terça-feira, 19 de maio de 2009
Assunto: IVA – Regime especial de exigibilidade do IVA dos serviços de transporte rodoviário nacional de mercadorias.
Assunto: IRC – Taxas de Derrama lançada para cobrança em 2009 – Exercício de 2008.
Fundo Imobiliário Especial de Apoio às Empresas (FIEAE)
Fisco paga 2,3 milhões de euros para ver as contas bancárias dos contribuintes
Uma factura que ameaça disparar caso a proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda e aprovada pelo Partido Socialista, que se prepara para ser discutida no Parlamento, avance sem quaisquer salvaguardas sobre o custo destes serviços. Isto porque na proposta de derrogação do sigilo bancário para efeitos fiscais a questão não está acautelada.
Num diploma que se distancia do original, que foi aprovado na generalidade há cerca de um mês, os bloquistas propõem que os bancos enviem, duas vezes, por ano, uma lista com os depósitos, as transferências e os resultados das aplicações financeiras de todos os seus clientes (expressamente excluídos estão apenas os pagamentos de despesas), o que poderá obrigar à comunicação de centenas de milhões de operações por ano.
O Banco de Portugal não tem informação disponível sobre o número global de contas bancárias que existem em Portugal, pelo que não é possível ter uma ideia mais aproximada dos custos que poderão decorrer de uma medida deste género.
Internet: Novo motor de busca responde a perguntas e faz cálculos
O novo motor de busca na Internet Wolfram Alpha está disponível desde hoje, com "terabites de dados factuais" preparados para dar respostas a perguntas e fazer cálculos e comparações.
O novo site apresenta-se como "motor de conhecimento computacional", porque dá respostas directas a perguntas e não uma lista de sites, como acontece noutros motores de busca, como o Google.
O Wolfram Alpha foi criado pelo britânico Stephen Wolfram, cientista, inventor, autor e empresário de 49 anos que se doutorou em física no Instituto de Tecnologia da Califórnia com apenas 20 anos.
O motor de busca faz, em poucos segundos, cálculos matemáticos de diferentes graus de dificuldade e comparações entre dois termos.
Como exemplo, uma pesquisa com as palavras "Lisboa Porto" dá como respostas a distância entre as duas cidades, a sua localização num mapa de Portugal e dados sobre cada uma das cidades, como população, altitude e região em que se encontram.
O Wolfram Alpha permite também comparar informações relevantes de duas empresas, nomeadamente cotações na bolsa, volume de negócios, lucros, dividendos e número de funcionários.
A maior parte da informação é, contudo, ainda sobre os Estados Unidos, estando todas as respostas em inglês.
Na apresentação do projecto, em 30 de Abril, Stephen Wolfram negou que pretenda concorrer e ultrapassar o Google, afirmando que o objectivo do novo motor é dar informação cada vez mais útil sobre todas as áreas do conhecimento humano.
O novo motor de busca tem por base o sistema de algoritmos Mathematica, desenvolvido pela Wolfram Research, empresa fundada em 1987 e ainda hoje dirigida por Stephen Wolfram.
No comunicado de apresentação do novo motor, a empresa refere que, só na fase de testes realizada este fim-de-semana, processou 13,6 milhões de consultas e recebeu 27 mil comentários sobre o funcionamento do serviço.
Banca aposta nos seguros de pagamento da prestação das casas
A Caixa Geral de Depósitos avançou com um «seguro de desemprego e baixa médica» e o BES seguiu o exemplo, ao lançar, em Fevereiro o «seguro protecção salário», que garante uma percentagem da remuneração em caso de desemprego involuntário, avança a Lusa.
Já o BCP encontra-se a estruturar um produto com estes contornos, no entanto, a instituição financeira garante que «ainda não estão previstas datas para lançamento».
Esta «moda» estende-se também ao BPI que aposta num produto mais alargado, estando incluída esta protecção.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Google e Intel são alvo do reforço das regras "antritrust"
A chefe do departamento de Justiça, Christine Varney, anunciou na semana passada que as regras que previnem a concorrência desleal vão ser reforçadas nos Estados Unidos. O objectivo é restaurar uma política agressiva contra as corporações que usam a sua liderança no mercado para menorizar os concorrentes e evitar que ganhem quota no mercado.
Na semana passada, a empresa norte-americana Intel recebeu uma multa superior a mil milhões de euros, por abuso de dominância no mercado. A Intel foi acusada pela União Europeia de pagar aos fabricantes de computadores para atrasarem ou cancelarem o lançamento de produtos que contêm "chips" da sua principal rival, a Advanced Micro Devices (AMD).
