A bolsa de Lisboa encerrou a sessão desta quinta-feira a ganhar 0,79% para 7.493,18 pontos, máximos dos últimos dez meses. A praça nacional acompanhou o entusiasmo das restantes praças europeias, que foi motivado pelas notícias relativas à recuperação da economia.
O Eurostat divulgou que a economia europeia caiu apenas 0,1 por cento no segundo trimestre do ano, o que representa uma desaceleração do ritmo da recessão. O valor, que foi muito melhor do que esperavam os economistas, resulta do crescimento obtido já em algumas das grandes economias, como a França e a Alemanha (0,3% cada). Portugal alcançou, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), também um crescimento trimestral de 0,3%.
Na bolsa os ganhos foram liderados pela Mota-Engil e a Brisa.
A Mota-Engil brilhou nesta sessão ao encerrar a 3,29% para 3,17 euros, mas chegou a subir 4%, atingindo o valor mais alto dos dois últimos meses. A construtora admitiu vir a estabelecer uma parceria com a EDP em Angola para a área da energia.
A Brisa esteve também em destaque, subindo 2,93% para 6,32 euros. A empresa atingiu o máximo deste ano, e acumula já um ganho superior a 20% desde o início do mês.
Banca em alta
Dos pesos pesados, o BCP destacou-se com uma subida de 2,53% para 85 cêntimos, depois de quarta-feira ter anunciado que deverá encerrar Agosto com um «Tier 1» (nível de adequação de capitais próprios de base) de 8,8%, semelhante ao dos seus pares cotados.
No mesmo sector, o BES também avançou 0,38% para 4,54 euros e o BPI 1,02% para 1,99 euros.
Já na energia, a Galp subiu 0,89% para 9,65 euros e a EDP 0,32% para 2,85 euros.
Dos principais títulos, nota negativa para a PT que desceu 0,28% para 7,08 euros.
Lá por fora, a praça alemã subiu 0,95%, a espanhola 1,03%, a inglesa 0,82% e a francesa 0,49%.
Nos EUA, os mercados chegaram a negociar mistos, mas agora estão em alta. O Dow Jones sobe 0,15% e o Nasdaq 0,48%. Os investidores ficaram animados com alguns dados positivos, como os resultados da Wal-Mart, e os pedidos de subsídio de desemprego acumulados. Mas o indicador das vendas a retalho, que caíram inesperadamente, acabou por «estragar a festa».

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