Continua imparável a fuga dos certificados de aforro. Em Outubro deste ano, os portugueses subscreveram 52 milhões mas resgataram 112. Ou seja, em termos líquidos, deu-se uma redução de 60 milhões de euros.
De acordo com dados do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), já no mês de Setembro o saldo líquido tinha sido bastante negativo: 51 milhões de euros foram retirados deste produto de poupança. No acumulado dos últimos dois meses, desapareceram 111 milhões de euros.
Se, por um lado, é verdade que estas foram as duas maiores quedas, é também verdade que esta tendência não é nova. Desde Abril que os certificados vêm perdendo dinheiro. Na verdade, este ano o saldo só foi positivo em Março (mais 15 milhões de euros).
Em termos acumulados, desde o início do ano, o saldo negativo vai já nos 210 milhões de euros.
A queda das taxas Euribor, a que está indexada a remuneração dos certificados, justifica esta fuga. A remuneração está em queda e em mínimos históricos. A taxa de juro bruta para novas subscrições de Certificados de Aforro, Série C, em Novembro de 2009 foi fixada em 0,875%, a mais baixa de sempre.

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