Neste momento, o portal de pesquisa Google mais utilizado na internet é objecto de investigações por parte do tribunal norte-americano "antitrust".
Segundo o “NewYork Times”, os investigadores procuram desvendar as actividades das plataformas tecnológicas que se tornam tão dominantes, que toda a gente sente necessidade de as utilizar. É o caso do Google, cuja oferta diversificada de serviços como o gmail, youtube, translate, iGoogle, blogger e o book-search, entre muitos outros, faz com que atraia milhões de utilizadores e, por sua vez, mais publicidade e criadores de software.
No ano passado, o Departamento de Justiça impediu a aliança entre a empresa Google e o portal Yahoo! que também serve de motor de pesquisa, por considerar que o acordo violava as regras "anti-trust". Nos Estados Unidos, 64 por cento das pesquisas via internet, são feitas através do Google, 27 por cento são feitas através do Yahoo e oito por cento das pesquisas são feitas a partir da Micorsoft.
Actualmente, foi aberto um inquérito para investigar o pacto entre o Google e os autores dos livros que são digitalizados e disponibilizados através do serviço book-search, pois outros motores de busca queixam-se que não conseguem oferecer serviços semelhantes. Também a Comissão de Comércio Federal está a avaliar se o facto do presidente executivo do Google, Eric Schmidt, ser também membro do conselho da administração da Apple, reduz a concorrência. Ambas as empresas oferecem browsers que permitem o acesso a sites e têm softwares que permitem a realização de chamadas telefónicas via web.
IEFP: Presidente admite erro no cruzamento de dados do desempergo, mas garante que falha foi corrigida
Lusa, 18 Mai (Lusa) - O presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional admitiu hoje ter havido um erro no cruzamento de dados com a Segurança Social no processamento dos desempregados, mas garantiu que a falha foi rectificada, seguindo "todas as regras".
Francisco Madelino tenciona, no entanto, "agir criminalmente" sobre o Sindicato Nacional dos Técnicos de Emprego (SNTE) - que denunciou uma queixa anónima sobre a passagem estatística de desempregados para a situação de empregados em Março - por considerar que o IEFP está a ser indevidamente acusado de práticas "reiteradas e sistemáticas" de manipulação de dados.
"Este cruzamento segue todas as regras da lei vigente relativa ao cruzamento de dados. Trata-se de um processo totalmente transparente", sublinhou.
O presidente do IEFP falava hoje em conferência de imprensa na sequência da manchete do Diário de Notícias (DN) "Sistema informático apaga 15 mil desempregados".
De acordo com o jornal, que cita uma denúncia anónima feita ao sindicato, o IEFP "tem adoptado na contabilidade de inscrições um movimento que se chama mudança de categoria" e que, resultado disto, terão sido "apagados" do sistema 15 mil desempregados.
No entanto, de acordo com o presidente do IEFP, o erro foi identificado e os números foram repostos ainda antes da sua divulgação pública.
Acabaram por ser anulados 5.376 pessoas com recurso ao 'back-up' do sistema, que efectivamente já tinham declaração de contribuições para a segurança social (e por isso não estavam já numa situação de desemprego), num movimento escrutinado por todas as pessoas que têm permissões para isso, explicou.
Quanto à denúncia do sindicato, o presidente do IEFP refuta acusações de manipulação dos dados. "É mentira. Estou chocado. Com todo o respeito pelo sindicalismo, não posso aceitar lições de moral nem de ética sobre a forma como estes dados estão a ser trabalhados", disse o responsável.
Para Francisco Madelino, o sindicato envolvido neste processo está a agir de uma forma lesiva para o IEFP e para as 1.500 pessoas que fazem o escrutínio dos dados, facto que irá levar o instituto a processar criminalmente o SNTE.
Na origem desta decisão estão as declarações do SNTE ao DN, mas também uma carta onde a estrutura apela aos trabalhadores do IEFP a denunciarem de uma forma anónima quaisquer dados sobre anulações de candidaturas a empregos estatisticamente processadas pelo instituto.
Contactado pela agência Lusa, o presidente do SNTE, Marçal Mendes, considerou "caricato" o anúncio do presidente do IEFP "quando houve um mês de viciação de dados, que não teria sido conhecida pela opinião pública se não fosse esta iniciativa [a carta anónima]".
