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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Moody’s corta "outlook" da dívida de Portugal para "negativo"

A agência Moody’s reviu em baixa o “outlook” da dívida de Portugal de “estável” para “negativo”, mantendo a notação financeira em “Aa2”. Justifica o corte com os “desafios estruturais para a economia” e a “aparente falta de motivação dos políticos de os resolverem”.

“Apesar da crise global ter passado ao lado de Portugal”, o que permitiu ao país apresentar, este ano, um desempenho em linha, e até acima, dos pares, a “Moody’s receia que o ténue crescimento pós-crise venha a traduzir-se numa adversa dinâmica da dívida de Portugal”.

Para Anthony Thomas, vice-presidente da divisão de dívida soberana da Moody’s, o “problema parece estar no facto de não haver motivação para agir por parte do governo”, lê-se no comunicado emitido, citado pela Bloomberg.

A Moody’s afirma que o mais provável é que Portugal enfrente um “lenta mas inexorável declínio, onde o crescimento permanecerá moroso”. Este é reconhecido como o maior receio da agência, sendo que a Moody’s atribui a culpa para o desempenho económico aos sucessivos governos que não tomaram medidas para aumentar a competitividade.

Se a falta de competitividade se mantiver “o ritmo de crescimento da economia manter-se-á lento.

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