Já foram pedidas mais do dobro das baixas para assistência à família este ano quando comparado com o ano passado. Associações de pais falam de crianças mandadas para casa pelas escolas e de empresas a pressionar trabalhadores para que não faltem, escreve o «Jornal de Notícias».
Entre Janeiro e Outubro, 21.397 trabalhadores meteram baixa de curta duração para assistência à família, destinada a ajudar familiares directos que estejam doentes. Estes números dizem respeito às baixas válidas, no máximo, por uma semana, período de tempo pelo qual as escolas mandam para casa crianças que possam estar doentes com gripe A. O número de baixas para assistência à família, em si mesmo, não é muito grande, mas é mais do dobro do registado nos mesmos meses do ano passado.
No que toca a baixas médicas, subiram 14% face aos mesmos meses do ano passado. Até Outubro, foram registadas mais de 156 mil baixas com duração de até uma semana (554 mil no total).
Apesar de o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social não querer revelar dados por mês, mas só o total acumulado do ano, tanto a Associação das Famílias Numerosas quanto a Federação das Associações de Pais admitem que a subida se deva à necessidade de os pais ficarem em casa com os filhos dispensados da escola devido à gripe A.

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