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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

PT e banca suportam bolsa na abertura

A bolsa nacional iniciou a última sessão da semana em terreno positivo, em linha com as principais pares europeias, a beneficiar da valorização da Portugal Telecom (PT) e dos títulos do sector financeiro, nomeadamente do Banco Comercial Português (BCP) e do Banco Espírito Santo (BES). Nenhum título desvalorizava.

O PSI-20 subia 0,75% para os 7.785,16 pontos, depois de já ontem ter interrompido um ciclo de três sessões negativas, e negociava com 18 títulos em alta e dois estáveis. Os índices europeus que já iniciaram a sessão também transaccionavam em alta.

A Portugal Telecom (PT) somava 0,69% para os 7,16 euros, depois desta semana ter visto a sua cotação ter sido penalizada pelo anúncio da multa aplicada pela Autoridade da Concorrência (AdC) por abuso de posição dominante no segmento de banda larga.

No sector das telecomunicações, a Zon Multimedia subia 0,49% para os 4,09 euros, enquanto a Sonaecomvalorizava 1,07% para os 1,799 euros.

No sector financeiro, o BPI liderava os ganhos ao avançar 1,59% para os 2,043 euros, enquanto o BESganhava 0,64% para os 4,549 euros e o BCP apreciava 1,10% para cotar nos 0,918 euros.

Entre os pesos-pesados, a Energias de Portugal (EDP) negociava nos 2,98 euros, com uma subida de 0,44%. AEDP Renováveis valorizava 0,49% para os 6,974 euros enquanto a Galp Energia apreciava 0,83% para os 10,31 euros num dia positivo para o petróleo nos mercados internacionais.

Retoma ameaça reforma radical do sistema financeiro

A reforma radical do funcionamento do sistema financeiro, anunciada por todos os governos dos países mais ricos no auge da crise, pode estar agora mais distante e a culpa é dos sinais de retoma dados pela economia mundial durante os últimos meses.

Com os ministros da Finanças dos países do G20 a reunirem-se hoje e amanhã em Londres para prepararem o encontro de chefes de Estado agendado para Pittsburgh no final do mês, o ímpeto reformador revelado pelos líderes mundiais nos anteriores encontros do G20 parece estar bastante mais moderado. Na Europa, a prioridade parece estar concentrada na imposição de limites aos bonus entregues pelas instituições financeiras aos seus gestores, não havendo ainda um acordo em relação às questões mais vastas da regulação do sistema. Nos EUA, a administração Obama, através do secretário do Tesouro, Timothy Geithner, já apresentou um plano concreto de reformas, mas ainda é preciso obter o acordo do Congresso, algo que se adivinha difícil.

E por isso, já há quem avise que as mudanças necessárias para se evitarem a eclosão de novas crises semelhantes podem já estar em causa. Nas últimas semanas, um pouco por todo o mundo, surgiram alertas de vários quadrantes. Esta semana, em declarações à agência Bloomberg, Raghuram Rajan, antigo economista chefe do FMI, disse que “como temos uma retoma, lidar com os verdadeiros problemas vai ser mais difícil”, enquanto Stephen Ceccheti, do Banco Internacional de Pagamentos, revelou estar “muito preocupado que a recuperação apareça e a vontade de efectivamente reparar o sistema desapareça”.

O principal problema referido está na possibilidade de, num cenário em que os bancos voltam a emprestar e as bolsas a subir, comece a faltar a vontade política para tomar medidas que impliquem constrangimentos ao sector financeiro. Durante esta semana, Adair Turner, presidente da entidade que regula o sistema financeiro no Reino Unido, defendeu a imposição de limites significativos à actividade dos bancos e teve como resposta um protesto generalizado dos responsáveis do sector, algo que dificilmente poderia ter acontecido no auge da crise, quando a necessidade de recorrer a uma ajuda estatal era, para todos os bancos, uma possibilidade.

José Reis, professor na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, concorda com quem considera a reforma do sistema ameaçada e diz que “a hesitação [nas mudanças] é um risco sério”. “Há governos que revelam consciência do essencial – a necessidade de arbitragem política e social da economia – mas mesmo esses sofrem a pressão da ansiedade do curto prazo e da ilusão da retoma”, defende. Este economista diz ainda que “a profunda falta de memória e de saber histórico que os economistas insensíveis ao mundo revelaram vai ser usada para evitar ou adiar reformas, sem dúvida”.

Eduardo Paz Ferreira, professor da Faculdade de Direito de Lisboa, está menos pessimista. Apesar de reconhecer que “há um pouco de verdade” na ideia de que a recuperação pode adiar as mudanças, defende que “não se pode estar à espera de um mal pior para que depois surja depois o bem redentor”. “Acredito que a tendência de reformar o sistema a que se assiste desde o início da crise é para manter”, afirma, destacando em particular a posição que tem vindo a ser assumida pela Administração Obama.

