPhone OS 3.0, que contém funcionalidades como Copiar, Cortar e Colar, MMS, teclado horizontal, entre outras. Os clientes iPhone 3GS têm ainda acesso a mais de 50 mil aplicações na App Store da Apple, na qual já descarregaram mais de mil milhões de aplicações.

A decadência nacional e os debates fúteis

Um país nasce da realidade e não de sonhos teóricos. E o maior problema, nesta época de campanha eleitoral não declarada, é que grande parte da classe política continua a discutir um país que não existe. Debate-se o imediatismo, sem atenção aos erros do passado e sem apontar estratégias de futuro. Não admira: Portugal é um país que vive sempre a prazo.

A nova linha divisória do debate inócuo entre PS e PSD é sobre se devem ser os investimentos públicos a dinamizar a economia ou se deve ser o sector empresarial privado a contribuir decisivamente para isso. Se dúvidas houvesse sobre o tema, o caso onde se cruzam a compra, pela PT, da TVI, da Lusomundo e da rede fixa, exemplificou que esses dois lados da barricada não existem em Portugal. Sectores públicos e privados cruzam-se e, muitas vezes, dormem na mesma cama. Não é um caso de agora. Há séculos que o Estado, e o seu controlo, exerce o seu poder motivador e dissuasor sobre uma sociedade empresarial e civil que nunca conseguiu libertar-se desse cruzamento de interesses. E é por isso que a sociedade civil, em Portugal, nunca conseguiu o seu grito do Ipiranga.

A sede de controlo político, económico e social, fez com que o Estado seja sempre um aliado fulcral dos interesses privados. O sector empresarial, sem o aconchego maternal do Estado, nunca conseguirá por si próprio conduzir a carruagem nacional. Porque, ao contrário dos países que nasceram da semente da Reforma, nunca se conseguiu livrar do papel do Estado na delimitação da criatividade e da livre iniciativa. É por isso que o aparente debate a que se assiste, através de múltiplos grupos, defensores (ou não) dos investimentos públicos está inquinado.

Contentes, os partidos que aspiram ao poder, discutem trivialidades sem olhar estrategicamente para o País. Os chineses diziam, nos tempos do Império Britânico, que os ingleses usavam o monóculo para que esse olho só visse o que eles queriam ver. A classe dirigente do PS e do PSD está refém desse mesmo conceito.

A forma como encaram a PT, limitando-lhe a sua capacidade empresarial de decisão, simboliza esse espírito de coutada reinante em Portugal. Os partidos encaram o País como um condomínio privado. Onde têm de fazer de administradores, porteiros e vigilantes. Aos outros está reservado o papel de contribuírem com esforço para pagar impostos. Esta sociedade de facilitismo está também inoculada no sector empresarial. A interessante resposta de Dias Loureiro, no DCIAP, dizendo que só nessa altura "percebeu" o que se passou na Biometrics, passando responsabilidades para os colaboradores que lhe levavam documentos a assinar, desculpa usada em diferentes casos por outras pessoas, mostra como parecemos viver num Portugal dos Pequenitos. Todos podem estar inocentes, mas há claramente algo mais grave: ninguém, em Portugal, é responsável por nada. Nem no sector público, nem no privado. E ilude-se a questão: como é que alguém pode ser responsável de uma empresa, e ser generosamente pago por isso, e só ser responsabilizado quando há sucesso no que faz?

É por isso que os políticos portugueses se tornaram, salvo raras e honrosas excepções, sistemas operacionais e não homens com emoções e sonhos. São "laptops" da política, ou se quisermos, Twitters falhos de ideias. A gravidade da crise só se revela quando os seus efeitos se abatem sobre as pessoas comuns. E ela é visível, a começar pela precariedade do emprego, cimento da rede social que é um País.

Os partidos, entretidos nas suas guerrilhas pelo poder, esquecem que a tranquilidade da população é o maior activo de um País. Ninguém queira que ela fique nervosa em demasia. A decadência nacional, provada por casos como o da PT/TVI ou do BPN, é demasiado visível para ser encoberta por debates que não levarão a lado nenhum. É hora de debater tudo o que é efectivamente importantes nestes documentos que vieram a lume, mas também é o momento de se criar um melhor Estado e uma melhor iniciativa privada. Com uma linha de rumo definida. E não feita ao sabor do vento que sopra sempre antes das eleições.

O par de cornos

Quando pensamos que as coisas não podem piorar, o ministro da Economia faz cornos à oposição. Não percebeu o insulto? Manuel Pinho faz--lhe o desenho. Porque os insultados somos nós. Dia após dia.

Num ano qualquer, os políticos estariam nesta altura em fim de festa. Mas em ano com três eleições, a festa ainda agora começou. É a festa do "quem consegue descer mais o nível", em que se joga ao bate-pé da boçalidade. É como o "Monstrengo" de Pessoa, ontem citado por Teixeira dos Santos: "imundo e grosso".

