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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

PIB de Macau caiu 13,7 por cento no trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) de Macau caiu 13,7 por cento no segundo trimestre face a igual período de 2008, a maior queda desde 1998, quando se iniciou a análise trimestral do indicador, revelam dados oficiais hoje divulgados. De acordo com os Serviços de Estatística e Censos, o PIB de Macau registou um comportamento negativo entre Janeiro e Junho, com um decréscimo de 12,8 por cento em relação ao período homólogo de 2008.

A queda do PIB no segundo trimestre advém da descida em 12,2 por cento das receitas brutas do sector do Jogo e em 20,6 por cento das despesas de visitantes, em termos nominais e face ao mesmo período de 2008, segundo os dados oficiais.

A formação bruta de capital fixo registou, por sua vez, uma diminuição de 27,4 por cento, justificada com a "suspensão ou abrandamento das obras dos empreendimentos de grande envergadura".

Em sentido negativo seguiram também as exportações, que caíram 58,3 por cento no segundo trimestre e 55,3 por cento entre Janeiro e Julho para um total de 4,53 mil milhões de patacas (397 milhões de euros), indicam dados hoje divulgados.

Nos primeiros sete meses do ano, os fluxos de exportação doméstica e de reexportação registaram decréscimos de 69,5 por cento e de 31,4 por cento, respectivamente, face a igual período de 2008.

Já as importações, estimadas em 20,01 mil milhões de patacas (1,7 mil milhões de euros), caíram 21,8 por cento até Julho.

Os dados oficiais indicam que o défice da balança comercial atingiu 15,48 mil milhões de patacas (1,3 mil milhões de euros), com a taxa de cobertura das exportações sobre as importações a alcançar 22,6 por cento.

Só nos principais mercados de destinos das exportações de Macau - Estados Unidos, União Europeia e China continental - as vendas do território diminuíram em termos homólogos e para os primeiros sete meses do ano, 79 por cento, 59,6 por cento e 44,8 por cento, respectivamente.

Os produtos têxteis e vestuário, até este ano o principal produto do cabaz das exportações, caíram em valor 72 por cento reduzindo o seu peso na estrutura para 37,6 por cento, enquanto que os produtos não têxteis registaram uma quebra de 30 por cento. Nas importações, as compras à China diminuíram 41,9 por cento, mas as aquisições na União Europeia registaram uma subida homóloga de 4,2 por cento.

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