Os mercados andaram animados pelas empresas de matérias-primas, que valorizaram devido à queda do dólar. Foi o caso do ouro, que bateu novos máximos, mas também do petróleo, que contou ainda com a ajuda da queda dos stocks nos EUA.
Na Europa, os ganhos andaram entre os 1,29% do IBEX espanhol e os 2,4% do CAC francês.
Em Lisboa, muitas empresas registaram ganhos significativos, incluindo os pesos pesados. Na energia, a EDP subiu 3,13% para 3,10 euros, seguida pela Galp, em alta de 0,9% para 11,84 euros.
Na banca, o BCP, cujo vice-presidente pediu ontem a suspensão do mandato, ganhou 0,84% para 96 cêntimos. Melhor fez o BES, com um avanço de 2,1% para 4,90 euros, e melhor ainda o BPI, que trepou 2,69% para 2,33 euros.
Nas telecomunicações, a PT também ganhou 2,2% para 7,87 euros.
Nota ainda para as duas construtoras afectadas pelo chumbo do Tribunal de Contas à duas concessões de auto-estradas. Duas casas de investimento vieram dizer que esta decisão é negativa para a Mota-Engil e para a Soares da Costa, podendo atrasar as obras e implicar a revisão dos contratos, com impacto nas receitas já estimadas pelas duas empresas.
O impacto foi maior no caso da Mota-Engil. As acções não desceram, mas subiram apenas 0,35% para 4,06 euros, bem menos do que a maioria das acções da praça. Já os títulos da Soares da Costa ganharam 2,5% para 1,23 euros. Tudo porque, alertaram os analistas, o risco é maior para a empresa liderada por Jorge Coelho, caso a decisão do Tribunal de Contas se estenda a outras propostas, como a concessão Pinhal Interior, que foi também recentemente adjudicada à Mota-Engil.
Fora do índice PSI20, nota de destaque para a Martifer. A empresa disparou 7,74% para 3,90 euros, impulsionada por uma recomendação positiva.
Nos EUA, os investidores seguem também animados. Por um lado, a subida das matérias-primas anima as empresas do sector, por outro, os investidores aguardam a decisão da Reserva Federal, que está reunida. Os economistas acreditam que a Fed manterá a taxa de juro em mínimos históricos.

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