Manuel Pinho conquistara o título da longevidade como ministro da Economia. E coleccionou, também, "gaffes" que se lhe agarraram à imagem como nódoas que não saem. Foi por isso que um dia, saindo da China, onde incluíra os baixos salários em Portugal como argumento para captar investimento estrangeiro, se autodefiniu: "Eu sou aquele que eles adoram odiar". Incluindo ele próprio. Porque é preciso gostar muito de quem o odeia para lhes dar esta de bandeja.

Mas a questão não é que Manuel Pinho se tenha passado da cabeça, é a de que desta vez foi Manuel Pinho; é a habituação a esta degradação no exercício de funções políticas e de representação dos cidadãos.

Manuela Ferreira Leite e José Sócrates entram em mentiras e acusações de mentiras. Afonso Candal faz insinuações cobardes a José Eduardo Martins, que lhe responde: "Vai para o c..." (nem sei como escrever!). Convenhamos: as comparações entre Fernando Teixeira dos Santos e o ministro da propaganda do Iraque fazem de Alberto João Jardim um menino de coro.

Houve um tempo em que era do calor: a Assembleia da República era insuportável, sem ar condicionado. As obras já foram feitas mas esqueceram-se de lá deixar um kit para meninos mal educados: pimenta para a língua, palmatória e chapéus de orelhas.

Não é possível que a Assembleia da República se torne numa assembleia-geral do Benfica. E também não é aceitável que os políticos desprezem quem os elege, servindo-se deles em vez de os servirem. Como Paulo Rangel e Elisa Ferreira, que decidiram dar para os dois lados, o primeiro para as legislativas e europeias, a segunda também para as autárquicas.

Este é um tempo sensível para a sociedade. João Rendeiro está na mira do Ministério Público, Oliveira Costa está preso, Jardim Gonçalves é acusado de crimes; há fraudes piramidais denunciadas, pequenas burlas que fazem temer pelas grandes. Onde estão as grandes referências? Deviam começar por estar na política, no Governo e na oposição. Mas o que há é insulto. Políticos que gerem carreiras em vez de projectos. Esta gente podia até não se dar ao respeito. Mas que, ao menos, perceba que ali ao leme são mais do que eles; são "um povo que quer o mar que é teu". Quem ali está e não tem sentido de Estado está então sentado no Estado.

Houve uma altura em que a culpa, diziam, era dos jornais: só noticiavam o ladrão. Nada disso: agora, como no filme, é o cozinheiro, o ladrão, a sua mulher e o amante - tudo ao mesmo nível. Não perguntem por que sobe a abstenção, perguntem o que acontecerá depois disso.

Chifrudo é o Belzebu mas aquele par de cornos não é para o PCP, é para os eleitores. Manuel Pinho resistiu a tudo menos a si mesmo. Não se perde grande coisa mas a sua demissão é uma réstia de decência num país que não pode aceitar a humilhação de se habituar a estas coisas. Só é corno quem quer.

Bolsa nacional impulsionada por forte subida do BES

A bolsa nacional negoceia em alta ligeira, após ter invertido a tendência baixista da manhã. A impulsionar está o BES que sobe mais de 4% motivado pela divulgação de um “research” do Millenium Investment Banking, que revê em alta a recomendação do banco de Ricardo Salgado.

O PSI-20 segue a ganhar 0,36% para os 7.143,94 pontos, com 9 cotadas a subir e 11 descer. Ontem as bolsas norte-americanas e europeias fecharam em forte queda, na sequência da subida mais acentuada que o esperado no desemprego.

Hoje espera-se um dia de reduzida liquidez, uma vez que as bolsas norte-americanas estão encerradas devido a feriado. Na Europa os índices também já inverteram a tendência negativa da manhã.

O BES é a cotada que mais impulsiona e que mais sobe no índice principal. Avança 4,37% para os 4,06 euros. O Millenium Investment Banking aumentou o “target” do BES em 7%, para 4,50 euros, conferindo às acções do banco liderado por Ricardo Salgado um elevado potencial de valorização, pelo que a recomendação continua a ser de “comprar”.

O BCP avança 0,56% para os 0,724 euros e o BPI desce 0,22% para os 1,798 euros.

Depois de várias sessões em forte alta, a Portugal Telecom é a que mais contraria as subidas ao perder quase 2% para os 6,885 euros. É acompanhada pela Zon Multimédia que recua 0,16% para os 3,813 euros. Já aSonaecom ganha 0,12% para os 1,712 euros.

A REN desce mais de 1% para os 2,962 euros acompanhada da Galp Energia que perde 0,15% para 9,975 euros. A EDP e a EDP Renováveis contrariam a tendência do sector energético ao avançarem respectivamente, 0,14% para 2,795 euros e 0,06% para 7,119 euros.

A concessionária Brisa, cai 1,15% para os 5,165 euros e é acompanhada pela construtora Mota-Engil que desce 0,95% para 3,22 euros. A Soares da Costa negoceia inalterada e a Teixeira Duarte ganha 0,21% para os 0,935 euros.

