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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Recessão acelera envelhecimento da força de trabalho norte-americana

A pior recessão desde os anos 30 está a acelerar o envelhecimento da força de trabalho, com os empregados mais velhos a adiarem a reforma para aumentarem as suas poupanças e com os mais novos com mais dificuldades em encontrar emprego, a procurarem formação superior.

“O estado actual da economia influenciou de alguma forma, os planos de trabalho de quase toda a gente”, de acordo com os resultados do inquérito do Pew Reserach Center, emitido hoje, em Washington, citado pela Bloomberg. No entanto o impacto da recessão está a ser muito diferente, dependendo da idade, mantendo-se mais adultos dentro do mercado de trabalho e mais jovens fora dele.

Quase quatro em cada dez trabalhadores, com 62 anos ou mais, dizem ter prolongado as suas carreiras por mais tempo por causa da contracção económica, revela o estudo e 63% dos que têm entre 50 e 61 anos, dizem que poderão ter de adiar a idade da reforma.

“Muitos adultos mais velhos, que foram afectados pela crise económica, já decidiram permanecer nos seus actuais empregos”, segundo o relatório e “ainda mais no limiar da reforma estão a reconsiderar os seus planos para deixar de trabalhar”, acrescenta o estudo.

Os números do estudo sinalizam que a quebra do valor das casas e das acções, que levaram a 13,9 biliões de dólares perdidos em riqueza das famílias, vai forçar os americanos a trabalharem até mais tarde do que previam antes do início da recessão.

Um taxa de desemprego que se prevê que atinja quase 10%, significa que os trabalhadores mais novos e inexperientes vão encontrar poucas vagas para entrar no mercado de trabalho.

A recessão está a acentuar uma tendência que começou há cerca de duas décadas, com os americanos mais velhos, com melhor saúde do que as gerações anteriores e um desejo de se manterem activos, a preferirem trabalhar depois dos 62 anos.

Por seu turno, os americanos mais jovens sentem cada vez mais a necessidade de obter um diploma académico para serem bem sucedidos no mercado de trabalho. 84% do grupo dos 16 aos 24 anos, disse que um diploma era necessário, comparado com cerca de três quartos para a generalidade da população. Um questionário semelhante, feito pelo New York Times em 1978, apurou que apenas metade dos adultos consideravam, formação superior um pré requisito para o sucesso.

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