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domingo, 24 de maio de 2009

Tecnologias Informação: Crise com impacto negativo em 34% das empresas portuguesas - estudo

A actual crise económica tem impacto negativo no departamento de tecnologias da Informação (TI) de 34 por cento das empresas portuguesas, indica um estudo da consultora IDC, divulgado pela empresa de tecnologia Voxtron Iberia.

O mesmo estudo, que a Voxtron apresentou recentemente em Lisboa, conclui que a crise "não tem impacto negativo para 13 por cento das empresas", referindo ainda que 53 por cento das empresas portuguesas considera que a crise económica terá impacto negativo na organização, mas não no respectivo departamento de Tecnologias da Informação.

Dos 34 por cento das empresas que admitem que a crise vai ter um impacto negativo no departamento de tecnologias de informação, a grande maioria - cerca de 80 por cento - admite vir a cortar nos investimentos (cerca de 70 por cento), enquanto cerca de 30 por cento admite reduzir os custos operacionais e cerca de 25 por centro cortar no investimento em recursos humanos.

Em termos do contexto macroeconómico e das Tecnologias de Informação, o estudo regista ainda o crescimento dos gastos mundiais em TI, entre 2007 e 2012, apontando as previsões elaboradas em Novembro de 2008 e Fevereiro de 2009 para um crescimento do mercado de TI mundial bastante acima do crescimento do PIB.

Os resultados de 2008 "ficaram ligeiramente abaixo do esperado", sendo as previsões de crescimento para 2009 de -2,8 dois pontos percentuais, continuando contudo, a crescer, esperando-se para "2010 uma recuperação significativa".

O documento esclarece, que "apesar de numa situação normal o crescimento do mercado e TI mundial ser normalmente maior do que o crescimento do PIB, no caso do cenário pessimista (elaborado em Fevereiro de 2009) há um efeito negativo multiplicador nas TI, o que indicia "menos 5,2 pontos percentuais face à previsão para o crescimento em 2009".

No mesmo cenário pessimista, o mercado de TI só recupera em 2011, refere o estudo.

A Voxtron, especialista em soluções para 'contact-centers' divulgou o estudo da IDC pouco depois de ter criado uma empresa ibérica com sede em Lisboa, que venderá em Espanha e Portugal os produtos da casa-mãe, com sede na Bélgica.

De acordo com a Associação Portuguesa de Contact Centers (APCC) existem 450 empresas neste ramo de actividade em Portugal, que geram mais de 1,3 mil milhões de euros, cerca de um por cento do produto interno bruto português.

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