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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Europeus e norte-americanos divergiram sobre a taxa Tobin

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, recuou ontem na sua proposta de adopção ao nível global de uma taxa sobre as transacções financeiras ao nível global, conhecida como “taxa Tobin”, e que tinha sido por si avançada no sábado.

A proposta foi apresentada ao G20, que está reunido na Escócia ao nível de ministros das Finanças e governadores de bancos centrais, mas os EUA lideraram de imediato uma reacção de rejeição, através do seu secretário do Tesouro (Timothy Geithner), que foi seguida pelo Canadá, pela Rússia, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo BCE, segundo relata hoje o diárioFinancial Times.

A ministra das Finanças de França, Christine Lagarde, recebeu bem a proposta de Brown, considerando uma taxa sobre as transacções financeiras como “uma coisa muito boa”. A França tem-se manifestado a favor de uma taxa deste tipo, e ontem a Alemanha também a apoiou.

No sábado, Gordon Brown surpreendeu muitos dos participantes nesta reunião ao apoiar a ideia da adopção da taxa Tobim, que tem sido muito defendida na Europa pela esquerda desde os anos 1990.

Brown pretendia que o dinheiro assim arrecadado servisse para pagar futuras injecções de dinheiro na banca, mas avançou com outras três opções para se atingir o mesmo objectivo.

O presidente do FMI, adiantou no entanto, citado por “The Wall Street Journal”, que a sua organização está a estudar a introdução de algum tipo de imposto ou taxa, para levar os bancos a correr menos riscos.

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