No final de Março, estavam inscritos nos centros de emprego 484.131 desempregados, um número que seria superior em cerca de 10 mil, caso a falha não tivesse sido detectada.
Zona euro com saldo comercial de 400 milhões em Março
Segundo os dados do Eurostat, em Março houve uma inversão face a um desequilíbrio de mil milhões de euros, obtidos em Fevereiro de um ano antes.
Além disso, as vendas do espaço monetário cresceram 1,4% face um avanço de 0,6% nas importações.
Já no conjunto da União Europeia, o Eurostat aponta um défice comercial de 9,5 mil milhões de euros, em Março deste ano, em resultado de um aumento de 2,5% nas exportações e incremento de 0,7% nas importações. Um valor ainda assim bastante inferior ao saldo negativo de 19,6 mil milhões contabilizado em Março de 2008.
Bolsa vai continuar a subir
Os ganhos correntes, avança a Goldman Sachs, são «diferentes das outras 10 recuperações verificadas em bolsa, e que aconteceram desde que a crise do «subprime» começou no Verão de 2007».
Segundo escreveu a líder da equipa de «research», Jessica Binder, num relatório datado do dia 15, «é a primeira vez que esta escalada é suportada por dados e valores estruturais».
Os índices bolsistas subiram cerca de 43% no espaço de 180 dias, refere a Bloomberg, apontando para uma valorização de 28% do Dow Jones Stoxx 600 Index.
As praças europeias, e também o índice bolsista nacional, reagiram em alta a estas análises de subida sustentada do mercado.
Banca aproveita descida das Euribor para subir "spreads"
Muitas vezes porque o que foi contrato na altura da celebração do crédito não está a ser cumprido. O problema é que muitas pessoas não vão perceber que o seu "spread" aumentou, porque alguns bancos apenas revelam o valor da taxa anual e a prestação.
Poupanças fiscais acima de 100 mil euros terão de ser comunicadas ao Fisco
Estas obrigações constam de um despacho assinado recentemente pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, e complementam as que já estão previstas no diploma que visa prevenir o planeamento fiscal abusivo (Decreto-Lei 209/2008), que entrou em vigor há precisamente um ano.
Com esta clarificação, o secretário de Estado Carlos Lobo tenta resolver uma das principais dúvidas levantadas pelos destinatários da Lei – consultores fiscais, bancos, seguradoras, técnicos de contas e advogados – e que passava por apurar se a vantagem fiscal de um determinado esquema de planeamento era ou não superior à vantagem económica.
Este era um pré-requisito para que um determinado esquema vendido fosse de comunicação obrigatória ao Fisco, mas a subjectividade de que a avaliação de reveste, acabou por estar na origem do baixo nível de cumprimento das regras.
domingo, 17 de maio de 2009
Tudo o que deve saber no momento de recorrer ao crédito
Se contrair um crédito exige reflexão e um comportamento de responsabilidade em qualquer situação, numa altura de crise como a que vivemos actualmente, os cuidados a ter num empréstimo têm que ser redobrados. A GE Money reuniu as dicas mais importantes e mostra-lhe o que ponderar no momento de fazer um empréstimo.
«É importante que se mantenha sempre muito atento às suas economias e às oscilações das taxas de juro. É fundamental que antes de recorrer ao crédito pense bem nas suas reais necessidades e procure as diversas opções disponíveis no mercado», refere.
De acordo com a sua necessidade e tipo de crédito, pesquise sobre as ofertas existentes no mercado. Faça várias simulações nos bancos, e se preciso, recorra a instituições financeiras. No que diz respeito às simulações, considere diversos montantes, assim como prazos de pagamento.
É ainda fundamental que leia todas as condições antes de optar por um produto ou instituição financeira.
Tenha sempre uma margem de manobra
Também nas prestações no crédito à habitação há truques para manter a mensalidade mais reduzida. Aumente o montante de entrada inicial ou seleccione um crédito a longo prazo, aconselha ainda a GE Money.
Se, por outro lado, procura um bem de consumo ou um veículo, analise se existem promoções especiais. Normalmente há opções de pagamento sem juros nas lojas.
Ao pensar num empréstimo, tenha sempre em conta um possível aumento das taxas de juro porque assim evita um maior esforço mensal, caso os indexantes subam.
sábado, 16 de maio de 2009
Menos 130 mil empregos em três trimestres agravam muito o cenário de crise
Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego elevou-se para 8,9 por cento da população activa, quando no trimestre anterior se situava em 7,8 por cento.
