Os preços do petróleo estão novamente em alta e negociam em máximos de seis meses, depois de divulgado que as reservas de petróleo nos EUA registaram na semana passada a maior quebra desde Setembro.
O preço do barril de 'brent', a referência para as importações portuguesas, subia 1,57% para 64,07 dólares em Londres, depois de já ter subido 3,49 dólares durante a sessão, enquanto que o barril de crude subia 1,47% para 64,92 dólares em Nova Iorque.
O mercado ficou hoje a saber que os inventários de petróleo desceram em 5,41 milhões de barris na semana passada, de acordo com os dados do Departamento de Energia norte-americano, tendo esta sido a maior quebra desde Setembro de 2008.
Também a impulsionar as cotações do "ouro negro" estavam as declarações do ministro do petróleo da Arábia Saudita. Ali al-Naim disse hoje que "os preços do petróleo estão bons e que o mercado petrolífero está em boa forma", justificando assim a manutenção das quotas de produção da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) na reunião que decorreu hoje em Viena.
Abdalla el-Badri, secretário-geral da organização, disse, por seu turno, que os preços devem ficar nos 60 a 70 dólares por barril, até ao final do ano.
"Não acho que existisse qualquer forma da OPEP justificar um corte da produção estando o petróleo a negociar acima dos 60 dólares", afirmou Mike Wittner, especialista da Société Générale à Bloomberg.

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