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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Bolsas instáveis com Egipto e desilusão alemã

s bolsas europeias negociaram sem sentimento definido esta quarta-feira, com a situação no Egipto a manter os investidores nervosos e a Alemanha a manifestar-se contra a ideia de que o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) poder vir a comprar dívida dos países frágeis.

Os tumultos continuam no Egipto, ameaçando alastrar ao restante Norte de África e Médio Oriente e colocando em perigo o abastecimento de petróleo à Europa. O barril de Brent ultrapassou já os 102 dólares em Londres.

O CAC francês desceu 0,15% e o DAX alemão 0,01%, ao passo que a vizinha Espanha subiu 0,39% e o FTSE inglês ganhou 0,66%.

Banca nacional beneficia de sucesso no leilão da dívida

Em Lisboa, o PSI20 avançou 0,28% para 7.930,37 pontos, no dia em que Portugal voltou a leiloar dívida pública. O país colocou 1.255 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a 6 e 12 meses, com a procura a superar largamente a oferta e os juros a baixarem face a emissões anteriores. A taxa de juro das obrigações portuguesas a 10 anos no mercado secundário ronda agora os 6,8%.

A banca beneficiou deste alívio: o BPI ganhou 0,56% para 1,45 euros, o BES subiu 0,27% para 3,03 euros e o BCP trepou 0,5% para 60 cêntimos. O banco apresentou, já depois do fecho do mercado, os resultados de 2010. Os lucros cresceram 33,9% para 301,6 milhões de euros, bem acima dos 260 esperados pelos analistas, e propôs a atribuição de novas acções aos accionistas através da incorporação de 120 milhões de euros de reservas em capital.

Nas telecomunicações, a PT liderou os ganhos, ao valorizar-se 1.91% para 8,66 euros, depois de o banco Natixis ter elevado a recomendação sobre as suas acções de «neutral» para «comprar». A Sonaecom, pelo contrário, liderou as descidas, recuando 0,99% para 1,40 euros, secundada pela Zon, que desceu 0,72% para 3,70 euros.

No vermelho, a Galp registou uma descida de 0,23% para 14,96 euros, depois de terem surgido notícias de que a Petrobras teria abandonado as negociações com a Eni com vista à aquisição da posição que os italianos detêm na petrolífera nacional. A Petrobras já negou a saída das negociações, em declarações ao «Económico».

Ainda na energia, a EDP fechou estável nos 2,87 euros e a EDPR caiu 0,43% para 4,38 euros.

Nota negativa ainda para a Jerónimo Martins, que hoje cedeu 0,68% para 10,97 euros, depois de o ESIB ter cortado 40 cêntimos ao preço alvo das acções da retalhista, de 11,60 para 11,20 euros. Já a Sonae SGPS desceu 0,49% para 82 cêntimos.

EUA rendem-se ao vermelho

Nos EUA, o arranque da sessão foi pouco consistente. Apesar de se ter sabido que o sector privado criou 187 mil novos postos de trabalho, e de alguns bons resultados empresariais, como os da Time Warner ou a Whirlpool, os mercados seguem em queda, a corrigir dos ganhos recentes.

O Dow Jones cede 0,05%, o Nasdaq 0,14% e o S&P 0,29%.

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