A TAP admite a possibilidade de instaurar processos disciplinares aos trabalhadores escalados que não cumpriram os serviços mínimos, avança a Lusa.
De acordo com os dados da transportadora aérea, a greve do pessoal de terra, da Groundforce, regista uma adesão a rondar os 30% nos cinco aeroportos envolvidos.
Segundo declarações do porta-voz da TAP, António Monteiro, à Lusa, os sindicatos tinham de indicar os trabalhadores que iriam estar escalados para cumprir os serviços mínimos durante os dois dias de greve e não o fizeram, tendo a Groundforce indicado quem seriam os trabalhadores escalados. Mas muitos deles não apareceram.
Veja aqui o vídeo do aeroporto
Apesar de a TAP ainda não ter deixado de realizar nenhum dos voos planeados para esta sexta-feira, alguns voos estão a sair do Aeroporto de Lisboa com atrasos de mais de duas horas, segundo a página oficial da ANA-Aeroportos de Portugal. Já a TAP, apenas admite «ligeiros» atrasos em 23% dos voos.
Para tentar contornar a greve do pessoal de térrea, a TAP recorreu, em alguns aeroportos, à Portway, uma empresa ligada à ANA, para prestar os serviços. Uma decisão que, para os sindicatos e para o especialista em Direito laboral, Garcia Pereira, é ilegal. O especialista sugeriu que a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) acompanhasse a situação da greve nos aeroportos e é isso mesmo que está a acontecer.
Vídeo: actuação da TAP é ilegal
Inspectores da ACT estão desde o início da manhã nos aeroportos de Lisboa, Faro e Porto.
O «Económico» está a avançar que várias transportadoras, nacionais e internacionais, estão a fintar a greve na TAP trazendo dos respectivos aeroportos-base técnicos que permitem fazer serviços de terra no aeroporto de Lisboa.
Entre elas estão a Air France, a British Airways e a açoriana SATA.

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