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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Morreu o "arquitecto" da guerra do Vietname

Robert S. McNamara, o secretário da Defesa norte-americano que conduziu a controversa guerra do Vietname e mais tarde se dedicou à ajuda aos países pobres, morreu aos 93 anos, informou a família.

McNamara morreu às 05:30 (10:30 em Lisboa) em casa, segundo a sua mulher, Diana, que adiantou que o estado de saúde do marido se degradou nos últimos tempos.

Independentemente de todos os esforços que fez em outras áreas, Robert McNamara ficou para sempre associado à Guerra do Vietname (1959-1975), que chegou a ser chamada "a guerra de McNamara" e que foi a mais controversa guerra envolvendo os Estados Unidos e a única a terminar com uma retirada e não com uma vitória.

Conhecido como um político com uma fixação pela análise estatística, McNamara foi escolhido para dirigir o Pentágono pelo presidente John F. Kennedy em 1961, quando presidente da Ford. Permaneceu no cargo durante sete anos, mais do que qualquer dos seus antecessores desde a criação do cargo de secretário da Defesa, em 1947.

A associação do seu nome à Guerra do Vietname chegou a tornar-se pessoal, quando o seu filho, então estudante na Universidade de Stanford, participou em manifestações contra a guerra liderada pelo pai.

O seu nome do meio - Strange (estranho) - foi usado pelos críticos para explicar a falta de piedade com que McNamara olhava para os números de soldados norte-americanos mortos no conflito.

Depois de sair do Pentágono, à beira de um esgotamento nervoso, McNamara tornou-se presidente do Banco Mundial e empenhou-se fortemente na promoção da ideia de que melhorar as condições de vida nas comunidades rurais dos países em desenvolvimento era um caminho para a paz mais prometedor do que a proliferação de armas e de exércitos.

De personalidade reservada, McNamara recusou durante muitos anos escrever as suas memórias, explicar a sua visão da guerra ou a sua perspectiva sobre as disputas com os generais. Só no início dos anos 1990 começou a falar.

Em 1991, disse à revista Time que não acreditou que o bombardeamento do norte do Vietname - a maior campanha de bombardeamentos até então registada - resultasse, mas que concordou "porque era preciso tentar provar que não resultava e porque outras pessoas pensavam que ia resultar".

E, em 1993, depois do fim da Guerra-Fria, McNamara começou a escrever as suas memórias por considerar que algumas das lições aprendidas com a guerra do Vietname se aplicavam ao período pós Guerra-Fria, "por estranho que possa parecer".

"In Retrospect: The Tragedy and Lessons of Vietnam" foi publicado em 1995. No livro, McNamara escreveu que em 1967 tinha profundas dúvidas acerca do Vietname e não acreditava na capacidade dos Estados Unidos para vencerem a guerrilha.

Apesar dessas dúvidas, escreveu, continuou a manifestar publicamente a convicção de que uma supremacia de fogo dos Estados Unidos forçaria os comunistas a negociar a paz. Nesse período, o número de baixas norte-americanas, entre mortos, desaparecidos e feridos, subiu de 7.466 para mais de 100.000.

"Nós, nas administrações (John F.) Kennedy e (Lyndon) Johnson, agimos de acordo com o que pensámos serem os princípios e as tradições do nosso país. Mas estávamos enganados. Estávamos terrivelmente enganados", disse McNamara, então com 78 anos, a propósito da publicação das suas memórias.

Com a Guerra no Iraque e as semelhanças com a do Vietname, o nome de McNamara voltou ao debate público, a maioria das vezes como comparação com o então secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, mas também porque McNamara foi um dos antigos secretários da Defesa que George W. Bush ouviu em 2006 sobre a política a seguir no Iraque.

Na administração Kennedy, McNamara foi também uma figura-chave na desastrosa invasão da Baía dos Porcos, em Abril de 1961, e na crise dos mísseis de Cuba, 18 meses mais tarde, considerada o momento em que o mundo mais se aproximou de uma guerra nuclear entre os Estados Unidos e a União Soviética.

Depois de 12 anos a presidir ao Banco Mundial, McNamara reformou-se em 1981.

Novo Sony Ericsson com Android em 2010

Embora Sony Ericsson tente manter a sua mais aguardada novidade longe dos olhares, um site Dinamarquês revelou alguns detalhes sobre o telemóvel baseado em Android que a SE deverá lançar no mercado no próximo ano. O modelo deverá fazer parte da linha XPERIA, que até agora inclui apenas o modelo X1, baseado em Windows Mobile.

Ao que tudo indica, o novo modelo irá basear-se na plataforma Qualcomm Snapdragon (QSD8250), prevendo-se uma velocidade do processador na ordem do 1 GHz e comunicações HSPA com taxas de download até 7,2 Mbps. As características incluirão ainda uma câmara de 8 Mp com autofocus e flash, uma ligação de 3,5 milímetros para auscultadores e uma porta mini USB, bem como o tradicional ecrã sensível ao toque.

Tendo em conta a data de lançamento previsto - 2010 -, é provável que o novo SE inclua já a versão 2.00 do sistema operativo Android, que deverá ser apresentada até ao final deste ano.