Os novos dados do INE esbatem por completo a surpresa que os números do quarto trimestre de 2008 causaram aos analistas. Nessa altura, quando os efeitos da crise económica já se reflectiam em novos fluxos de desempregados nos centros de emprego, o INE ainda assinalava uma taxa de 7,8 por cento no quarto trimestre de 2008, pouco superior à de 7,6 por cento do terceiro trimestre de 2008. Os valores mais recentes do INE seguem agora de perto a explosão do desemprego inscrito.
No Ministério das Finanças, apesar da taxa de 8,9 por cento que já se verifica, foi divulgada ontem uma previsão para a média do ano de 8,8 por cento, o que implica uma travagem da deterioração do mercado de trabalho já a partir da Primavera. Teixeira dos Santos justifica esta previsão com a convicção de que "as medidas tomadas pelo Governo estão a produzir efeitos".
Mas há motivos para pensar que esta estimativa poderá resultar demasiado optimista. Caso se repita o impacte no desemprego das anteriores recessões, é de admitir que a subida actual do desemprego ainda se encontra no início (ver gráfico).
O INE assinalou, no primeiro trimestre de 2009, uma subida de 58 mil pessoas desempregadas, uma das mais elevadas dos últimos 25 anos. Mas ainda assim distante dos 200 mil desempregados que se inscreveram ao longo dos três primeiros meses de 2009 nos centros de emprego. Só em Março passado, verificou-se a maior subida nessas inscrições dos últimos 30 anos. Foram quase 70 mil pessoas que representaram uma subida de 53 por cento face a Março de 2008.
Recessão mais profunda
O crescimento do desemprego segue de perto a fragilidade do crescimento da economia portuguesa nos últimos anos e, mais recentemente, o aprofundamento da crise internacional.
Ontem o INE revelou também o aprofundamento da actual recessão. A economia portuguesa contraiu-se, no primeiro trimestre deste ano 1,5 por cento face aos três meses anteriores e 3,7 por cento, quando comparado com o trimestre homólogo de 2008.
Este foi o pior resultado das últimas três décadas. No entanto, o desempenho nacional conseguiu ser melhor que o da média europeia. A economia da Zona Euro, arrastada por uma Alemanha em forte crise, contraiu-se 4,6 por cento face ao trimestre homólogo.
O Governo, aliás, reviu ontem as suas previsões para a evolução da economia: o PIB deverá recuar 3,4 por cento (o FMI prevê recuo de 4,1 por cento e a Comissão Europeia 3,7 por cento) muito potenciado pela quebra acentuada das exportações, do investimento e da procura interna (ver gráfico).
Nos últimos três trimestres, a economia perdeu cerca de 130 mil empregos. No primeiro trimestre de 2009, foram 77 mil empregos. A população empregada desceu 1,8 por cento em termos homólogos, o que, segundo o INE, representa o maior decréscimo desde o início da actual série de dados do inquérito ao Emprego (1.º trimestre de 1998).
Dentre os empregados, o emprego por conta de outrem diminuiu um por cento e 1,7 por cento face ao trimestre anterior. A quebra do emprego afectou sobretudo os empregados a tempo completo - a quase totalidade - e os empregos criados foram horários parciais (mais 0,8 por cento).
Os homens foram os mais afectados (menos 3 por cento face ao trimestre homólogo). Já as mulheres registaram desta vez uma variação mais baixa - menos 0,3 por cento.
A maior descida de emprego verificou-se sobretudo na indústria transformadora, construção e energia (86 mil postos de trabalho), repartidos entre a indústria e a construção. Para esse número contribuíram as actividades desenvolvidas pelo Estado (administração pública, forças armadas, saúde, educação), com uma redução de quase 20 mil pessoas.
Seguindo os critérios comunitários, existem 495,8 mil pessoas no desemprego. Os centros de emprego registaram em Março passado um total de 484 mil desempregados registados, dos quais 38 mil não recebem subsídio de desemprego. Mas nota-se uma tendência ainda de crescimento do desemprego. O número dos que procuram um emprego há menos de um ano subiu 37 por cento, enquanto o desemprego de longa duração diminuiu 3,1 por cento.
A forte subida da taxa de desemprego é o resultado conjunto da descida do emprego (1,5 por cento face ao último trimestre de 2008) e desse aumento do desemprego (13 por cento). Mas é igualmente fruto da diminuição da população activa.
