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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Forte queda da banca pressiona bolsa

A bolsa portuguesa encerrou a sessão a negociar em queda, penalizada pela desvalorização acentuada do sector da banca e da Galp Energia. Ainda assim, o índice nacional terminou novamente a semana em alta, depois de ter avançado mais de 3% na semana anterior.

O índice PSI-20 fechou a cair 0,62% para os 7.253,69 pontos, com 13 acções em queda e sete em alta. Na Europa, a tendência também foi de queda, à excepção da praça espanhola e britânica, com as bolsas a inverterem o sentimento positivo da abertura, a corrigirem de nove sessões de ganhos.

Apesar da queda de hoje, o índice de referência registou no acumulado das últimas cinco sessões uma valorização de 0,83%, naquela que é a segunda semana consecutiva de ganhos da bolsa portuguesa.

A pressionar a bolsa portuguesa esteve hoje o sector financeiro, com o BPI a liderar as quedas. O banco liderado por Fernando Ulrich recuou 3,54 para 1,91 euros, depois de ontem ter apresentado resultados. A instituição terminou o primeiro semestre com lucros de 89 milhões de euros, em linha com as estimativas do mercado. Ainda assim, o ESR destaca que os resultados operacionais foram fracos e decepcionantes.

Ainda na banca, o BCP perdeu 2% para 0,735 euros, no dia em que o Caixa BI adiantou que a entidade deverá apresentar na próxima semana uma quebra dos lucros do semestre na casa dos 40%, para os 51,8 milhões de euros.

Já o BES, que também apresenta resultados na próxima semana, recuou 1,26% para 4,32 euros.

A penalizar esteve também a Galp Energia, que caiu 1,15% para 9,48 euros, enquanto a EDP cedeu 0,18% para 2,79 euros. Já a EDP Renováveis contrariou o sentimento negativo, ao subir 1,10% para 7,25 euros, e impediu a bolsa de registar uma queda mais acentuada.

No sector das telecomunicações, a Portugal Telecom avançou 0,01% para 7,15 euros, no dia em que recebeu uma recomendação positiva por parte do Banif. O banco de investimento elevou o preço-alvo da operadora de 7,19 para 7,63 euros, mantendo a recomendação de “acumular”, depois de ter actualizado as suas estimativas para a empresa e alterado o horizonte temporal da avaliação para o final de 2010.

A Sonaecom e a Zon não escaparam às perdas e deslizaram 2,57% para 1,82 euros e 1,07% para 3,969 euros, respectivamente, com ambas as empresas a corrigirem das fortes subidas das últimas sessões.

A travar maiores quedas esteve também a Brisa, que apreciou 0,40% para 5,521 euros, animada pelas estimativas dos analistas para as contas da concessionária no primeiro semestre. Segundo a média de estimativas de seis analistas contactados pela Reuters, o resultado líquido da Brisa terá subido 5,5% para 28,5 milhões de euros no segundo trimestre de 2009, suportado em menores custos operacionais e pelo efeito deste ano a Páscoa ter ocorrido em Abril.

Fora do PSI-20, destaque para a Impresa, que disparou 10,20% para 1,08 euros, depois de ter chegado a subir mais de 14% na sessão. A impulsionar a empresa de media esteve a notícia que a SIC e a Portugal Telecom celebraram hoje uma parceria para a área dos conteúdos, que prevê a renovação dos acordos para a distribuição dos canais da Impresa no Meo. Além disso, a estação de televisão vai lançar um novo canal, dedicado ao público infantil, que será lançado em 2010 apenas na plataforma da PT.

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