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terça-feira, 26 de maio de 2009

Lisboa mais desenvolvida e competitiva

A sub-região de Lisboa está significativamente acima da média nacional em matéria de desenvolvimento regional, de acordo com o índice calculado pelo Instituto Nacional de Estatística para o ano de 2006. Dos três indicadores que contribuem para o índice global, competitividade, coesão e qualidade ambiental, apenas neste último Lisboa não está entre os primeiros.

O Índice Sintético de Desenvolvimento Regional reflecte “uma imagem assimétrica do País, em termos de desenvolvimento global e de competitividade, mas mais equilibrada do ponto de vista da coesão e, ainda que em menor escala, também do ponto de vista da qualidade ambiental” afirma o Instituto Nacional de Estatística na análise que faz aos resultados hoje divulgados. 

Ao nível do índice global de desenvolvimento regional, apenas cinco sub-regiões estão acima da média nacional (100), com a Grande Lisboa destacadamente acima com 109,91 pontos. A segunda posição é ocupada pelo Pinhal Litoral com apenas 101,03 pontos, seguindo-se já muito perto o Baixo Vouga (101,00). A Beira Interior Sul (100,05) e Baixo Mondego (100) já estão praticamente ao nível da média nacional. O Grande Porto ocupa a 17ª posição, em 30 sub-regiões. (Ver gráfico) 

Face ao último cálculo realizado para o índice de desenvolvimento, em 2004, o Pinhal Interior Sul, o Douro e o Baixo Alentejo foram as sub-regiões (NUT’s III) que convergiram mais significativamente para a média nacional. As que mais divergiram foram a Cova da Beira, Região Autónoma da Madeira e Grande Porto. 

Em matéria de competitividade, a Grande Lisboa mantém-se muito destacada com 118,54 pontos. Neste domínio reforça-se ainda a assimetria do País quando s everifica que apenas mais três sub-regiões estão acima da média nacional: Baixo Vouga (103,69),Grande Porto (101,75) e Entre Douro e Vouga (100,13). 

O Índice de Coesão revela um País mais equilibrado, com 14 sub-regiões acima da média nacional. A Grande Lisboa continua a liderar (108,94 pontos) mas já mais próxima de outras sub-regiões como Baixo Mondego (108,83), Pinhal Litoral (105,14), Beira Interior Sul (104,22), Médio Tejo (104,03), Península de Setúbal (103,67) e Alto Alentejo (103,65). Madeira, Açores e Tâmega são as sub-regiões com os indicadores mais baixos em termos de coesão. 

Na Qualidade Ambiental a liderança cabe á Serra da Estrela com 112,32 pontos. Há mais 20 sub-regiões acima da média, seguindo-se na segunda e terceira posição a Beira Interior Sul (110,86), Alto Alentejo (110,65). A Península de Setúbal, o Grande Porto e o Alentejo Litoral são as sub-regiões com mais baixa qualidade ambiental. 

A competitividade e coesão registam uma elevada correlação positiva com o índice de desenvolvimento – quanto maiores forem mais elevado é o indicador de desenvolvimento. Já a qualidade ambiental não parece ter qualquer associação com o índice de desenvolvimento. A competitividade e coesão estão inversamente correlacionadas com a qualidade ambiental, sendo mais significativo no caso da competitividade. 

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