Tóquio fecha em baixa ligeira

O principal índice da bolsa de Toquio terminou a sessão de sexta com uma ligeira baixa. O Nikkei fechou a perder 0,27 por cento, revelando a prudência dos investidores face à reunião que os ministros das finanças do G20.
No indice alargado, as perdas foram ainda maiores, com o Topix a perder 0,75 por cento

Finanças enviam hoje aos sindicatos nova proposta de carreiras para a DGCI

O Ministério das Finanças vai enviar hoje uma nova proposta de revisão de carreiras da Direcção-Geral dos Impostos aos sindicatos que representam os respectivos trabalhadores.

Depois da discussão da primeira proposta governamental à mesa das negociações e da apresentação de várias contra-propostas, os sindicatos esperam que o novo documento contemple algumas das reivindicações sindicais.

A redução nas remunerações e o vínculo por nomeação são os principais pontos de divergência entre alguns sindicatos e o Governo, nomeadamente o Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado.

Estes dois sindicatos criticaram o facto de o Governo apenas querer atribuir aos cargos de chefia o vínculo por nomeação, deixando os restantes trabalhadores mais vulneráveis.

Os inspectores do fisco, que também vão ser abrangidos por esta revisão de carreiras, suspenderam na semana passada uma greve ao uso de meios próprios para efectuarem as inspecções fiscais até receberem a nova proposta do secretário de Estados dos Assuntos Fiscais.

A Associação dos Profissionais da Inspecção Tributária (APIT), que representa os inspectores do fisco, reivindica a aplicação do vínculo de nomeação definitiva a todos os funcionários da Direcção-geral das Contribuições e Impostos.

Se o Executivo insistir na aplicação do novo modelo de vínculo apenas aos chefes de repartição de finanças e aos inspectores tributários, a APIT vai sugerir a entrega dos cartões profissionais ao ministro das Finanças e vai propor a realização de vigílias nos serviços.

A Direcção-geral das Contribuições e Impostos tem cerca de 11 mil trabalhadores, dos quais cerca de 2 mil são inspectores tributários.

Lisboa abre em alta, em sintonia com Europa

A Bolsa de valores de lisboa abriu a ultima sessão da semana a negociar em alta, em sintonia com algumas das congêneres europeias.

Na abertura da sessão o PSI-20 registava um crescimento de um por cento. à excpeção da Cimpor, todos os títulos do PSI_20 arrancaram em terreno positivo.

Na Alemanha, o Dax abriu a valorizar 0,51 por cento; em Paris, a bolsda abriu a crescer 0,39 por cento e em Londres o Footsie crescia 0,31

Apoios a duas mil PME do sector do vestuário, têxtil e calçado ascendem já a 554 milhões de euros

O Governo já concedeu 554 milhões a cerca de 2.000 empresas da indústria do têxtil, vestuário e calçado no âmbito do Plano de Apoio ao Sector das Indústrias da Moda, entre linhas de crédito, seguros de crédito e outros apoios à internacionalização.

O Plano de Apoio ao Sector das Indústrias da Moda (PADIM) tem uma dotação de 850 milhões de euros para apoio aos sectores do têxtil, vestuário e calçado e inclui 23 medidas específicas para aquelas indústrias, no âmbito dos incentivos transversais de apoio à economia.

Divididas em quatro eixos, as 23 medidas específicas de apoio àquelas indústrias apostam no apoio ao financiamento, exportações e promoção externa das empresas, modernização tecnológica e estímulo ao emprego e qualificação.

Os 554 milhões de euros representam cerca de dois terços (65 por cento) da dotação total e grande parte (329 milhões) diz respeito a 1.655 projectos referentes a linhas de crédito PME Investe, de acordo com dados do Ministério da Economia.

Também no domínio do financiamento (Eixo 1), foram aprovados 22 projectos de acesso a capital de risco, no montante de 64 milhões de euros

No Eixo 2, de "apoio à internacionalização e promoção externa", 137 empresas beneficiaram do Programa PME Segura (seguros de crédito), garantindo mais de 86 milhões de euros de exportações e 55 projectos foram aprovados para o apoio à internacionalização, no âmbito do QREN, num montante superior a 25 milhões de euros.

Já no Eixo 3, de "Ajustamento do perfil industrial e tecnológico do sector", foram apoiados 183 projectos (QREN), num valor de incentivo superior a 50 milhões de euros.

O quarto eixo do plano visa "assegurar os níveis de emprego, nomeadamente emprego qualificado durante os anos de 2009 e 2010, e promover a formação profissional e a qualificação dos recursos humanos".

O plano de apoio foi desenvolvido pelo Ministério da Economia e da Inovação em conjunto com várias associações empresariais do sector, tendo em conta que a indústria do têxtil, vestuário e calçado apresenta "uma forte vocação exportadora".

