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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Banca penaliza PSI20 no fecho

EUA seguem pressionados do outro lado do atlânticoA bolsa nacional fechou em queda nesta sessão, pressionada pelos títulos do sector financeiro.

O índice PSI20 perdeu 0,78% para os 7.827,01 pontos, com 15 dos 20 empresas cotadas a negociarem em terreno negativo.

Na Europa, os principais índices também fecharam em queda, numa altura em que se reacendem os receios de que a recuperação económica pode ser mais lenta.

Por cá, a empurrar para baixo ficou o BCP que tombou 1,77% para os 0,88 euros. O BES que ontem tocou máximos, hoje acabou por corrigir. Deslizou 1,4% para os 4,50 euros, numa sessão em que o BPI também cedeu 0,9% para cada acção valer 2,07 euros.

Entre os pesos pesados, uma nota negativa para a Portugal Telecom que desvalorizou 0,7% para os 7,22 euros, a acompanhar a descida da Zon Multimédia e da Sonaecom. A operadora liderada por Rodrigo Costa caiu 1,15% para os 4,18 euros e a dona da Optimus cedeu 1,08% para os 1,83 euros.

Ainda assim a liderar as descidas ficou a Mota-Engil que derrapou 2,56% para os 3,46 euros, num dia em que a Galp Energia tombou 0,66% para os 10,43 euros, pressionada pela descida dos preços do petróleo, que negoceiam já na casa dos 70 dólares, em Londres.

A penalizar esteve ainda a Altri que recuou 1,62% para os 3,20 euros, depois de ter apresentado ontem resultados do primeiro semestre do ano, após o encerramento do mercado. A cotada registou prejuízos de 12 milhões de euros.

EDP travou maiores descidas

Do lado dos ganhos, destaque para a EDP que hoje chegou a tocar o valor mais elevado desde Setembro do ano passado. A eléctrica subiu 0,8% para os 2,99 euros. Com esta subida, a energética liderada por António Mexia tem já um valor de mercado superior a onze mil milhões de euros.

Lá por fora, nos Estados Unidos, as praças abriram sem uma tendência definida, mas seguem já a perder, pressionadas pelo facto do petróleo estar a descer há 3 sessões consecutivas.

Entretanto foram avançados dois outros indicadores mistos em termos macroeconómicos. Hoje soube-se que o Produto Interno Bruto (PIB) nos EUA sofreu uma queda anualizada de 1% no segundo trimestre, menos do que os recuos dos trimestres anteriores, portanto um sinal de recuperação.

Mas foi ainda avançado que o número de novos pedidos de subsídio de desemprego, nos Estados Unidos, caiu na semana passada. Ainda assim esse recuo foi menor do que o esperado pelo mercado, o que está a gerar alguma apreensão.

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