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as reformas necessárias”.
ições? Que Perspectivas para o futuro?”.Situação do país é uma bomba-relógio
Opção contrária foi a tomada pelo actual Governo. Segundo o ex-ministro das Finanças, o programa do PS «não altera nada» de essencial. «Só aposta nas obras públicas. Com mais auto-estradas só vamos criar condições para fugir daqui».
«Outra preocupação é os homossexuais. Se andarmos preocupados com os homossexuais quando o país está a morrer, nem eles sobrevivem», ironizou o economista.
Neste sentido, Portugal «caminha para situação financeira cada vez mais desequilibrada», o que, «em certa medida, se torna numa bomba-relógio».
Ex-ministro apela a entendimento entre PS e PSD
Por isso, o economista alerta que «é preciso criar um entendimento entre os dois principais partidos políticos», embora considere que «nem os activos políticos nem os inactivos sabem alguma coisa».
Mas, Medina Carreira vai mais longe e põe em causa o futuro da democracia em Portugal. «Se os políticos continuarem a fazer política apenas para hoje e amanhã o regime republicano vai ter um fim muito desagradável».
Nessa óptica de descrença, o ex-governante afasta qualquer candidatura ao cargo de Presidente da República. «O Presidente hoje não tem poder para mudar nada. Pode dissolver a Assembleia da República mas é raro, pode dirigir mensagens ao Parlamento, mas o actual não o faz», respondeu o antigo ministro aos jornalistas.
A utilização das tecnologias de informação e comunicação «variou na razão da dimensão da empresa», como se lê no estudo divulgado pelo INE.
Nas grandes empresas (com 250 e mais pessoas ao serviço), 100% dos funcionários utilizou computador, e-mail e acedeu à Internet.
Já nas médias empresas, 99,8% usou computador, 99,6% utilizaram e-mail e 99,2% acederam à «world wide werb».
Nas pequenas empresas (entre 10 e 49 trabalhadores), o computador foi utilizado por 94,5%, o correio electrónico por 88,9% e a Net por 91,6%.
Já em relação à posse de website, 94% são grandes empresas, contra as pequenas empresas onde apenas 47,3% afirmaram ter presença na Internet.
Mesmo assim nota-se um avanço considerável da utilização destas tecnologias nas pequenas empresas onde, em 2009, 98,7% acederam à Net por banda larga, o que corresponde a 88,1% do total de empresas ligadas à «rede».
Esta tarde, o mercado está de olhos postos na reunião da Reserva Federal (Fed) norte-americana, que termina hoje. A autoridade monetária vai revelar a decisão sobre as taxas de juro na maior economia do mundo.
Por cá, o Banco Central Europeu (BCE) vai estar reunido na quinta-feira.
Neste momento, o euro está a subir 0,72% para 1,4826 dólares.
De acordo com os dados do Departamento norte-americano da Energia (DoE) divulgados há pouco, os stocks de crude caíram em 3,94 milhões de barris na semana passada, quando os analistas contactados pela Bloomberg apontavam para uma subida de 1,5 milhões de barris.
Neste momento, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência ao mercado português está a avançar 1 dólar para 79,11 por cada barril.
Em Nova Iorque, o crude está a somar 1,07 dólares e cada barril custa 80,67.
José Silva Lopes, ex-governador do Banco de Portugal, retratou o aumento salarial como uma «fábrica de desemprego», uma imagem arrasadora justificada pelos quatro economistas com a crise económica que o país atravessa.
«Estamos numa situação de deflação, com um problema orçamental monstruoso», disse à Agência Financeira João César das Neves.
Por isso, «não há condições para aumentar nada», resume Medina Carreira. Seja para os funcionários de cargos intermédios ou para os altos cargos. «Os altos gestores já estão governados», disse à AF o ex-responsável pela pasta das Finanças.
Face a este cenário negro, João César das Neves defende o estender do congelamento para o sector privado, embora fazendo a destrinça baseada na criação de riqueza. «O sector privado é muito variado e, por isso, deve ser analisado de acordo com a sua produtividade».
No entanto, mesmo com o congelamento dos vencimentos, o economista Miguel Beleza alertou: «Quando se fala dos aumentos para a Função Pública fala-se numa média, mas existem muitas progressões automáticas, que abrange sempre um número considerável de pessoas».
Na contra-corrente está o economista social-democrata Miguel Frasquilho. «Eu subscrevo a opinião de Vítor Constâncio que propôs um aumento até 1,5%, penso que é comportável», disse à AF, acrescentando que este valor «seria uma média e um limite» por onde devem variar os aumentos salariais consoante os cargos.
Os mercados andaram animados pelas empresas de matérias-primas, que valorizaram devido à queda do dólar. Foi o caso do ouro, que bateu novos máximos, mas também do petróleo, que contou ainda com a ajuda da queda dos stocks nos EUA.
Na Europa, os ganhos andaram entre os 1,29% do IBEX espanhol e os 2,4% do CAC francês.
Em Lisboa, muitas empresas registaram ganhos significativos, incluindo os pesos pesados. Na energia, a EDP subiu 3,13% para 3,10 euros, seguida pela Galp, em alta de 0,9% para 11,84 euros.
Na banca, o BCP, cujo vice-presidente pediu ontem a suspensão do mandato, ganhou 0,84% para 96 cêntimos. Melhor fez o BES, com um avanço de 2,1% para 4,90 euros, e melhor ainda o BPI, que trepou 2,69% para 2,33 euros.
Nas telecomunicações, a PT também ganhou 2,2% para 7,87 euros.
Nota ainda para as duas construtoras afectadas pelo chumbo do Tribunal de Contas à duas concessões de auto-estradas. Duas casas de investimento vieram dizer que esta decisão é negativa para a Mota-Engil e para a Soares da Costa, podendo atrasar as obras e implicar a revisão dos contratos, com impacto nas receitas já estimadas pelas duas empresas.
O impacto foi maior no caso da Mota-Engil. As acções não desceram, mas subiram apenas 0,35% para 4,06 euros, bem menos do que a maioria das acções da praça. Já os títulos da Soares da Costa ganharam 2,5% para 1,23 euros. Tudo porque, alertaram os analistas, o risco é maior para a empresa liderada por Jorge Coelho, caso a decisão do Tribunal de Contas se estenda a outras propostas, como a concessão Pinhal Interior, que foi também recentemente adjudicada à Mota-Engil.
Fora do índice PSI20, nota de destaque para a Martifer. A empresa disparou 7,74% para 3,90 euros, impulsionada por uma recomendação positiva.
Nos EUA, os investidores seguem também animados. Por um lado, a subida das matérias-primas anima as empresas do sector, por outro, os investidores aguardam a decisão da Reserva Federal, que está reunida. Os economistas acreditam que a Fed manterá a taxa de juro em mínimos históricos.
O Programa Operacional Regional do Centro, conhecido por «Mais Centro», já aprovou mais de 700 candidaturas de micro e pequenas empresas. Os projectos equivalem a investimentos de 326 milhões de euros.
Deste valor, 190 milhões de euros correspondem a incentivos FEDER, aplicados na região, sendo o «Mais Centro» um instrumento do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) para o período 2007-2013.
Recorde-se que este programa dispõe de uma dotação FEDER de 1,7 mil milhões de euros, a que se junta uma comparticipação nacional de 1,2 mil milhões de euros, o que totaliza 2,9 mil milhões de euros de investimento directo na região centro.