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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

"Esperamos que os bancos" façam "o seu trabalho que é emprestar"

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, voltou a sublinhar que é importante que a banca comercial reflicta na economia real as medidas tomadas pela autoridade monetária e pelos Governos. Ou seja que “façam o seu trabalho que é emprestar”.

Nos últimos meses assistiu-se a uma desaceleração da concessão de crédito e os últimos dados indicam que a evolução foi “substancialmente negativa” no que se refere aos empréstimos às empresas, mas “ligeiramente mais positiva” nos financiamentos às famílias, revelou Trichet.

Ainda assim, os bancos continuam a pautar os seus critérios de concessão de crédito com condições “apertadas”.

“O aperto das condições está a aliviar progressivamente”, adiantou o presidente da autoridade monetária, que acrescentou que ainda “há muita coisa para ser feita”. Mas não apenas do lado dos bancos. Trichet salientou que a procura também está a atravessar por uma fase conturbada e que é preciso “menos constrangimento na procura”.

Trichet adiantou que o BCE espera que os bancos “façam o seu trabalho que é emprestar” e que passem para a economia real o que foi feito pelo BCE e pelos Governos. É preciso que os bancos “tomem conta as medidas fortes que tomámos”.

“A procura está a desempenhar um papel muito mais relevante do que a oferta”, devido à actual situação económica, continuou o responsável, sublinhando que"há constrangimentos na oferta”, mas o lado da procura está a ter um papel igualmente importante, com as famílias e as empresas a adiarem projectos com receio no futuro.

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