De acordo com dados do Ministério da Economia, as empresas de têxtil e vestuário representam 12 por cento das exportações portuguesas e 23 por cento do emprego da indústria transformadora. O sector do calçado representa 4 por cento do total das exportações nacionais 6 por cento do emprego da indústria transformadora.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Sistema detecta 420 carros furtados

A PSP e a GNR identificaram 420 veículos furtados através do sistema de detecção electrónica de matrículas. Os dados do "polícia automático" foram ontem, quarta-feira, divulgados numa cerimónia presidida por Rui Pereira.

O Ministro da Administração Interna lembrou que este projecto surgiu de reuniões que manteve o ano passado com as forças de segurança e que tem o apoio financeiro das empresas seguradoras. É que o Polícia Automático também detecta carros em situação irregular como a ausência do seguro obrigatório. Os dados revelam que foram detectados cerca de 10 500 automobilistas nessa situação.

Os 17 carros das forças de segurança (9 da GNR e 8 da PSP) levam a bordo um computador e, nos tejadilhos, uma câmara de infravermelhos. As matrículas são descodificadas pelo computador e cruzadas com as bases de dados da PSP e das seguradoras. O sistema é, conforme foi referido na cerimónia e realçado no filme de apresentação, muito importante para o combate ao "carjaking".

Os números divulgados referem-se, no caso da GNR, ao primeiro semestre deste ano, numa altura em que esta força de segurança ainda se encontrava em fase de testes. A PSP começou a utilizar o sistema em Junho. Para já, os carros circulam em Lisboa, Porto, Braga, Aveiro, Setúbal e Faro. O Objectivo do ministro é de alargar o sistema a todo o país.

Durante este período foram realizadas 109 643 leituras de matriculas. Para além dos 420 carros que se apurou serem furtados, registaram-se ainda 812 sobre os quais recaía ordem de apreensão.

O Polícia Automático, segundo José Magalhães, secretário de Estado Adjunto, poderá vir a ser utilizado noutras funções que não apenas as criminais. Vai ser assinado um protocolo com a Câmara Municipal de Portimão, no qual se prevê a utilização deste sistema, mas na modalidade fixa, para o acompanhamento do volume do trânsito.

O equipamento de cada um dos carros das forças de segurança custou cerca de 11 mil euros, segundo disse o ministro.

Novos pedidos de subsídio de desemprego caem menos do que o esperado

Os novos pedidos de subsídio de desemprego caíram menos do que o esperado pelos economistas, mas o número total de pessoas a beneficiar do subsídio aumentou.

As candidaturas caíram em 4.000 para 570 mil, na semana que terminou a 29 de Agosto, excedendo a estimativa média dos economistas.

Os despedimentos são uma das causas por que os economistas projectam que a despesa dos consumidores, que conta para 70% do produto interno bruto da economia, será lenta a recuperar, indicando que a retoma da economia vai demorar algum tempo até ganhar velocidade.

Os analistas inquiridos pela Bloomberg, estimam que o relatório do Departamento do Trabalho a ser divulgado amanhã mostre que o número de assalariados tenha caído em 230 mil, durante Agosto, naquela que seria a menor queda num ano.

Os pedidos de subsídios, novos e já existentes, aumentaram em 92 mil, na semana que terminou a 22 de Agosto, para 6,23 milhões. Trinta e dois estados norte-americanos reportaram uma diminuição dos pedidos, enquanto em 21 aumentou o número de pedidos. Estes dados são apresentados uma semana mais tarde.

Governo aprova regime da venda forçada de casas

O governo aprovou hoje em Conselho de Ministros o decreto-lei do regime jurídico da reabilitação urbana que, entre outros aspectos, abre a porta à venda forçada de casas, caso os proprietários se recusem a efectuar as obras de reabilitação dos imóveis.

A aprovação do diploma surge na sequência da publicação, no Diário da República de ontem, da autorização legislativa concedida pelo Parlamento em relação ao regime jurídico da reabilitação urbana.

O diploma agora aprovado em conselho de Ministros tem gerado muita contestação, sobretudo entre as associações de proprietários por considerarem que está em causa um atentado ao direito constitucional à propriedade privada.

Cavaco Silva também teve dúvidas sobre a constitucionalidade do diploma, mas o Tribunal Constitucional já se pronunciou sobre o assunto, considerando que a nova lei não põe em causa os direitos dos cidadãos.

Além deste diploma, que procura inverter a situação progressiva das cidades, o conselho de ministros aprovou também uma alteração ao regime jurídico das obras em prédios arrendados (decreto-lei nº 157/2006).

Assim que este novo diploma entrar em vigor, os inquilinos de prédios arrendados podem ser despejados, sem direito a indemnização e a realojamento por parte do proprietário, caso seja necessário efectuar obras de reabilitação de fundo. Nesta situação estão apenas os inquilinos com contratos de arrendamento posteriores a 1990 (e a 1995 nos arrendamentos comerciais e industriais).

Quem tenha contratos de arrendamento mais antigos, mantém os mesmos direitos já consagrados no decreto-lei, isto é, continuam a ter direito a uma indemnização e a realojamento.

