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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Portugal «não tem nenhuma razão» para não assegurar financiamento

O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, garantiu esta quinta-feira que Portugal «não tem nenhuma razão» para não assegurar as condições de financiamento nos mercados internacionais, sublinhando que o movimento da subida dos juros «não foi específico» para o país.

«O movimento de subida dos juros que hoje se verificou da parte da manhã não foi específico para Portugal, aconteceu em relação a diversos países europeus e, segundo as últimas notícias, encontram-se já a cair», disse Pedro Silva Pereira, nobriefing semanal do Conselho de Ministros.

O ministro afiançou que «Portugal não tem nenhuma razão para pensar que não mantém todas as condições de assegurar [condições de] financiamento no mercados internacionais, bem pelo contrário».

A este propósito, Silva Pereira lembrou que as «operações bem sucedidas» nos recentes leilões de dívida pública portuguesa demonstram que «a procura excede a oferta, um sinal de confirmação da capacidade de financiamento da economia portuguesa e da confiança que a economia portuguesa continua a suscitar».

No entanto, reconheceu que «é verdade que a taxa é elevada», mas argumentou que «não tem correspondência com os fundamentais da economia portuguesas, nem com o trabalho que Portugal está a fazer para a consolidação das contas públicas».

Silva Pereira congratulou-se, a propósito, com «as primeiras notícias extraordinariamente positivas sobre a execução orçamental em 2011 do lado da receita».

Questionado sobre de que forma Portugal poderá inverter esta tendência de subida das taxas de juro, Silva Pereira disse que os bons resultados alcançados ainda não se verificam nos mercados.

«É verdade que, embora Portugal esteja a apresentar bons resultados na execução orçamental, os juros que se verificam nos mercados não reflectem ainda esses resultados. Isso só pode ser explicado com o facto de os mercados de dívida soberana estarem hoje sujeitos a movimentos especulativos de ataque ao euro».

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