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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Egipto: Vodafone foi obrigada a divulgar mensagens oficiais

O operador britânico de telemóveis Vodafone lamentou esta quinta-feira ter sido obrigado a divulgar mensagens oficiais aos seus assinantes no Egipto, sem que as mesmas fossem claramente atribuídas ao Governo, e afirmou ter-se queixado às autoridades.

Num comunicado divulgado em Londres, citado pela Lusa, o grupo Vodafone explicou que as autoridades egípcias utilizam, desde o início das manifestações anti-governamentais, legislação que obriga os operadores de telemóveis no país (Vodafone, Mobinil e Etisalat) a transmitirem mensagens oficiais à população, sob a forma de SMS.

O grupo, que não deu pormenores sobre as mensagens, assegurou não ter qualquer controlo sobre o seu conteúdo, adiantando que se queixou às autoridades pelo facto de elas não serem claramente atribuídas ao governo. Qualificou a situação de «inaceitável».

Segundo jornalistas da agência noticiosa francesa «AFP» no Egipto, um dos SMS referia: «As forças armadas velam pela vossa segurança e não recorrerão à violência contra este grande povo».

Outro exortava «cada mãe, pai, irmã e irmão e cada cidadão honrado» a «proteger o país», enquanto um terceiro indicava: «À juventude do Egipto: desconfiem dos rumores, escutem a voz da razão, o Egipto está acima de tudo, preservem-no».

Os operadores móveis no Egipto foram igualmente obrigados por diversas vezes a suspenderem os seus serviços em certas zonas a pedido das autoridades. Estas também cortaram durante cinco dias o acesso à Internet em todo o país, para dificultar o movimento de protesto sem precedentes contra o presidente Hosni Mubarak.

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