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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

FMI injecta 283 mil milhões de dólares em bancos centrais de todo o mundo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) injectou hoje 250 mil milhões de dólares (174,272 mil milhões euros) nos bancos centrais de todo o mundo para potenciar as suas reservas de divisas e aumentar a liquidez do sistema financeiro. E em 9 de Setembro distribuirá outros 33 mil milhões de dólares (23 mil milhões de euros).

Portugal vai receber um total de 1167,1 milhões de dólares (810,5 milhões de euros), dos quais 997,3 milhões de dólares (692,6 milhões de euros) na parcela distribuída hoje, e 169,4 milhões no dia 9.

A distribuição dos recursos tem em vista “aumentar a liquidez na economia mundial e complementar as reservas de divisas dos nossos membros”, disse a porta-voz do FMI, Caroline Atkinson.

A ideia partiu da cimeira dos países do G-20 que, na sua cimeira presidencial de Londres, em Abril, chegou a acordo para reforçar o FMI no combate à crise económica.

O fundo funciona assim neste caso como um banco central mundial, realizando uma impressão de DES, a maior emissão de moeda da sua história.

EUA recebem a maior fatia

Os 186 países membros receberam hoje DES no valor de 74 por cento da quota no Fundo, que se baseia em larga medida ao seu peso na economia global. Isto significa que as maiores economias receberam a maior proporção do valor.

Desta forma, os EUA recebem quase 50 mil milhões de dólares (34,842 mil milhões euros) entre hoje e 9 de Setembro, um quinto de todo o montante, o Japão quase 18 mil milhões dólares (12,542 mil milhões euros) e a Alemanha cerca de 17 mil milhões dólares (11,834 mil milhões euros).

A América Latina e Caraíbas receberão mais de 21 mil milhões dólares (14,639 mil milhões euros) em Direitos Especiais de Saque (DES), a moeda virtual do FMI que serve de activo de reserva.

O Brasil e o México vão receber mais de 3,9 mil milhões dólares (2,718 mil milhões euros) cada, e também serão contemplados países como a Venezuela e a Argentina, a quem caberá respectivamente cerca de 3,5 mil milhões dólares (2,439 mil milhões euros) e 2,6 mil milhões dólares (1,811 mil milhões euros.

A medida será especialmente importante para alguns países em desenvolvimento, que no seu conjunto receberão 100 mil milhões de dólares (69,632 mil milhões euros).

Por outro lado, o conselho executivo do FMI acedeu emitir pela primeira vez vales ou títulos do tesouro em DES, tal como haviam pedido países como dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).

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