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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Bolsa perde mais de 1% com 19 acções do PSI-20 em queda

A bolsa nacional perde mais de 1%, em linha com a Europa, num dia em a quase totalidade das acções do PSI-20 negoceia em terreno negativo, com as praças europeias a serem fortemente penalizadas pelos receios de que a retoma económica demore a chegar.

O PSI-20 desvaloriza 1,08% para os 7087,10 pontos, com dezanove cotadas a descer e uma a subir. O índice principal acumula uma subida de 11% este ano. Nas bolsas europeias as perdas oscilam entre 1,3% de Paris e 2,34% de Milão.

Segundo um operador contactado pelo Negócios, a bolsa nacional encontra-se a acompanhar as bolsas europeias, corrigindo das fortes valorizações que levaram o PSI-20 a valorizar 21,05% desde 2 de Março, levando as bolsas a negociar com múltiplos muito elevados face à confiança dos agentes económicos para a economia.

A cotada que mais pressiona é a Galp Energia, que desce mais de 2% para os 9,795 euros, num dia em que o petróleo negoceia em mínimos de Maio.

A EDP e a EDP Renováveis acompanham ao recuarem 0,64% para 2,777 euros e 1,32% para os 7,115 euros, respectivamente. Já a REN é a única cotada do índice principal que negoceia em alta, avança 0,07% para os 2,962 euros.

A banca pressiona fortemente a bolsa nacional, com o BCP e o BES a descerem 2,19% para os 0,714 euros e 1,9% para 4,021 euros, respectivamente. Ambos os bancos corrigem das fortes valorizações registadas recentemente, sendo que o BES valorizou mais de 5% na sexta-feira, impulsionado por um "research" do Millennium BCP que reiterou a recomendação de “compra” e reviu o seu preço-alvo em alta. O BPI acompanha o sector a recuar 0,17% para os 1,797 euros e o Banif perde mais 1% para os 1,17 euros.

A Portugal Telecom recua 0,29% para 6,96 euros, acompanhada pela Sonaecom e Zon Multimédia que perdem 1,87% para 1,68 euros e 0,97% para 3,79 euros.

A Soares da Costa desce 3,70% para 1,04 euros. A Mota-Engil e Teixeira Duarte descem mais de 1% para 3,185 euros e 0,946 euros, respectivamente.

A Brisa desvaloriza 0,48% para 5,165 euros. O sector da construção é também dos que esteve mais em foco durante o “rally” dos últimos três meses, segundo o operador contactado pelo Negócios.

A notícia de que as construtoras portuguesas estão a ter dificuldades no acesso ao pagamento de obras já efectuadas em Angola é vista pelos analistas do Espírito Santo Resrarch (ESR) e do BPI como “neutral a negativa” para estas empresas. Os analistas destacam o peso do mercado angolano nas receitas das empresas de construção em causa.

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