“A regulação será mais abrangente. O dinheiro fácil e os ‘spreads’ não vão voltar a ser o que foram”, disse o presidente da Associação Portuguesa de Bancos na sua intervenção durante a conferência trimestral do IDEFF, subordinada ao tema “O Direito e a Economia um ano depois da crise: Que L
ições? Que Perspectivas para o futuro?”.António de Sousa considera que foi precisamente o dinheiro fácil e a desregulamentação que provocaram a actual crise, que vai transformar o negócio da banca.
“O modelo de negócio da banca vai ser mais tradicional”, actuando mais como intermediário e a banca de investimento, tal como a conhecemos, vai acabar”. Para o presidente da APB, a banca de investimento “terá mais funções de conselheira e não de tomada de risco directo”.
Melhore regulação; preços mais baixos
Tal como o presidente da APF, também Carlos Rodrigues, presidente do BIG; defendeu no mesmo evento a necessidade de existir uma “melhor regulação”, mas “não mais regulação”.
A “fúria reguladora e a fúria legislativa normalmente dão maus resultados”, disse Carlos Rodrigues, acrescentando que “temos que voltar a aceitar uma tradição de supervisão, mais ligada à persuasão moral e não a regras fixas, que muitas vezes não se adaptam à realidade”.
O futuro da banca foi outros dos temas em debate na conferência desta tarde. A este propósito Paulo Macedo, vice-presidente do Millennium bcp, estima que “no retalho vai haver uma maior regulação o que implica uma maior standardização, ou seja, ofertas mais simples, com custos mais baixos e produtos” mais semelhantes entre os vários bancos.
Os “bancos vão ter uma base estável de clientes em Portugal e ganhar mais clientes em Portgal”, enquanto “o ‘private banking’ terá menos rentabilidade e produtos menos complexos”.

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