Pelo terceiro trimestre consecutivo, a população activa contraiu-se, o que significa que se está a verificar uma saída do mercado de trabalho de empregados e desempregados. Este é um comportamento habitual nos momentos de crise económica, quando se reduz fortemente a oferta de empregos e de actividade económica.
Face ao último trimestre de 2008, a população activa caiu 0,4 por cento e a população inactiva - reformados, estudantes, domésticos - aumentou 0,4 por cento. Mas do total de 5 milhões de inactivos, dois por cento manifestavam-se disponíveis para trabalhar.
Sangria da receita fiscal coloca défice público em 5,9 por cento
As novas previsões para o Orçamento, ontem divulgadas pelo Governo no Relatório de Orientação da Política Orçamental, não só vieram assumir o cenário económico mais sombrio que actualmente se verifica, como reconhecem que o desempenho da cobrança de impostos será ainda mais fraco do que faria supor a conjuntura. Face ao OE rectificativo de Janeiro, o Governo prevê menos 3000 milhões de euros de receita.
Com o PIB em termos nominais a cair 1,9 por cento durante este ano, o Governo está agora a apontar para uma queda da receita fiscal de 9,1 por cento em 2009 face ao ano passado. Para os impostos indirectos, a quebra prevista é de 9,8 por cento, com destaque para o IVA, que diminui 13,4 por cento. Já em relação aos impostos directos, a descida é de 8,2 por cento, como o IRS a perder 1,5 por cento e o IRC 18,5 por cento.
Melhoria na cobrança
Estes números, mesmo assim, partem do princípio de que se registará uma melhoria da cobrança na segunda metade do ano. É que, até Abril, de acordo com o ministro das Finanças, a quebra das receitas fiscais, que ao fim do primeiro trimestre era de 12,3 por cento, já se cifrava em 19 por cento. Uma das razões para esta descida tão acentuada está, segundo o Governo, na aceleração dos reembolsos, que depois acabam por ser recuperados.
Uma queda das receitas superior à da economia, como a que é prevista para o total do ano, indicia uma diminuição da eficiência da máquina fiscal, mas o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais recusa esse cenário. Ontem, afirmou que "se está a fazer um investimento para manter os níveis de eficiência" e garantiu que "numa situação de recessão não pode haver qualquer tolerância em relação à fraude". Lembrou ainda que a descida da taxa do IVA para 20 por cento em meados do ano passado ainda produz efeitos este ano.
Teixeira dos Santos recusou, para já, a necessidade de se ter de realizar um orçamento rectificativo, apresentado como justificação o facto de a despesa pública que o Governo está agora a prever ser até inferior à que consta do Orçamento do Estado aprovado em Janeiro e que entrou em vigor em Março.
De facto, apesar da crise e da subida do desemprego, o reforço previsto de verbas para prestações sociais é de apenas 127 milhões de euros, um valor que é compensado com a redução das despesas com juros de 500 milhões. Todas as outras rubricas da despesa mantêm-se inalteradas face ao OE aprovado em Janeiro.
Primeiro-ministro: Programa Novas Oportunidades é para manter nos próximos anos
Respondendo em Penafiel à questão de um jornalista sobre se o programa Novas Oportunidades é para manter na próxima legislatura, o primeiro-ministro respondeu:
"Com certeza, vamos mantê-lo para os próximos anos e tenho a certeza que este programa é um dos mais importantes para que o país vença o défice de qualificações".
José Sócrates falava na sede da Associação Empresarial de Penafiel, após a cerimónia de entrega de diplomas a 84 pessoas que concluíram a sua formação no âmbito do programa Novas Oportunidades.
Acompanhado da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, o primeiro-ministro admitiu que "as consequências da crise económica fazem-se sentir na elevação do desemprego", mas frisou que "não há melhor forma de responder a essa situação do que aumentar as qualificação dos portugueses".
"Não uma receita pronta a servir para que os países tenham sucesso económico, mas sabemos que nenhum o consegue sem melhorar as suas qualificações. O que os números provam é que as pessoas que têm qualificações acima do secundário têm melhores condições para arranjar emprego", insistiu José Sócrates.
Lembrando que neste momento estão inscritos cerca de 800 mil portugueses no programa Novas Oportunidades, o primeiro-ministro disse que em 2006 e 2007 o país certificou, no âmbito das Novas Oportunidades, mais pessoas do que em entre 2001 e 2005.
"O nosso objectivo é que todas as pessoas que não tenham o 12º ano e estão a trabalhar aproveitem esta oportunidade para se certificarem, obtendo uma formação que lhes permita ir mais além", vincou.