Democracia em Portugal deixa muito a desejar

Estudo da SEDES revela que descrédito da justiça é o maior problema. Mas Campos e Cunha não acredita que a democracia «esteja desacreditada»51% dos portugueses dão nota negativa à democracia, em Portugal, muito devido ao descrédito em relação à Justiça. A maioria acredita que esta área trata ricos e pobres de forma desigual e mais de metade dos cidadãos mostra-se pouco ou nada satisfeitos com o regime político português. Mas também há críticas quanto ao trabalho dos deputados.

São as principais conclusões do estudo «A Qualidade da Democracia em Portugal: A Perspectiva dos Cidadãos», que está a ser apresentado esta sexta-feira e que foi promovido pela Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES).

51% dão má nota

16% dos inquiridos dizem-se «nada satisfeitos(as)» com a democracia e 35% estão «pouco satisfeitos(as)». Ou seja, 51% dos cidadãos ouvidos não estão satisfeitos com a qualidade da democracia portuguesa. Já 37% dizem-se «algo satisfeitos (as)», 9% revelam estar «bastante satisfeitos(as)» e apenas 2% garantem, a pés juntos, que estão «totalmente satisfeitos(as)», pode ler-se nas conclusões do estudo.

O ex-ministro das Finanças e actual membro do Conselho Coordenador do SEDES, Luís Campos e Cunha, revelou, em jeito de balanço, que não acredita «que a democracia esteja desacreditada».

«Estamos numa democracia madura, mas não desacreditada. Penso que hoje as pessoas estão mais exigentes e querem ser mais ouvidas. Mas há um forte descrédito da Justiça sobretudo. Ainda assim percebemos que acreditam nas eleições. Penso que este estudo não revela um cenário assim tão negro», defendeu, antes de frisar que «os cidadãos mais velhos estão sempre mais satisfeitos do que os jovens», isto porque «conheceram em tempos uma alternativa».

Justiça trata ricos e pobres de forma desigual

Mais: de acordo com o estudo 82% dos inquiridos acredita que a Justiça trata ricos e pobres de forma desigual. A maioria dos cidadãos nem sequer se sente estimulada a recorrer aos tribunais para se defender, tal é o descrédito. 79% dos inquiridos ouvidos sublinham que a Justiça trata de diferente forma políticos e cidadãos e 37% defendem que os juízes não são independentes do poder político.

«Os portugueses mostram ainda desconfiança no que diz respeito ao poder político e olham com insatisfação para o trabalho dos deputados, dos políticos», revelou o autor do estudo e investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Pedro Magalhães, no IV Congresso da SEDES, que decorreu esta sexta-feira, em Lisboa.

Mas vamos a contas. Do total dos portugueses inquiridos, 23% acredita que as decisões do Executivo são condicionadas pela vontade de outros países. Já 43% consideram que o poder político não está protegido das pressões do poder económico. 60% acredita que governantes não têm em conta as opiniões dos cidadãos e 75% diz que quem está no poder pensa primeiro no seu interesse pessoal do que nos portugueses.

Espanha menos negativa

São números pessimistas face a vizinha Espanha, revela Pedro Magalhães. «A distância dos cidadãos portugueses em relação ao poder político é maior em Portugal do que em Espanha. Os portugueses consideram que quem está no poder rápido perde o sentido de se preocupar com os outros. Em Espanha, essa ideia não é tão acentuada», advogou.

Já a confiança no Presidente da República mostra outra realidade. 49% dos inquiridos acredita em Cavaco Silva para travar abusos de poder por parte do Governo e 21% até reconhece o papel do Provedor de Justiça.

Este inquérito foi feito entre os dias 13 e 23 de Março deste ano. Foram ouvidos 1.003 inquiridos, com 18 ou mais anos, residentes em Portugal Continental, seleccionados através do método de quotas, com base numa matriz que cruzou as variáveis sexo, idade (5 grupos), instrução (2 grupos), ocupação (2 grupos), região (7 regiões GFK Metris) e habitat/dimensão dos agregados populacionais.

Euribor seguem queda depois de BCE ter mantido juros

Indexante a seis meses próxima de quebrar barreira de 1,25%As Euribor encerram esta semana com mais uma queda significativa, depois de, na quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) ter decidido manter, como se esperava, a taxa de juro de referência para a Zona Euro, estável em 1%, o valor mais baixo de sempre.

A taxa a três meses está quase ao mesmo nível que a taxa directora, depois de ter baixado para 1,059%, enquanto que a taxa a seis meses, a mais usada em Portugal como indexante dos contratos de crédito à habitação, se encontra nos 1,277%. Já a taxa a um ano, desceu para 1,468%.