Bolsa nacional sobe 1% impulsionada pelo BCP e PT

A bolsa nacional encerrou a sessão de hoje em terreno positivo após três sessões em queda. O PSI-20 resistiu às desvalorizações registadas na Europa com 17 títulos em alta, impulsionado pelos títulos do Banco Comercial Português e da Portugal Telecom.

O principal índice da bolsa portuguesa avançou para os 7.726,97 pontos, com 17 títulos em alta, dois em queda e um inalterado, e contrariou as quedas da maioria das praças europeias.

Na bolsa nacional, o BCP e a Portugal Telecom foram os títulos que mais penalizaram o PSI-20. O banco liderado por Carlos Santos Ferreira subiu 2,14% para os 0,908 euros, com mais de 13 milhões de títulos negociados.

Ainda no sector bancário, o BES fechou inalterado nos 4,52 euros e o BPI avançou 0,45% para os euros.

A Portugal Telecom encerrou a sessão de hoje a subir 1,44% para os 7,111 euros, depois de ter perdido mais de 3% na sessão de ontem, penalizada pela multa aplicada à empresa e à Zon Multimédia por abuso de posição dominante.

Os títulos da empresa liderada por Rodrigo Costa caíram 0,49% para os 4,07 euros. Além da Zon, apenas aREN encerrou em terreno negativo. A empresa liderada por José Penedos caiu 0,96% para os 2,78 euros.

Em alta encerraram ainda os títulos da Galp Energia, com um ganho de 1,54% para os 10,225 euros, e da EDPque avançou 0,78% para os 2,967 euros. Os títulos da EDP Renováveis subiram 0,52% para os 6,94 euros.

Fora do PSI-20 destaque para a forte subida da Impresa provocada pela instabilidade que se vive na TVI, após o cancelamento do Jornal Nacional e consequente demissão de toda a direcção de informação.

Os títulos do grupo liderado por Francisco Pinto Balsemão chegaram a subir 11,11% e fecharam a ganhar 10,32% para 1,39 euros.

Governo aprova regime específico para as instituições de pagamento

O Conselho de Ministros aprovou hoje um regime específico para as instituições de pagamento, que as obriga a pedir autorização ao Banco de Portugal e a respeitar critérios prudenciais, aquando da sua criação ou manutenção.

Em causa estão sobretudo operadores que agem exclusivamente na qualidade de intermediários, limitando-se a realizar pagamento a fornecedores terceiros – como a “Pay-Shop” do grupo CTT – e agências que se dedicam ao envio de fundos, muito dinâmicas entre as comunidades imigrantes.

O novo regime transpõe para a legislação nacional uma directiva comunitária aprovada em 2007, que vem substituir as regras nacionais em vigor por um conjunto de disposições válidas no mercado interno e que permitirá às instituições de pagamento autorizadas num Estado-membro operarem em toda a União Europeia.

O regime consagra como categoria específica os prestadores de serviços de pagamento, que passam a ser designados de “instituições de pagamento”, e que podem abranger supermercados e outros retalhistas que permitem aos seus clientes pagar serviços públicos e facturas domésticas periódicas, como a água e a luz.

Este novo enquadramento estabelece que as instituições de pagamento só podem criadas, ou mantidas, caso respeitem “requisitos prudenciais proporcionais aos riscos operacionais e financeiros assumidos no exercício da actividade”.

Ficam ainda obrigadas a adoptar medidas que “garantam a segregação entre os fundos dos clientes e os respectivos fundos”, e a dispor de “mecanismos de controlo interno adequados a dar cumprimento às obrigações em matéria de luta contra o branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo”.

Este regime precisa ainda o tipo de informação que tem de ser fornecida, sublinhando que fica “expressamente consagrado o direito de o consumidor receber gratuitamente a informação pertinente antes de ficar vinculado por qualquer contrato de prestação de serviços de pagamento”.

Quanto aos prazos de execução, fica fixado que as operações têm de ser concluídas até ao final do primeiro dia útil seguinte ao da recepção da ordem de pagamento.

O comunicado do Conselho de Ministros acrescenta que é do prestador do serviço de pagamento a responsabilidade “pela execução correcta do pagamento” e por “qualquer falha das outras partes na cadeia de pagamentos, até à conta do beneficiário”.

Gripe A: seguros não cobrem despesas

Seguradoras só pagam as consultas quando o doente não sabe que tem gripeA maioria dos seguros de saúde não cobre as despesas ligadas a gripe A ou directamente ligadas à situação de pandemia, informou esta quinta-feira o presidente da Associação Portuguesa de Seguradoras (APS), Pedro Seixas Vale.

Portugueses mais adeptos dos PPR

«A norma é que não há cobertura de despesas em caso de uma doença pandémica», diz Pedro Seixas Vale que adverte, no entanto que, «se for a um médico so sector privado sem saber que tem gripe A e, depois, lhe for diagnosticada a doença ser-lhe-ão pagas essas despesas».

