"As pressões para se melhorar o desempenho empresarial fizeram com que, para além dos recursos materiais e financeiros, tradicionalmente considerados, as pessoas passassem a ser vistas não apenas como um recurso organizacional, mas como o recurso estrategicamente mais relevante para as empresas conseguirem lidar com a concorrência", explica António Caetano, professor de psicologia social e das organizações do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa.
A imitação tradicional de produtos, tecnologias, entre outros, que se consegue de forma cada vez mais fácil, rápida e barata, não se aplica tão facilmente ao conhecimento e capacidades únicas das pessoas. Daí a sua importância nas organizações. António Caetano conta que "mais do que as empresas intensivas em trabalho, são as empresas intensivas em conhecimento que conseguem criar distintividade no modo como lidam com a complexidade, a ambiguidade e a incerteza que caracterizam os mercados actuais e que, por isso, têm maior probabilidade de sobreviver". Na perspectiva do professor "saber atrair e reter esse conhecimento é hoje um jogo que permite diferenciar gestores e lideres".
Contudo e apesar do cenário traçado, muitos gestores proclamam esta relevância estratégica das pessoas, mas não compreendem as suas consequências ou são incompetentes na sua operacionalização. O que pode ser fatal para as estruturas que lideram.

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