Descida de 3,5% da Galp Energia leva bolsa a cair quase 1%

A bolsa portuguesa terminou a sessão a negociar em queda, a acompanhar o sentimento negativo que se viveu nas congéneres europeias, num dia em que a Galp Energia caiu 3,5%.

O PSI-20 encerrou a desvalorizar 0,98% para os 7.094,27 pontos, com 15 acções em queda, quatro em alta e um inalterado. Na Europa, a sessão foi também de fortes quedas, com os índices europeus a terminarem com descidas que oscilaram entre 1% e 2,5%.

A pressionar a negociação estiveram sobretudo os receios quanto à recuperação económica, depois de o vice-Presidente dos Estados Unidos ter dito ontem que a administração Obama “leu mal” a economia, quando disse que o desemprego nos EUA atingiria o seu pico nos 8%, se o Congresso aprovasse o plano de recuperação económica.

Em Portugal, a Galp Energia foi o título que mais pressionou a praça nacional, ao perder 3,50% para 9,65 euros, num dia em que os preços do petróleo estão a negociar em mínimos de Maio, a cotarem abaixo dos 65 dólares por barril. A contribuir para a queda da petrolífera esteve ainda o anúncio da Petrobrás, que teve de fazer uma paragem de uns testes no Tupi para fazer uma reparação de equipamentos. Recorde-se que a Galp detém 10% do consórcio que está a explorar o campo do Tupi.

A pressionar estiveram ainda os títulos da banca, com o BCP a cair 1,78% para 0,717 euros, enquanto o BEScedeu 0,46% para 4,08 euros. Ambos os bancos corrigem das valorizações elevadas das últimas sessões, depois da entidade liderada por Ricardo Salgado ter apreciado mais de 9% na semana passada, animado pela divulgação de “research” positivos.

Ainda no sector financeiro, o BPI terminou inalterado nos 1,80 euros.

A contribuir para o desempenho da bolsa portuguesa esteve ainda a desvalorização da EDP, que perdeu 0,54% para 2,78 euros, enquanto a EDP Renováveis recuou 1,79% para 7,081 euros.

Uma nota negativa ainda para o sector da construção, numa sessão em que a Mota-Engil deslizou 2,45% para 3,141 euros e a Teixeira Duarte cedeu 1,67% para 0,94 euros. Fora do PSI-20, a Soares da Costa caiu 2,78% para 1,05 euros, depois de ter perdido mais de 5% na sessão.

A notícia de que as construtoras portuguesas estão a ter dificuldades no acesso ao pagamento de obras já efectuadas em Angola é vista pelos analistas do Espírito Santo Resrarch (ESR) e do BPI como “neutral a negativa” para estas empresas. Os analistas destacam o peso do mercado angolano nas receitas das empresas de construção em causa.

A impedir o índice de registar maiores perdas esteve a Brisa, com a concessionária a ganhar 1,52% para 5,269 euros, num dia marcado pelas quedas.

A travar maiores quedas esteve ainda a Portugal Telecom, que avançou 0,3% para 7,001 euros, um sentimento que não foi seguido pelas suas pares nacionais. A Zon recuou 1,41% para 3,773 euros, enquanto aSonaecom caiu 2,45% para 1,67 euros.

Rendas de escritórios: este pode ser o pior ano desde 2004

Os arrendamentos no sector dos escritórios em Lisboa caíram 47 por cento nos primeiros cinco meses do ano, em relação ao período homólogo.

De acordo com os mais recentes dados fornecidos pelo Lisbon Prime Índex (LPI), até final de Maio de 2009 foram arrendados 30.592 metros quadrados de escritórios na zona de Lisboa, enquanto no mesmo período do ano passado este número tinha sido de 58.190 metros quadrados.

«A manter esta tendência, estima-se que 2009 poderá vir registar o pior número dos últimos cinco anos, embora estime-se que o comportamento deste sector venha a melhorar consideravelmente nos próximos meses», refere a consultora de imobiliário Worx em comunicado.

As razões da quebra

Na origem deste decréscimo estão várias razões. Segundo o responsável do departamento de Agência da Worx, Pedro Salema Garção, durante este ano tem-se verificado uma tendência paraa uma «suspensão das estratégias de relocalização, perspectivando-se um ano de 2009 com reduzida actividade».

«A renegociação das rendas, a dificuldade de capital inicial para obras de adaptação, a incerteza na estratégia e desenvolvimento da empresa, a tendência das mais variadas entidades para renegociar por mais um ano/um ano e meio o espaço onde estão actualmente, os custos elevados associados a uma mudança de espaço e a dificuldade de crédito no caso da compra de escritórios, são alguns dos principais motivos que têm diminuído a actividade neste sector», defende Pedro Salema Garção.

Além disso, as empresas internacionais estão mais dependentes dacasa-mãe que, neste momento, também estão mais reticentes em relação à procura ou mudança de instalações.

Paralelamente, os proprietários, principalmente os Fundos de Investimento Imobiliário, têm vindo a salvaguardar as suas posições e estão mais exigentes no que diz respeito às garantias bancárias, procurando contratos com o menor risco.

Empresários podem ter direito a subsídio de desemprego

O ministro do Trabalho admitiu esta segunda-feira criar até ao final da legislatura uma prestação social para pequenos empresários em situação de desemprego.

