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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Empresa portuguesa constrói complexo turístico na ilha do Príncipe

A empresa Takala Investimentos vai construir na Praia Boi, na ilha do Príncipe, um complexo turístico de cinco estrelas avaliado em 10 milhões de euros.

"Trata-se de um projecto baseado no turismo da natureza, destinado a um segmento extremamente elevado, porque acreditamos que as características da ilha do Príncipe potenciam esse tipo de turismo" disse à Lusa Nuno Santos, director administrativo de Leart Takala Investimentos, empresa portuguesa com accionistas finlandeses.

As obras deverão arrancar no primeiro semestre do próximo ano.

O empreendimento será designado de 'Resort Praia Boi', que se situa a sul da ilha do Príncipe, a 12 quilómetros da cidade de Santo António.

Trata-se de um investimento de Leart Takala Investimentos, empresa portuguesa de accionistas finlandeses que vai ocupar uma área de 10 hectares. A maquete do projecto já foi apresentada há uma semana a autoridade regionais.

Além do edifício central, o complexo vai dispor de 60 bangalôs, bem como outras infra-estruturas. Terá a capacidade para 120 pessoas e desenvolverá outras actividades.

"O objectivo das 120 pessoas, basicamente é pensar num turismo também de congresso e de eventos que pretendemos organizar neste paraíso que é a ilha do Príncipe", acrescentou Nuno Santos.

Os 10 hectares concedidos a Leart Takala Investimentos tem uma duração de 30 anos renováveis e a empresa pretende ser "um agente modificador para a população do Príncipe".

"Sabemos que a ilha tem carência de pessoal qualificado, vamos ser a primeira unidade no Príncipe a ser um hotel escola. Vai haver um centro de formação dedicado a todas as áreas de formação, para tenhamos no futuro, nos nossos quadros, exclusivamente cidadãos do Príncipe e de são Tomé", disse Nuno Santos.

O investimento está calculado em 10 milhões de euros e numa primeira fase vai garantir 100 postos de trabalho.

"Um investimento como este vai ser uma mais-valia para a região, criando um número de empregos razoável e, no caso deste, tem essa valência formação que é uma componente de que o governo regional precisa", disse João Paulo Cassandra, director regional de investimentos.

O projecto contempla também uma componente reservada à investigação e reprodução de tartarugas marinhas.

"Temos um acordo firmado com a universidade do Algarve, na sequência do programa SADA que protege a tartaruga marítima. E vamos incluir no próprio 'resort' uma área destinada a investigação e a reprodução das tartarugas", concluiu o director administrativo da Leart Takala Investimentos.

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