O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, disse após a reunião do Conselho de Governadores, que o actual nível de juros é adequado e que a inflação negativa temporária que se está a registar, não vai interferir na política monetária. Sinais de que as taxas não estão para subir tão cedo é também o facto de o BCE esperar que a economia continue fraca no resto do ano, embora menos do que no primeiro trimestre, e de que a retoma só chegará em 2010.

Houve mesmo membros do BCE que, ainda antes da reunião, afirmaram ser provável que os juros não sofram mais alterações até ao final do ano.

Comissão Europeia vai propor regras mais apertadas para derivados financeiros

A Comissão Europeia deverá propor, ainda hoje, regras mais apertadas para a indústria dos derivados dos produtos financeiros, que estiveram na origem da crise financeira internacional.

Trata-se de um mercado essencialmente constituído por produtos que funcionam como “seguros” sobre a dívida de obrigações, e que cobrem, portanto, o risco de incumprimento de um determinado emitente.

Estes produtos foram uma invenção do banco de investimento norte-americano JP Morgan, uma das instituições financeiras norte-americanas que, no ano passado, teve de recorrer a fundos públicos para sobreviver.

O The Wall Street Journal afirma, na edição de hoje, que o sector bancário teme que a Comissão Europeia apresente um conjunto de regras mais rígidas das que foram recentemente propostas pela administração Obama. Seria uma forma, diz o jornal, do executivo liderado por José Manuel Durão Barroso marcar pontos no plano comunitário.

Esta possibilidade assusta os banqueiros europeus que sempre viram nestes instrumentos incentivo à liquidez no mercado obrigacionista. E assusta ainda mais a City londrina, onde este mercado cresceu de uma forma muito significativa nos últimos anos.

As fontes do WSJ dizem que, na sequência da actual crise financeira, o mercado fez um esforço de auto-regulação evidente no facto do volume de capital nele investido ter caído para metade – passou de 54,6 biliões (milhões de milhões) de dólares para 26,5 biliões.

Negócios do comércio a retalho cairam 0,4 por cento na zona euro

O volume de negócios do comércio a retalho caiu 0,4 por cento na zona euro, entre Abril e Maio. Face ao mesmo mês do ano passado, o recuo é de 3,3 por cento.

O indicador, hoje revelado pelo Eurostat, é o segundo pior nos últimos seis meses e acontece uma ligeira recuperação (0,1 por cento) assinalada em Abril face a Março.

A evolução dos negócios no comércio foi positiva na área dos alimentos, bebidas e tabaco (0,2 por cento). Nos produtos não alimentares, a quebra foi acentuada, de 0,6 por cento.

Para Portugal, o braço estatístico da Comissão Europeia assinala um recuo de 0,7 por cento nas vendas do comércio a retalho em Maio, face ao mês precedente. A comparação anual mostra uma quebra de 2,7 por cento.

Estes indicadores mostram que ainda não há uma retoma consolidada e que a conjuntura sectorial se agravou em Maio, depois de dois meses de ligeira recuperação.

Crise pode atenuar discriminações de género

A presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) considerou hoje que a crise pode ser uma oportunidade de reflexão sobre os meios de colmatar as discriminações de género no mercado laboral.

Catarina Marcelino falava à agência Lusa a propósito da conferência sobre "Competitividade e Igualdade de Género" hoje realizada no CCB para assinalar os 30 anos da CITE, um tema que disse estar na ordem do dia, associado às questões da crise.

Na sua perspectiva é muito importante nesse contexto pensar no papel da mulher no mercado do trabalho a tempo inteiro, sobretudo em Portugal, onde as mulheres têm uma elevada taxa de actividade em termos europeus, mas são discriminadas quer do ponto de vista salarial quer na possibilidade de aceder às carreiras.

"Apesar de serem as pessoas com mais habilitações literárias no mercado do trabalho estão nas profissões menos qualificadas", sublinhou.

No seu entendimento, essa realidade é negativa para o país do ponto de vista da produtividade, da competitividade, do desenvolvimento, da geração de riqueza e do bem-estar.

"Este momento de crise pode ser uma oportunidade para fazer esta reflexão e pensar como é que estas desigualdades podem ser colmatadas e quais os caminhos para as combater" - declarou.

Apesar da evolução "bastante significativa" dos últimos 30 anos, com leis extremamente compatíveis com as necessidades, "a prática nem sempre é igual àquilo que devia ser do ponto de vista da legislação".

A CITES foi criada em 1979 para combater a discriminação e promover a igualdade entre mulheres e homens no trabalho, no emprego e na formação profissional, tanto no sector público como no sector privado.

A comissão tem carácter tripartido, já que é constituída por representantes do governo e dos parceiros sociais, nomeadamente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN), Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) e União geral dos Trabalhadores (UGT).

Para Catarina Marcelino, a lógica tripartida da comissão torna possível, através do empenho tanto das entidades empregadoras, como dos sindicatos e do Estado, "melhorar as práticas e combater as desigualdades muito culturais ainda existentes, fazendo este caminho para o futuro".