José Sócrates anotou ainda que a sua presença nestas cerimónias é para sublinhar "a coragem, o esforço e a dedicação" das pessoas que, ao frequentarem estas acções, "quiseram contrariar a sua sina e aquilo que a sociedade tinha preparado para ela".
Na cerimónia de hoje foram entregues 54 diplomas de nível básico (9ºano) e 30 de nível secundário (12º ano), no âmbito de acções de reconhecimento, validação e certificação de competências (RVCC) ministradas pela Associação Empresarial de Penafiel.
TV Cabo entra em Angola
O plano de negócios da nova operadora, assente na distribuição de conteúdos via satélite, está traçado a três anos e, assim que for concedido o licenciamento, o novo grupo vai trabalhar para chegar aos lares angolanos até ao final deste ano.
Diz ainda o «SE» que, durante o compasso de espera, a nova empresa iniciou os processo de consulta ao mercado, nomeadamente a fornecedores de sistemas de informação.
Pagar com moedas sai mais barato
Se gosta de ter sempre moedas na carteira, saiba que isso é uma má ideia. Sempre que possível, troque-as por notas, quanto maiores, melhor. É que pagar com moedas dá a sensação de que as coisas são mais baratas.
Parece-lhe estranho? Nós explicamos. Vários estudos norte-americanos mostram que as pessoas têm tendência para gastar mais ou menos consoante o meio de pagamento que usam. Por exemplo, quando se paga alguma coisa com moedas, seja uma revista, um café, um pacote de pastilhas ou mesmo uma conta de supermercado, fica-se com a sensação de que se gasta menos. Custa menos a pagar e, por isso mesmo, compra-se com mais frequência, sem pensar muito nisso. Andar com notas grandes é um bom truque. Provavelmente poucas pessoas trocariam uma nota de 50 euros para comprar uma coisa pequena e supérflua mas não hesitaria muito em gastar algumas moedas nisso.
Isto foi aquilo a que os investigadores chamaram de «Domination Effect» («Efeito de Dominação»). Priya Raghubir e Joydeep Srivastava levaram a cabo vários estudos nos Estados Unidos e na China, que provaram tudo isto.
E com o cartão é ainda pior. O cartão de débito é um dos meios de pagamento favoritos dos portugueses. Com uma rede de terminais de pagamento e caixas automáticas Multibanco que é das mais avançadas da Europa, não admira. Mas cuidado. Alguma vez notou que assim gasta mais? Simplesmente não parece que estamos a gastar dinheiro real.
E isso explica porque é que tanta gente sente dificuldade em manter um acompanhamento fiel dos gastos que faz com os cartões de crédito e débito. Quem nunca sentiu surpresa ao olhar para o saldo num talão do Multibanco, vendo o quanto o montante desceu sem se ter dado por isso e sem se saber como? Enquanto vamos fazendo pequenos pagamentos, não parece significativo, mas tudo somado, faz diferença. E se fizéssemos esses pagamentos com notas em vez de «trocos» ou com um cartão de plástico, será que gastávamos da mesma maneira? Ou ao ver as notas saírem da carteira, apercebíamo-nos melhor do quanto estávamos a gastar?
Deco processa TAP e EasyJet por cláusulas abusivas nas condições de transporte
A acção está inserida numa iniciativa mais alargada que está a ser executada por congéneres europeias. No mesmo dia, a associação belga Test-Achats e a francesa Que Choisir avançam nos seus países com acções contra outras três companhias aéreas.
Questionada pela agência Lusa, fonte oficial da DECO escusou-se a adiantar quais são as outras companhias europeias alvo da acção conjunta e quais as cláusulas nas condições de transporte que a associação considera abusivas.
A mesma fonte remeteu para o comunicado divulgado hoje, que acrescenta apenas que a acção será apresentada numa das instâncias do Palácio de Justiça.
Na quinta-feira foi apresentado em Bruxelas um estudo da Comissão Europeia sobre a forma como as grandes companhias aéreas cumprem ou não as regras em matéria de defesa do consumidor. O trabalho faz um ponto da situação na sequência de um processo de 18 meses de combate à publicidade enganosa e às práticas desleais em toda a União Europeia (UE) e de uma investigação sobre aplicação da legislação comunitária, durante o qual investigadores independentes efectuaram compras anónimas junto de dezenas de grandes companhias de aviação.