Isto porque, «quem faz um contrato de seguro tem de saber os riscos que corre. Se esta pandemia é a primeira, como saberei quais os riscos inerentes?», explica o responsável da APS.

Mais 700 milhões para seguradoras

No entanto, o sector já se mostrou disponível para colaborar com com o Ministério da Saúde, em caso de pandemia, disponibilizando as suas redes para informar as pessoas, em paralelo com a linha Saúde 24.

Em Portugal havia no final de 2008 cerca de dois milhões de pessoas com seguro de saúde, de acordo com dados oficiais.

Seguro de Saúde Vitalício em debate

«Comprar um seguro vitalício é como comprar um Jaguar». Por isso mesmo, é que o presidente da APS considera «irrealista» a possibilidade deste novo seguro estar à venda em Janeiro de 2010.

«Fazer um seguro vitalício, que pode durar cem anos, é algo de muita responsabilidade e que, por isso, tem de se fazer muitas regras», diz Pedro Seixas Vale.

A APS e o Instituto de Seguros de Portugal estão a discutir este assunto e ainda não se sabe, por enquanto, quando está pronto.

Brent inverte tendência após manhã de ganhos

Barril de Brent custa 67,29 dólaresDepois de uma valorização de manhã, os preços do petróleo seguem, nesta tarde de quinta-feira em terreno misto.

O preço da matéria-prima subiu depois de se confirmar que houve uma diminuição dos stocks norte-americanos e que até se registou uma descida superior à esperada. São sinais de uma retoma no consumo de combustíveis na maior economia do mundo.

Assim, neste momento, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência ao mercado português está a descer 37 cêntimos para 67,29 dólares por cada barril.

No mercado de Nova Iorque, o crude de referência está a subir 0,07 dólares e cada barril custa 68,12 dólares.

TVI: Sindicato mostra «repulsa e indignação»

Sindicato diz que há uma «ingerência ilegítima e completamente inaceitável da Administração»
O Sindicato dos Jornalistas (SJ) está preocupado com a demissão de Direcção de Informação da TVI. Em comunicado, mostra «indignação e repulsa» pelo sucedido.

«A Direcção do Sindicato dos Jornalistas tomou conhecimento de notícias dando conta da demissão da Direcção de Informação da TVI e de que tal atitude terá sido tomada após a comunicação, pela Administração, da decisão de extinguir o serviço noticioso Jornal Nacional. A ser verdadeira, tal extinção só pode ser recebida pelo SJ com indignação e repulsa, pois representaria uma ingerência ilegítima e completamente inaceitável da Administração na esfera da competência exclusivamente reservada à Direcção de Informação», pode ler-se no documento.

Por outro lado, o Sindicato dos Jornalistas alerta que as notícias «estão a lançar sobre a TVI e a sua Administração uma suspeição de tal modo grave que exigem da parte desta, desde logo em nome da transparência, um cabal esclarecimento das circunstâncias que conduziram à demissão verificada».

E termina dizendo que cabe à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) «agir de modo a esclarecer cabalmente as circunstâncias e as razões da demissão da Direcção de Informação».

Euro está em alta face ao dólar

BCE deixou juros inalteradosO euro segue, nesta dessão de quinta-feira, a valorizar face ao dólar. A moeda única está a subir 0,11 por cento.

A divisa da Zona Euro está a ganhar terreno face à meda norte-americana, no dia em que o Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter as taxas de juro no mínimo histórico de 1%.

Contra o dólar, o euro segue a somar 0,11% e cada unidade vale 1,4275 dólares.

Bolsa abandona pessimismo e fecha firme nos ganhos

Estados Unidos seguem em altaO PSI20 fechou a sessão desta quinta-feira a subir 1 por cento com apenas duas empresas no vermelho e uma inalterada.

A liderar os ganhos ficou a Altri SGPS. A empresa avançou 3,71% para 3,07 euros por cada acção.

O sector da construção, que esteve em forte queda na passada sessão, voltou aos ganhos. A Mota Engil ganhou 2,46% para 3,28 euros e a Teixeira Duarte valorizou 1,53% para 0,99 euros.

Na energia, o peso pesado EDP somou 0,78% para 2,96 euros e, o peso pesado das telecomunicações, a Portugal Telecom ganhou 1,44% para 7,11 euros.

Do lado das quedas ficou apenas a Zon Multimédia a descer 0,48% para 4,07 euros e a REN a perder 0,96% para 2,78 euros por cada acção.

O único título que ficou inalterado foi o banco BES com cada acção a valer 4,52 euros.

Na Europa, só o índice espanhol ficou em alta. O IBEX subiu 0,17%. De resto, os títulos perderam numa sessão marcada pelo pessimismo no sector farmacêutico e também no energético.

Do outro lado do Atlântico, e devido às previsões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que dão conta de que a recuperação poderá chegar mais cedo do que se pensa, os mercados seguem a sessão em alta.