A conferência "Competitividade e Igualdade de Género", que hoje decorre, foi dividida em três painéis, um sobre "Igualdade de género como factor competitivo", outro sobre "Vantagens competitivas da igualdade de género" e "Igualdade versus competitividade no diálogo social".

Neste último debate, moderado por Catarina Marcelino, participam Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP-IN, João Proença, secretário-geral da UGT, José António da Silva, presidente da CCP, e Armindo Monteiro, vice-presidente da CIP.

Este conferência é também uma oportunidade para salientar a história e afirmação da CITE, recordando a sua história e os principais marcos da evolução legislativa, nomeadamente no que se refere à paternidade e à regulação do mercado de trabalho nalguns sectores, como o do calçado nos anos 80 - salientou a sua presidente.

Diário da República: Resumo Semana

Base de Dados de Procurações

  • Portaria n.º 696/2009, de 30.6 - Estabelece os termos e condições da disponibilização de acessos electrónicos com valor de certidão às procurações registadas através da Internet.

Complemento Solidário para Idosos

  • Decreto-Lei n.º 151/2009, de 30.6 - Procede à segunda alteração ao Decreto-Lei n.º 232/2005, de 29 de Dezembro, que institui o complemento solidário para idosos no âmbito do subsistema de solidariedade, e à terceira alteração ao Decreto Regulamentar n.º 3/2006, de 6 de Fevereiro.

Constituição de Associações

  • Portaria n.º 698/2009, de 2.7 - Alarga a várias conservatórias a competência para a tramitação do regime especial de constituição imediata de associações.

Eleições Autárquicas

  • Decreto n.º 16/2009, de 3.7 – Fixa a data de 11 de Outubro de 2009 para as eleições gerais para os órgãos das autarquias locais.

Indexante dos Apoios Sociais (IAS)

  • Resolução da Assembleia da República n.º 45/2009, de 1.7 - Recomenda ao Governo que tenha em conta a evolução do índice de preços ao consumidor (IPC) em anos excepcionais para garantir que o indexante dos apoios sociais (IAS) não evolua de forma negativa.

Obras Públicas e Operações Urbanísticas - Técnicos Responsáveis

  • Lei n.º 31/2009, de 3.7 – Aprova o regime jurídico que estabelece a qualificação profissional exigível aos técnicos responsáveis pela elaboração e subscrição de projectos, pela fiscalização de obra e pela direcção de obra, que não esteja sujeita a legislação especial, e os deveres que lhes são aplicáveis e revoga o Decreto n.º 73/73, de 28 de Fevereiro.

Regime Jurídico do Processo de Inventário

  • Lei n.º 29/2009, de 29.6 - Aprova o Regime Jurídico do Processo de Inventário e altera o Código Civil, o Código de Processo Civil, o Código do Registo Predial e o Código do Registo Civil, no cumprimento das medidas de descongestionamento dos tribunais previstas na Resolução do Conselho de Ministros n.º 172/2007, de 6 de Novembro, o Regime do Registo Nacional de Pessoas Colectivas, procede à transposição da Directiva n.º 2008/52/CE, do Parlamento e do Conselho, de 21 de Março, e altera o Decreto-Lei n.º 594/74, de 7 de Novembro.

Subsídio Social de Desemprego

  • Decreto-Lei n.º 150/2009, de 30.6 - Estabelece um regime de alargamento das condições de atribuição do subsídio social de desemprego.

Bancos cortam financiamento de projectos para mercado

A banca mundial continua a restringir o crédito às empresas. Na primeira metade do ano, os empréstimos cedidos para projectos de investimento e aquisições recuaram para o valor mais baixo da última década. Ainda assim, no segundo trimestre, os números revelam uma clara melhoria, à medida que regressa a confiança aos mercados. Em Portugal, a quebra na primeira metade do ano foi de 26%.

Ao contrário do que as instituições financeiras têm garantido, no primeiro semestre de 2009, os empréstimos para projectos e aquisições foram cortados para metade a nível mundial. Entre Janeiro e Junho, o crédito recuou 49%, para os 879,2 mil milhões de dólares, segundo os dados publicados pela Dealogic.

No mercado nacional, a quebra no financiamento para projectos foi de 26%, com o crédito a descer para os 5.092 milhões de dólares nos primeiros seis meses do ano. Já no segundo trimestre, o financiamento recuou 65% para 1.224 milhões.

Em termos globais, no segundo trimestre do ano a descida foi de apenas 8%, atingindo os 421 mil milhões de dólares, à medida que os mercados mundiais revelaram os primeiros sinais de melhoria.

Amorim Turismo quer transformar Tróia num destino cinco estrelas

A azáfama ainda era grande para ultimar os preparativos para o grande dia. O sapato da Joana Vasconcelos, já instalado no "lobby" do hotel, ainda estava tapado, os últimos vidros ainda estavam por limpar, os tapetes ainda estavam por desenrolar, mas todos estavam em sintonia - hoje à noite nada deverá falhar na inauguração.

