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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Bruxelas investiga garantia estatal ao BPP

Comissão tem dúvidas se a garantia respeita as regras relativas aos auxílios estataisA Comissão Europeia (CE) deu início a uma investigação aprofundada sobre a garantia estatal a um empréstimo de 450 milhões de euros concedido ao Banco Privado Português (BPP) por seis bancos nacionais.

Num comunicado, Bruxelas lembra que essa garantia foi inicialmente aprovada em 13 de Março de 2009, por um período de seis meses. Nessa altura, a condição imposta a Portugal era que fosse apresentado um plano de reestruturação do banco, que perspectivasse o seu futuro sem novos auxílios estatais.

«Este plano ainda não foi apresentado à Comissão. Em 5 de Junho de 2009, Portugal prolongou a garantia por um novo período de seis meses sem ter notificado tal facto à Comissão», refere o comunicado.

Por isso mesmo, a Comissão «tem dúvidas sobre se a garantia estatal continua a respeitar a Comunicação sobre as orientações relativas aos auxílios estatais para superar a crise financeira, quer em termos de duração, quer em termos de preço».

Bruxelas explica ainda que o início de um procedimento de investigação formal não significa necessariamente que as medidas em causa não estejam em conformidade com as regras em matéria de auxílios estatais da UE. Trata-se de um passo necessário para assegurar segurança jurídica a todos os intervenientes e dá aos terceiros interessados a oportunidade de apresentarem as suas observações.

«A Comissão tem de avaliar se a garantia estatal concedida ao Banco Privado Português permite resolver de forma adequada as dificuldades do banco sem falsear indevidamente a concorrência, bem como se o plano que a Comissão solicitou a Portugal será suficiente para sanar a situação sem necessidade de novos auxílios estatais», disse a comissária responsável pela Concorrência, Neelie Kroes.

Recorde-se que, dos 450 milhões, a CGD e o BCP emprestaram 120 milhões de euros cada, o BES foi responsável por 80 milhões, o Santander Totta por 60 milhões, o BPI por 50 milhões e a Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo (CCCAM) pelos restantes 20 milhões.

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