A bolsa nacional recua mais de 1% e acompanha as fortes quedas dos mercados europeus e asiáticos. O PSI-20 negoceia com 18 títulos em queda mas a Galp Energia, o BCP e o BES são os que mais penalizam o índice.
O principal índice da bolsa nacional recua 1,32% para os 7.535,92 pontos, com 18 títulos em queda e dois a descer. Os mercados europeus perdem, na sua maioria, mais de 2%.As bolsas asiáticas também encerraram em forte queda, depois de ser conhecido que a economia japonesa cresceu menos do que o previsto pelos economistas no segundo trimestre de 2009.
Os futuros norte-americanos seguem também em forte queda. Na bolsa nacional, os títulos da Galp Energia e da banca são os que mais penalizam o PSI-20. Neste momento, oito títulos do PSI-20 perdem mais de 2% e sete mais de 1%. A negociar em terreno positivo estão apenas as acções da EDP e da Portucel, que avançam 0,14% e 0,79%, respectivamente. Os títulos da Galp Energia recuam 2,05% para os 9,62 euros, num dia em que o preço do petróleo cai mais de 2% e negoceia abaixo dos 66 dólares por barril nos Estados Unidos.
No sector bancário, as quedas são generalizadas. O BCP cai 1,67% para os 0,882 euros, o BES recua 1,77% para os 4,45 euros e o BPI desvaloriza 1,36% para os 1,964 euros. Em forte queda seguem ainda os títulos da Brisa, que recuam 2,13% para os 6,264 euros, e da Mota-Engil, com uma queda de 2,09% para os 3,143 euros. As acções da Altri, que na sexta-feira subiram mais de 7% a acompanhar os ganhos do sector do papel, estão a perder 3,38% para os 2,599 euros. Fora do PSI-20, a Impresa contraria esta tendência e ganha 4,62% para 1,36 euros. Os títulos já estiveram a subir mais de 6% esta manhã, negociando perto de níveis máximos do ano. "[A Impresa] subiu muito, depois desceu e agora está a recuperar", disse ao Negócios um operador do Probolsa, que preferiu não ser identificado, referindo ainda que o movimento do título "não surpreende".O operador contactado pelo Negócios, acrescentou que a liquidez é elevada para o normal neste título.
A Impresa negociou mais de 145 mil acções nas primeiras três horas de negociação do dia de hoje. Um volume que compara com uma média de 135 mil acções negociadas, diariamente, nos últimos seis meses."Já se viu que há interesse" referiu o operador, para quem outras interpretações acerca dos recentes movimentos no preço da cotada se tratam de "especulação".

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