O Tróia Design Hotel já tem as suas portas abertas, em "soft openning" desde Fevereiro, mas hoje será o pontapé de saída para uma nova fase do projecto da Amorim Turismo na Península de Tróia. O grupo português ainda deixa para 2010 a inauguração do centro de espectáculos e do casino.

Pinho explica gesto: «Senti-me ofendido»

Ministro da Economia demitiu-se após ter feito simulado uns chifres apontados ao PCPDois dedos na cabeça, a simular chifres, apontados ao deputado do PCP, Bernardino Soares, ditaram a saída do ministro da Economia do Governo socialista.

Veja o que diz Sócrates sobre o gesto «injustificável»...
... e a explicações de Pinho para ter perdido a cabeça

«Sem desculpa», mas tentando justificar o porquê do gesto que José Sócrates considerou «injustificável», Manuel Pinho disse esta quinta-feira à noite na SIC Notícias que foi atingido na sua «honra».

Foram as «graçolas» de Bernardino Soares sobre o trabalho do seu ministério nas minas de Aljustrel que levaram Pinho a perder a compostura. «Há situação difíceis de reagir quando as pessoas se sentem profundamente atingidas na sua honra», explicou, em entrevista à SIC Notícias.

O momento da polémica (vídeo)
Veja o gesto da polémica (fotos)
Tudo sobre o momento que marcou o debate do Estado da Nação

Questionado sobre o que o levou a reagir com aquele gesto, Pinho afirma que «o deputado do PCP estava a fazer umas graçolas e a dizer que não era verdade que se tivessem criado postos de trabalho em Aljustrel».

E as bocas caíram fundo, explica. «Quando se passam noites sem dormir para salvar postos de trabalho e se ouvem graçolas, é difícil de reagir». «Não tive uma boa reacção», admite, porque «fiquei muito ferido e ofendido».

Pinho explica que havia 100 trabalhadores nas minas, em Dezembro, e agora há 230. E é isso que «o PCP não desculpa: é o sucesso que o Governo teve numa região que considera sua, salvando postos de trabalho».

Aliás são os postos de trabalho resgatados que o ministro demissionário «guarda» na saída do Governo, recordando ainda o trabalho na fábrica Bordalo Pinho, onde ainda ontem lanchou com os trabalhadores.

Questionado sobre se foi pressionado a apresentar a demissão, Pinho garante que apenas falou com ele próprio e com a sua mulher, que ficou «satisfeita» com a decisão.

Recorde as «gaffes» de Manuel Pinho

A pergunta relaciona-se com a primeira reacção que o ministro teve, ainda no Parlamento, quando respondeu aos jornalistas que tinha condições para continuar no Governo.
Mas pouco depois foi noticiado que tinha pedido a demissão e que o primeiro-ministro aceitou.

«Não havia qualquer hipótese de ficar», garante, frisando que não é um político profissional, nem fazia planos para ter uma carreira política, e que hoje em dia é «muito difícil» estar na vida pública.

CGD, Santander Totta, Sonangol e outros investidores criam novo banco em Angola

A Caixa Geral de Depósitos, o Banco Santander Totta e investidores angolanos concluíram hoje o acordo que dá lugar ao Banco Caixa Geral Totta Angola, confirmando como presidente executivo da nova instituição Daniel Chambel.

O novo banco, em que a CGD e o Santander Totta controlam 51 por cento e o restante capital é detido pela Sonangol e dois outros investidores angolanos, fica operacional a partir de agora, tendo sido realizadas as transacções financeiras que dão entrada aos novos accionistas.

Daniel Chambel, até recentemente responsável máximo da Direcção de Negócio Internacional da CGD, foi confirmado como presidente executivo do banco, que tem como presidente não executivo do Conselho de Administração Francisco Bandeira.

"Foi concretizado hoje o acordo de parceria entre o Banco Santander Totta, a Caixa Geral de Depósitos e investidores angolanos com vista ao fortalecimento e desenvolvimento da respectiva actividade bancária em Angola, adoptando o banco a nova designação de Banco Caixa Geral Totta de Angola (BCGTA)", anunciou a Caixa.

"Conforme previsto, o BCGTA aumentou o seu capital social em 100 milhões de dólares, contribuindo assim para desenvolver a sua actividade bancária no mercado angolano, com vista a apoiar o desenvolvimento do tecido económico do país através da oferta de soluções financeiras adequadas a uma sociedade que cresce a níveis muito significativos", refere-se ainda no comunicado.

A Caixa fica, como previsto desde o inicio, com a opção de vir a deter a maioria da sociedade gestora de participações sociais (SGPS), adquirindo acções ao Santander Totta, cuja participação poderá ir-se diluindo até dez, no final de cinco ou seis anos.

