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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Capacidade de gerar negócios em língua portuguesa depende da habilidade de somar esforços

O Brasil tem muito a oferecer e a contribuir para o avanço das relações comerciais com os países de língua portuguesa, disse hoje o presidente da Associação Mundial das Agências de Promoção de Investimentos (WAIPA).

"A capacidade de gerar negócios está condicionada à habilidade de somar esforços na promoção do comércio entre os países de língua portuguesa", declarou Alessandro Teixeira, à margem do Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que decorre esta semana no Rio de Janeiro.

Para Alessandro Teixeira, que também preside à Agência Brasileira de Exportação e Investimento (Apex-Brasil), o desenvolvimento de projectos em comum ainda é um desafio para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Através deste foro empresarial, Alessandro Teixeira destaca que o Brasil está a tentar realizar "um trabalho mais homogéneo para os países de língua portuguesa, utilizando Macau como uma das portas de entrada dos investimentos e empresas brasileiras no mercado chinês".

A participação da China no encontro do Rio de Janeiro deve-se ao crescimento do comércio daquele país com a CPLP, através da Região Administrativa Especial de Macau, que comemora o seu 10º aniversário.

O papel da China principalmente, através de Macau, "tem sido importante na recuperação da economia mundial", salienta ao referir que o Brasil não pode abster-se de ingressar no mercado chinês, "que está próximo de ser a segunda maior economia do mundo", tendo Macau como "uma opção de porta de entrada".

"Nós olhamos para Macau não só como a possibilidade de entrada das empresas brasileiras mas como um mercado para alguns nichos - como indústria têxtil e de móveis", sublinhou.

Segundo o presidente da WAIPA, a parceria estratégica com a China deve ser utilizada também no auxílio aos "países irmãos" da África.

"O Brasil vai tornar-se cada vez mais um 'power house', ou seja, um centro de excelência da produção de energia e de alimentos do mundo", para quem é "impossível" o país não estar entre as cinco maiores economias do mundo nos próximos 20 anos.

Alessandro Teixeira acrescentou ainda que o Brasil não está apenas "interessado em fazer crescer o PIB nacional (produto interno bruto) mas também em auxiliar para atenuar a fome mundial".

Um estudo da Apex refere que as trocas comerciais entre o Brasil e os outros membros da CPLP alcançaram em 2008 o seu ponto mais elevado, com mais de 6,5 mil milhões de dólares (4,5 mil milhões de euros), o que representou um crescimento acumulado de 794 por cento desde 1996, ano em que a CPLP foi instituída.

Realizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações, o encontro empresarial conta com a parceria do Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional CCPIT, sigla em inglês) e o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM).

Nesta edição brasileira, os executivos chineses e lusófonos estão a reunir-se para identificar formas de cooperação e estabelecer 'joint-ventures'.

Além da região de Macau e da China e Brasil, estão também presentes empresários de Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste.

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