«O Governo tem vindo a trabalhar com as associações empresariais no sentido de estudar a possibilidade de criar uma prestação social para empresários que vejam a sua situação degradada em virtude do encerramento das suas empresas», disse o ministro aos jornalistas.

«Naturalmente que estamos a falar de pequenas e médias empresas», referiu Vieira da Silva explicando «não ser fácil tecnicamente criar esta prestação dada a dificuldade de provar a involuntariedade do desemprego».

Para Vieira da Silva «não é um compromisso assumido chegar ao fim da legislatura com esta prestação social», mas pretende tê-la preparada.

A possibilidade de os empresários poderem ter direito a protecção social em caso de desemprego está consignada no Código Contributivo, cuja discussão pela comissão parlamentar da especialidade começa terça-feira.

Ocupação hoteleira no Algarve baixou em Junho

A ocupação hoteleira no Algarve baixou em Junho, especialmente nas unidades de cinco estrelas, segundo dados provisórios da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA). A taxa de ocupação global média por quarto recuou 4,3 por cento em Junho, face ao mês homólogo de 2008, para 68,8 por cento, nas unidades de alojamento algarvias.

De acordo com a associação, as maiores descidas registadas na procura da hotelaria algarvia no mês passado ocorreram nas zonas de Vilamoura e Quarteira e Quinta do Lago (-13,9 por cento), Faro e Olhão (-10,7 por cento) e Carvoeiro e Armação de Pêra (-6,2 por cento).

Tavira e a zona de Portimão e Praia da Rocha verificaram, em contrapartida, aumentos na taxa de ocupação 3,1 e 1,6 por cento.

Os números da AHETA indicam ainda que a zona de Monte Gordo e Vila Real de Santo António foi a que apresentou a taxa de ocupação mais elevada, com 82 por cento, enquanto Faro e Olhão registaram a taxa de ocupação mais baixa, com 49,2 por cento.

As principais quebras registaram-se nos hotéis e aparthotéis de cinco estrelas (-13,2 por cento), nos de duas estrelas (-10,5 por cento) e nos de quatro estrelas (-4,4 por cento).

Por nacionalidades, os britânicos representaram 39,6 por cento das dormidas totais no Algarve, seguidos dos portugueses com 23,5 e dos alemães com 9,7 por cento.

Carros híbridos impulsionam vendas da Honda e da Toyota

Os carros híbridos da Honda e Toyota lideraram os tops dos carros mais vendidos no Japão em Junho, como consequência do incentivo fiscal introduzido em Abril pelo governo japonês.

De acordo com a Associação de Concessionários de Automóveis japonesa, as vendas do modelo da Toyota Prius, (cujo motor pode ser movido a gasolina como a electricidade), subiram 258 por cento para 22,292 unidades, relativamente ao mesmo período do ano passado, originando o número um, dos carros mais vendidos no Japão.
A Honda foi a marca que obteve melhor desempenho a nível comercial no mês anterior. O modelo híbrido Insight, ocupou a quarta posição dos veículos mais vendidos no Japão, originando o abrandamento da queda das vendas para 7,1 por cento.

Gripe A pode atingir 25% da população

O director-geral da Saúde prevê um crescimento exponencial do número de infectados com gripe A em Portugal. Francisco George aponta para 25 por cento de portugueses infectados já no próximo Inverno. "Pode acontecer que em semanas de onda epidémica 20 a 25 por cento da população seja afectada", afirmou ontem o responsável, frisando que "dentro de duas semanas, ou menos", se deverá chegar aos cem casos.

O Ministério da Saúde confirmou mais um caso de infecção com o vírus H1N1, elevando-se assim para 42 o número de portugueses que contraíram gripe A. Trata-se de um menino de dois anos, proveniente do México, que se encontra internado no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa.

Dos 42 casos confirmados, em 40 o vírus foi contraído no estrangeiro e em apenas dois o contágio sucedeu em Portugal. Uma destas situações é um bebé de 13 meses, que está internado em Ponta Delgada, depois de ter sido contagiado por uma mulher de 29 anos vinda do Canadá.

Sabe-se agora que da primeira vez que esta mulher foi ao Hospital de Ponta Delgada foi mandada para casa porque não tinha febre. 'As pessoas desenvolvem a sintomatologia em timings diferentes. Neste caso, só ao fim de cinco dias a temperatura excedeu os 38 graus, condição necessária para ser considerado um caso em investigação', disse ao CM Rafael Cota, assessor da Secretaria de Saúde dos Açores.

Foram também feitos testes laboratoriais ao caso de uma criança de três anos que tinha estado em contacto próximo com o bebé infectado, mas os resultados foram negativos.

No comunicado com o ponto da situação sobre a doença, o Ministério da Saúde faz um apelo a 'toda a comunidade (famílias, escolas, empresas) para que colabore com comportamentos que dificultem a transmissão do vírus'. Em todo o Mundo há 95 249 casos confirmados. Morreram 425 pessoas.

'TODOS APONTAM PARA ESTES NÚMEROS': Francisco georgeDirector-geral da Saúde

Correio da Manhã – A previsão de 25% de infectados no Outono é realista?