Banco Mundial: "Sinais de recuperação", mas "incertezas importantes", diz Zoellick

A economia mundial mostra "sinais de recuperação, mas ainda é preciso fazer face a incertezas importantes", afirmou hoje o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, que insistiu nas "grandes necessidades de financiamento" dos países em desenvolvimento.

"A fraca utilização das capacidades económicas por todo o mundo sugere que a retoma não será tão rápida como poderiamos supor", declarou Zoellick aos jornalistas em Santiago, no Chile, acrescentando que "as perspectivas de procura são incertas" e que "o desemprego continua a aumentar".

O presidente do BM apelou também para que preste atenção ao efeito de "ondas de choque que podem fazer esta crise atingir países de diferentes formas em momentos diferentes", referindo-se aos sectores financeiros dos países em desenvolvimento.

"A crise que começou no sector financeiro dos países desenvolvidos estendeu-se à economia real, o que afectou a economia real dos países em desenvolvimento, o que por seu turno afectou o sector financeiro, porque o abrandamento lhes coloca problemas de crédito", explicou o mesmo responsável.

De acordo com Robert Zoellick, "as necessidades financeiras dos países em desenvolvimento, dos governos mas também do sector privado pelas suas dívidas, continuam a ser muito importantes nesta crise e não estão a receber a atenção que merecem".

O montante destas necessidades totaliza em 2009 entre 350 e 635 mil milhões de dólares (entre 714 milhões e 453 milhões de euros) a nível mundial e entre 115 e 180 mil milhões de dólares (entre 82 milhões e 128 milhões de euros) na América Latina.

O presidente do banco participa amanhã em Vina del Mar (a 100 kms de Santiago) num encontro anual que junta 20 ministros das Finanças de países das Américas e das Caraíbas, para avaliar como estão a reagir as economias da região face à crise.

Wall Street: Dow Jones perde 2,63 por cento

A bolsa de Nova Iorque encerrou hoje com fortes quebras, com o índice Dow Jones a perder, 2,63 por cento e o Nasdaq 2,67 por cento, pressionados pelos novos dados sobre o desemprego.

As estatísticas mensais de emprego nos EUA "fizeram nascer dúvidas sobre a possibilidade de haver uma retoma rápida da economia", indicaram hoje analistas, citados pela AFP.

Depois de dois meses de descidas, o número de empregos destruidos pela economia americana voltou a subir para 467 mil em Junho passado, quando os economistas apontavam para não mais do que 365 mil empregos perdidos.

O volume das transacções no mercado bolsista manteve-se hoje relativamente fraco, na véspera do feriado de amanhã (Dia da Independência nos EUA) e de um fim-de-semana alargado.

Pela negativa, destacaram-se os títulos ligados aos sectores energético e mineiro.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Banda larga móvel atinge os 21,6 Mbps em Portugal

É a habitual guerra entre as operadoras. Como seria de esperar, depois da Vodafone, foi a vez da TMN e da Optimus lançarem a nova versão de Internet de banda larga móvel a 21,6 Mbps (megabits por segundo).

Fica sempre a dúvida sobre quem conseguiu a proeza primeiro. Certo é que a Optimus afirmou esta segunda-feira ser a primeira operadora a lançar comercialmente esta oferta de banda larga supersónica (como se vê na imagem), que pulveriza os 7,2 Mbps até agora existentes. As primeiras pens poderão já ser vendidas esta semana.

Ainda assim, no teste à imprensa efectuado hoje, a Optimus não escondeu que a velocidade de oferta do Kanguru topo de gama ainda está longe de ser alcançada, ficando-se pelos 15 Mbps. Os próprios responsáveis admitem que a ambição é estabilizar velocidades entre os 16 e os 18 Mbps. Os preços ainda são algo elevados, dado que a pen «supersónica» custa 129,90 euros e as mensalidades variam entre os 44,90 e os 49,90 euros.

Recorde-se que a Vodafone já tinha anunciado a oferta de Internet móvel ultra-rápida, recorrendo à tecnologia HSPA+ e a modulação 64QAM, com velocidades até 21,6 Mbps de download e 5,7 Mbps de upload. Numa primeira fase, esta solução só estará disponível em Lisboa. Tal como na Optimus, será necessário comprar uma Connect Pen renovada, mas que será ligeiramente mais barata (129,90 euros), estando disponível num novo tarifário pós-pago com uma mensalidade de €49,9 e um pacote de 6GB de tráfego incluído.

Bem, mas como a tradição ainda é o que era, a TMN não se ficou atrás e também anunciou uma oferta similar de banda larga móvel. Em comunicado, a empresa anunciou o lançamento do pré-registo que permite aos seus clientes adquirirem placas de Banda Larga móvel com velocidades até 21Mbps. A tecnologia e preços é similar às suas concorrentes, embora não tenha sido afirmada a data específica de venda ao público.