Luz: preços livres conquistam mais de 238 mil clientes

Número de consumidores multiplica-se por 20Desde a abertura do mercado liberalizado de electricidade a 4 de Setembro de 2006, os preços livres já conquistaram mais de 238 mil consumidores. Assim, o número de clientes que há três anos preferiam o Mibel (11 mil) multiplicou-se por 20, de acordo com os dados até Julho deste ano da Entidade Regulador dos Serviços Energéticos. Já representa mais de 1/4 do total do consumo no país.

A ERSE concluiu ainda que se registou um crescimento médio de cerca de 70% até final de 2007 e de cerca de 8% desde início de 2008 até ao presente.

De facto, houve um decréscimo acentuado do consumo em mercado liberalizado a partir do final de 2007, mas este ano, face às novas condições de mercado, foi possível dar-se um forte crescimento deste mercado (mais 37% em Julho face há um ano atrás). Em 2009, a percentagem do consumo no mercado liberalizado supera os valores do início do período da sua abertura. O Mibel já representa mais de 1/4 (28,7%) de todo o consumo de electricidade no país (mercado regulado e liberalizado).

Industriais «pesam» 63%

Segundo o regulador, este decréscimo do consumo em mercado liberalizado a partir do final de 2007 deveu-se, sobretudo, à saída de clientes industriais. «Está associado a uma redução da actividade dos comercializadores espanhóis a actuar em Portugal», justifica a entidade.

Já o forte crescimento este ano assenta no crescimento dos segmentos de clientes industriais e de grandes clientes. Aqui, todos os comercializadores estão a crescer em volume, mas a EDP começa a perder quota de mercado. O pico da eléctrica nacional foi no terceiro trimestre de 2008, quando detinha 89%. Actualmente, a EDP Comercial regista 64% da quota, pertencendo 14% à Endesa, 17% à Iberdrola e os restantes 6% à Unión Fenosa.

Hoje, os industriais representam a maior fatia de clientes (63,1%), seguidos dos grandes clientes (20,7%). Apenas 16,2% diz respeito a consumidores domésticos e pequenas empresas.

De referir que, para a ERSE, este aumento de clientes e consumo em Mibel deve-se a passos que viabilizaram que este se tornasse economicamente mais atractivo como: a reorganização do sector, a regulação dos monopólios naturais, as mudanças na fórmula de cálculo das tarifas e a descida dos preços do carvão e petróleo depois dos máximos registados em 2008.

Fim da crise: ministro Economia pede prudência nas decisões

Teixeira dos Santos lembra que «convém não desligar o doente da máquina demasiado cedo»O ministro da Economia e Inovação, Teixeira dos Santos, disse, esta quinta-feira, em Aveiro, a propósito da actual situação económica que «convém não desligar o doente da máquina, enquanto não houver sinais de que está restabelecido e em boa forma para poder, por si só, caminhar e enfrentar as dificuldades», noticia a Lusa.

Teixeira dos Santos utilizou esta imagem para defender que o Governo deve continuar a apoiar a economia, as empresas e os trabalhadores enquanto as dificuldades da crise económica não estiverem completamente ultrapassadas.

«A nível europeu começa-se a discutir a questão de saber até quando os governos devem continuar a apoiar e a manter estes programas, uma vez que os sinais positivos começam a aparecer», disse o responsável, aconselhando prudência nas decisões.

Lucro dos CTT caiu dois por cento no primeiro semestre

O lucro dos CTT ascendeu a 31 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, menos dois por cento que no mesmo período de 2008, afirmou hoje o presidente da empresa, Estanislau Mata Costa.


"A recessão económica afectou o negócio, mas tal obrigou a uma aposta muito forte em termos de eficiência, traduzida numa redução dos custos de exploração", disse Estanislau Costa na conferência de imprensa de apresentação dos resultados dos CTT relativos ao primeiro semestre deste ano.

O gestor referiu também que a redução do resultado líquido no semestre em análise se traduziu numa quebra de 600 mil euros, quando comparado com idêntico período do ano passado, mas garantiu que os CTT "vão trabalhar" para atingir um resultado melhor no final do ano.

Em 2008, os CTT alcançaram lucros de 58,2 milhões de euros e a meta prevista para o final deste ano situa-se nos 58,6 milhões de euros.

O total dos custos de exploração ficou três por cento abaixo do valor registado no primeiro semestre do ano anterior, fixando-se nos 356,1 milhões de euros.

Os proveitos operacionais do grupo CTT caíram, também 3 por cento, para 414,2 milhões de euros, com os serviços de Correio tradicional a registarem a maior queda, na casa dos 3,6 por cento, para 11,4 milhões de euros.

O EBITDA (resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) do grupo CTT situou-se nos 58,1 milhões de euros, caindo 2,9 por cento face ao primeiro semestre do ano anterior, enquanto o EBIT quebrou 9,1 por cento, para 43,9 milhões de euros.

