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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Portuguesa YDreams coloca Ynvisible na bolsa de Frankfurt

A empresa portuguesa YDreams vai colocar a Ynvisible, criada em Janeiro de 2010 através de um spin-out na sequência de uma operação de angariação de investimento a nível nacional e estrangeiro, na bolsa de Frankfurt.

A Ynvisible opera na área de desenvolvimento de novas tecnologias de electrónica impressa, e verá as suas acções cotadas no First Quotation Board (Open Market) da Bolsa de Valores de Frankfurt já a partir do dia 9 de Fevereiro, refere a empresa portuguesa em comunicado.

A tecnologia Ynvisible pretende acrescentar valor diferenciador a vários mercados já existentes, a um custo baixo, sendo que os primeiros produtos com tecnologia Ynvisible, em materiais plásticos transparentes encontram-se já em fase avançada de desenvolvimento e deverão ser lançados em 2011. 

«Estes poderão incluir publicidade interactiva em revistas, embalagens, e mostradores em ponto de venda, entre outros. A empresa espera no futuro vir a desenvolver ecrãs para outras superfícies, que estarão na origem de produtos como tapetes mágicos feitos de cortiça, com efeitos visuais despoletados por movimento, peças de mobiliário que permitem visualizar calendários ou jogos, e livros ou revistas com animações dinâmicas no seu interior», exemplifica. 

Empresa é ambiciosa nas metas de crescimento

As primeiras fases do desenvolvimento da tecnologia Ynvisible remontam a 2005, ano em que a YDreams se juntou a equipas de investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL) no sentido de desenvolver ecrãs electrocrómicos em diferentes superfícies. Uma parceria que dura até hoje. 

«A ambição da empresa é tornar-se uma referência mundial no desenvolvimento de ecrãs electrocrómicos impressos em qualquer superfície ou objecto, incluindo papel, plástico, vidro, cerâmica, madeira e derivados, e cortiça. O objectivo da Ynvisible passa pela produção em massa de novos ecrãs electrocrómicos flexíveis, impressos, com baixo consumo de energia, de visualização baseada em contraste, e de baixo custo», explica a empresa no comunicado. 

Inês Henriques, CEO da Ynvisible, explica que a Frost & Sullivan prevê que o mercado de printed electronics deverá crescer de cerca de 50 mil milhões de euros em 2015 para 290 mil milhões em 2025. Ou seja, há muito por onde crescer.

A YDreams, empresa-mãe, é o accionista maioritário da Ynvisible; outros investidores incluem os grupos Semapa e CUF, e membros da associação empresarial NERSANT.

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