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sábado, 16 de maio de 2009

Acções estão baratas mas podem ficar mais

Petróleo nos 65 dólares no final do anoÉ certo que estamos em recessão, mas também é verdade que as últimas semanas tem trazido notícias animadoras e até uma «luz ao fundo do túnel». Neste contexto, o Barclays faz, semanalmente, uma revisão da estratégia de investimento que deve seguir. Eis as considerações dos analistas esta semana.

Classes de activos 
De acordo com o Barclays Wealth Research, as acções podem parecer baratas neste momento, mas isto não significa que vão começar a subir daqui para a frente. «Continua a justificar-se uma atitude cautelosa no curto prazo».

O impacto de um aumento acentuado do défice fiscal americano sobre as taxas de rendibilidade reais das obrigações a 10 anos «irá provavelmente ser reduzido nos primeiros trimestres» após o choque fiscal, mas «deverá adicionar um ponto percentual completo no longo prazo».

As obrigações dos mercados emergentes podem ter um desempenho superior ao das obrigações do tesouro durante o resto deste ano e em 2010. No entanto, os analistas do Barclays continuam a vigiar de perto a sensibilidade dos mercados emergentes ao comércio, porque o impacto que a recessão mundial está a causar no comércio significa que estes mercados vão ter mais dificuldades do que é habitual para resistirem ao abrandamento.

No que respeita aos preços do petróleo, o Barclays tem em conta que estes recuaram de forma drástica dos máximos atingidos no ano passado, mas recuperaram recentemente. Desta forma, acreditam que o preço do barril de petróleo irá atingir a marca dos 65 dólares no fim deste ano.

Alocação táctica nos nossos portfolios à medida 
Face aos sinais de que o fim da descida está à vista, o banco recomenda uma estratégia de investimento ligeiramente mais agressiva, mas mantemo-nos «perto de casa». Aconselham também uma sobreponderação em crédito, mantendo a exposição neutral às acções americanas. Continuam ainda com as subponderações em acções europeias e japonesas e sugerem uma pequena sobreponderação em acções de mercados emergentes.

«A volatilidade recuou dos níveis extraordinariamente elevados que tinha atingido no ano passado e prevemos mais descidas durante 2009», sustentam. 

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