Apesar disso, os CTT destacam "a manutenção das margens ao nível do período homólogo de 2008, sendo de 14 por cento a margem EBITDA e de 10 por cento a margem EBIT".

Na Assembleia Geral foi decidido destinar um montante de 46,5 milhões de euros para dividendos, correspondente a um pay out ratio [percentagem dos lucros distribuídos na forma de dividendos]" de 80 por cento.

Por sua vez, para os trabalhadores foi aprovada a distribuição de resultados no montante de quatro milhões de euros.

Já o investimento realizado no primeiro semestre totalizou 7,7 milhões de euros, uma quebra de 9,3 por cento comparativamente a igual período de 2008.

Cerca de 60 por cento do investimento foi realizado principalmente pela empresa-mãe, correspondendo um terço às empresas CTT Expresso e Tourline.

Jardim Gonçalves avança com queixa-crime contra Joe Berardo

Jardim Gonçalves apresentou um novo processo contra Joe Berardo, devido a declarações do empresário madeirense à imprensa, afirmando que o antigo presidente do Banco Comercial Português (BCP) teria “roubado billions de euros aos accionistas”.

Num comunicado enviado à imprensa elaborado por Jardim Gonçalves, o antigo presidente do banco privado alude a uma entrevista dada por Joe Berardo ao Diário de Notícias, no passado domingo, 30 de Agosto, em que este afirmou que “Jardim Gonçalves roubou billions de euros aos accionistas [do BCP]”.

Jardim Gonçalves reage a estas declarações dizendo que “esta actuação caluniosa e ilícita do senhor José Berardo já não constitui novidade. Nos últimos dois anos, sempre que se referiu à minha pessoa, fez questão de utilizar termos grosseiros e gravemente injuriosos. Uma atitude reiterada que, para além de inadequada e injusta, não é, obviamente, inocente e meramente casual”.

Perante “tão vil, despropositada, grave e infamante acusação”, o antigo presidente do BCP decidiu dar entrada no Departamento de Investigação Penal com uma queixa-crime.

Jardim Gonçalves diz ainda repudiar “veementemente as declarações do senhor José Berardo”, lamentando que “tenham sido proferidas por um presidente de um corpo social do Banco Comercial Português em exercício de funções”.

“Berardo parece julgar-se superior à lei e mesmo aos tribunais, proferindo ‘sentenças’ e ‘condenações’ com o propósito, claro e deliberado, de atacar o meu bom nome e a minha vida pessoal e profissional”, acrescenta o antigo presidente do BCP.

Este é já o terceiro processo que Jardim Gonçalves move contra o empresário madeirense. As duas outras acções em curso estão, contudo, "pendentes de decisão judicial", destaca o comunicado.

Bolsa de Lisboa fecha a subir um por cento

A bolsa portuguesa fechou hoje sessão em alta, com o principal índice – o PSI-20 – a valorizar 1,0 por cento, para os 7.726,97 pontos, em contra-ciclo com as restantes bolsas europeias.

Dos títulos que integram o PSI-20, 18 registaram subidas e apenas dois encerraram a descer. O BCP e a Portugal Telecom (PT) foram os títulos que mais impulsionaram o índice bolsista, subindo 2,14 por cento e 1,44 por cento, respectivamente.

Fora do PSI-20, destacou-se a forte subida da Impresa, provocada pelas notícias vindas da TVI, onde foi anunciada a demissão da direcção de informação, na sequência do cancelamento do Jornal Nacional, apresentado por Manuela Moura Guedes.

As acções da dona da SIC chegaram a valorizar 11,11 por cento, fechando a sessão a subir 10,32 por cento para 1,39 euros.

Ao contrário da bolsa portuguesa, as principais praças europeias fecharam hoje no vermelho, com a bolsa de Paris a perder 0,55 por cento, a de Londres 0,43 por cento e a da Frankfurt 0,35 por cento.

Fitch baixa outlook da dívida portuguesa para negativo

A agência de notação de risco Fitch anunciou ter mantido o rating de longo-prazo da República Portuguesa em 'AA', mas baixou o outlook de longo prazo de 'estável' para 'negativo' devido ao eventual impacto da crise sob as finanças públicas.

A revisão em baixa do outlook da dívida portuguesa reflecte as preocupações da Fitch Ratings sobre o potencial impacto da crise económica global sobre as finanças públicas portuguesas no médio-prazo, devido às fraquezas estruturais do país, com o aumento do endividamento em todos os sectores da economia e o curto histórico da consolidação fiscal.

O produto interno bruto (PIB) per capita e a tendência de crescimento económico estão significativamente abaixo da média 'AA', o que reduz a tolerância à dívida relativamente a outros países, segundo a agência de notação de risco.

No entender da Fitch, é altamente provável que o rácio entre a dívida pública e o PIB venha a aumentar para mais de 80 por cento em 2011 e que será necessária uma consolidação fiscal de médio prazo significativa para colocar este rácio no caminho descendente.