Entre 67 grandes companhias de aviação avaliadas, 16 transportadoras aéreas foram consideradas como estando de "boa saúde" e assumiram o compromisso de manter "o mesmo nível de conformidade" e 36 responderam imediatamente à consulta da Comissão com a promessa de rectificar as questões pendentes.
Entre as 16 companhias de "boa saúde" encontram-se as transportadoras portuguesas TAP Portugal e SATA Air Açores e SATA Internacional. A TAP e a SATA encontram-se entre as companhias áreas europeias cujos sítios de Internet de venda "on-line" de bilhetes cumprem as regras, indica o estudo.
Numa análise aos resultados do estudo, a Comissão Europeia considera que a aplicação da legislação está a produzir resultados, já que "as companhias aéreas estão a limpar as páginas na Internet, tendo a situação melhorado".
Países de Leste são os mais afectados pela recessão na Europa
Os indicadores mostram que a economia da União Europeia contraiu 2,5 por cento no primeiro trimestre, face aos últimos três meses do ano anterior. A Letónia e a Eslováquia foram os países que apresentaram a maior contracção do PIB: ambos tiveram uma redução de 11,2 por cento no primeiro trimestre.
As economias da Estónia, Lituânia,Roménia, República Checa e Hungria foram também muito atingidas pela crise global.
Segundo a Bloomberg, as principais causas de contracção da economia nos países de Leste prendem-se com a redução das encomendas das exportações que eram feitas pelos países da Europa Ocidental e com o fraco investimento estrangeiro nestas economias, que abandonaram nos anos 90 o regime comunista.
A Eslováquia, que integrou a Zona Euro no início deste ano, foi bastante afectada pelo colapso da indústria automóvel, que constitui cerca de 15 por cento do seu PIB. O país é uma atracção para os fabricantes de automóveis. A coreana Kia Motors, as francesas Peugeot e Citroen e a alemã Volkswagen transferiram serviços para a capital, Bratislava, por os custos serem mais baratos.
As economias da Estónia e da Lituânia contraíram no primeiro trismestre 9,5 por cento e 6,5 por cento, face aos útimos três meses do ano anterior.
Na Hungria, o PIB contraiu pelo quarto trimestre consecutivo para 2,3 por cento devido à queda da produção industrial que caiu 21,8 por cento na média dos três primeiro meses.
Na Roménia, o abrandamento do crédito, o crescimento dos salários e as despesas públicas contribuíram para o declínio do PIB de 2,6 por cento no primeiro trimestre, comparado com o trimestre anterior.
A economia checa sofreu uma contracção anual de 3,4 por cento no primeiro trimestre face ao mesmo período de 2008. O banco central da República Checa baixou a taxa de referência para 1,5 por cento na semana passada devido ao risco da descida da inflação e da produção.
Pela primeira vez em 11 anos a economia da Bulgária contraiu 3,5 por cento no primeiro trimestre, comparado com o quarto trimestre do ano anterior.
De acordo com o “Wall Street Journal”, a Hungria, a Letónia, a Roménia e a Sérvia irão recorrer à ajuda do Fundo Monetário Internacional para conseguirem sustentar as suas finanças e a suas moedas. Contudo, o FMI já alertou que o pior ainda está para vir, se a União Europeia não fizer nada para resolver a situação financeira dos países de Leste que foram integrados recentemente na comunidade.
Acções estão baratas mas podem ficar mais
Classes de activos
De acordo com o Barclays Wealth Research, as acções podem parecer baratas neste momento, mas isto não significa que vão começar a subir daqui para a frente. «Continua a justificar-se uma atitude cautelosa no curto prazo».
O impacto de um aumento acentuado do défice fiscal americano sobre as taxas de rendibilidade reais das obrigações a 10 anos «irá provavelmente ser reduzido nos primeiros trimestres» após o choque fiscal, mas «deverá adicionar um ponto percentual completo no longo prazo».
As obrigações dos mercados emergentes podem ter um desempenho superior ao das obrigações do tesouro durante o resto deste ano e em 2010. No entanto, os analistas do Barclays continuam a vigiar de perto a sensibilidade dos mercados emergentes ao comércio, porque o impacto que a recessão mundial está a causar no comércio significa que estes mercados vão ter mais dificuldades do que é habitual para resistirem ao abrandamento.
No que respeita aos preços do petróleo, o Barclays tem em conta que estes recuaram de forma drástica dos máximos atingidos no ano passado, mas recuperaram recentemente. Desta forma, acreditam que o preço do barril de petróleo irá atingir a marca dos 65 dólares no fim deste ano.