Francisco George – Todos os países apontam para números desta ordem. Mas atenção, que muitos não vão precisar de ser hospitalizados. Devem contactar a Linha Saúde 24 e evitar encher hospitais e centros de saúde.

– Falou também em cem casos dentro de 15 dias ou menos...

– Portugal, bem como outros países, tem o compromisso de enviar um relatório para a Organização Mundial da Saúde quando atingir os primeiros cem casos, e foi por isso que falei desse número.

– Dos 42 casos registados até agora, quantas pessoas estão internadas?

– Cerca de uma dezena.

– Em algum desses casos houve perigo de vida?

– Em Portugal não houve nenhum caso complicado, todos evoluíram para a cura e tiveram alta ao fim de cinco, seis dias. Neste momento, não temos nenhum caso que inspire cuidados.

A GRIPE NO MUNDO

País Casos Rácio (Por milhão de habitantes)
Chile 8160 491,52
Ilhas Caimão 14 285,51
Canadá 8883 265,25
Austrália 5298 249,17
Brunei 93 239,57
EUA 33 902 110,35
México 10 262 92,27
Macau 47 83,95
Espanha 776 19,15
Grécia 140 13,04
Holanda 135 8,08
Cabo Verde 3 6,99
Alemanha 505 6,13
França 318 4,96
PORTUGAL 42 3,92
Brasil 756 3,80
Itália 146 2,51

Fonte: ECDC

McAfee VirusScan bloqueia servidores e PCs

De acordo com o site tecnológico The Register, há hoje em todo o mundo administradores de sistema à beira de um ataque de nervos. Muitas máquinas (computadores pessoais e servidores) que utilizam o McAfee VirusScan estão a apresentar os famosos "ecrãs azuis da morte". A razão tem que ver aparentemente com a identificação de um falso positivo que faz com que a aplicação de segurança ataque os ficheiros principais do sistema.

Bolsas dos EUA em queda pressionadas pelas petrolíferas

As bolsas norte-americanas seguem a negociar em queda com as petrolíferas a pressionar, num dia em que o petróleo cai mais de 4% em Nova Iorque. A impedir maiores perdas está a menor contracção da indústria de serviços em Junho.

O Dow Jones descia 0,50% para 8.239,10 pontos, oNasdaq caía 0,94% para 1.779,61 pontos e o S&P desvalorizava 0,61% para 890,91 pontos.

A pressionar mais está a Exxon que perde 2,82% para 66,56 dólares e a Chevron que cai 2,72% para 62,67 dólares. A Cabot Oil & Gás desvaloriza 5,83% para 28,59 dólares.

Os preços do petróleo seguiam em queda, a reflectir os receios de que a recuperação da economia poderá estar mais longe do que o previsto, provocando quebras no consumo de combustíveis. A matéria-prima está a negociar em mínimos de Maio e a perder mais de 3% nos EUA.

A indústria dos serviços dos Estados Unidos registou, em Junho, a menor contracção dos últimos nove meses reflectindo a melhoria dos indicadores de novas encomendas e dos emprego.

Nas tecnológicas, a Apple perde 1,56% para 137,83 dólares e a Google desce 0,98% para 404,49 dólares.

"Condições das empresas nacionais justificam optimismo"

O Espírito Santo Portugal Acções obteve o melhor desempenho entre os fundos de acções nacionais, no segundo trimestre, suportado na aposta em empresas como a Sonae SGPS, Sonaecom e Mota-Engil. Para os próximos seis meses, e acreditando na melhoria dos indicadores económicos, o gestor José Carlos Valente afirma ao Negócios, em entrevista por email, que vê oportunidades nas empresas mais cíclicas, e também no sector financeiro.

Depois um semestre claramente positivo, que sectores poderão gerar retornos mais elevados nesta segunda metade do ano?

Existem sempre desequilíbrios que resultam em oportunidades após fortes correcções ou fortes valorizações nos mercados accionistas - a forte correcção a que assistimos nos mercados accionistas até Março de 2009 não deverá ser uma excepção. A aversão aos mercados accionistas originou uma elevada rotação sectorial dos investidores para sectores mais defensivos, em contrapartida de sectores mais cíclicos e do sector da banca. Acreditamos também que seja nestes últimos que surjam as oportunidades mais atractivas para os nossos subscritores, caso as condições macroeconómicas propiciem um ambiente económico mais favorável.

E há bases fundamentais para a recuperação que se tem observado?

Apesar de ser ainda demasiado cedo para dizer que o ciclo económico se encontra em clara recuperação, é inquestionável que alguns indicadores avançados demonstram já algumas melhorias na situação económica, ou pelo menos demonstram um abrandamento do ritmo de deterioração. O passado ensinou-nos que os mercados accionistas tendem a antecipar as recuperações económicas muito antes de esta ser evidente na economia real.

Que factores ditarão o rumo das bolsas no curto/médio prazo?

A sustentabilidade dos mercados accionistas estará correlacionada com a recuperação proveniente dos dados macroeconómicos provenientes dos EUA e da Zona Euro e com a resiliência demonstrada pelas economias emergentes (principalmente da chinesa, que tem sido um dos grandes vectores do crescimento mundial). É fundamental para uma recuperação económica que se assista a uma total estabilização do sistema financeiro, que os dados provenientes do mercado de trabalho demonstrem sinais de estabilização, que as taxas de juro se mantenham baixas (para tal é necessário que não existam sinais inflacionistas) e que o consumo comece a recuperar.

