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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Cartão do cidadão poderá ser pedido em Almada ainda este ano

Até ao final do ano, abrirá em Almada uma loja do munícipe onde vai ser possível pedir o cartão de cidadão. O serviço vai funcionar na Praça M.F.A., no centro da cidade, e, segundo a autarquia, irá contribuir para ajudar a reabilitar o comércio.

A presidente da Câmara de Almada, Maria Emília de Sousa, adiantou à Lusa que esta é "apenas uma das várias iniciativas que estão no programa de apoio à dinamização do comércio local". "Para além dos serviços da câmara num balcão único, haverá também o balcão do cartão do cidadão", sublinhou a autarca.

Desde o início do ano que os comerciantes do centro de Almada têm demonstrado o seu descontentamento com a "desertificação" da cidade (que alegam ser desde a inauguração do metro, em Dezembro de 2008) com vários protestos.

Maria Emília de Sousa desdramatiza os protestos, referindo que com o balcão multi-serviços e com o cartão do cidadão vai atrair "muita gente para aquele território".

A autarca acrescentou ainda que este é "só mais um dos projectos" para dinamizar o comércio em Almada a que se acrescentam as candidaturas ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), sendo que, este é "exclusivamente um investimento municipal". A câmara apresentou várias candidaturas ao QREN, tendo sido aprovadas cinco num investimento de 13 milhões de euros.

A promoção da zona de Almada mais antiga e a dinamização do comércio tradicional é um dos projectos que pretende qualificar os recursos humanos e promover o emprego, assim como o "Quarteirão das Artes" que será um espaço para a instalação de actividades económicas e o gabinete de apoio à criação de emprego são alguns dos projectos do município.

Os custos dos equipamentos para o balcão rondam os 250 mil euros e serão "assegurados" pela autarquia, à excepção do material informático e máquinas que será o Instituto de Registos e Notariado a assegurar.

Quanto à loja do cidadão ser ou não uma realidade em Almada, Maria Emília de Sousa reafirmou que o processo "não está fechado, foram propostos três espaços, dois públicos e um privado, e aguardamos uma deslocação para apreciação, ‘in loco’, dos espaços disponíveis, por parte da Estrutura de Missão, conforme nosso ofício de Abril".

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