Segundo o «Diário de Notícias», estas famílias, que optam por ter muitos filhos aprenderam a orientar o dinheiro dia-a-dia.
São famílias que conseguem fintar a crise. Como? Comem cereais ao pequeno-almoço só ao fim-de-semana, compram roupa nova apenas no hipermercado ou herdam dos irmãos mais velhos. Telemóveis só adquirem a partir dos 15 anos e só vêm televisão nos quatro canais. Vão aos restaurantes mais baratos como o MacDonald's ou a Pizza Hut.
Os filhos ajudam no que podem, até porque regra geral apenas o pai está empregado. O maior hábito é poupar¿poupar muito. É o caso da família Líbano Monteiro, composta por pai, mãe e oito filhos.
Mas em todas as famílias numerosas conseguem esta «proeza». Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), é nos agregados maiores que há maior índice de pobreza: actualmente está nos 47%.
«Os pedidos de apoio social à associação subiram 20% este ano e há muita gente a receber apoio alimentar e na saúde», diz Ana Cid Gonçalves, secretária-geral da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, (APFN).

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