Podemos esperar um desempenho positivo do PSI-20 em 2009?

Existem condições particulares nas empresas nacionais que justificam um certo optimismo, ou que, no mínimo, nos fazem acreditar que as mesmas estão bem posicionadas para ultrapassar, ou até saírem mais fortalecidas desta crise económica.

A diminuição da actividade doméstica em Portugal e nos mercados mais desenvolvidos tem sido colmatada pelo dinamismo criado entre a tríade Portugal, Brasil e Angola, que continua a ser um pólo de crescimento para as empresas portuguesas. De salientar a Europa de Leste, que se tem vindo a assumir como um mercado de forte potencial para algumas empresas, como a Jerónimo Martins e a Mota-Engil.

No primeiro semestre, o Espírito Santo Portugal Acções registou uma rendibilidade de 22,6%. Quais foram as principais apostas para quase duplicar o desempenho do PSI-20?

As empresas nacionais que permitiram duplicar o desempenho do PSI-20 foram a Sonae SGPS, Mota-Engil, Soares da Costa, Galp Energia e Sonaecom. Empresas em que possuíamos uma exposição superior nos fundos nacionais quando comparadas com o peso destas no índice PSI-20, o que originou grande parte da diferença para o PSI-20.

Qual a importância das empresas de menor capitalização para este desempenho? E quais foram as "apostas" do Espírito Santo Portugal Acções?

O "stock picking" resultante da analise fundamental dos títulos do PSI-20, entre outras variáveis, tenta filtrar empresas com uma relação retorno\risco atractivas, que apresentem "cash flows" resilientes ao ciclo económico e que estejam a transaccionar a múltiplos conservadores quando comparados com a sua média histórica. O que nos levou a constituir posições relevantes em empresas como a Mota-Engil, Soares da Costa e a Glintt.

Internet Explorer 8 atinge 20% de quota mercado em Portugal

A versão 8 do Internet Explorer da Microsoft, ultrapassou os 20% de quota de mercado em Portugal, desde o seu lançamento a 20 de Março, “tornando-se a versão de adopção mais rápida de sempre do Internet Explorer”, diz a fabricante de software em comunicado, tendo como base a análise do StatCounter GlobalStats.

“O Internet Explorer 8 vem potenciar a interacção online com os utilizadores, permitindo que cada marca ou serviço disponibilize funcionalidades que garantam uma maior fidelização e consequente aumento do tráfego online”, adianta a Microsoft na mesma nota.

A versão sete continua a liderar os browsers mais utilizados, seguido do Firefox 3.0, seguido então da versão 8 do Internet Explorer.

Banco Mundial avança com 1.800 milhões para o comércio

Programa Global de Liquidez terá duração de três anosO presidente do Banco Mundial anunciou a disponibilização de 1.800 milhões de euros (2.500 milhões de dólares) para dar liquidez ao comércio.

«Há Estados que estão a brincar com o fogo»

O chamado Programa Global de Liquidez para o Comércio foi lançado durante a última reunião do G20, no mês de Abril, em Londres. De acordo com a agência Efe, Robert Zoellick explicou que «a falta de crédito era alarmante» e era preciso reverter o cenário. Daí o programa que terá a duração de três anos.

Espera-se que, com os acordos que o Banco Mundial tem vindo a fazer com instituições financeiras privadas, a verba duplique.

Taxas Euribor prosseguem em baixa para novos mínimos

As taxas Euribor, praticadas nos empréstimos interbancários, mantiveram hoje a tendência descendente, renovando mínimos, com a taxa a três meses a cair pela décima nona sessão consecutiva.

A taxa a três meses recuou para 1,048 por cento, um novo mínimo histórico, segundo o fixing da Federação Europeia de Bancos.

A taxa a seis meses, principal indexante do crédito hipotecário em Portugal, fixou-se em 1,268 por cento, e a taxa a 12 meses caiu para 1,456 por cento.

As Euribor, que são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário, mantêm a tendência de queda desde Outubro de 2008.

Petróleo desce abaixo dos 64 dólares por barril

Os preços do petróleo atingiram o valor mais baixo das últimas cinco semanas, ao serem comercializados abaixo dos 64 dólares (46 euros) por barril, como consequência do aumento do valor do dólar e do aumento da taxa de desemprego nos Estados Unidos.

Segundo os dados da BBC on-line, o preço do crude norte-americano está a cair 1,58 dólares, sendo o petróleo transaccionado a 64,05 dólares por barril. Em Londres, o valor do Brent está a baixar 1,73 dólares para 63,88 dólares por barril.

A taxa de desemprego alcançou no mês passado o pior resultado dos últimos 26 anos da história dos Estados Unidos, ao chegar ao 9,5 por cento. A Zona Euro registou o mesmo valor, que é o mais alto da última década.

Outros factores que estão na origem da queda do petróleo são a subida do valor do dólar e a contracção da economia britânica a 2,4 por cento no primeiro trimestre deste ano.