"Portugal teve algum sucesso na implementação de reformas estruturais e fiscais desde 2005, mas o país permanece estruturalmente fraco em comparação com os seus pares", comentou Douglas Renwick, director-associado para a Europa Ocidental da Fitch, citado pela agência de informação financeira Bloomberg.

"Apesar de Portugal não ter sido desproporcionalmente afectado pela recessão mundial, a sua fraca posição inicial fez, como está reflectido nooutlook negativo, com que o rating da sua dívida fique mais vulnerável a este choque severo, económico e orçamental", frisou Douglas Renwick.

Windows Mobile 6.5 lançado a 6 de Outubro

O novo sistema operativo da Microsoft para smartphones será oficialmente lançado em Outubro, mais especificamente, no dia 6. Acer, HTC, LG Electronics, Samsung, Sony Ericsson e Toshiba são algumas das marcas que já deram o sim a esta versão e se preparam para a incluir nos seus produtos. O Windows Mobile 6.5 irá ter uma interface totalmente renovada, um conjunto de novas funcionalidades e vai aparecer especialmente orientado para os aparelhos com ecrã táctil.

Fisco penhora 300 mil bens a contribuintes faltosos

Entre os milhares que estão a contas com o Fisco, estão mais de oito mil pensionistas, noticia o “Diário de Notícias” que faz hoje um balanço das penhoras em curso. Ao todo, o Fisco lançou mais de 300 mil penhoras sobre carros, casas, lojas comerciais, salários e contas bancárias, por dívidas fiscais no valor de 7,8 mil milhões de euros.

Neste momento, acrescenta o jornal, estão, em hasta pública, 5000 tipos de bens, dos quais 2754 carros e milhares de imóveis. Em fase de leilão, já prontos para remate (venda), estão mais de cinco mil tipos de bens, dos quais 2754 carros e milhares de imóveis.

Só nesta fase, os bens em venda pela administração fiscal têm agregadas dívidas de 1,3 mil milhões de euros.

No rol de penhoras por dívidas fiscais - em impostos como o IRS, IRC ou IVA - estão em causa "cerca de 7,8 mil milhões de euros", de acordo com fontes oficiais do ministério tutelado por Teixeira dos Santos. Um montante significativo de impostos em falta, que resolveria o drama das Finanças Públicas do país.

Caso a administração fiscal conseguisse reaver estas dívidas - em pagamento voluntário ou através de cobranças coercivas, por intermédio de leilões - o Governo conseguiria anular o défice orçamental em 2009 e Portugal passaria a ser um dos países da Zona Euro com melhores contas públicas.

Recessão acelera envelhecimento da força de trabalho norte-americana

A pior recessão desde os anos 30 está a acelerar o envelhecimento da força de trabalho, com os empregados mais velhos a adiarem a reforma para aumentarem as suas poupanças e com os mais novos com mais dificuldades em encontrar emprego, a procurarem formação superior.

“O estado actual da economia influenciou de alguma forma, os planos de trabalho de quase toda a gente”, de acordo com os resultados do inquérito do Pew Reserach Center, emitido hoje, em Washington, citado pela Bloomberg. No entanto o impacto da recessão está a ser muito diferente, dependendo da idade, mantendo-se mais adultos dentro do mercado de trabalho e mais jovens fora dele.

Quase quatro em cada dez trabalhadores, com 62 anos ou mais, dizem ter prolongado as suas carreiras por mais tempo por causa da contracção económica, revela o estudo e 63% dos que têm entre 50 e 61 anos, dizem que poderão ter de adiar a idade da reforma.

“Muitos adultos mais velhos, que foram afectados pela crise económica, já decidiram permanecer nos seus actuais empregos”, segundo o relatório e “ainda mais no limiar da reforma estão a reconsiderar os seus planos para deixar de trabalhar”, acrescenta o estudo.

Os números do estudo sinalizam que a quebra do valor das casas e das acções, que levaram a 13,9 biliões de dólares perdidos em riqueza das famílias, vai forçar os americanos a trabalharem até mais tarde do que previam antes do início da recessão.

Um taxa de desemprego que se prevê que atinja quase 10%, significa que os trabalhadores mais novos e inexperientes vão encontrar poucas vagas para entrar no mercado de trabalho.

A recessão está a acentuar uma tendência que começou há cerca de duas décadas, com os americanos mais velhos, com melhor saúde do que as gerações anteriores e um desejo de se manterem activos, a preferirem trabalhar depois dos 62 anos.

Por seu turno, os americanos mais jovens sentem cada vez mais a necessidade de obter um diploma académico para serem bem sucedidos no mercado de trabalho. 84% do grupo dos 16 aos 24 anos, disse que um diploma era necessário, comparado com cerca de três quartos para a generalidade da população. Um questionário semelhante, feito pelo New York Times em 1978, apurou que apenas metade dos adultos consideravam, formação superior um pré requisito para o sucesso.

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