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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Facebook planeia aumentar a força de trabalho em 50%

O Facebook planeia aumentar a sua força de trabalho este ano em 50%, beneficiando de um excedente de engenheiros durante a recessão, disse o CEO e fundador da empresa, Mark Zuckerberg.

“Mais ninguém está a contratar”, disse Zuckerberg em entrevista. “Tem sido um óptimo ambiente para nós, porque a economia tem estado a ajudar”, acrescentou.

A rede social mais popular do mundo, que tem mil empregados, vai aumentar a sua força de trabalho a um ritmo mais lento do que o normal para uma “start-up”, disse o CEO da empresa. A Google quase duplicou a sua força de trabalho, anualmente, até 2005, um ano depois de se ter tornado uma empresa cotada.

Mark Zuckerberg disse que está a tentar limitar os custos da empresa, num esforço para atingir um retorno positivo no próximo ano. Em Maio, o Facebook mudou-se para um edifício com algumas décadas de idade, em Palo-Alto na Califórnia, a que o CEO chama “o bunker”.

“Aquilo que quero relembrar às pessoas é que nós estamos muito mais próximos do início do que estamos do fim”, disse Zuckerberg numa entrevista concedida a 20 de Agosto à Bloomberg.

O Facebook, que tem 250 milhões de utilizadores, ainda precisa de prestar provas a potenciais interessados em publicitar os seus produtos. Uma sondagem feita no último ano, mostrou que os utilizadores de redes sociais são menos susceptíveis de “clickar” num anúncio ou comprar um produto, do que utilizadores de outros “sites”, disse um analista da empresa de pesquisa.

“Estou um pouco céptico”, disse o analista. “Eles podem ter de tirar o máximo de proveito do dinheiro que têm, tanto do que obtiveram com financiamento como das receitas”, concluiu.

As receitas do Facebook provêm de publicidade e de um sistema de pagamento “on-line” que permite aos utilizadores enviarem presentes uns aos outros. A receita da empresa deverá crescer 70% este ano, desde 2008, segundo a as responsável pelas operações da empresa.

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