Bolsa de Nova Iorque abre em baixa

Wall Street abriu hoje a sessão em baixa, penalizado sobretudo pelos valores do sector energético e mineiro e ressentindo-se do pessimismo dos investidores face à evolução da conjuntura económica.

O índice industrial Dow Jones abriu a perder 0,33 por cento e o tecnológico Nasdaq recuou 0,72 por cento.

Já o índice alargado Standard & Poor’s 100 abriu a desvalorizar 0,51 por cento.

As produtoras de matérias-primas lideram as perdas com o petróleo a descer mais de três por cento em Londres e Nova Iorque.

Vodafone lança HTC Magic

A Vodafone lança hoje o HTC Magic, o smartphone com o sistema Android. Os utilizadores pioneiros, que efectuaram o pré-registo no site da operadora, irão receber também hoje os equipamentos.

O HTC Magic está à venda por 479,9 euros sem qualquer vinculação ou por valores inferiores mediante vinculação de 24 meses num dos planos best da Vodafone. O HTC Magic tem um ecrã táctil QVGA de 3,2 polegadas e dispõe de trackball e botões de navegação para um acesso rápido e fácil. Inclui uma variedade de opções de correio electrónico como o Google Mail, POP3 e IMAP assim como o Google Talk para mensagens instantâneas.

Bolsa perde mais de 1% com 19 acções do PSI-20 em queda

A bolsa nacional perde mais de 1%, em linha com a Europa, num dia em a quase totalidade das acções do PSI-20 negoceia em terreno negativo, com as praças europeias a serem fortemente penalizadas pelos receios de que a retoma económica demore a chegar.

O PSI-20 desvaloriza 1,08% para os 7087,10 pontos, com dezanove cotadas a descer e uma a subir. O índice principal acumula uma subida de 11% este ano. Nas bolsas europeias as perdas oscilam entre 1,3% de Paris e 2,34% de Milão.

Segundo um operador contactado pelo Negócios, a bolsa nacional encontra-se a acompanhar as bolsas europeias, corrigindo das fortes valorizações que levaram o PSI-20 a valorizar 21,05% desde 2 de Março, levando as bolsas a negociar com múltiplos muito elevados face à confiança dos agentes económicos para a economia.

A cotada que mais pressiona é a Galp Energia, que desce mais de 2% para os 9,795 euros, num dia em que o petróleo negoceia em mínimos de Maio.

A EDP e a EDP Renováveis acompanham ao recuarem 0,64% para 2,777 euros e 1,32% para os 7,115 euros, respectivamente. Já a REN é a única cotada do índice principal que negoceia em alta, avança 0,07% para os 2,962 euros.

A banca pressiona fortemente a bolsa nacional, com o BCP e o BES a descerem 2,19% para os 0,714 euros e 1,9% para 4,021 euros, respectivamente. Ambos os bancos corrigem das fortes valorizações registadas recentemente, sendo que o BES valorizou mais de 5% na sexta-feira, impulsionado por um "research" do Millennium BCP que reiterou a recomendação de “compra” e reviu o seu preço-alvo em alta. O BPI acompanha o sector a recuar 0,17% para os 1,797 euros e o Banif perde mais 1% para os 1,17 euros.

A Portugal Telecom recua 0,29% para 6,96 euros, acompanhada pela Sonaecom e Zon Multimédia que perdem 1,87% para 1,68 euros e 0,97% para 3,79 euros.

A Soares da Costa desce 3,70% para 1,04 euros. A Mota-Engil e Teixeira Duarte descem mais de 1% para 3,185 euros e 0,946 euros, respectivamente.

A Brisa desvaloriza 0,48% para 5,165 euros. O sector da construção é também dos que esteve mais em foco durante o “rally” dos últimos três meses, segundo o operador contactado pelo Negócios.

A notícia de que as construtoras portuguesas estão a ter dificuldades no acesso ao pagamento de obras já efectuadas em Angola é vista pelos analistas do Espírito Santo Resrarch (ESR) e do BPI como “neutral a negativa” para estas empresas. Os analistas destacam o peso do mercado angolano nas receitas das empresas de construção em causa.

O renascer da esperança

A derrota eleitoral do Partido Socialista nas últimas eleições europeias, em que praticamente não se falou da Europa, tem uma leitura clara: o País discorda, maioritariamente, das grandes opções, decisões e processos de gestão do actual Governo em relação a um conjunto alargado de áreas da governação.

Esta constatação faz renascer a esperança da mudança.

Mudança de políticas, de actores e de processos.

Na área económica e empresarial estas expectativas de mudança são profundamente animadoras para a ultrapassagem da actual crise em que o País se encontra.

