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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Fundos de pensões reduzem exposição às acções ignorando sinais de retoma

Os maiores fundos de pensões do mundo estão a perder confiança no mercado de acções, como melhor investimento de longo-prazo, reduzindo ou mantendo inalterada a exposição ao mercado accionista à medida que este regista a maior valorização desde os anos 30.

Quatro dos dez maiores fundos de pensões reduziram a ponderação de acções nas suas carteiras de investimento. Os restantes seis mantiveram-nos inalterado, durante a subida de 53% do índice MSCI World. Os fundos de pensões do Reino Unido reduziram mesmo a sua exposição às acções para 41%, mínimos de 1974 que se seguiram ao embargo de fornecimento de petróleo pelo Médio Oriente.

“Dada a tempestade a que assistimos nos mercados financeiros, o nome do jogo é gestão de risco”, disse o chefe do Pension Advisory Group, do JPMorgan, em Frankfurt. “A maioria dos fundos de pensões ainda não acabou de retirar risco das suas carteiras de investimento. Alguns nem começaram”, concluiu, citado pela Bloomberg.

As perdas sofridas na pior década para as acções desde pelo menos 1900, comparativamente com obrigações, levaram o peso do investimento em acções nas suas carteiras de investimento a deteriorar-se.

À medida que os sinais de abrandamento da crise económica ajudaram as acções a desempenharem a maior recuperação de que há registo, os fundos de pensões preteriram o investimento em acções, não deixando a exposição às acções regressar a níveis anteriores à crise.



O retorno médio das acções norte-americanas ficou atrás das obrigações do governo desde 1999, depois de no século passado ter superado, segundo dados compilados pela London Business School (LBS) e pelo Credit Suisse.

As acções subiram 12,91% ao ano, de 1900 a 1999, enquanto as obrigações do governo renderam 4,69% ao ano, segundo dados da LBS e do Credit Suisse. Desde o início do novo século as mesmas obrigações renderam 6,36%, enquanto as acções tiveram um rendimento negativo das acções em 2,27%.

Uma vez que os maiores fundos gerem um total de cerca de três biliões de dólares, segundo dados da Bloomberg, as decisões tomadas relativamente à exposição aos diferentes mercados influenciam a dos mercados de acções.

Os fundos de pensões europeus baixaram a ponderação das acções nas suas carteiras mesmo depois de o MSCI World ter caído para apenas 9,4 os resultados das suas cotadas, em Novembro de 2008. O rácio mais barato desde, pelo menos, 1995, de acordo com dados semanais compilados pela Bloomberg.

“O facto é que houve um despertar relativamente ao risco das acções e do papel que as acções devem desempenhar na estratégia dos fundos de pensões”, disse o responsável pela unidade de consultoria de investimento da Mercer European, em entrevista. “Já para não dizer que as acções não devem ser parte do plano de investimento de fundos de pensões, mas que vão ter um papel menos influente a desempenhar”, acrescentou.

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