MySpace Portugal procura dupla de repórteres para invadirem festivais de Verão

O MySpace Portugal lança hoje um passatempo para encontrar a melhor dupla de utilizadores portugueses para ocuparem o lugar de repórteres oficiais nos Festivais de Verão. Aos vencedores o MySpace Portugal oferece a oportunidade de assistirem gratuitamente, como verdadeiros repórteres, aos principais festivais do País.

O desafio é passar a experiência vivida nos vários festivais a todos os utilizadores do MySpace Portugal, através de reportagens reais que estarão disponíveis online no próprio dia. Para isso precisarão de ter muita energia para não perderem nenhum dos melhores momentos, tanto do ambiente, como dos espectáculos. O que se procura são dois verdadeiros espíritos de repórteres, capazes de ter olho para o que verdadeiramente interessa.

Os vencedores seleccionados serão aqueles que conseguirem provar que são a melhor dupla de repórteres MySpace. Para isso, cada equipa tem que fazer o upload de um vídeo, num dos perfis dos elementos, que justifique porque é que merece vencer. Para validarem a participação no passatempo, cada par deverá enviar o link do perfil, onde está destacado o vídeo, juntamente com email e número de telefone para passatempo@teammyportugal.com até ao próximo dia 5 de Julho. A escolha dos vencedores será da inteira responsabilidade da equipa do MySpace e será anunciada dia 7 deste mês através do MyPortugal.

Cartão do cidadão poderá ser pedido em Almada ainda este ano

Até ao final do ano, abrirá em Almada uma loja do munícipe onde vai ser possível pedir o cartão de cidadão. O serviço vai funcionar na Praça M.F.A., no centro da cidade, e, segundo a autarquia, irá contribuir para ajudar a reabilitar o comércio.

A presidente da Câmara de Almada, Maria Emília de Sousa, adiantou à Lusa que esta é "apenas uma das várias iniciativas que estão no programa de apoio à dinamização do comércio local". "Para além dos serviços da câmara num balcão único, haverá também o balcão do cartão do cidadão", sublinhou a autarca.

Desde o início do ano que os comerciantes do centro de Almada têm demonstrado o seu descontentamento com a "desertificação" da cidade (que alegam ser desde a inauguração do metro, em Dezembro de 2008) com vários protestos.

Maria Emília de Sousa desdramatiza os protestos, referindo que com o balcão multi-serviços e com o cartão do cidadão vai atrair "muita gente para aquele território".

A autarca acrescentou ainda que este é "só mais um dos projectos" para dinamizar o comércio em Almada a que se acrescentam as candidaturas ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), sendo que, este é "exclusivamente um investimento municipal". A câmara apresentou várias candidaturas ao QREN, tendo sido aprovadas cinco num investimento de 13 milhões de euros.

A promoção da zona de Almada mais antiga e a dinamização do comércio tradicional é um dos projectos que pretende qualificar os recursos humanos e promover o emprego, assim como o "Quarteirão das Artes" que será um espaço para a instalação de actividades económicas e o gabinete de apoio à criação de emprego são alguns dos projectos do município.

Os custos dos equipamentos para o balcão rondam os 250 mil euros e serão "assegurados" pela autarquia, à excepção do material informático e máquinas que será o Instituto de Registos e Notariado a assegurar.

Quanto à loja do cidadão ser ou não uma realidade em Almada, Maria Emília de Sousa reafirmou que o processo "não está fechado, foram propostos três espaços, dois públicos e um privado, e aguardamos uma deslocação para apreciação, ‘in loco’, dos espaços disponíveis, por parte da Estrutura de Missão, conforme nosso ofício de Abril".

Wall Street abre em baixa com aumento do desemprego a pressionar

As bolsas norte-americanas abriram a negociar em terreno negativo depois de ter sido divulgado que o número de postos de trabalho diminuiu em 467.000 em Junho, um indicador de que os recentes estímulos implementados pelo Governo não estão a revitalizar o mercado laboral.

O Dow Jones descia 0,63% para 8450,48 pontos, oNasdaq perdia 1,26% para 1822,40 pontos e o S&P desvalorizava 0,53% para 918,41 pontos.

Tesouro norte-americano nomeia nove gestoras de fundos para eliminar activos tóxicos

O departamento do tesouro norte-americano irá nomear nove gestores de fundos para gerir o programa de limpeza de activos tóxicos dos principais bancos, revelou hoje a Reuters.

O programa Public-Private Investment Program tem por objectivo o uso de capitais públicos e privados para a compra de activos que perderam valor e estão a inquinar os balanços dos bancos.

Algumas das firmas incluídas pelo programa poderão ser a Allianz, a Pacific Investment Management, BlackRock e os investidores privados Wibur Ross e Angelo Gordon.

O programa revela parte dos esforços de Obama para fortalecer a indústria bancária através do aumento de fluxos de crédito e introdução de medidas de segurança necessária à saúde da economia.

No entanto, o potencial do programa poderá ser diluído pela falta de interesse dos vendedores ou pela cautela dos investidores privados na compra desses dos activos tóxicos

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