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terça-feira, 28 de julho de 2009

Acções do Fundo da Segurança Social caíram 39 por cento em 2008

As acções compradas pelo Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social, como forma de rentabilizar os fundos da Previdência em capitalização, sofreram uma desvalorização em 2008 de 39 por cento, segundo dados fornecidos ao Parlamento pelo gabinete doministro do Trabalho, citados pelo jornal "Diário de Notícias"

O FEFSS valia em dezembro de 2008 8343,32 milhões de euros. A sua carteira de aplicações é definida por lei e com um limite de 25 por cento para aplicação em acções. No final de 2009, o peso das acções no total da carteira representava 16,6 por cento, já descontada a desvalorização sofrida.

O documento do gabinete do ministro do Trabalho foi enviado a cinco deputados do PSD em resposta a perguntas, suscitadas quando se tornou conhecido que a Segurança Social efectuara aplicações em títulos de capital com algum risco, quando era já expectável a aproximação de uma crise financeira de elevadas proporções.

O Governo justifcou na altura - e continua a justificar na resposta enviada aos deputados - que a crise não estava à vista quando as aplicações foram feitas. "Não era expectável uma crise com aquelas dimensões e isso repercutiu-se em todos os fundos de pensões", justificou ao jornal o presidente do Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social, Manuel Baganha.

Baganha justifica que o investimento em acções tem de ser visto numa perspectiva de longa prazo e que em 30 anos as acções se vão valorizar, justificando o investimento efectuado.

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