O País espera um conjunto alargado de acções, no domínio da sustentabilidade e da eficiência dos vários sistemas, nomeadamente:
• Uma avaliação criteriosa dos investimentos públicos, com uma análise custos/benefícios detalhada, contas de exploração rigorosas e uma calendarização compatível com os limites de endividamento público do país.
• O regresso expresso e focado às acções de captação de investimento estrangeiro, criando condições de competitividade - fiscal, laboral, social e tecnológica - para esse movimento.
• O aumento de eficiência das empresas e institutos públicos através da adopção de normas e princípios de gestão sadios e da substituição de todos os gestores com cursos risíveis de universidades ou institutos universitários manhosos que só ocupam aqueles cargos, para os quais não têm competência, por "razões que a razão desconhece".
• O aumento da exigência no ensino público, em especial no ensino universitário, promovendo uma racionalização de cursos e a adopção de "standards" de qualidade elevados em todas as instituições, encerrando as que não os atingirem.
• O apoio claro às acções de reestruturação empresarial sectorial, fomentando as fusões e concentrações de PMEs de modo a criar unidades com recursos humanos, financeiros e tecnológicos que lhes permitam competir nos mercados globais.
• A utilização universal do princípio do "utilizador/pagador" identificando claramente os apoios sociais, territoriais ou outros de que beneficiam as excepções - individuais ou colectivas, a este principio.
• O aumento da eficiência do sistema produtivo nacional, com mais incorporação de inteligência e conhecimento, tornando-o competitivo nos mercados internacionais, incrementando, assim, de forma segura o nosso fluxo exportador.
• A construção de redes europeias de "Knowledge Valleys" onde as melhores empresas portuguesas se localizam, passando a integrar sistemas globais de permuta de conhecimento e experiência empresarial.

Mas para além destes princípios de actuação para a melhoria da eficiência e competitividade do País, única forma de criar riqueza que possa, posteriormente, ser distribuída, renasce também a esperança de um novo paradigma político, económico e social. Com uma postura mais serena e contida dos dirigentes públicos em especial dos órgãos de soberania. Com menos propaganda, menos anúncios, menos marketing e mais realizações e trabalho verdadeiro e sereno. Com menos crispação e conflito e com maior profundidade das análises, reflexões e estudos que suportem as decisões.

Os próximos meses serão decisivos para a consolidação desta esperança. Os anúncios dos programas eleitorais, as prioridades de desenvolvimento, o rigor dos projectos apresentados e a qualidade das equipas que os vão liderar vão-nos esclarecer sobre o que podemos esperar para os próximos quatro anos.

A mudança é fundamental, obrigatória, desejada.

Esperemos, sinceramente, que os novos caminhos nos coloquem de novo na trajectória do crescimento europeu, voltando o nosso país a ser um exemplo para os seus pares.

Bolsas em forte queda com reacender de receios financeiros

Praça nacional com pesos pesados a penalizarAs bolsas europeias abriram esta segunda-feira em forte queda, depois de já os mercados asiáticos terem fechado no vermelho. Na base das quedas estão novos receios relacionados com a crise.

O banco alemão IKB apresentou prejuízos de 581 milhões de euros no ano fiscal que terminou a 31 de Março deste ano, perdas que são ainda resultado da crise do crédito e que estão muito acima do esperado.

O dado reacendeu os receios de que as consequências da crise financeira não sejam ainda totalmente conhecidas e que a crise económica possa, por isso, vir a ser mais longa do que se espera.

O sector financeiro regista perdas um pouco por toda a Europa e a banca nacional acompanha. O BCP recua 0,96% para 0,72 euros, o BES 1,32% para 4,05 euros e o BPI, um pouco melhor, desce 0,1% para 1,80 euros.

Na energia, as notícias também não são as melhores. A Galp perde 1,45% para 9,86 euros, reflectindo a queda no preço do petróleo, que atingiu esta manhã o valor mais baixo das últimas cinco semanas. A EDP também desce 0,32% para 2,79 euros e a EDP Renováveis 1,25% para 7,12 euros.

Nas telecomunicações, as notícias não são melhores, com a PT a deslizar 0,82% para 6,92 euros.

Nota ainda negativa para a Sonae SGPS, que perde 0,58% para 0,68 euros.

Lá por fora, as quedas das restantes praças europeias são ainda mais acentuadas: o IBEX espanhol desce 2,11%, o CAC francês 1,71%, o DAX alemão 2% e o FTSE inglês 1,16%.

Esta tarde, os mercados norte-americanos volta à actividade depois de terem estado encerrados para um fim-de-semana prolongado, parando na passada sexta-feira, véspera do feriado do Dia da Independência.

BT oferece um ano de férias e só paga 25% dos salários

Objectivo é cortar custos e evitar mais despedimentosO grupo britânico de telecomunicações British Telecom (BT) oferece aos seus funcionários um ano de férias, em troca de 25% do salário, que seria pago antecipadamente.

A empresa, afectada pela crise, é mais uma a recorrer a medidas de desespero para evitar o colapso. O objectivo é cortar os gastos com pessoal e evitar fazer mais despedimentos permanentes.

A BT oferece ainda ao seu pessoal a possibilidade de receberem um pagamento único de mil libras, se quiserem aceitar um regime de tempo parcial. A empresa diz mesmo que «quem tem filhos pequenos pode aproveitar para passar mais tempo com eles».

«É conhecido que a BT tem uma política de recursos humanos progressista, baseada nos horários flexíveis», afirmou um porta-voz da empresa.

A BT não é a única empresa a recorrer a medidas de recurso para enfrentar os tempos de crise:

Receitas das maiores empresas vão continuar em queda no segundo trimestre

As receitas de muitas das maiores empresas mundiais como a Toyota ou a Arcelor Mittal vão continuar a cair nos próximos três meses, estima a agência económica Bloomberg. O aumento galopante do desemprego irá manter os consumidores afastados do consumo.