Alocação táctica nos nossos portfolios à medida
Face aos sinais de que o fim da descida está à vista, o banco recomenda uma estratégia de investimento ligeiramente mais agressiva, mas mantemo-nos «perto de casa». Aconselham também uma sobreponderação em crédito, mantendo a exposição neutral às acções americanas. Continuam ainda com as subponderações em acções europeias e japonesas e sugerem uma pequena sobreponderação em acções de mercados emergentes.
«A volatilidade recuou dos níveis extraordinariamente elevados que tinha atingido no ano passado e prevemos mais descidas durante 2009», sustentam.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Taxa de desemprego do primeiro trimestre é a mais alta dos últimos 23 anos
Para se encontrar, nas informações do INE, taxas de desemprego superiores a 8,9 por cento é preciso recuar ao primeiro trimestre de 1986, quando o valor foi de 9,2 pontos percentuais.
Já no último trimestre de 1984 e de 1985, Portugal tinha uma taxa de 8,9 por cento, um valor igual que foi hoje revelado pelo INE.
Por outro lado, de acordo com os dados disponibilizados pelo INE, entre 1983 e 2008 a taxa de desemprego mais baixa encontra-se em 1991, altura em que se situava nos 3,6 por cento.
O INE divulgou hoje que a taxa de desemprego atingiu os 8,9 por cento no primeiro trimestre de 2009, o que representa um agravamento face aos 7,6 por cento do período homólogo de 2008.
Os dados do instituto indicam que a taxa de desemprego nos três primeiros meses do ano sofreu um aumento de 1,3 pontos percentuais em relação ao valor observado no período homólogo e 1,1 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior.
Este valor fica acima das previsões do Governo para o conjunto do ano, hoje revista em 8,8 por cento.
Bolsa nacional encerra em alta mas não evita queda semanal superior a 4%
O principal índice da bolsa portuguesa avançou hoje para os 7.052,82 pontos, com 13 títulos a subir e sete a descer. O PSI-20 chegou a subir mais de 1% impulsionado pelos fortes ganhos da Portugal Telecome da Galp Energia mas, a meio da sessão, aliviou destes ganhos depois das duas empresas terem invertido a tendência.
A PT encerrou o dia em terreno positivo mas a queda do BES impediu maiores ganhos na bolsa portuguesa.
Na Europa, os principais mercados encerraram mistos no dia em que foi conhecido que a economia da Zona Euro registou uma contracção de 4,6% nos primeiros três meses do ano, face ao período homólogo do ano passado, o que representa a maior quebra desde que há registo para os países que utilizam o euro.
Na bolsa nacional, a Cimpor foi um dos títulos que mais impulsionou o PSI-20 ao ganhar 5,22% para os 4,577 euros. A cimenteira anunciou ontem que os lucros trimestrais caíram 11%, uma queda inferior ao esperado pelo mercado.
A Mota-Engil, que também apresentou os seus resultados trimestrais, avançou 2,99% para os 3,234 euros.
Mas além da Cimpor, foi a EDP que mais impulsionou a bolsa portuguesa com um ganho de 0,65% para os 2,808 euros. A EDP Renováveis também encerrou em alta com um subida de 0,58% para os 6,755 euros.
A impedir maiores ganhos estiveram os títulos da Galp Energia e do BES. A petrolífera chegou a subir perto de 1% mas inverteu a tendência para encerrar o dia a perder 1,83% para os 10,21 euros.
Banca lidera perdas na semana
O banco liderado por Ricardo Salgado também inverteu a tendência positiva registada ao longo da sessão e fechou a cair 0,75% para os 3,99 euros. Os títulos do BES foram os que registaram a maior queda semanal: 11,92%.
O BCP, que registou a segunda maior queda semanal, 9,7%, encerrou a sessão de hoje a ganhar 0,53% para os 0,754 euros, com mais de 21 milhões de títulos negociados.
Ainda no sector bancário, o Banco BPI avançou 1,61% para os 1,89 euros.
A PT, que apresentou os resultados trimestrais ontem antes da abertura do mercado, fechou o dia a ganhar 0,61% para os 6,55 euros e a semana a valorizar 9,26%. A operadora foi, assim, a empresas que registou a maior subida semanal do PSI-20.
No total, apenas duas empresas – PT e Cimpor - registaram valorizações semanais. A Semapa ficou inalterada e os restantes 17 títulos registaram quedas semanais.
