Notícias principais - Google Notícias

Loading

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Descida de 3,5% da Galp Energia leva bolsa a cair quase 1%

A bolsa portuguesa terminou a sessão a negociar em queda, a acompanhar o sentimento negativo que se viveu nas congéneres europeias, num dia em que a Galp Energia caiu 3,5%.

O PSI-20 encerrou a desvalorizar 0,98% para os 7.094,27 pontos, com 15 acções em queda, quatro em alta e um inalterado. Na Europa, a sessão foi também de fortes quedas, com os índices europeus a terminarem com descidas que oscilaram entre 1% e 2,5%.

A pressionar a negociação estiveram sobretudo os receios quanto à recuperação económica, depois de o vice-Presidente dos Estados Unidos ter dito ontem que a administração Obama “leu mal” a economia, quando disse que o desemprego nos EUA atingiria o seu pico nos 8%, se o Congresso aprovasse o plano de recuperação económica.

Em Portugal, a Galp Energia foi o título que mais pressionou a praça nacional, ao perder 3,50% para 9,65 euros, num dia em que os preços do petróleo estão a negociar em mínimos de Maio, a cotarem abaixo dos 65 dólares por barril. A contribuir para a queda da petrolífera esteve ainda o anúncio da Petrobrás, que teve de fazer uma paragem de uns testes no Tupi para fazer uma reparação de equipamentos. Recorde-se que a Galp detém 10% do consórcio que está a explorar o campo do Tupi.

A pressionar estiveram ainda os títulos da banca, com o BCP a cair 1,78% para 0,717 euros, enquanto o BEScedeu 0,46% para 4,08 euros. Ambos os bancos corrigem das valorizações elevadas das últimas sessões, depois da entidade liderada por Ricardo Salgado ter apreciado mais de 9% na semana passada, animado pela divulgação de “research” positivos.

Ainda no sector financeiro, o BPI terminou inalterado nos 1,80 euros.

A contribuir para o desempenho da bolsa portuguesa esteve ainda a desvalorização da EDP, que perdeu 0,54% para 2,78 euros, enquanto a EDP Renováveis recuou 1,79% para 7,081 euros.

Uma nota negativa ainda para o sector da construção, numa sessão em que a Mota-Engil deslizou 2,45% para 3,141 euros e a Teixeira Duarte cedeu 1,67% para 0,94 euros. Fora do PSI-20, a Soares da Costa caiu 2,78% para 1,05 euros, depois de ter perdido mais de 5% na sessão.

A notícia de que as construtoras portuguesas estão a ter dificuldades no acesso ao pagamento de obras já efectuadas em Angola é vista pelos analistas do Espírito Santo Resrarch (ESR) e do BPI como “neutral a negativa” para estas empresas. Os analistas destacam o peso do mercado angolano nas receitas das empresas de construção em causa.

A impedir o índice de registar maiores perdas esteve a Brisa, com a concessionária a ganhar 1,52% para 5,269 euros, num dia marcado pelas quedas.

A travar maiores quedas esteve ainda a Portugal Telecom, que avançou 0,3% para 7,001 euros, um sentimento que não foi seguido pelas suas pares nacionais. A Zon recuou 1,41% para 3,773 euros, enquanto aSonaecom caiu 2,45% para 1,67 euros.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Castro Jerónimo - Search Engine

Arquivo do blogue