As receitas em termos homólogos dos membros do índice Standard & Poor’s 500 deverão encolher 21 por cento entre Julho e Setembro, depois de uma queda de 34 por cento no segundo trimestre e de cerca de 60 por cento nos primeiros três meses do ano, de acordo com dados compilados pelo S&P e pela Bloomberg.

Os consumidores da maior economia do mundo têm vindo a retrair-se fortemente no consumo, depois de o desemprego ter atingido o valor recorde dos últimos 26 anos em Junho.

Até os norte-americanos voltarem a gastar dinheiro com automóveis, telemóveis ou roupas, muitas companhias dos EUA, da Ásia e da Europa terão de continuar a cortar os seus custos.

Um segundo trimestre de perdas

De acordo com investidores e analistas consultados pela Bloomberg, muitas das maiores empresas do mundo fecharam o segundo trimestre no vermelho.

Para o gigante tecnológico Google, por exemplo, a previsão é que a empresa apresente a segunda taxa mais baixa de crescimento desde que se tornou cotada em bolsa, no trimestre terminado em Junho. Já a Microsoft deverá registar a segunda queda de vendas.

Em outros sectores, como o petrolífero, as previsões não são melhores. As maiores companhias petrolíferas norte-americanas – como a Exxon Mobil, a Chevron e a ConocoPhilips – deverão voltar a ter quedas de receitas no segundo trimestre.

As três maiores fabricantes automóveis japonesas não vão conseguir escapar a novas perdas no trimestre que terminou a 30 de Junho, devido à continuada quebra da procura dos EUA.

A queda de receitas deverá estender-se também às maiores companhias aéreas norte-americanas e também aos principais bancos do país. Neste sector, os analistas estimam que apenas o Goldman Sachs e o Bank of America consigam ainda fazer lucros.

A diminuição do consumo está a afectar também os fornecedores de matérias-primas, que lutam para se manterem rentáveis.

A Arcelor Mittal, maior fabricante mundial de aço, deverá registar neste segundo trimestre a sua terceira perda consecutiva. Os analistas prevêem, contudo, que a empresa regresse aos lucros no terceiro trimestre.

A australiana BHP Billiton, maior empresa mineira do mundo, deverá registar o seu primeiro declínio de receitas em nove anos no ano fiscal que terminará a 30 de Junho.

Já a Dow Chemical, maior empresa química dos EUA, terá chegado ao final do segundo trimestre no vermelho e poderá chegar ao final do actual trimestre a registar uma queda de 94 por cento nos seus lucros.

Confiança dos investidores da zona euro cai pela primeira vez em quatro meses

A confiança dos investidores europeus caiu pela primeira vez em quatro meses em Julho, numa altura em que os sinais de retoma da economia parecem não ser tão seguros como antecipados, segundo o índice Sentix hoje divulgado.

O índice elaborado pelo instituto de conjuntura alemão Sentix para a zona euro caiu para menos 31,3 pontos, contra 27 em Junho.

O índice das expectativas caiu para menos 5,5 pontos contra 1,25 pontos positivos no mês anterior, enquanto o que mede as condições correntes de negócio recuou para 53,75 pontos negativos contra menos 51,25.

"Os investidores estão a ficar impacientes porque a situação não está a melhorar como esperavam", comenta o Sentix no seu comunicado, acrescentando que isto está a tornar-se patente nos mercados bolsistas.

O Sentix indica que 803 investidores responderam ao inquérito mensal, que foi realizado entre os dias 2 e 4 de Julho.

Banco Mundial diz que medidas proteccionistas correm “risco de derrapar”

As medidas proteccionistas implementadas por diversos governos para combater a crise económica correm o risco de "derrapar", considerou hoje o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, acrescentando que tais Estados estão "a brincar com o fogo".

"Os países industrializados utilizaram subsídios para os sectores em dificuldades, enquanto os países em desenvolvimento aumentam de maneira selectiva as barreiras alfandegárias ", considerou Zoellick na conferência sobre comércio e ajuda ao desenvolvimento na sede da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra.

"Estas tendências podem facilmente derrapar nos próximos meses com o aumento do desemprego", considerou o presidente do Banco Mundial.

Apontando nomeadamente o dedo às medidas proteccionistas tomadas pelos Estados Unidos e a China, o patrão do Banco Mundial sublinhou que "os dirigentes devem reconhecer que brincam com o fogo".

A OMC organiza em Genebra durante dois dias uma conferência sobre a ajuda ao comércio ("Aid for trade"), com a participação nomeadamente do director da OMC Pascal Lamy e do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

Taxas Euribor prosseguem em baixa para novos mínimos

As taxas Euribor, praticadas nos empréstimos interbancários, mantiveram hoje a tendência descendente, renovando mínimos, com a taxa a três meses a cair pela décima nona sessão consecutiva.

A taxa a três meses recuou para 1,048 por cento, um novo mínimo histórico, segundo o fixing da Federação Europeia de Bancos.

A taxa a seis meses, principal indexante do crédito hipotecário em Portugal, fixou-se em 1,268 por cento, e a taxa a 12 meses caiu para 1,456 por cento.

As Euribor, que são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário, mantêm a tendência de queda desde Outubro de 2008.

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