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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Receitas das maiores empresas vão continuar em queda no segundo trimestre

As receitas de muitas das maiores empresas mundiais como a Toyota ou a Arcelor Mittal vão continuar a cair nos próximos três meses, estima a agência económica Bloomberg. O aumento galopante do desemprego irá manter os consumidores afastados do consumo.

As receitas em termos homólogos dos membros do índice Standard & Poor’s 500 deverão encolher 21 por cento entre Julho e Setembro, depois de uma queda de 34 por cento no segundo trimestre e de cerca de 60 por cento nos primeiros três meses do ano, de acordo com dados compilados pelo S&P e pela Bloomberg.

Os consumidores da maior economia do mundo têm vindo a retrair-se fortemente no consumo, depois de o desemprego ter atingido o valor recorde dos últimos 26 anos em Junho.

Até os norte-americanos voltarem a gastar dinheiro com automóveis, telemóveis ou roupas, muitas companhias dos EUA, da Ásia e da Europa terão de continuar a cortar os seus custos.

Um segundo trimestre de perdas

De acordo com investidores e analistas consultados pela Bloomberg, muitas das maiores empresas do mundo fecharam o segundo trimestre no vermelho.

Para o gigante tecnológico Google, por exemplo, a previsão é que a empresa apresente a segunda taxa mais baixa de crescimento desde que se tornou cotada em bolsa, no trimestre terminado em Junho. Já a Microsoft deverá registar a segunda queda de vendas.

Em outros sectores, como o petrolífero, as previsões não são melhores. As maiores companhias petrolíferas norte-americanas – como a Exxon Mobil, a Chevron e a ConocoPhilips – deverão voltar a ter quedas de receitas no segundo trimestre.

As três maiores fabricantes automóveis japonesas não vão conseguir escapar a novas perdas no trimestre que terminou a 30 de Junho, devido à continuada quebra da procura dos EUA.

A queda de receitas deverá estender-se também às maiores companhias aéreas norte-americanas e também aos principais bancos do país. Neste sector, os analistas estimam que apenas o Goldman Sachs e o Bank of America consigam ainda fazer lucros.

A diminuição do consumo está a afectar também os fornecedores de matérias-primas, que lutam para se manterem rentáveis.

A Arcelor Mittal, maior fabricante mundial de aço, deverá registar neste segundo trimestre a sua terceira perda consecutiva. Os analistas prevêem, contudo, que a empresa regresse aos lucros no terceiro trimestre.

A australiana BHP Billiton, maior empresa mineira do mundo, deverá registar o seu primeiro declínio de receitas em nove anos no ano fiscal que terminará a 30 de Junho.

Já a Dow Chemical, maior empresa química dos EUA, terá chegado ao final do segundo trimestre no vermelho e poderá chegar ao final do actual trimestre a registar uma queda de 94 por cento nos seus lucros.

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