O presidente do Banco Santander Totta garantiu hoje em declarações à agência Lusa que a instituição não tem interesse em comprar o Banco Português de Negócios (BPN), nacionalizado há seis meses pelo Governo.
"Não. Essa é uma guerra que não é nossa", afirmou Nuno Amado, quando questionado sobre o eventual interesse na compra do BPN.
O ministro das Finanças afirmou a 20 de Maio no Parlamento que a opção governamental de solução para o BPN passa pela venda do banco, e que só condições de mercado ou falta de interessados o levarão a ponderar outras possibilidades.
"A venda é o cenário que eu privilegiarei", afirmou Teixeira dos Santos na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças, ressalvando que, por "eventuais dificuldades" de mercado que resultem na falta de interessados, não pode "descartar outras possibilidades".
Entretanto, o Montepio Geral já se posicionou na corrida à compra do BPN.
"Temos interesse na operação" de compra do BPN se o Governo decidir vender, e "no quadro geral do negócio até podemos assumir as responsabilidades de vir a gerir, em nome do Estado, a parte não vendável", disse à Lusa o presidente do Montepio, Tomás Correia.

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