Notícias principais - Google Notícias

Loading

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Confiança dos consumidores norte-americanos melhorou em Agosto

A confiança dos consumidores norte-americanos melhorou em Agosto passado, à medida que se tornam menos preocupados com a situação do mercado laboral.

De acordo com os valores hoje divulgados, o índice de confiança da Conference Board subiu para 54,1 pontos, ou seja, mais do que esperado e representando o primeiro ganho em três meses, após os 47,4 pontos em Julho passado. O ponto mais baixo situou-se em Fevereiro passado quando o índice se ficou em 25,3 pontos.

A evolução do índice é explicada pelos apoios públicos concedidos aos consumidores e aos desempregados. Mas apesar disso, a taxa de desemprego é esperada que se mantenha nos 10 por cento em 2010, tal como se prevê uma estagnação dos salários nesse período. Ou seja, um panorama que não deveria perspectivar muito optimismo por parte dos consumidores.

Os analistas citados pela agência Bloomberg referem que os consumidores foram influenciados pelas suas perspectivas de curto prazo, com os olhos postos na inflexão da queda da economia, mais do que nas próprias perspectivas dos rendimentos a médio prazo. Mas sublinha-se por outro lado que, enquanto a estagnação dos rendimentos se mantiver presente na consciência dos consumidores, é de esperar que o consumo se mantenha sem evolução de maior.

A evolução positiva das expectativas dos consumidores caminha a par com a subida dos índices de acções e igualmente com a opinião dos consumidores sobre a facilidade em conseguir um emprego. A parcela dos consumidores que considera difícil encontrar trabalho reduziu-se de 48,5 por cento em Julho para 45,1 por cento em Agosto. E aumento da parte dos consumidores que espera que o seu rendimento cresça nos próximos seis meses passou de 10,1 para 10,6 por cento.

Mas os sinais são ainda contraditórios. Se, por um lado, parece haver uma certa inflexão nos sentimentos dos consumidores, o certo é que atinge ainda uma parcela diminuta deles, de forma a poder transformar-se numa retoma do consumo. O índice construído pela Reuters/Universidade de Michigan revela, aliás, ainda, que o sentimento dos consumidores desceu pela segunda vez, motivada pela evolução do desemprego e dos salários.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Castro Jerónimo - Search Engine

Arquivo do blogue