Segundo as informações avançadas, esta segunda-feira, pela Autoridade da Concorrência daquele país, esta decisão surge depois da Federação Italiana de Editores de Jornais (FIEG) denunciar o alegado abuso do Google, ao não permitir escolher livremente o modo como são utilizadas as notícias dos seus sites.
É que o facto dos sites não quererem aparecer no «Google News», já tem causado problemas, já que acabam por ser automaticamente excluídos do seu motor de pesquisa. Uma situação que, para o regulador, pode levar a «deformações» no mercado publicitário na Internet.
A AGCM «abriu já uma investigação ao Google Italy para verificar se o comportamento da empresa, tendo em consideração o seu domínio indiscutível no fornecimento de serviços de pesquisa online, pode afectar indevidamente a concorrência do mercado publicitário online, bem como, consolidar a sua posição na mediação de espaços publicitários», lê-se na nota.
Segundo os editores italianos, a forma como o «Google News» utiliza parcialmente alguns dos «produtos» destas publicações tem um impacto negativo na capacidade destes em atrair utilizadores e investimentos publicitários para os seus próprios portais.
«Os editores italianos, que não obtenham qualquer forma de remuneração directa pelo uso dos seus próprios conteúdos no Google News, também não teriam a possibilidade de escolher se desejam incluir as notícias publicadas nas suas páginas da Internet» no portal da Google, indica o comunicado.
O facto da publicação se recusar a aparecer na «Google News», e isso poder implicar uma exclusão imediata do motor de busca, seria, de acordo com o regulador, uma condição «extremamente» prejudicial, uma vez que é «essencial» para uma página da Internet aparecer no motor de busca.

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